quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Entrevista com o Serra no Jornal Nacional




Eu continuarei escrevendo em verde. Não é porque tenha votado na Marina. Lucinha Peixoto que o fez. É porque acho uma bonita cor. Abaixo, como fiz ontem com a candidata Dilma Roussef, hoje apresento a transcrição, com comentários, a entrevista do José Serra o outro candidato à sucessão presidencial. Devo avisar que a transcrição não foi editada por mim. Vejam o filme no final para verem e ouvirem o que disse o Serrra. Eu já adianto que, mesmo não concordando com tudo com o que ele propõe, eu entendi o que ele disse e não me deu sono, e ele não gagueja. Tudo ao contrário da entrevista da Dilma. Leiam e tirem suas conclusões.

William Bonner: Boa noite, candidato.

José Serra: Boa noite, William. Boa noite, Fátima. Boa noite a quem está nos vendo e escutando.

William Bonner: Muito bem. Esta entrevista terá dez minutos com uma tolerância de um minuto e mais 30 segundos como mensagem do candidato aos seus eleitores. Essa tolerância é para evitar interrupções e para a conclusão do raciocínio do candidato, e o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, o senhor teve no primeiro turno um desempenho inferior ao que o seu colega Geraldo Alckmin conseguiu na eleição presidencial de 2006. Ele teve nove pontos percentuais a mais que o senhor obteve desta vez. A que o senhor atribui essa resposta dos eleitores a suas propostas?

José Serra: Olha, primeiro, os outros candidatos eram diferentes, inclusive não tinha uma terceira candidata, ou um terceiro candidato, tão forte quanto a Marina. E no primeiro turno, na verdade, os eleitores fazem uma aproximação pro voto, né, não é um julgamento definitivo. E de todo modo eu cheguei a ter 33 milhões de votos, a Marina 20, de maneira que isso representou a maioria da população brasileira, mostrando que na verdade o Brasil quer um segundo turno, né, porque segundo turno tem muito mais possibilidade, entre os dois mais votados, de ter conhecimento, de iluminar a cabeça e a mente para o dia da eleição.

Eu não sei porque se diz sempre “Olha” e “Veja bem”. Isto ocorreu com a Dilma também. Deve ser por causa das luzes dos refletores. Como eu nunca fui entrevistado no Jornal Nacional, não criticarei mais os candidatos por isto. Embora, ao contrário da Dilma, o que se seguia depois destas palavras, era compreensível. Neste caso penso que o candidato tem razão, mas há outro motivo importante. Os eleitores mandaram um recado para o Lula, que ontem já andou metendo os pés pelas mãos outra vez falando mal da imprensa, dizendo (obrigado pela frase Lucinha, embora ela antes tenha dito em latim): “Lembra-te oh homem! Que és pó e ao pó retornarás.”

Fátima Bernardes: Agora, esse segundo turno, ele está radicalizado. Uma mistura entre religião e política que normalmente não costuma dar certo em lugar nenhum. A sua campanha tem explorado posições do PT e da candidata do partido, por exemplo, em relação ao aborto. Essa mistura, política e religião, não deveria ser evitada?

José Serra: Olha, não fomos nós que levantamos, nem nós exploramos. Acontece o seguinte: a Dilma manifestou-se a favor do aborto. Deu uma entrevista que está, enfim, tem o vídeo. O PT no final do ano passado fez aquele programa nacional de direitos humanos que tornava transgressor, criminoso aquele que fosse contra o aborto. Então eles puseram a questão no ar.

Fátima Bernardes: Mas a sua campanha também, candidato.

José Serra: Eu sempre manifestei, eu sempre manifestei o seguinte: eu sou contra a liberação do aborto e nunca explorei isso do ponto de vista de que ela estaria errada por ser a favor do aborto. O que acontece é que ela afirmou uma coisa e depois afirmou o oposto. Nem reconhece que disse o oposto e numa campanha esses temas, Fátima, acabam sendo postos pela própria população.

