segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Brasil não é Quixaba


Ainda estou ruminando a vitória fulminante de Marina. Apesar de não irmos para o segundo turno, o que seria a glória das glórias, ficamos bem na fita. Eu fiz o que pude para mostrar aos meus leitores que ela seria a melhor opção e ainda continuo achando. Minha campanha para 2012, quando tentarei a vereança em Bom Conselho, já se prepara para, quando eleita, lutar para tirar Bom Conselho da cegueira política que se abateu sobre nossa cidade e colocá-la na presidência em 2014, apeando o Serra do poder.

Hoje vi no Blog de Bom de Papa-caça (BBC) alguns resultados das urnas de ontem, em minha cidade. Fiquei chocada. Enquanto a Marina teve 1.039 votos, o poste teve 15.547. Eu nem posso culpar meus leitores, porque sei que destes 1.039 votos para Marina, pelo menos uns 200 são de meus leitores, e o resto foi por eles influenciado, e sei que grande parte não vota em Bom Conselho. Mas, mesmo assim, a diferença foi muito grande. E tanta gente votar no poste é uma vergonha municipal, mesmo sabendo que foi o Eduardo o seu grande puxador de votos. Eu ainda fiquei alegre porque o Eduardo prometeu ao apedeuta-mor que Pernambuco seria o estado em que o poste seria fincado mais alto, e graças a Deus não conseguiu. Quem conseguiu foi Sarney no Maranhão. Ainda bem que não seremos a chacota nacional, pois aqui, em Pernambuco Marina foi a segunda colocada e o percentual de votos do poste (61,74%), ficou mais longe daquele do Eduardo e da popularidade do apedeuta-mor. Ou seja, no estado como um todo, terra natal do presidente, os eleitores usaram sua sabedoria de que “quando a esmola é muito grande o santo desconfia”.

Então, chega de “choromingar”, não perdemos nada. O poste ainda pode e vai cair e o Brasil pode se preparar para dias melhores. Nunca pensei que chegasse a tanto, e nem vou dizer aqui que sempre fui o Zé Serra desde criancinha, mas, diante dos fatos não há argumentos. Concordo com o povo pernambucano quando deu a Marina mais votos do que a ele, e lutarei até o dia 31 para esclarecer nosso povo sofrido, de que o perigo vem do poste, e ele pode sofrer choques imensos se não procurar um eletricista para consertar as gambiarras que o Lula fez em nosso país. Temos um mês para mostrar que nos últimos oito anos, nada se fez mais no Brasil do que colocar gambiarras naquilo que foi feito nos anos anteriores. Tenho certeza de que o governo do Lula passará à história como o “o governo das gambiarras”.

Tudo que foi feito no governo do apedeuta-mor foi apenas uma continuação mal feita de programas que antes existiam, com outro nome. A Rita Lee que me perdoe mas não consigo deixar de parafrasear o título de uma de suas músicas mais conhecidas: “Tudo virou Bolsa” (veja vídeo abaixo). Desde a Bolsa Banqueiro até o Bolsa Família, nada teve de originalidade. No governo de FHC houve o PROER e o Bolsa Escola, e os famosos vales. E gambiarras, gambiarras e gambiarras no governo Lula.

No único setor em que quiseram inovar, colocar fios novos e postes novos, que foi a política externa, fizeram a maior lambança, que teimam em chamar de afirmação do Brasil no cenário internacional. Mas eu deixo este assunto para o Zezinho de Caetés que se diz especialista. Por falar nele, hoje li que, em sua terra, Caetés, a Dilma teve 81,16% dos votos. Quem mandou se enganar tanto com o apedeuta-mor? Quando criou juízo já era tarde, e em Caetés só liam o Roberto Almeida e o Alexandre Martins. O Blog do Rafael Brasil e o Blog da CIT, só começaram a ser lidos lá recentemente. Mas, agora que somos todos Serra, a coisa deve mudar por lá.

Li também que, em Pernambuco, Quixaba, no sertão, foi o município em que a Dilma teve o maior percentual de votos: 91,43%. Dentre os seus 3699 votos válidos o poste foi sufragado por 3.382 eleitores, o José Serra por 171 (4,62%) e a Marina 135 (3,65%) deles. Um resultado proporcionalmente maior do que aquelo obtido na terra do presidente. Um sintoma deste amor ao Lula está na frase de um eleitor: “Se Lula manda votar em Dilma, a gente vota. Se mandasse votar em Serra a gente também vota”. Foi esperando este tipo de comportamento, em todo o país, que o apedeuta-mor resolveu sair da condição humana para a condição divina na campanha, prometendo "extirpar" partidos e controlar a "grande imprensa". Comportando-se como se já estivesse tudo dominado e levando ao delírio a massa petista. Lembram das postagens de um Blog conhecidíssimo de um grande jornalista, meu conterrâneo, pouco tempo atrás: “O Brasil já tem a primeira mulher presidente do Brasil”, “Mãe, avó e presidente”, “E Dilma é mais forte do que a tempestade”? E agora Jodeval?

Pelo menos, este resultado deve ter produzido um efeito benéfico para o Lula e para o PT. O Lula não é Deus, nem o Santo Padim Padim Ciço Romão Batista, nem mesmo o Padre Alfredo e o PT não é um partido único, no Brasil. Mesmo que o poste ganhe no segundo turno, contra minha vontade e das pessoas que tenham boa vontade, descobrimos que o santo tinha os pés de barro. E o Lula deve ter descoberto que o Brasil não é Quixaba.




Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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