sábado, 23 de outubro de 2010

LULA CAGA NA SAÍDA




Hoje, ao ler um jornal já amassado pelo meu marido (desta vez, Josenilda, não consegui evitar), uma Manchete dizia: SUPERBACTÉRIA EM PERNAMBUCO. Eu disse, ôxente, e Dilma já chegou?! Pensei que ela só viesse na próxima semana, junto com o apedeuta-cabo-eleitoral-mor, para encerrar a campanha. Depois eu vi que não era de política que a manchete falava, mas sim de uma bactéria que apesar de tantos males que causou, foi se adaptando, mudando de forma, enganando os médicos, que se tornou algo quase impossível de ser combatida, pelos remédios existentes. Há até uma portaria da ANVISA que exige, agora, que os hospitais mantenham álcool à disposição dos pacientes e visitantes, para sua higiene. Qualquer semelhança com o PT é mera coincidência. Aviso também ao Lula que o álcool é em gel, e não 51.

Comecei este texto bacteriano e nem pedi desculpas pelo título que nele coloquei, onde uso uma palavra não muito usada pelas pessoas mais pudicas. Cagar, apesar de ser um ato corriqueiro na vida de todo cidadão ou cidadã, ainda é considerado pouco polido. Obrar, defecar, fazer cocô, fazer o número 2, ainda são os termos mais civilizados. Peço desculpas, mas, vou usar o original mesmo.

O motivo para fazer isso é proveniente de minha leitura do artigo da Maria Helena Rubinato, intitulado “Um papelão”. Assim que terminei sua leitura veio-me à mente uma frase que era muito usada por minha mãe, que era branca, para chatear meu pai quando ele fazia das suas, pois ele era bem mulatinho, ou seja, hoje responderia ao censo que era pardo. Como criança eu ainda não atentava no caráter racista e mesmo cruel que a frase levava, talvez pela convivência com pessoas que ainda viviam antes do 13 de maio de 1888, em nossa cidade. Hoje eu jamais a repetiria, a não ser, para servir, como aqui, a um processo de analogia, que nada tem a ver com a raça negra:

“Negro, quando não caga na entrada, caga na saída, e quando estuda demais, dá um bom carreiro.”

Para aqueles menos afeitos aos costumes quase rurais das cidades do interior, carreiro eram aqueles homens que, com uma vara, tendo na ponta um ferrão, comandavam um carro-de-boi, melhor do que o Rubinho Barrichelo comanda um de Fórmula 1. O resto da frase todos devem entender lendo o texto a seguir. No final eu volto para desenhar para aqueles que não entenderam a associação com o nosso apedeuta-mor.

“Um papelão

Luiz Inácio Lula da Silva em breve será uma carta fora do baralho. É gastar muita cera com pouco defunto ficar falando em seu comportamento nada condizente com o cargo que ocupa só até 31 de dezembro.

Afinal, são poucos dias: 71 (setenta e um). Mas é que às vezes basta um minuto para um exemplo deitar raízes e frutificar. Como ontem.

Lula da Silva não seria Lula da Silva se conseguisse se portar de modo elegante, tomando duas atitudes: lastimar, como chefe de um partido político, que seus militantes tenham se comportado como os camisas pardas de antanho, chamá-los às falas e deixar bem claro que isso não mais seria tolerado; dar um telefonema para o candidato da oposição, perguntar por sua saúde e deplorar, com ele, o comportamento execrável de militantes políticos que agem como animais selvagens.

Preferiu ficar de acordo com a malta: fez sua análise do momento vivido por José Serra, baseado naquilo que vira ser feito muitas vezes em sua longa trajetória de sindicalista e que, pelo que temos visto e ouvido, acha perfeitamente natural que seja feito.

Se há caso em que um velho ditado português se aplica perfeitamente, é o dele: por fora bela viola, por dentro pão bolorento. De nada adiantou o banho de loja, o se acotovelar com os grandes deste mundo, os oito anos de mimos e paparicos. Não aprendeu nada.

Adquiriu umas expressões novas, seu vocabulário ficou ligeiramente maior, mas na hora de fazer uma comparação, ele precisa se valer do velho futebol, caso contrário, não tem como explicar o que lhe vai pela cabeça. E não conseguiu aprender o mínimo de polidez exigido de quem pretendia ocupar espaços ainda mais altos.

Desta vez nem original foi. Mal saiu a notícia da agressão sofrida por José Serra, já tinha muito leitor/militante neste blog comparando a situação do ex-governador com a do jogador Rojas. Lula da Silva usou as mesmas palavras que podem ser vistas nos arquivos do blog. Nem criar uma imagem nova criou... Conseguiu foi fazer um papelão!

Isso teria a pouca importância que deveria ter, dados os tais setenta e um dias que faltam, se não fosse o fato de sua herdeira presuntiva ter, de imediato, adotado a mesma imagem, a mesma linguagem, sem tirar nem por. Ela só fez uma observação original: é preciso saber se “esquivar”. Dos projéteis, naturalmente. O tal do saber de experiência feito!

