terça-feira, 30 de novembro de 2010

A revolução de Caetés - 3




“Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo
que o desejo dos outros fizeram de mim.”
(Atribuída a Álvaro de Campos.)



Sérgio Murilo Santa Cruz foi um brilhante advogado criminalista. E um dos políticos mais sérios que Pernambuco já teve. Seus ascendentes são da cidade paraibana de Monteiro. Mas Sérgio Murilo é de Carpina (PE), onde fez política com P maiúsculo. E fez advocacia criminal, em Pernambuco e fora deste, com muita seriedade e humanismo. - Sempre tinha um horário para receber pessoas pobres, que não podiam pagar honorários advocatícios. E nada cobrava dos que não podiam pagar. Fazia isso por prazer. E morreu pobre. Um exemplo de advogado criminalista sério e honrado.

Sérgio Murilo foi o nosso Sobral Pinto. - Seu defeito foi ter a paixão pela política. Mas não teve sorte com esta. Porquanto, era muito humano, destemido e dotado de espírito cívico.

Faço esse preâmbulo, porque prometi falar de duas campanhas políticas da década de 80, aqui em Pernambuco. Pois, nessa peleja com o Zezinho de Caetés, ele me acusa de endeusar os candidatos do meu gosto e crucificar os do outro lado.

Vou falar do político que todos endeusavam, até que o governador Eduardo Campos o destronou: Jarbas Vasconcelos.

Vamos ao primeiro episódio: Em 1985, o Dr. Sérgio Murilo Santa Cruz resolveu sair candidato a prefeito de Recife. Foi sua primeira e última disputa majoritária. Ele era do MDB, depois PMDB, juntamente com Jarbas Vasconcelos e outros tantos. Mas Jarbas também quis ser candidato a prefeito, naquela eleição. Jarbas não abria mão. Então, os amigos de ambos propuseram uma prévia para decidir qual dos dois seria o candidato.

E foi aceita essa proposição. Nisso, Sérgio Murilo venceu as prévias e tornou-se o candidato oficial do PMDB. Jarbas não aceitou a derrota e pulou nos braços do Dr. Miguel Arraes de Alencar. Entrou para o PSB, só para se candidatar contra o companheiro de partido, Sérgio Murilo. Jarbas queria parecer um rebelado. E alegava que Sérgio Murilo não tinha legitimidade, porque havia apoiado a Aliança Democrática, que levou Tancredo Neves ao Colégio Eleitoral.

Essa foi a desculpa da ambição, da deslealdade e da prepotência de Jarbas Vasconcelos. Porque Sérgio Murilo lutou por Tancredo, ao lado de Ulisses Guimarães, Teotônio Vilela e muitos outros nomes respeitados no PMDB da época, quando não havia os Sarneys, nem os Renans.

Começa a campanha e Sérgio Murilo Santa Cruz estava liderando as pesquisas. No desespero, a coordenação da campanha de Jarbas Vasconcelos, com o aval deste, mandou Carlos Lapa para a televisão contar uma história fantasiosa, tentando manchar a honra de Sérgio Murilo e levá-lo à derrota. Conseqüentemente, seria a vitoria de Jarbas. E foi o que aconteceu. Carlos Lapa, também de Carpina, era inimigo político do Dr. Sérgio Murilo.

Vejamos o fato escabroso: Carlos Lapa acusou Sérgio Murilo de haver matado um cidadão em Carpina, em 1970. E trouxe para chorar na televisão, uma mulher que se dizia ex-esposa do falecido. E ela culpava Sérgio Murilo pelo seu infortúnio. Além disso, milhares e milhares de panfletos apócrifos foram jogados na cidade de Recife, dando conta do "crime praticado" por Sérgio Murilo.

Ora, em 1970, Sérgio Murilo estava cassado pelo regime de chumbo e com os direitos políticos suspensos por dez anos. Posto que, em 1964, ele era deputado estadual. Foi cassado por "subversão da ordem". E nem os generais de plantão sabiam desse homicídio que Carlos Lapa trouxe à tona.

O regime de chumbo havia mandado Sérgio Murilo à cadeia, onde passou cinco meses preso, sendo acusado de subversivo. E só porque ele defendia, legalmente, os presos políticos. Isto é, os prisioneiros torturados pela ditadura de 1º de abril de 1964. – E, depois de solto, foi detido cerca de 13 vezes para humilhações. Pelo mesmo motivo: defensor de presos políticos.

Ao recuperar seus direitos políticos, elege-se deputado federal em 1974. Foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos dez deputados mais influentes da Câmara daquela época. Foi reeleito em 1978 e em 1982, pelo PMDB, que antes era o MDB.

