terça-feira, 26 de outubro de 2010

MAIS UM DEBATE, ZZZZ....ZZZZ....ZZZZ.....




Os debates estão chegando naquela fase, onde seria melhor anunciá-los com várias chamadas, e na hora passar um “video-tape” do debate anterior. Quando os contendores, raramente, abordam temas diferentes, dizem respeito apenas ao escândalo mais recente. Coisas mais sérias ficam para trás, e os eleitores que se lixem.

Notei, neste, da Rede Record, além do clima de oração que talvez viesse de alguma sala onde o Edir Macedo orava para que a Dilma não gaguejasse mais do que o normal, que ela realmente, está mais à vontade, mais desinibida, agora mentindo de uma forma tão natural, que faria inveja ao Paulo Maluf.

Desta vez não me darei ao desfrute de comentar todos os pontos, pois diria e repetiria as mesmas coisas. Uma delas tenho que dizer. Concordo inteiramente como o Ciro Gomes quando disse que o Serra, apesar de não ser nenhuma “Brastemp”, está mais preparado para governar este país do que a Dilma. E olhem, estou fazendo uma cortesia, pois o certo mesmo é que ela não tem capacidade nenhuma para isto. Será impossível ela decorar tudo para tomar decisões na presidência. Lá tem os áulicos, mas os marqueteiros vão embora. Nunca pensei, que meu conterrâneo tivesse o dedo tão podre para escolher candidatos. Perdeu nos maiores colégios eleitorais do país (Minas e São Paulo) e vai perder para presidente.

Voltando ao debate, quando em determinado momento ele quis falar da necessidade de uma política prisional no Brasil, ela engasgou de um jeito que parecia um motor encharcado. Eu tive pena, mas não pude deixar de rir. É melhor sorrir da miséria vocabular da Dilma do que chorar depois da miséria em que vai ficar o povo brasileiro se tiver que ser governada por ela. Primeiro ela precisaria acabar com a miséria dela e depois dizer que vai acabar a do Brasil.

O grande problema da candidata petista, certas horas, é achar que o governo de quem ela vai receber o cetro, se for eleita, é da oposição e não fez nada pelo Brasil nos últimos oito anos. Claro que meu conterrâneo fez muitas coisas, e até coisas novas e boas, embora erre quando diz que nunca na história deste país alguém fez mais do que ele. Coitado! Mas, a Dilma deveria ver que, certas coisas que eles tiveram 8 anos para fazer e não fizeram, é porque são incompetentes, e não que foi uma herança maldita do FHC.

Por exemplo, uma grande questão foram as promessas do Lula, no início do governo em enfrentar os “300 picaretas do congresso”, e fazer reformas essenciais para que o Brasil continuasse mudando, de uma forma digna deste nome, o que começou muito antes dele. Hoje, a candidata fala em fazer uma reforma tributária, e a tem com uma das grandes coisas que devem ser feitas, igual para as reformas política e eleitoral. A pergunta que se faz é apenas uma: Por que, pelo menos não as começaram nestes 8 longos anos?

A resposta mais clara é porque a única coisa nova a que se dedicaram foi continuar os programas sociais dando-lhe um nome, que hoje é sinônimo de esmola permanente (como disse o Frei Betto, mas hoje diz não querer dizer aquilo), de Bolsa Família, que tem como principal característica, fora alguns benefícios ao matar a fome de alguns, ser um programa eleitoreiro, e que deveria ter um próximo passo, que tanto prometem e só chega na propaganda eleitoral.

Outra vez, voltando ao debate, que mais parecia uma contenda de quem seria mais corrupto, o Paulo Preto ou a Erenice Guerra. Neste caso ambos enrolam e mentem. Minha opinião pessoal é que a Dilma mente mais do que o Serra. Eu duvido que por um ministério pelo qual tenha passado o Zé Dirceu, a Dilma e a Erenice, que alguém possa fazer alguma coisa boa para o país. E imaginem se o José Serra colocar lá o Paulo Preto? Hoje eu, como já disse, “serrei”, para não ser responsável pelo mal maior, pois já pensou o Zé Dirceu lá outra vez? Com o apetite que ele está agora, o mensalão vai ser brincadeira do neto da Lucinha.

Houve outra hora que a Dilma disse que existiram dois momentos no pré-sal, antes e depois do pré-sal. Quem entendeu não atire a primeira pedra, pois ela já havia cometido a seguinte frase: “O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável e isto significa que é uma ameaça pro futuro do nosso planeta e do nosso país.” Isto foi na conferência de Copenhague. Já naquela época matando a gente de vergonha. Já pensaram ela abrindo a Assembleia Geral da ONU, dizendo que o Brasil já acabou com ameaça ao desenvolvimento sustentável, destruindo o meio ambiente. Coitado do nosso meio ambiente e do nosso país. Ninguém merece! (vejam o filme abaixo)

Quando ela falou que o pré-sal era um bilhete premiado, eu lembrei da seguinte estória a mim contada pelo Diretor Presidente. Certa feita no Recife, ele ia passando na Avenida Guararapes e encontrou um bilhete da loteria no chão. Quando abaixou para apanhá-lo surgiu um pessoa dizendo que era o vendedor do bilhete e, por acaso, ele havia caído de sua mão logo na frente do Diretor Presidente. Então, isto era um prenúncio de sorte, e que ele não deixasse de comprar o bilhete de jeito nenhum. Ainda neófito neste tipo de estelionato, ele comprou o bilhete. Será que ele ganhou? Claro que não, o número final do bilhete era 13 e deu 45. Não custou a ele perceber que, ao passar lá outra vez, o vendedor, só enquanto ele estava olhando derrubou mais 3 bilhetes nos pés de outras pessoas. Eu espero que o pré-sal não seja um destes bilhetes premiados, derrubado nos pés dos eleitores brasileiros, só para ganhar as eleições. Eu, por precaução, agora vou comprar o bilhete com o número 45, no final.

Uma grande evolução da Dilma foi seu aspecto visual. A Lucinha deve até concordar comigo que ela parecia mais bronzeada, o cabelo com um penteado mais adequado, uma roupa até bonita no modelo. Só não gostei da cor, pois ela ficou parecida com uma “laranja mecânica”, quando soltava os textos decorados.

Em suma, esperemos que no próximo debate, que será na Rede Globo, e com outro formato, como já li em algum lugar, os candidatos possam dizer a que vieram de verdade, e que a mente dos brasileiros sejam iluminadas para que o Brasil não perca os avanços que teve nos últimos 20 anos, em termos políticos, econômicos e sociais.





Zezinho de Caetés – jad67@citltda.com

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