Fátima Bernardes: Mas candidato...

José Serra: Nunca me passou pela cabeça transformar isso num centro de campanha.

Isto é um fato. Isto só virou um caso político eleitoral devido ao erro de avaliação da campanha da Dilma de que os religiosos vinham interferindo perigosamente, para eles, na sucessão presidencial. É claro que os militantes do Serra vendo o filão aberto, aquela ida da Dilma a aparecida, toda enrolada para fazer o sinal da cruz, etc. etc. Passaram, a explorar na internet. E o Serra que não é besta nem nada, e que antes ia a algumas missas aproveitou o embalo, e deu no que deu, e ainda vai dar mais agora, com a súbita conversão da Dilma. Vejam o comentário seguinte.

Fátima Bernardes: Mas candidato, sua campanha tem mostrado, falado insistentemente em Deus, tem mostrado imagens de missas, de cultos religiosos. Questões como essas do aborto, até mesmo a união civil entre homossexuais, elas não deveriam receber um tratamento de políticas públicas e não uma abordagem do ponto de vista da religião? Isso não contribui assim para um retrocesso no debate político?

José Serra: Olha, eu insisto: quem introduziu esse ingrediente na campanha foi o PT e foi a Dilma. Como eu tenho uma posição contrária ao aborto eu sempre fui perguntado, e sempre disse isso.

Fátima Bernardes: Mas é um retrocesso, o senhor considera um retrocesso?

José Serra: Todas as campanhas que eu fiz, eu sempre visitei igrejas, né, eu sou católico, mas sempre visitei igrejas, inclusive igrejas cristãs, evangélicas. Sempre falo no meu linguajar cotidiano, porque está incorporado, eu sempre digo: 'se Deus quiser'. Eu sou uma pessoa religiosa. Não há nada forçado neste sentido. E, aliás, a candidata não fez outra coisa se não passar a freqüentar igrejas, coisa que habitualmente ela não fazia. Então isso dá um tipo de aquecimento que se transforma no que você falou. Agora o que eu quero dizer é que a base disso está no fato de que uma hora ela disse uma coisa e em outra hora ela diz o oposto. Aliás, não é o único caso que isso acontece.

Eu sei que os petistas dirão que dizer “se Deus quiser”, não implica que alguém seja religioso. De quando em vez vi o Cleómenes Oliveira, nosso ateu e ex-colega, que eu preferiria dizer nosso colega e ex-ateu, pois ele foi uma das boas pessoas com quem tive contacto, dizer. Agora, que o Serra, nas fotos em filmes e foto que vi de suas participações religiosas, estava mais à vontade do que a Dilma, isto estava. Não sei, quanto à Mônica Serra, carregando aquela imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Menos Mônica, menos. Também concordo com o Serra quando ele diz que as contradições de Dilma, nesta caso foram tão flagrantes, e em outros casos também, que custa dizer quem é, quem foi e quem será a Dilma.

Wiiliam Bonner: Candidato, na sua propaganda eleitoral o senhor tem mostrado obras grandes que realizou como governador em São Paulo: Rodoanel, a ampliação da Marginal do Tietê. Essas obras foram tocadas, em parte ou totalmente, pela Dersa, que é a empresa estadual que cuida disso. Quando o senhor era governador, o diretor da Dersa era Paulo de Souza, também conhecido como Paulo Preto por alguns. Paulo Preto foi acusado de ter arrecadado ilegalmente dinheiro para a campanha do PSDB e de ter ficado com esse dinheiro pra ele. O PSDB e o senhor já negaram essa afirmação, disseram que não houve essa arrecadação. Mas o fato é que antes de os senhores negarem isso, Paulo Preto, ao jornal “Folha de S.Paulo”, disse o seguinte: "Não se abandona um líder ferido na estrada”. O que que ele quis dizer com isso?