Mas Sérgio Murilo, destemido e coerente, nunca se dobrou aos militares. – As denúncias de tortura no Brasil estavam nos jornais do mundo inteiro. Temendo a repercussão negativa, o general Ernesto Geisel veio a Recife apurar as denúncias verdadeiras da prática de tortura. Geisel tinha certeza de que, naquelas condições de presos entregues às feras, ninguém iria dizer-lhe que foi torturado. E veio empanturrado de pompas.

Na 2ª Cia. de Guarda (do Exército) os presos estavam enfileirados, cabeça erguida. Inclusive Sérgio Murilo Santa Cruz. Geisel os interpelou sobre as torturas. Com medo de mais torturas, eles realmente negaram. MENOS Sérgio Murilo, que já estava em dias de ser solto. Então, Sérgio Murilo Santa Cruz protestou e disse ao Geisel: “General, mande examinar costas, braços, bocas, dentes e pés de alguns desses presos. Faça isso e confirmará a prática da tortura.” Desse modo, foi confirmada a tortura. E foi total o constrangimento do general Geisel. Mas Sérgio Murilo foi contemplado com uns dias a mais de cadeia.

Foi esse o homem que Jarbas Vasconcelos aniquilou, com mentiras e artifícios mesquinhos, para ganhar uma eleição. O mesmo Jarbas que se dizia “contra a ditadura e defensor das liberdades democráticas”. - Jarbas sempre teve ódio no coração.

Quanto ao crime de Carpina, imputado ao Dr. Sérgio Murilo, a Justiça já o tinha absorvido por falta de provas. Mas, com a estreiteza de espírito de Carlos Lapa e de Jarbas, este ganhou a eleição para prefeito de Recife, por pequena diferença de votos. Não havia segundo turno, na época. Os votos de Sérgio Murilo haviam migrado para um candidato "olímpico" e espertalhão, de nome João Coelho, que ficou em terceiro lugar. - Não sei se houve o morto. Se houve, não sei quem o matou. Mas sei que aquilo não era, nem é proposta para quem quer administrar um município, seja lá de que tamanho for.

Concluindo: com aquela manobra suja, Jarbas liquidou o leal companheiro de partido. E, terminada a apuração, voltou para o PMDB! Mais: pouco tempo depois estava aliado ao PFL (ex-Arena) e a outras forças ultraconservadoras deste estado. Cadê a coerência desse cidadão Jarbas Vasconcelos, que se diz liderança de Pernambuco? - Como é que eu posso falar de bem desse cidadão, seu Zezinho? – O outro episódio, conto na próxima. – É ISSO./.

José Fernandes Costajfc1937@yahoo.com.br

EM TEMPO: - Aviso ao Zezinho de Caetés que não corrigi nada do conteúdo do meu texto anterior: “A revolução de Caetés – 2”. Apenas pedi aos leitores que substituíssem uma vogal e um algarismo. E só. - Assim, o que ele diz em breve texto, cai no vazio./. – JFC.

GARI





Poucas são as pessoas que olham o trabalho gratificando desta classe de trabalhadores em nossas cidades. É um profissional humilde mais que é aquele (a) que serve com o seu trabalho a toda comunidade. É um trabalho árduo e penoso, se observamos com os olhos da caridade, pois, estes (as) trabalham de inverno a verão, de dia e de noite até altas horas, sempre correndo e coletando aqueles entulhos que não nos servem mais. É aquele que estão sempre pelas ruas desentupido galerias, esgotos, limpando canais, capinando praças e muitas das vezes, como vemos quando passamos pelas ruas e avenidas, sem nenhuma proteção para resguardar a sua saúde. Sempre estão sujeitos a apanhar qualquer doença e, quando isto ocorre os hospitais não lhes dão guaridas dignas. Varre as ruas que nós sujamos, pois não temos educação familiar É uma classe que tem os seus ganhos parcos que não provem o seu sustento e nem de sua família. São pessoas simples que moram em favelas, córregos, altos e morros em casa paupérrima sem nenhum conforto para o seu descanso diário. Lazer nem se fala. Andam sempre em cima das carrocerias dos caminhões entulhado de lixo inalando o mau cheiro que exalam dos detritos com os seus uniformes, laranja ou vermelho. São pessoas dotadas de uma resignação extraordinária, não se aborrecendo, mesmo nas horas, que teriam que se aborrecer.

Ocorreu um fato lastimável e falta de cidadania e educação, quando eu estava na Avenida Guararapes na fila esperando o ônibus Casa Amarela / Rosa Silva para ir até a repartição federal FUNASA.

Dois garis varriam o meio fio e outro o calçadão do Correio Central na Avenida Guararapes, outro vinha apanhando o lixo acumulado e colocando em um carrinho.

