quarta-feira, 27 de outubro de 2010

As cartas abertas




Ontem recebi um e-mail da Josenilda Duarte, o que sempre é uma honra para mim, pois ela me inspira cada dia mais para lutar contra o meu machismo incubado. Nele, ela transcrevia uma carta aberta de um economista brasileiro, dirigida ao Fernando Henrique Cardoso, criticando suas posições em sua carta aberta, por mim publicada aqui no Blog (veja aqui). Eu tive até vontade de publicá-la aqui também, mas, não foi possível por um motivo muito simples: Eu não entendi quase nada do que o homem escreveu. Como é uma crítica a uma carta que li e entendi tudo, a do Fernando Henrique, eu não sei o que aconteceu com os meus conhecimentos de Economia Doméstica.

A solução que encontrei para ver se consigo, em tempo útil, isto é, antes da eleição, pois a única coisa que entendi é que a carta é uma espécie de propaganda eleitoral, para a Dilma, como a do Fernando Henrique é para Serra, foi enviá-la ao Zezinho de Caetés que é o nosso entendido, ou apenas diz ser, em Economia aqui no Blog. O Zé Carlos estudou a matéria tempos atrás e não quer mais nada com a vida, só cuida do neto, e diz também, que já esqueceu quase tudo. Então, quando o Zezinho puder deve comentar a carta aberta do professor. Portanto, amiga Josenilda, farei o possível para publicar sua mensagem, quando o Zezinho puder comentar. De qualquer forma sempre é um prazer receber uma mensagem do centro, como diz a teoria da dependência que o professor usa, e o Fernando Henrique a usou, isto segundo o Zezinho.

Mas falando ainda de cartas abertas, hoje o próprio Zezinho me alertou que havia uma delas no Blog do Ricardo Noblat da qual eu iria gostar. Fui lá, e me deparei com a segunda pessoa conhecida que diz que não esteve naquela manifestação de artistas e intelectuais, mas seus nomes constavam do manifesto lançado pela organização do evento. Pelo jeito, se tirarmos os artistas globais, e os cantores de pagode, ficarão apenas o Boff, o Chico e o Alceu Valença, embora eu não saiba se ele já aderiu ao pagode também.

A outra pessoa de que falei, está na mídia, foi o Padilha que dirigiu o filme Tropa de Elite, agora é a escritora Ruth Rocha, com a carta que transcrevo abaixo em azul.

"Carta à candidata Dilma

Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha... “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas:

falta de educação e

a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem...”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então...

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010

Ruth Rocha, escritora"

Pelos bigodes do Hitler, o que eles estão querendo? Apenas dar razão ao José Serra quando diz que os métodos usados pelo PT são os mesmos que foram usados pelo nazismo na Alemanha. Agora, mentira, tem outro nome: “factóide”. Então aquela reunião tão badalada vai virar um factóide através deste manifesto. Eu já digo logo. Não o assinei. Mas, igual na Alemanha, a mentira vai se multiplicando e se colar colou. Uns poucos até, mesmo não assinando se sentirão honrados de participar da farsa, e povão vai acreditando na pureza angelical do compositor da banda, que agora está mais a toa na vida do que quando a compôs.

Pelas barbas do Boff, o que eles estão querendo? Li também que a filósofa petista Marilena Chué, já avisou que vai haver um badernaço em São Paulo, feito por peessedebistas, vestidos de petistas para incriminar o PT. Como diz o homem do programa que só trata de crimes: “Durma-se com um bronca destas”. É delação antecipada. Vendo isso, eu não posso deixar de fazer uma denúncia antecipada também. No próximo dia 31, um grupo de petistas vai vestir camisas do PSDB, com o número 45, e irá às urnas votar no José Serra. Então quando você encontrar aquela multidão sufragando o 45, são petistas que se decepcionaram com o poste. Por via das dúvidas, não se encontra mais uma camisa do Serra em Bom Conselho e em Garanhuns. Como o poste, dizendo as besteiras que diz nos debates, se você quiser xingar alguém basta dizer: “Você é um petista”, agora ninguém quer mais vestir a camisa do PT. Dizem que em Garanhuns quase houve morte por isto. Tenham cuidado então.

Pelas barbas do Lula, num país onde o presidente pede como presente de aniversário a eleição de sua candidata, e ainda tem baba ovo que aprova, falsificar assinaturas em manifestos não chega a ser um pecado mortal. O homem maluqueceu de vez. O poder subiu-lha a cabeça, misturou-se com a 51 e vejam o que aconteceu. “Delirium tremens”, antecipado. Eu tenho medo quando começar mesmo sua abstinência pela ausência de poder, e só restar a 51. Aí ele vai surtar de vez. Vai começar engolindo “bolinhas de papel” do Frei Galvão, e sem cura, vai engolir uma bomba daquelas que atingiu o goleiro Rojas. Oh mulher, me dá uma pena!!!

Agora, pelas barbas do profeta, mesmo depois da pancada do primeiro turno, em que o apedeuta-mor teve que engolir a derrota, dando um prejuizo enorme ao "bufet" contratado em Brasília para festa da vitória, os petistas ainda estão acreditando nas pesquisas. Eu não acredito nem na do Índio da Costa. Acredito mais no nervosismo no pessoal da Dilma que as publicam sem acreditar nelas e apelam para os argumentos mais bobos para influenciar o eleitorado. Lembrem do primeiro turno. Pelo menos digam ao Lula para não contratar festas, pois os quitutes pagos com o nosso dinheirinho vai sobrar outra vez no palácio.

Hoje vi um debate da Globo criado pelo Zezinho, nosso pândego amigo, que desceu do muro, mas continua agarrado na corda. Ri muito. Entretanto, acho que vai ser igual aos outros, o Serra será melhor. Espero que com a Globo, a audiência chegue aos grotões, que estão dando a vitória a Dilma até agora, pelo menos, nas pesquisas, que a derrubou no primeiro turno. Mentira tem perna curta!


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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