José Serra: Olha, William, antes dessa entrevista nós já tínhamos desmentido. Não houve desvio de dinheiro na minha campanha, que seria a vítima no caso. Ou seja: não houve ninguém que tivesse doado, o dinheiro não tivesse chegado, e a pessoa tivesse feito chegar a gente de que a contribuição não tinha chegado, porque ele tinha dado e não chegou. Isso não aconteceu.

William Bonner: Mas esta frase, esta frase: "não se abandona um líder ferido na estrada".

José Serra: Esta frase...

Wiiliam Bonner: Parece ameaça.

José Serra: Não, não. Porque sempre tem, dentro de um partido, gente que gosta de um, gente que não gosta de outro, mas o fato é que não houve o essencial que é o desvio de dinheiro da minha campanha, porque eu saberia. Em todo o caso, nós seríamos a vítima. Você percebe? Quer dizer, e aí não se trata, inclusive, nem de dinheiro do governo. É um dinheiro que foi contribuição para uma campanha. Eu desmenti isso há muito tempo. E o assunto volta posto, inclusive pelo PT, porque o que eles gostam de fazer? De vir com ataques esses às vezes meio incompreensíveis para nivelar todo mundo, como se os escândalos da Casa Civil, como se os escândalos desse senhor Cardeal agora na Eletrobras, como se tudo isso pudesse ser também reproduzido, o que não aconteceu do outro lado. Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil...

William Bonner: Sim, candidato.

José Serra: ...que ficou do meu lado que aprontou tudo que a Erenice aprontou. Braço direito da Dilma.

William Bonner: Sim, mas eu tenho de observar o seguinte: primeiro, Paulo de Souza tinha um cargo estratégico no seu governo. Era um cargo importante, de grandes obras. E teve uma filha dele, inclusive, contratada pelo senhor tanto na Prefeitura de São Paulo quanto no governo do estado em cargo de confiança. Quer dizer: essa relação sua com parentes, também de alguma maneira não configura aí um nepotismo dentro do governo?

José Serra: Veja, essa menina foi contratada, eu nem conhecia, não foi diretamente por mim, para trabalhar no cerimonial, que é, que faz recepções, que cuida de solenidades e tudo mais, entre muitas outras. Tinha um currículo, sabia dois idiomas, ou sabe dois idiomas, sempre trabalhou corretamente. Inclusive eu só vim a saber que era filho de um diretor de uma empresa muito tempo depois. Ela não está em nenhum cargo, nunca teve nenhuma acusação, nem nenhum cargo que tome decisões, faça lobby, pegue dinheiro, como no caso dos filhos da Erenice.

A esta altura já estava com raiva era do William Bonner. Diante de tantos problemas urgentes para sabermos quais as propostas dos candidatos, levanta-se um que, no máximo, empregou-se uma moça, coitada, que nem deve estar pensando nisso, e que um governador deveria saber os detalhes do seu contrato. Mesmo em relação ao pais, o tal de Paulo Preto, que deveria ser o Paulo Vermelho, para combinar mais com um índio de costas, desviou dinheiro do partido, o que nunca foi comprovado, mas o marido da Fátima fixa-se na frase: “Não se abandona um líder ferido na estrada”. Pelo amor de Deus, eu abandonei o Lula, meu conterrâneo, por menos do isso, e até agora nunca me arrependi, e diante de sua soberba, cada dia me afasto mais. O Serra nadou de braçada quando disse que o caso não tem comparação com o de Erenice, cuja bolsa família ainda repercute muito mal na candidatura Dilma.

Fátima Bernardes: Candidato, no debate ainda no primeiro turno aqui na TV Globo, numa resposta à candidata Marina Silva, o senhor disse o seguinte: “Você e a Dilma têm muito mais coisas parecidas do que quaisquer outros candidatos aqui. Você estava no governo do mensalão, não saiu do governo, continuou lá, como ela”. Hoje, diante da necessidade de conquistar eleitores que votaram na então candidata Marina, o senhor se arrepende do que disse?