Chegam duas mulheres, abre uma bolsa e tiram duas frutas “pinhas” abre e começa a se lambuzar jogando os caroços e a casca da pinha na calçada, demonstrando a falta de respeito com aqueles homens trabalhadores que acabavam de limpar a via pública.

Um cidadão que estava na fila do ônibus, falou delicadamente, para elas, o porquê ela não jogavam as casca no lixo logo ali em frente, pois, o gari tinha varrido a rua naquele momento?

- A mulher respondeu:
- Ele é pago para varrer, não é neguinha, virando-se para a outra.
- A outra respondeu:
- É mesmo mulher e riu.
- O homem indignado disse:
- Ele é pago, mas nós devemos colaborar com eles na limpeza da cidade que é uma obrigação do cidadão manter a cidade limpa.
- Ela disse:
- O Senhor o que tem a ver com isto? Vá se incomodar com a sua vida deixa a minha, virando-se e jogando mais uma casca no chão.
Voltou-se para a outra e disse:
- Que velho chato, não é? Ele devia se incomodar com a sua vida e deixar a dos outros em paz.

Uma senhora que ouvia a discussão, disse, deixe prá lá seu Zé, elas não tem educação, e educação vem do berço, coisa difícil de ver nos dias de hoje. Deve ser o nosso tempo!

- A morena olhou para esta senhora e disse:
- A senhora está tomando a dores deste velhote, por que a senhora é igual a ele.
- Jogou mais casca e caroço, na via pública, rindo com a companheira.
- E tem mais, está dizendo que eu não tenho família? E que a minha família é mundiça, hein? Pois, a senhora fique sabendo que tenho família, a senhora é que não deve ter família, pois, se mete onde não é chamada, não é?

A Senhora disse: respeite-me que eu não sou da sua iguala, Dobre a sua língua quando dirigir uma palavra para mim.

- Veja mulher, disse para sua companheira ao lado, que eu arranjei dois baba ovos do prefeito nesta tarde. Durma com uma bronca desta. Vão se lascar, os dois. Virou-se e ficou resmungando com a sua companheira, cada uma com uma pinha na mão.
- Aí em diante começou um bate boca, juntando muitas pessoas ao redor e alguns atiçando mais a discussão calorosa que acontecia. Alguns palavrões saíram de ambas as partes. As vozes altas e estridentes chamavam a atenção das pessoas que passavam e paravam para ver o que estava acontecendo. Uma dupla de soldados, que vigiava a Avenida Guararapes chegou junto e pediu calma e serenidade, pois, estavam chamando a atenção transeunte.

A morena olhou para o guarda e disse:

- Esta confusão é somente porque eu joguei uma casca de pinha e caroço no chão e eles vieram me repreender. Quem são eles para me censurar?

Os guardas olharam e riram e disse: Tudo calmo vão para casa e esfrie a cabeça.

Os garis que observam de longe a discussão voltaram para apanhar a sujeira que tinha ficado no chão, sorrindo e enxugando o suor que lhe escorria pela face. Apanharam e seguiram em frente, balançando a cabeça e gesticulando, como se falasse dá pra entender?

Finalmente a ônibus chegou os passageiros desceram enquanto nós subíamos e as duas mulheres, afoitas olhavam com riso cínico as pessoas que estavam atrás, inclusive, o cidadão que reclamou. Olhou mais uma vez, e por propósito jogou o resto da pinha que vinha comendo e, perguntou:

- Achou ruim? Meu bem?
- Deu uma gargalhada beliscando a traseira da outra que se encontrava séria.
- O homem e mulher que havia discutido sentaram-se resmungando e olhando para as duas que se sentaram na sua frente.
- Ó cobrador tem alguma fruta para comer? Perguntou uma delas. Riu enxugando o suor do rosto e das mãos em uma tolha pequena tirada da bolsa.
- O ônibus tomou seu destino, desfilando pela Avenida Conde da Boa Vista, o homem que reclamara, desceu na Avenida Rosa e Silva, eu desci na Estrada do Arraial e duas moças seguiram em frente para Casa Amarela.



José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A Revolução de Caetés, a Guerra do Rio e os "PANACAS"




Recebi hoje uma mensagem onde o professor José Fernandes, além do texto que abaixo citaremos, coloca um linque de uma mensagem anterior, de Valfrido Curvelo, que indica um texto da Mary Zaidan, escrito no Blog do Noblat, que reproduzo abaixo, antes mesmo do texto do professor, para que o leitor entenda melhor o que vou comentar em seguida. Eis o texto, em azul:

Muito longe da guerra do Rio

No quarto dia da guerra do Rio, enquanto ônibus, vans e vidas ardiam em chamas, a presidente eleita Dilma Rousseff discutia a conveniência de dividir o Ministério das Cidades em dois – Habitação e Saneamento - e assim fatiar melhor o bolo entre o PT e os partidos aliados, cada um mais guloso que o outro.

