sábado, 2 de outubro de 2010

Está chegando a hora...


Ontem acordei com ressaca eleitoral. Depois de percorrer quilômetros e quilômetros em caminhadas para colocar a Marina no segundo turno, estava mais indisposta do que bêbado no dia primeiro de janeiro. Além disto, o porre político foi maior com o tão esperado debate da TV Globo, ao qual Zezinho de Caetés se referiu ontem (http://www.citltda.com/2010/10/o-debate-da-globo.html), e que, graças a Deus ele não estava comigo, pois se ele externasse algumas daquelas ideias perto de mim, iria “pró pau”. Figuradamente, gente, eu sou de paz, igual a Dilminha Paz e Amor. Aquilo é um anjo. Quem não te conhecer que te compre!

Dizer que não ouve um ganhador do debate, só aqueles mais sectários como os petistas desvairados, ou os serristas decepcionados. Não falo nem em seguidores do Plínio, pois estes estavam todos na kombi que o levou ao prédio da rede globo. A Marina foi a única quem a gente ouvia e acreditava que ela estava fazendo mais do que campanha, e sim pensando também no Brasil. O Serra descobriu que eleição não se ganha só prometendo mais porcaria do que o adversário, e se for para o segundo turno (vejam o se) vai ficar devendo isto a Marina Silva. E eu digo e repito, se não houver segundo turno, a Dilma vai elevar o Lula a condição de Rei de Caetés, do Brasil e Algarve. Já decidimos que não queremos a monarquia. Então minha gente, vamos votar na Marina. Não deixemos este país passar mais quatro anos nas mãos dos que aí estão, e ainda mais com o sistema monárquico, no qual a Dilma vai ser a Rainha da Inglaterra, que reina mas não governa. Que comandará a massa e balançará a pança será o Lulinha Ódio e Terror.

Eu como gente do povo, e noveleira praticante e juramentada, vendo “Passione”, descobri que o autor da novela baseou seus personagens em fatos da história do Brasil atual. Quem seria o Totó senão o povo brasileiro. E quem seria a Clara senão o Lula. É uma “passione” que beira o irracional. A Clara mentia, enganava e engabelava o Totó de todo jeito, só o Totó não via. A Gema, sua irmã, que é nada mais do que o restinho de oposição que ainda há no Brasil, avisava e alertava para as safadezas da Clara, mas, tal qual nosso povo o Totó não acreditava e a Clara pintou e bordou com ele. Quando o Totó, através da Beth Gouveia ("grande imprensa"), descobriu tudo, já era tarde demais. Terminou, o povo, digo, Totó perdendo tudo. Esperemos as cenas dos próximos capítulos.

Como nas novelas, o povo pode mudar o final desta história que é nossa política, amanhã, 3 de outubro. Denunciem os erros da Clara, digo, do Lula e companhia, e mostrem que o final pode ser diferente. Penso até que o autor de "Passione", já está mudando o roteiro. Mudemos nós o roteiro de nossa realidade apresentado por pesquisas nem sempre confiáveis. Mesmo que vocês achem que novelas da globo são o “ópio do povo”, e eu adoro este ópio, tentemos mandar a Clara para o lugar que ela merece, junto com todos os seus cúmplices, como o Fred (Zé Dirceu?)

Aproveitando o epíteto que usei para novelas, “ópio do povo”, todos sabem que estas palavras não foram usadas por mim a primeira vez, a não ser, talvez, referindo-se a novelas. Quem as usou foi um sapo barbudo que viveu no século XIX, dizendo que não eram as novelas mas a religião: “A religião é o ópio do povo”, dizia ele. Algumas vezes até acho que ele tem razão em casos particulares, como o da Igreja Universal do Reino de Deus, embora respeite seus fiéis enganados e seu direito de a ela pertencerem. Mas, querer generalizar o efeito do ópio para todas as religiões é um contra-senso.

Dizendo isto, algum leitor poderá até pensar: A Lucinha pirou de vez. Entrou num assunto completamente diferente, é a idade... Aí eu explico. Vi uma foto aqui reproduzida no alto desta postagem, do batizado do neto da Dilma. Coitado do Gabriel. Com menos de um mês servindo de álibi para a avó dizer que é católica e crer em Deus. Já pela segunda vez ele é usado na campanha. Só pode ser desespero, gente. Amanhã eu levarei meu neto para votar comigo em Marina Silva. Posso até mandar ele usar aquele dedinho lindo para apertar a tecla Confirma, mas a campanha já terminou.

E para terminar recorro outra vez ao meu ateu preferido, o Cleómenes de Oliveira, que deve estar agora na floresta amazônica esperando também para votar na sua defensora. O Cleómenes foi batizado e foi coroinha durante muito tempo, ou seja, igual a Dilma. Quando perguntavam sua religião naqueles questionários fechados, ele colocava: católica. Isto não evitou que tanto o Cleómenes quanto a Dilma fossem ateus conscientes. Nem o batizado do Gabriel, coitadinho, vai empanar esta verdade.

Quanto à opinião de Dilma sobre o aborto veja o filme abaixo. O ruim não é ser ateu e a favor da descriminalização do aborto, o pior é ficar negando isto todo o tempo para fins eleitorais. Amanhã podemos evitar que uma pessoa mentirosa seja nossa presidente. Acorda Brasil.




Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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