José Serra: Olha, eu quero completar como é que foi o assunto, porque a Marina estava dizendo que eu e a Dilma éramos parecidos, né? Não sei se ela acha isso no fundo da alma. Eu disse: “Não, nós não somos parecidos”. Agora, você não pode medir os outros pela sua régua. Se eu usasse a minha régua, eu poderia dizer: “Você e a Dilma têm semelhanças, porque ambas participaram de um governo do PT que tinha o mensalão e ambas não saíram do governo”. Isso não foi propriamente uma acusação. Isso foi mostrar como, se você começar a fazer comparação, você pode chegar a qualquer conclusão, né? Você pode dizer: fulano e sicrano torcem pro mesmo time, logo eu posso dizer que vocês são parecidos. Porque ela dizia que éramos parecidos por outros motivos, porque uma preocupação com obras, uma preocupação com propostas concretas, isso mais no meu caso, inclusive.

Fátima Bernardes: Mas não é uma forma muito fácil de atrair eleitores com uma declaração como essa?

José Serra: Mas eu posso te dizer o seguinte: eu gosto muito da Marina, é uma pessoa que eu admiro, e ela fez uma boa contribuição no Brasil para a democracia, ajudando a ter o segundo turno e aproximando gente que não participa habitualmente de eleição do processo eleitoral, coisa que fortalece a democracia. E agora, com muita alegria, eu estou recebendo o apoio de militantes do PV, como o Fernando Gaveira, Gabeira, o Fábio Feldmann, que foi candidato a governador em São Paulo, diretórios, parlamentares. Por quê? Porque eu tenho, na minha folha de serviços como prefeito e governador, uma ação ambiental muito avançada, inclusive fizemos a lei de mudanças climáticas do estado de São Paulo, considerada uma das três mais avançadas do mundo.

Se ele tivesse trocado o nome de Gabeira por Caveira, a resposta ainda seria melhor. Todos sabem que nesta área verde o Serra, apesar de se enquadrar como um “crescimentista”, como a Dilma, já se conscientizou mais do que ela, se tomarmos como dela todas as decisões do governo Lula, o que não é verdade, mas podemos supor como os petistas estão supondo. O grande motivo da saída de Marina do Ministério do Meio Ambiente, não foi Mangabeira Unger, que não tinha força para nada, a não ser babar o ovo do Lula, foi a Dilma, que penso, se for eleita, a floresta amazônica e os índios que se aculturem e venham morar na cidade, pois não vai ficar um pé de pau em pé.

William Bonner: Candidato, com relação à economia. O senhor tem prometido aí coisas grandes, né? Salário mínimo de R$ 600, aumento de 10% para aposentados, 13º para o Bolsa-Família. Essas propostas não colocam em risco a estabilidade da economia, uma economia que todo mundo sabe que está com um crescimento de gastos públicos preocupante?

José Serra: Olha, William, eu fiz essas propostas porque eu acho que são fundamentais do ponto de vista social. Os aposentados ficam para trás, o salário mínimo ainda é pouco em relação às necessidades de consumo das pessoas e o Bolsa-Família é muito pequeno, dá menos de R$ 1.000 por ano. Então eu propus fazer o 13º do Bolsa-Família, programa que eu vou manter e afirmar, dar 10% para os aposentados, o dobro do que o governo quer, e fazer o mínimo em R$ 600. Isso tem um custo. Eu calculei aproximadamente, em números redondos, 1% do atual orçamento, 1% do orçamento previsto. Ora, é, tem subestimativa de receitas, ou seja: tem receitas, dinheiro que vai entrar para o governo no ano que vem, que está subestimado. Isso tem sido feito nos últimos anos no caso da Previdência. Tem também o efeito que as próprias medidas vão causar sobre a arrecadação, que é positivo. Mas corte de desperdícios, encolhimento de cargos de confiança, gente que não faz concurso, que está lá por apadrinhamento político. Com isso, nós vamos ser capaz de cobrir esse 1%. E, do ponto de vista do país, representa um grande salto social e uma medida de justiça, eu diria.