Também alheio às mortes e ao caos nas ruas da cidade maravilhosa, o presidente Lula dedicava-se ao convescote com blogueiros chapa branca que se auto-intitulam “progressistas”. Ali, Lula falou o que queria, e sem contestação: perseguições que sofre da ‘velha mídia’, relações com o Irã, “a farsa do mensalão”.

Tudo, menos do terror que se espalhou no estado que conferiu mais de 60% dos votos à sua pupila. Votos creditados, antes de tudo, ao sucesso das UPPs.

No mesmo dia, a Câmara dos Deputados cumpria mais um ponto do seu dever de casa: a aprovação, pelas comissões técnicas, da criação de 90 novos cargos sem concurso para a Presidência da República, com gastos anuais estimados em R$ 7,6 milhões.

Um contraponto frontal às garantias de austeridade fiscal que, simultaneamente, eram asseguradas pelo triunvirato que regerá a economia do país a partir de janeiro de 2011. O projeto é de iniciativa do presidente Lula, e está agora na Comissão de Constituição e Justiça. Se passar por lá, dispensará a votação em plenário.

Nem mesmo os bandidos descamisados e com metralhadoras nos ombros fugindo em direção ao Complexo do Alemão, cenas que na quinta-feira correram o mundo, foram capazes de desviar o foco daqueles que só pensam em si, em seu quinhão.

Enquanto gente de todos os cantos do país não desgrudava os olhos da telinha da TV, o Senado discutia a proibição de pesquisas eleitorais em um determinado prazo antes das eleições, a fim de não contaminar o pleito.

Enquanto os veículos de comunicação e as redes sociais alimentavam um círculo de solidariedade aos cariocas e até às autoridades do Rio, o que é raríssimo, voz alguma de Brasília dizia uma só palavra. Nem Lula, nem os presidentes do Senado, da Câmara, dos partidos. Nem governadores de outros estados.

Dilma telefonou para o governador Sérgio Cabral, ainda que no quinto dia de tiroteios, vandalismo e violência. Ponto para ela. Já Lula, só falou provocado por jornalistas que cobriam a reunião da Unasul, na Guiana, na sexta-feira.

A batalha do Rio é seriíssima. Desafia os mais renomados especialistas. Não tem solução única, muito menos em curto prazo.

O secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame tem demonstrado vigor, não se deixando abater diante do necessário confronto, por mais grave que ele possa ser. Conta ainda com o apoio das Forças Armadas que, como disse o ministro da Defesa Nelson Jobim, não fazem mais do que sua obrigação, até porque a segurança nacional está sob ameaça.

Mas há os que insistem na omissão ou na distância estratégica. Quer queiram, quer não, dão margem a todo tipo de elucubração, incluindo as menos republicanas.

No mínimo, denunciam oportunismos. Lula e Dilma fizeram da segurança do Rio cartão postal da eleição. Durante a campanha não saíam da cidade. Até por gratidão, deveriam estimular o povo que maciçamente lhes deu crédito e votos, devolvendo-lhe pelo menos presença e solidariedade. Deveriam vir a público, falar com o Rio e com o país.

Palavras, ditas nas horas certas, bem sabe o presidente Lula, têm mais força do que metralhadoras. A falta delas em certas horas pode derrotar um governante. Ainda que Lula se acredite invencível e eterno.”

O imeio do Valfrido não diz nada, apenas enviou o linque. Nem sei se ele enviou porque concorda ou porque não concorda com o texto da Mary. Portanto, não saberemos se o professor o inclui entre os que ele chama de “panacas” envergonhados e que nos envergonham, aqueles que são a favor da jornalistan mensagem. Para sermos menos abstratos, leiamos o imeio do professor, em vermelho:

“É TRISTE SABER QUE OS RECALCADOS AINDA NÃO digeriram a VITÓRIA DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF!!

SERÁ QUE as zaydans, os mervais, os noblats, as globos etc., querem que a PRESIDENTA ELEITA VÁ AGIR COMO POLICIAL???
E O PRESIDENTE LULA, TAMBÉM, ASSIM AGIR???

COISAS DE "PANACAS" ENVERGONHADOS E QUE NOS ENVERGONHAM!!!

