segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Porque não voto na Dilma




No meu feriadão bloguistíco quando já estava com o dedo rolador de mause doendo, fui no Blog do Ronaldo César, que agora também se deu ao desfrute político. Pelo que rolei, encontrei um texto do Paulo Camelo que já havia sido publicado como um comentário no Blog do Roberto Almeida, que envergonhou minha colega social democrata Lucinha, pelo profundo conhecimento que o autor mostra sobre o PT, e confesso, me envergonhou mais a mim, como conterrâneo e ex-admirador do Lula.

Outro texto mostrando o que o governador de Pernambuco pensa, que não quero entrar em polêmica perguntando: E ele pensa? Ainda, encontrei um outro do Sandro Gama Correia, meu conterrâneo, pois nasceu em Garanhuns, e o meu registro de nascimento, igual ao do Lula é desta cidade, dizer em detalhes, porque ele vota na Dilma.

Declaro para os devidos fins, que nunca vi tanto amor pela Madre Superiora. Tudo se passa como se o Lula fosse a Dilma e a Dilma fosse o Lula, e esquecesse que a Dilma também é Collor, Renan, Sarney, Jáder, Zé Dirceu, Palocci e tantos de outros partidos, que é preciso, para que a Dilma continue a saga do meu conterrâneo, não o Sandro mas o Lula, e todos eles vão precisar serem avisados. Lembram do Garrincha? É preciso avisar aos russos!

Eis a declaração de voto do Sandro:

“Eu voto Dilma, pelos mais de Dois milhões de brasileiros que saíram da pobreza.

Pelo Pro Uni e a inclusão de jovens de famílias pobres no ensino universitário.

Para que a mobilidade social continue nesse país: Que a classe C aumente sua melhoria de vida, que a classe média melhore cada vez mais e que a classe alta continue alta, pois esse é um país de todos.

Eu voto DILMA, pela transposição do São Francisco e o milagre do desenvolvimento que está acontecendo no interior do Nordeste.

Voto pela Transnordestina, que vai levar prosperidade por onde passar.

Voto pela descentralização da cultura nesse país, pelo reconhecimento das diferentes manifestações populares de cada região e pela sua promoção através dos pontos de cultura, algo nunca visto nesse país.

Voto Dilma, pela interiorização do ensino universitário, do ensino técnico como nunca foi visto.

Voto Dilma, pela continuação da valorização das regiões e dos seus povos, que sempre serviram de esteio e mão de obra barata para os “desenvolvidos” eleitores de CLODOVIL, TIRIRICA e outras criaturas deste país.

Voto para que esse povo continue a não precisar sair do seu lugar, para ser alguém na vida.

Voto Dilma, pela altivez conquistada diante do resto do mundo.

Voto Dilma, para que meus tataranetos, não nasçam com o pecado original de dever ao FMI.

Voto Dilma, para que mais e mais corruptos, sejam demitidos nesse país, como está acontecendo e nunca é divulgado.

Voto Dilma, para que não mais tenhamos um engavetador geral da república.

Voto Dilma, pelo maior programa de moradia popular e por todos que conseguiram realizar o sonho da casa própria nesses últimos oito anos.

Voto Dilma, pelo Bolsa Família, que é reconhecido pela ONU, como o melhor programa de erradicação da pobreza e da fome no mundo e que para os “desenvolvidos, intelectuais”,antes da eleição, não passava de uma esmola.

Voto Dilma, pelo continuo crescimento da economia do país, dos empregos com carteiras assinadas, do crédito, da produção industrial, e do aumento das riquezas do país, sem que tenha sido preciso entregar nenhum patrimônio da nação.

Voto Dilma, por tantos motivos que temos para nos orgulhar e comemorar, que mesmo depois de tentar relacioná-los, fica a sensação de não ter se lembrado de muita coisa, de tanto que foi feito.

Voto Dilma, pelo BRASIL.

Voto pelo Nordeste.

Voto por Pernambuco

Voto por Garanhuns.

Voto por minha família, para que meus filhos tenham o que aproveitar no futuro.

Voto por Luís Inácio LULA da Silva, o maior presidente deste país, que de retirante nordestino passou a ser O CARA, nos quatro cantos do mundo.”

Foi tanta a minha emoção que resolvi, dentro da minha insistente falta de originalidade, dizer por que não voto na Dilma.

Eu não voto Dilma, porque com toda base deixada pelos governantes passados apenas dois milhões de brasileiros saíram da pobreza.

Não voto em Dilma pelo Pro Uni e a inclusão de jovens de famílias pobres no ensino universitário pago para aumentar os lucros dos donos das universidades particulares, sem exigir um mínimo de qualidade, enquanto as boas universidades, que são as públicas, são usadas apenas pelos ricos.

Não voto em Dilma para que a mobilidade social continue nesse país, e não apenas pensar que ela foi enorme porque temos um operário na presidência. E porque a classe baixa poderia ter sua renda maior ainda se os banqueiros não tivessem tanta proteção do governo como teve no seu, pois este país, se presume que seja um país de todos.

Eu não voto DILMA, pela transposição do São Francisco que empancou e pelo milagre do desenvolvimento que estão ainda nos devendo, pois sem o Bolsa Família o Nordeste voltaria à miséria, pois dada como assistencialismo eleitoral, vira esmola e vicia o cidadão.

Não voto em Dilma pela Transnordestina, que se tivesse sido concluída, como prometeu o Pedro II, iria levar prosperidade por onde passasse.

