quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Futebol e Política




Já confessei aqui neste espaço que prefiro falar de futebol a falar de política, mas que neste momento pelo qual passa o país, é quase impossível exercer essa preferência. Também já falei que no próprio futebol a política campeia. Principalmente em seus altos níveis onde o dinheiro e o poder são quase iguais ou maiores do que o de muito políticos. O Ricardo Teixeira, por exemplo, saindo candidato a qualquer cargo político, de qualquer um dos poderes da república onde existem eleições, corremos o risco dele ser eleito.

Mesmo jogadores de futebol tem tido sucesso em candidaturas, hoje temos o Romário e amanhã poderemos ter o Carlinhos Bala. É só ele querer. Pensando em aniversários do Lula e do Pelé, no mesmo mês, diria que quem nasce neste mês de outubro é predestinado à política, embora não saiba qual o mês em que nasceu o Tiririca. Somente digo, se o José Serra fosse o Pelé, eu não votaria na Dilma e se esta fosse a Marta eu não votaria no Serra.

Todo este intróito para entrar no assunto que me fez sentar e teclar. O polvo Paul. Sim. Aquele molusco que advinhou todos os resultados que a ele foram perguntados na Copa do Mundo. Foi aquele mesmo polvo do qual o Zezinho de Caetés falou em texto recente (veja aqui) e que tratava mais de política do que o presente texto.

Ontem, ao ver os telejornais e programas esportivos na TV, era uma consternação geral. Todos choravam a morte deste mago da adivinhação que era o polvo Paul. Como todos sabem, ou pelo menos deveriam saber, ele se aposentara depois da Copa do Mundo, com salário integral e vivia bem em seu aquário, dando apenas pitacos voluntários sobre algumas questões que apareciam a ele casualmente. Por exemplo, no primeiro turno da eleição para presidente, quando perguntado quem seria o vencedor, se o Serra ou a Dilma, ele se amuou e não saiu do canto do aquário. Só ele e a Lucinha sabiam que havia uma Marina no caminho.

Ontem, como mostra a “charge” no início deste texto, um militante do PT, ao visitar seu aquário na Alemanha, colocou outra vez em seu tanque os retratos de Serra e Dilma. Foi uma maldade sem tamanho, pois ele vivia preocupado com as notícias vindas da França de que agora o governo queria mexer nas aposentadoria, e na Alemanha, isto também era uma questão de tempo. Quando colocado em frente da decisão das eleições brasileiras no segundo turno, dizem que ele teve um ataque cardíaco e faleceu.

Vejam vocês que nem o polvo Paul, um especialista no assunto de adivinhações, conseguiu prever quem vai ganhar no dia 31 de outubro. Também surgiu um boato de que ele realmente viu quem iria ganhar e teve tanto desgosto com sua descoberta que se matou, comendo algas envenenadas. Outra versão vem se alastrando mundo afora, pois dizem que ele teve um ataque quando soube do resultado da última pesquisa do CNT/Sensus, que dá uma vantagem a Dilma de 17 pontos percentuais. Ele começou então a passar mal por não ter sido este o resultado que ele viu em sua bola de cristal, e aí teve uma confusão mental e se lançou às algas venenosas.

Eu também fiquei muito sentido com a morte do Paul. Mas, que ela sirva de aviso para os nossos eleitores. O resultado das eleições no domingo, já matou o polvo, então o povo que se cuide.


Jameson Pinheirojamesonpinheiro@citltda.com

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