BASTA VOCÊS SABEREM QUE NENHUM GOVERNO FEZ O QUE FOI FEITO AGORA!!!! - ISTO É, AS POLÍCIAS DO RIO DE JANEIRO, A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, A POLÍCIA FEDERAL, A MARINHA DO BRASIL, A AERONÁUTICA E O EXÉRCITO, TODOS TRABALHARAM E ESTÃO TRABALHANDO DURO E MUITO, PARA DESBARATAR ESSAS QUADRILHAS!!!

SOB AS ORDENS DE QUEM????

ISSO ESTÁ SENDO DESTAQUE NO MUNDO "CIVILIZADO": EUA, EUROPA ETC.

E É ISSO QUE INCOMODA VOCÊS, QUE SÃO DO CONTRA!!!

AINDA ME VÊM COM ESSAS BABAQUICES!!! - LEIAM OS COMENTÁRIOS NA coluna do sr. noblat!!!!

DEPOIS, POREI O MEU!!!”

Antes de começar a escrever eu cito um trecho de um artigo do próprio professor, publicado aqui no Blog (veja aqui) que ajudará a me levar ao ponto que quero chegar:

“Todavia, quando me dispus a fazer parte dessa discussão, disse: “As polêmicas em tom civilizado, dão resultados.” Assim, se a peleja sair do tom civilizado, não dá pra mim. Vide pequeno texto meu, que a CIT publicou em 20.11.2010. Dito isso, só participo dessas discordâncias, se o tom for cortês. Entretanto, essa troca de opiniões pode vir com um pouco de ironias respeitosas. Assim como os chistes acima, relativamente à fornicação, o que, para mim, é natural e benéfico.”

Eu não sei o que o professor José Fernandes entende por panacas entre aspas. Pois fui ver num dicionário velho que ainda possuo e vi lá, a sinonímia para a palavra panaca, sem aspas:

“abagualado, aboleimado, abroeirado, alambazado, alavradeirado, alavradorado, aldeão, alóbrogo, alpestre, asselvajado, avilanado, balordo, boçal, bordalengo, bordegão, broma, bruto, cafre, campesino, camponês, campônio, chambão, charro, chulo, cru, fragueiro, ignaro, ignorante, inculto, jalofo, labrego, labrosta, labroste, lanzudo, lapantana, lapão, laparoto, lapônio, lapuz, lorpa, maçarral, maçorral, mambira, mazorral, mazorrão, mazorreirão, mazorreiro, mazorro, montês, montesinho, montesino, muslemo, néscio, obtuso, panaca, parolo, parrana, parrano, pastrano, patego, peco, primitivo, provinciano, rude, rusticano, rústico, sáfaro, sáfio, saiaguês, saloio, simples, simplório, xucro; ver tb. sinonímia de caipira, malcriado e tolo”

Será que com aspas, muda o significado do termo e ele se enquadra em algumas destas palavras, em todos em nenhuma? Pelo sentido do texto, eu penso, só em algumas. Aquelas que são menos “corteses”. Eu, neste debate, nunca partirei para a descortesia, a não ser que o professor diga claramente, que panaca não é um termo descortês, e que com aspas eu até poderia tratá-lo assim. Enquanto isto continuo dentro da minha cortesia contra-revolucionária.

O professor não está correto em dizer que os “panacas” não digeriram a vitória da presidenta Dilma Roussef. Muito pelo contrário, pelo menos o texto da “panaca” Mary Zaidan é o que mais reconhece sua vitória, e por isso reclama sua ausência em acontecimentos importantes na cidade mais representativa do Brasil, fora Caetés é claro, seja de qual lado for que estejamos na história. O que ela faz simplesmente é cobrar mais atenção a um estado que deu a ela uma vitória com mais 60% do votos, num momento crucial para seus habitantes.

Ora, seria fácil de prever esta posição da presidenta eleita. Pois se ela só faz o que o Lula manda (ah, se isso fosse sempre uma verdade e continuasse!!!), e o Lula não está nem aí, ou pelo menos não estava, até ouvir críticas como a da jornalista, e quer é se mostrar na frente de blogueiro, porque é que a Dilma deveria vir no Rio, num arroubo de independência, sem ele? Para explicar o sucesso das UPP,s? Para pregar seu emprego em todo o país?

Não, professor, nós os “panacas” não queremos que a Lula e a Dilma ajam como policial. Queremos que eles ajam como Presidente e Presidenta eleita, respectivamente, há menos de um mês, inclusive pelo povo que acreditou num de seus mirabolantes projetos das UPP,s como uma política de segurança. Talvez o Lula tenha aprendido com o George Bush, que ao saber da tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, mandou os policiais resolverem a questão enquanto ele se refestelava na Casa Branca. Os maus exemplos ele segue e admira seus autores, mas não gosta de Obama, desde que o presidente americano, deixou de chamá-lo o “cara”, para chamá-lo de “descarado” logo após o episódio grotesco de sua política externa no Irã, que tanto prejuízo trouxe a este país. Enquanto ele se gaba de não ter se levantado quando o Bush chegou numa reunião porque os outros não se levantaram quando ele chegou. Isto é o que eu chamo em artigo, publicado mais cedo aqui, de fazer gentilezas com o chapéu alheio, pois pertence ao povo brasileiro.