Fátima Bernardes: Mas candidato, se isso fosse assim possível, se a conta fosse viável do jeito que o senhor está falando, por que ela não foi feita agora? Quer dizer, por que ela não teria sido feita já? Acho que aumentar salário mínimo é o desejo de todo político.

José Serra: Sem dúvida.

Fátima Bernardes: Quer dizer, será que essa conta, esse ajuste, não é um pouco mais complicado?

José Serra: Porque eles têm outras prioridades. Por exemplo, estão desenvolvendo muitos e muitos subsídios a investimentos que provavelmente não são rentáveis, né? O governo hoje está distribuindo isso por todo canto. Muito desperdício, muito desvio de dinheiro público, Fátima.

William Bonner: Candidato.

José Serra: Muito desperdício. Nós vamos enxugar tudo isso para poder atender os mais necessitados.

Eita mundinho terrível este da política. Todos sabemos que estas promessas estão baseadas em nada, a não ser a necessidade de se contrapor as políticas do Lula, como Bolsa Família, aumento de salário mínimo e de aposentadoria, dizendo, ele fez e eu faço mais. Como economista o Serra sabe que não fará nada disto se for eleito, com a possível exceção do 13º do Bolsa Família, que é ridículo. Mas, mais do que ridículo é eleger um candidato a presidente simplesmente pelo Bolsa Família. O uso eleitoral deste programa, pode muito bem custar caro ao Brasil. A Dilma, se vencer, terá com eleitor decisivo um nordestino, pobre, recebedor do Bolsa Família, e que tem ao lado do retrato do Padre Cícero, o retrato do Lula e reza para os dois ao mesmo tempo. Então o Serra, vendo isto, e repito, não sendo besta nem nada, pensou: Se eu oferecer mais, quem sabe pego um ou dois destes nordestinos que coloquem um retrato de um careca e sem barba na parede também.?
Chegamos a um ponto que o debate eleitoral se amofinou tanto, que fica difícil saber quem é o pior. Hoje não escolhemos o que é melhor, mas, o menos pior. Que pena! E por isso mesmo, com sou brasileiro e não voto por gratidão, estou quase “serrando”, pois se votar no Branco das Neves e no Nulo Coelho, podemos eleger quem não queremos de jeito nenhum.

William Bonner: Candidato, eu vou pedir, então, agora. Chegamos ao fim do tempo, eu vou pedir agora que o senhor se despeça dos eleitores com a sua mensagem em 30 segundos.

José Serra: Tá legal.

William Bonner: Por favor.

José Serra: Muito obrigado. Olha, eu, com a consciência tranquila, queria pedir a você, que está me vendo, o seu voto no dia 31 de outubro. Se você já vota em mim, conquista outro voto. Eu já disputei nove eleições, lutei bastante na vida. Disputei eleição, ganhei, de deputado, senador, fui ministro, eleito prefeito, eleito governador. Lutei bastante para isso e, como presidente, eu vou lutar muito para melhorar a saúde, a educação, a segurança e os problemas, e as questões sociais. Vamos juntos, de braços dados...

William Bonner: Obrigado, candidato.

José Serra: ... coração aberto, cabeça erguida, ganhar a eleição.

William Bonner: Seu tempo, candidato.

Fátima Bernardes: Muito obrigada, candidato, pela sua participação aqui pela segunda vez no Jornal Nacional.

José Serra: Eu que agradeço enormemente a vocês.

Então vamos de braços dados, coração aberto, cabeça erguida, mas com uma sensação de quero mais, ganhar a eleição.




Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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