Não voto em Dilma por que o Sandro diz que pela descentralização da cultura nesse país, pelo reconhecimento das diferentes manifestações populares de cada região e pela sua promoção através dos pontos de cultura, foi algo nunca visto nesse país, e isto é a volta do “nuncatismo”, e neste caso não procede.

Não voto em Dilma, pela interiorização do ensino universitário de uma forma tão precária que em Garanhuns vai ser aberta uma escola de medicina na qual os únicos equipamentos adequados, até agora, são os cadáveres gerados pela falta de segurança, como nunca foi vista.

Não voto Dilma, pela continuação da valorização das regiões e dos seus povos, que sempre serviram de esteio e mão de obra barata para os “desenvolvidos” eleitores de CLODOVIL, TIRIRICA e outras criaturas deste país, pois tenho certeza que isto não continuará, quando Lula deixar o poder.

Não voto em Dilma porque para ser alguém na vida não é preciso alguém ficar no lugar onde nasceu, embora muitas vezes eu tenha desejado que o Lula tivesse ficado em Caetés.

Não voto em Dilma, pela falácia que se criou com a história de altivez conquistada diante do resto do mundo. Pura invenção em cima da popularidade do Lula e pelos apoios espúrios do seu governo.

Não voto em Dilma, para que meus tataranetos, tenham direito a uma vida digna e possível, sem queimar nosso meio ambiente, mesmo que devamos ao FMI.

Não voto Dilma, para que mais e mais corruptos, sejam demitidos nesse país, dos quais mais de outro tanto continua solto como está acontecendo e nunca é divulgado.

Não voto Dilma, para que não mais tenhamos um enganador geral da república, que só está esperando ela ser eleita para voltar nos braços dos mesmos, o Zé Dirceu.

Não voto Dilma, pelo maior programa de moradia popular e por todos que conseguiram realizar o sonho da casa própria nesses últimos oito anos, que foram tão poucos em relação ao que se propaga, e que se não controlarem a inflação, adeus casinhas e minha vida tranquila.

Não Voto Dilma, pelo Bolsa Família, que é reconhecido pela ONU, como o melhor programa de erradicação da pobreza e da fome no mundo e que para os “desenvolvidos, intelectuais”, e também para o Lula, antes da eleição, não passava de uma esmola, e ainda é o principal curral eleitoral de que se tem notícia desde o tempo dos coronéis.

Não voto Dilma, pelo continuo crescimento da economia do país, dos empregos com carteiras assinadas, do crédito, da produção industrial, e do aumento das riquezas do país, sem que tenha sido preciso entregar nenhum patrimônio da nação, a custa de um desequilíbrio macroeconômico que poderá levar tudo para o brejo em pouco tempo.

Não voto Dilma, por tantos motivos que temos para nos envergonhar e nos enconder, que mesmo depois de tentar relacioná-los, fica a sensação de não ter se lembrado de muita coisa, de tanta bandalheira que foi feita.

Não voto Dilma, pelo BRASIL.

Não voto pelo Nordeste.

Não voto por Pernambuco

Não voto por Garanhuns.

Não voto por Caetés.

Não voto por minha família, para que meus filhos tenham o que aproveitar no futuro.

Não voto por Luís Inácio LULA da Silva, o maior presidente deste país, que de retirante nordestino passou a ser O CARA, nos quatro cantos do mundo, e que vai perder tudo com sua eleição.

Até agora tudo que escrevi foi uma paráfrase daquilo dito pelo Sandro, sem o brilho da Lucinha quando as faz, apenas para mostrar a ele que “o risco que corre o pau corre o machado”.

Escrevendo por mim mesmo eu apenas diria que não voto na Dilma porque ela não tem capacidade para ser presidente da república, em termos intelectuais, políticos e administrativos. No máximo para uma gerente de compras de um supermercado talvez com treinamento ela desse conta, assim mesmo sem a assessoria da Erenice. Agora, com a história fantástica de ser contra a descriminalização do aborto, e com as provas que estão em toda parte de que ela disse o contrário pouco tempo atrás, e levando um partido que começou com uma proposta séria muitos anos atrás a fazer o mesmo, ela simplesmente passou para todo país seu caráter de mentirosa. E eu estou cheio de mentiras ou mesmo de silêncio por motivos eleitorais. Por isso meu voto irá para o imaculado candidato, Branco da Neves, que quase vai para o segundo turno. Talvez agora quem seja eleito seja o Nulo Coelho.

Para terminar, eu sei em quem o Roberto Almeida, eu sei em quem o Alexandre Marinho vai votar, mas, em quem vai votar o Ronaldo César? Se o voto dele é secreto, eu respeito, se não....

P.S. : Já havia acabado este texto, quando fui ver o debate da TV Bandeirantes entre a Dilma e o Serra. Não tive vontade de mudar nenhuma vírgula do que acima escrevi. Continuo pensando o que é que a Dilma estava fazendo ali. Se o objetivo do meu conterrâneo Lula foi arranjar um boneco ou boneca de ventríloquo, pelo menos arranjasse um mais simpático. Houve respostas que por 2 minutos eu sabia que ela estava falando mas não sabia o que ela estava dizendo. E continuou a tentar consertar as mentiras sobre o aborto. Impossível. A internete hoje não deixa ninguém mentir. O Serra tentou mentir pelo silêncio sobre as privatizações. Meus Deus, por que eles não disseram a verdade? Talvez um pouco de sinceridade me tivesse levado, muito a contragosto, a votar no Serra, pois ele é capaz e experiente, mas não foi fiel a seu passado. Na Dilma não, nesta jamais... Continuo com o Branco da Neves.



Zezinho de Caetésjad67@citltda.com
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(*)Charge da Internet.

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