Hoje mais tarde ainda ou amanhã, deverá sair outro artigo meu aqui neste Blog, se não me censurarem, continuando minha tarefa de desmistificar a chamada revolução de Caetés, ainda usando chapéus alheios. Tudo por uma boa causa. O presente texto foi, entre outras coisas, para dizer ao professor que jamais ele abandonará o debate por uma descortesia minha, se o fizer será por outros motivos. Nem de “panaca” eu seria capaz de chamá-lo, professor!


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com
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(*) Charge do Blog da Folha.

Houve mesmo uma revolução de Caetés?




Ontem li no Blog um texto do professor José Fernandes, no qual, além de pedir para corrigir alguns erros em texto anterior seu, explica o que ele entende quando fala da revolução de Caetés. Como ele diz: menos mal! Eu também já disse que o professor merece mais do meu tempo em comentar seus escritos, data venia, hoje apenas começo a esboçar minha reação, fazendo igual ao meu conterrâneo Lula, usando chapéus alheios para fazer gentilezas, no meu caso, tentando desmistificar um pouco a revolução de Caetés, no sentido que a ela dá o professor.

Eu começo citando um blog de um conterrâneo, o Rafael Brasil. E aqui eu quero dizer que não pedi permissão dele para citá-lo, e já peço desculpas se o melindrei por fazê-lo. Esta postagem no Blog do Rafael, é de 31 de janeiro deste ano (leia aqui o original), portanto, naquela data eu já a havia lido e perguntava como alguém poderia escrever isto sobre o divino Lula, mesmo sendo seu conterrâneo. Hoje eu entendo e o apoio. Como dizia um alguém que não me lembro quem era: “Errar é humano, mas, permanecer no erro é caminhar para o regresso.” O título da postagem é: “Ao brincar de Deus, Lula se dá conta de que é mortal”. Leiam, daqui a pouco eu volto.

“As Piadas como as ideologias, são moldadas pelo tempo. Corre em Brasília uma dessas anedotas velhas que as circunstâncias se encarregam de ajustar.

O presidente saía do banho. Trazia uma toalha amarrada na cintura. A caminho do closet, deu de cara com uma camareira do Alvorada.

Súbito, o nó que prendia a toalha se desfez. E o pedaço de pano que lhe protegia as vergonhas foi ao solo. A camareira arregalou os olhos: “Óhhhh! Meu Deus!''.

E o presidente, com ar de indisfarçável superioridade: “Sim, sim, companheira. Mas pode me chamar de Lula”.

Na última quarta-feira, falando para uma platéia de pernambucanos amistosos, Lula discorreu sobre algo que lhe causa jucunda satisfação.

“Vocês estão lembrados, o orgulho que eu tenho, quando o FMI chegava aqui no Brasil humilhando o governo brasileiro...”

“...Já descia no aeroporto, dando palpite, dizendo o que a gente tinha que comprar, o que a gente tinha que vender, o que a gente tinha que estatizar...”

“...Agora quem fala grosso sou eu. Porque, se antes era o Brasil que devia ao FMI e ficava que nem cachorrinho magro, com o rabo entre as pernas, agora quem me deve é o FMI”.

Vale a pena repetir dois pedaços do raciocínio do presidente. O primeiro: “Agora quem fala grosso sou eu.” O outro: “Agora quem me deve é o FMI”.

Os ouvidos sensatos alcançados pelo lero-lero de Lula viram-se tentados a perguntar: Eu quem, divino presidente? Eu quem, supremo mandatário?

Ora, quem deu o dinheiro que o Brasil borrifou nas arcas do FMI foi a bugrada. Lula apenas o gastou. O Fundo deve aos brasileiros, não a Sua Excelência.

Parece implicância, mas é preciso dizer: Tudo leva a crer que algo de muito errado sucede com a cabeça do presidente da República.

Falta-lhe o parafuso que fixa as sinapses que ligam os neurônios do bom-senso aos da humildade. Lula esforça-se para mimetizar Luís XIV de Bourbon.

O soberano francês foi ao verbete da enciclopédia como autor da frase fatídica: “L’État c’est moi”. Lula o ecoa: “O Estado sou Eu”.

O presidente não gosta da rotina de Brasília. A idéia de acordar, pendurar uma gravata no pescoço e ir ao Planalto para receber, digamos, Edison Lobão o aborrece.