O exemplo deitou fundas raízes, como podemos ver, e não adianta nos iludirmos: se ela vencer as eleições, ficará tudo como está e o Brasil, que repele com orgulho descabido ser considerado um vira-lata, vai continuar a não poder desfilar nos kennel clubes da vida.

Votei em Marina Silva. Como eu, muita gente que não quer a continuidade do que aí está. Nem vestida de azul, muito menos de vermelho. E pretendia votar nulo ou não votar.

Mas Lula da Silva conseguiu espicaçar meu espírito. Primeiro, por não ter dito nem uma palavra de reprovação sobre os acontecimentos de 20 de outubro. E depois, por ter sido grosseiro, indelicado, injusto, com um médico a quem respeito e a quem muito admiro: o Dr. Jacob Kligerman, por quem já fui operada, em 1992. Conheço seu trabalho no INCA. Ele é um Médico e não um beldroegas que se prestaria ao papel que Lula da Silva lhe atribuiu.

Diante disso, e bastante assustada com as cenas que vi na televisão, tanto aqui no Rio quanto em Caxias do Sul, estou resolvida, voto Serra e farei o possível para convencer outras pessoas a fazerem o mesmo.”

Eu agora repito a frase acima com o seu verdadeiro destinatário, o apedeuta-mor:

“Lula quando não caga na entrada, caga na saída, e se tivesse estudado mais, talvez, desse para carreiro.”

Eu não posso dizer que, como a Maria Helena, que só agora vou votar no Serra, porque já iria votar nele antes deste papelão lamentável do Lula. Adoraria ver uma mulher na presidência da república, mas, não forçar a barra de colocar lá alguém que, mesmo de longe tenha o comportamento do Lula. E eu soube que ela teve, neste episódio degradante. Vou votar no Serra e esperar a vez da Marina, ou talvez outra, se ao balançar do muro, ela cair para o lado dos cagões.

Hoje vejo na internet uma nota da Renata Lo Prete que diz o seguinte:

“Ao comentar ontem com auxiliares suas declarações da véspera, quando qualificou como "mentira descarada" o episódio em que José Serra foi atingido por objeto lançado por petistas, Lula disse: "Achei que precisava dar um tranco no cara".

Antes de acusar o tucano, o presidente assistiu, no voo Brasília-Rio Grande (RS), reportagem do SBT segundo a qual se tratara de uma bola de papel. À noite, depois da fala de Lula, o "Jornal Nacional" desmontou essa versão.

No entorno do presidente, ninguém aposta num pedido de desculpas. A julgar pelo discurso da noite em Uberlândia, no qual repetiu a tese da "farsa", quem o conhece acredita que será difícil segurá-lo.”

Então espera-se que venha mais bosta por aí para justificar a frase. Ainda bem que só faltam 70 dias para ele ir cagar noutra freguesia. Pelo amor de Deus não deixem que toda esta sujeira se espalhe no próximo ano por todo o Planalto Central do país, e que será tanta que transbordará e poderá chegar à Serra de Santa Teresinha em Bom Conselho, ou ao Monte Sinai em Garanhuns. Vote no Serra!!!

Só para aproveitar a oportunidade e o tempo, enquanto meu neto dorme, eu hoje li o Alexandre Marinho, que em seu Blog me responde de uma forma mais educada e civilizada que eu já vi. Portanto, se este texto que agora escrevo estiver fedendo um pouco pelas palavras utilizadas, me perdoe meu caro cavalheiro Alexandre.

Eu só queria dizer que adoraria acreditar que pudesse falar bem da Dilma nos próximos anos, como você diz. Mas não posso lhe garantir. Lá em Bom Conselho se dizia também: “Onde foi casa, é tapera.” Daria para ter esperança se o Lula, tivesse regado apenas as coisas boas que herdou do Fernando Henrique, mas com este seu comportamento atual, de partir para violência, pelo desespero, não acredito mesmo.

E devo apenas tocar num ponto que é ainda nevrálgico para nossa região: O homossexualismo da Dilma. Alguns Blogs publicaram cartas e notícias sobre isto. O que vi de concreto foi a notícia de um repórter do Piauí que a entrevistou a respeito e ela soltou os cachorros nele ou nela. Eu jamais poderia obrigar a alguém que tivesse lido tudo que escrevi, pois algumas coisas, também, como FHC, eu já esqueci. Mas devo apenas lembrar, que um homossexual para mim é apenas alguém com preferência sexual diferente da minha. Eu trato as pessoas que gostam de buchada de bode do mesmo jeito que trato as outras, apesar de lá em casa eu não servir a iguaria. E se algum dia você, Alexandre, ouvir alguém dizer que não votei em Dilma por que ela gosta de buchada de bode é mentira. Eu, uma vez votei em um presidente, mesmo sabendo que ele gostava. “O que é de gosto regala a vida.” Cada um tem o seu, e eu respeito, e muito.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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(*)Imagem original da internet. Arte de Jameson Pinheiro.

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