sábado, 30 de outubro de 2010

QUEM COMPARA VOTA EM SERRA




Eu, de quando em vez, acessava o Blog do Alexandre Marinho, por ele ser um “lulista” de primeira hora, e um bom escritor. Quando rompi com o meu conterrâneo, já sabendo o que iria encontrar parei um pouco de passear por lá. Até que ele começou um diálogo com a Lucinha Peixoto, minha colega de trabalho, e ele sempre me dizia:

- Vai lá Zezinho. O diálogo está interessante e ele é um gêntiumen.

Declaro que gostei do debate, até a tréplica da Lucinha, e não houve mais perguntas. Continuei indo lá até hoje, e o que eu encontro? Um texto com o título: “Quem Compara Vota em Dilma”. Coincidentemente, os seus argumentos estavam sendo por mim analisados antes, num texto que ficou pelo meio, e iria se chamar 45 razões para votar em Serra. Não pensem que eu não publiquei por não encontrei 45 razões, e sim porque encontrei tantas, que nem sabia como escolher.

Por um momento deixemos isso de lado e vamos falar de algo mais recente: O que era para ser um debate entre a Serra e a Dilma, travado ontem na Rede Globo de Televisão. Eu não poderia perdê-lo, mas, tinha quase certeza do que iria ver. Não deu outra. Continuo me perguntando o que o meu conterrâneo tinha na cabeça quando escolheu a Dilma como candidato? Foi uma piração total, talvez num acesso de soberba que o tem acometido ultimamente.

Mas, foi bom. E todo povo brasileiro voltou a ver o que pode nos esperar se a Dilma for eleita. Primeiro, se foi um debate, foi apenas indireto, e eu gostei do formato. A Dilma teve que passar horas decorando, por que não tinha acesso a colas. Estava visivelmente pouco a vontade, para ser cortês, ou sendo franco, parecia apavorada. Enfim, ela não poderia repetir que o candidato estava enrolando, pois seus marqueteiros disseram, Dilma, hoje, baixaria não! Perde voto! Então foi aquele desastre para os lulistas, que todos viram.

Eu não me surpreendi, pois li antes que o Lula iria orientá-la nas falas. Ele deve ter dito:

- Dilma, faça como eu. Nunca dê a impressão de que não tem o que falar. Apedeutas (desculpe Lucinha, por usar o seu termo preferido) não perdoam isto. Não importa que eles não entendam, o importante é você continuar falando.

E aí a Dilma teve que fazer isto todo o tempo, falar, falar e falar, sem o mínimo conhecimento do que estava dizendo. Dizer que “Os hospitais estão cheios porque todo mundo procura os hospitais.”, ou ficar repetindo o tempo todo que “agora você tocou num ponto fundamental”, ou ainda, falar do “Samucegonha”, fazia parte do dever de casa que o Lula passou.

Já o Serra, apesar de algumas derrapadas na resposta sobre saneamento, foi brilhante quanto à postura, clareza e propostas que tem para o Brasil. A Dilma outra vez se fixou em afirmar eslongans do programa eleitoral da TV, como aqueles que diz que “não vai falar de pedras, tijolos e números, e sim de pessoas”, dentro do molde traçado para ela pelos marqueteiros de aparecer como uma pessoa mais humana e socialmente sensível que existe na face da terra. Numa coisa ela um dia falou e estava certa, ela é tão sensível quanto o foi a Indhira Gandi (e não confundam a filha com o pai).

Em suma quem compara vota em Serra. E agora volto ao artigo eleitoral do Alexandre Marinho. O seu texto tem por base uma tabela que até foi apresentada pelo conterrâneo da Lucinha, o Jodeval Duarte, e eu mesmo já recebi nestas correntes virais da internete. Ela joga com números para comparar a era FHC com a era Lula. Ninguém pode dizer que o Brasil não progrediu nos últimos anos. Outra coisa é dizer que no governo anterior tudo foi ruim e que no de Lula tudo foi bom. E eu, como o Alexandre Marinho, acreditei por um longo tempo, e fui acordando aos poucos. Agora estou de olho bem aberto.

A comparação começa dizendo que no governo FHC o risco Brasil era de 2700 pontos e no de Lula é de 200 pontos. Esquecem que no final do governo de FHC, o risco Brasil era o Lula, que todos pensavam que iria queimar o país, mesmo prometendo à classe empresarial e investidores de que ele se transformara no Lulinha Paz e Amor, estão lembrados? Quando os investidores descobriram que de petista ele só tinha as penas, o risco baixou.

Outra, o salário mínimo com FHC era de 64 dólares e hoje é de 300 dólares. Muito bem, mas naquela época, (e não estou dizendo que isto era totalmente bom) um dólar valia 3,00 reais e hoje vale apenas 1,78 dólares, como diz a comparação seguinte da tabela. Façam as contas. Sem dizer também que o salário médio foi maior com FHC do que é com o Lula. E este é o grande nó do governo Lula, o câmbio, que o ministro quer valorizar de qualquer jeito, pois sabe que, que se continuar desvalorizado, como está, vai matar a indústria brasileira, e se valorizar demais volta a inflação. Para o Lula isto pouco importa, inteligente e político, como ele é desde criança, ele sabe que qualquer que seja eleito vai dar com os burros n’água na economia e ele voltará como o salvador D. Lula III.

Quantos as outras comparações de indústria naval, infra-estrutura, rodovias, basta ir a Caetés passando pela estradas existentes que se ver que isto não é verdadeiro, apesar do famigerado PAC. Como comparar algo hoje com o que não existia antes, como eles falam quanto a indústria naval? O navio inaugurado em Pernambuco ainda não viu o mar.

Quantos aos números de emprego vejam um texto da Mirian Leitão (veja aqui) que coloca os pontos nos “i”s, e em relação à relação divida/PIB, além da falcatruas feitas para encobrir gastos exorbitantes (veja aqui).

Mas, a principal falácia é em relação as reservas acumuladas e o pagamento ao FMI. O problema é que os petistas só acreditam na “grande imprensa” quando ela lhes favorece. The Economist também escreve coisas só para inglês e petista verem. Em relação ao pagamento ao FMI e em relação ao “terceiro mundismo ditatorial” da política externa, o Brasil lulista agiu como pobre arrogante e orgulhoso. Só para mostrar que tem independência pagou ao patrão o que devia, para ter a liberdade de levar os filhos morrendo de fome para onde ele quiser ir. Em termos financeiros e racionais o Brasil e seus filhos estariam melhor se não tivesse pago. No entanto, assim, como ele elegeria a Dilma?

Continuo dizendo e o tempo urge. Compare e vote em Serra. Ele é o único que vai conseguir desatar o nó econômico que o Lula está nos deixando.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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