Dono de popularidade alta e de discurso baixo, Lula prefere a eletricidade proporcionada pelas multidões à frieza das audiências individuais.

Sua praia é o palanque. A visão das platéias hipnotizadas o conduz a um plano superior. Agrada-o a sensação de espectadores que o vêem como um Deus.

Lula aceita o papel. Gostosamente. À medida que se aproxima do final, seu governo vai virando um grande comício. Um comício entrecortado por audiências brasilienses.

No caminho para as estrelas, Lula pisa nos tribunais, distraído. Em campanha aberta por Dilma Rousseff, testa os limites da Justiça Eleitoral.

Se o TCU e o Congresso cortam as verbas de obras tisnadas pela irregularidade, o presidente “dá” o dinheiro. Com uma canetada, libera R$ 13 bilhões.

Às favas com os auditores. Que se dane o Congresso. A oposição chiou? São uns “babacas”. Não se opõem ao presidente. São rivais da razão divina.

No discurso de quarta-feira, aquele em que celebrou o fato de que o FMI lhe deve, Lula exagerou. Brincou de Deus.

Inaugurava um posto de saúde em Pernambuco. A alturas tantas, fez uma pilhéria premonitória: “Dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui”.

Adoeceu. Não foi à cama do “seu” estabelecimento. Levaram-no, obviamente, a um hospital de primeira linha, mais condizente com sua condição de presidente.

Lula atravessou uma dessas experiências que dão aos (falsos) deuses a incômoda sensação de finitude.

Foi como se Deus –o autêntico, o genuíno –soprasse nos ouvidos do seu genérico: “Não desperdice a popularidade que Eu te dei. Aproveite o seu tempo...”

“...Celebre os acertos, reveja os erros. Respeite as diferenças. Não apequene sua grandeza. Reaprenda a saborear as delícias da humildade!””

Este foi o primeiro chapéu, o do Rafael Brasil, espero não o ter amassado o publicando aqui no Blog da CIT. Agora vem o outro chapéu. Este do Sebastião Nery, que devido sua experiência jornalística e política, nunca se enganou, com a revolução de Caetés, representada na pessoa do Lula. Reproduzo aqui sua coluna de ontem que tem como título: “A Vaca Santa”. Leiam, e eu não volto mais, só no próximo texto.

“Salvador - Manoel Novaes, constituinte de 1934 e 1946 pela Bahia, dez mandatos seguidos de deputado federal (tive a honra de, a seu pedido, escrever o prefácio de suas quase centenárias memórias), criador da Comissão e depois Codevasf (Companhia do Vale do São Francisco) passou muitos anos sem ir à cidade de Serrinha. Raimundo Brito, também deputado do PR e liderado de Novaes, não se conformava:

- O senhor precisa ir lá participar de um comício para ajudar o partido.

- Não vou não. O povo de Serrinha é muito ingrato. Não reconhece nada do que eu fiz pelo município. Nunca votaram em mim.

Acabou concordando em ir. Raimundo Brito preparou uma grande festa e um comício em homenagem a Novais.

Novaes

Novaes chegou à cidade carregado, foi para o palanque. Na praça cheia, o povo bem preparado por Raimundo Brito.

- Povo de Serrinha, quero relembrar o que fiz por esta terra. Quem trouxe luz para cá?
- Foi Novaes !!!
- Quem construiu o hospital?
- Foi Novaes !!!
- Quem botou água aqui?
- Foi Novaes !!!
- Hoje estou feliz. Vejo que vocês são reconhecidos. Eu não cobro o que faço. Só perguntei o que fiz. Não vim perguntar, por exemplo, quem descobriu o Brasil.
A multidão, lá embaixo, continuou a ladainha ensaiada por Raimundo Brito.
- Foi Novaes !!! Foi Novaes!!!

Irecê

Em outra campanha, Manoel Novaes fazia comício em Irecê. Um candidato a vereador estava com o microfone:

- Minha gente, quem deu a perfuratriz não foi Novaes?
- Foi!
- A perfuratriz não é quem dá água?
- É!
- A vaca que dá leite a nossos filhos não bebe água?
- Bebe!
- Então, quem dá leite a nossos filhos não é Novaes?
- É!
- Então, minha gente, Novaes é a vaca santa do sertão!

Instituto

Lula está arrumando as malas para voltar para casa, depois de oito anos de presidente. Bem sucedido, elegeu a sucessora. Jovem, 65 anos, não vai pendurar as chuteiras. Quatro anos passam rápido e ele pode tentar voltar em 2014. Até lá, já começou a arranjar dinheiro (´pretende pedir verba a órgãos internacionais, como o Banco Mundial`) para criar uma ONG, um Instituto da África e da América Latina. Um Instituto Lula.

Na Folha, Bernardo Mello Franco conta:

´Instituto Lula buscará verba no exterior - presidente quer financiamento internacional para tocar projetos de infraestrutura na África e na América Latina - emissários já buscam doações de empreiteiras para construir sede em São Paulo. Empresas podem se beneficiar com as obras`.

Imprensa

Lula precisará continuar a se expor internacionalmente. E a grande imprensa brasileira deve ajudá-lo parando de mentir sobre ele, antes que o mundo ache que Lula é uma armação inventada pela propaganda oficial. Inventaram que ele ´tem o apoio de mais de 80% (sic) da população`.

O que o PT (e o governoLula, porque, direta ou indiretamente, o dinheiro era oficial) fez na Europa antes das eleições foi um escárnio. Semanas seguidas os maiores jornais da Europa publicaram cadernos especiais de propaganda brasileira sobre ´o milagre Lula`.

Eu estava lá de férias, em setembro. Foi uma avalanche de capas penduradas nas vitrines das bancas de jornais com a bandeira brasileira em verde e amarelo, chamando para os cadernos especiais, seus números mirabolantes e suas manchetes apelativas:- ´Milagre no Brasil`!

Lula

Ninguém mais do que Lula sabe que não foi ele quem descobriu o Brasil. E muito menos que seja ‘a vaca santa do sertão’.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com
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(*) Imagem da Internet.

domingo, 28 de novembro de 2010

PASSIONE





Recebi ontem um e-mail da amiga Maria Caliel, e sempre quando me interesso pelo assunto, eu uso os textos por ela enviados para comentários. Isto é, apenas quando eu entendo do assunto. E deste que ela me mandou eu entendo muito bem: As Novelas. Eu não digo nem de TV, porque comecei a apreciá-las no rádio, e mesmo antes da TV eu já sabia a história de Mamãe Dolores no Direito de Nascer. O Jerônimo o Herói do Sertão eu não perdia uma.

Mas antes que comece minha análise tenho que avisar. Aqueles que não acompanham novelas, devem parar por aqui, os restantes 97% dos meus leitores podem continuar, que vão gostar do texto. Eu reproduzo abaixo o conteúdo do e-mail que a Caliel me enviou numa lista, cujo assunto era a primeira frase fo texto. Leiam e eu retorno lá no final. O texto é reproduzido sem nenhuma edição nem cortes, mantendo alguns erros de grafia, o que é normal nesta comunicação eletrônica, vem em vermelho. Sim, tirei apenas o e-mail e os telefones da suposta autora. Até logo!

“Algum noveleiro(a) poderia dizer se é verdade tudo isso aí?


ANÁLISE MORFOLÓGICA DA NOVELA PASSIONE...
MUITO LOUCO...


Gente, nao tive tempo de analisar bem essa novela PASSIONE.....nem entendo o que a Globo ou o autor querem com isso, mas parecem querer reiventar Freud e novos conceitos de valores...

Vamos falar somente da estrutura e do personagem central da novela, a viúva dona da fábrica, Beth Gouvea...

É assustador!!!

Reparem:

1- Ela casou-se grávida de outro homem e teve um filho que o marido CORNO escondeu, mentindo para ela toda a vida...
2- Todos os seus filhos sao cornos, até a filha esquisita - que parece que fugiu de filme futurista...todos, inclusive o Totó italiano, nome de cachorro babaca no Brasil...(é claro que o autor é doente e Lacan explica a novela...)

3- Um dos filhos tem um problema misterioso que só pode ser, se conheco a Globo, pedofilia ou necrofilia; ele nao trabalha e nem faz nada... só corre de carro, já tentou suicídio (tremendo exemplo de homem...)

4- O outro, já morto, o ex-presidente da fábrica, Saulo Gouvea, que chamaremos de malandro agulha (aquele que toma na bunda mas não perde a linha...) odiava a mãe, alem da mulher que não comia: essa, imitava mal a "dama do lotação", (personagem copiado da Sonia Braga, que sai por ai comendo todo mundo... Ficou faltando a cena do cemitério !

Tem um filho viciado em drogas e outro corno, que ama a menina que o irmão drogado comeu e que abortou um filho dele. Além disto o ex-malandro agulha Saulo, tinha uma filha corneada pela mãe.

Ou seja, que é apaixonada pelo bonitinho amante da mãe, que é filho do Totó corno (isso para falar só da estrutura sexual da família).

Lembrando que o empregadinho da casa dele é uma tremenda bichona. E que ele era safado, e fazia qualquer coisa (vender a mãe, mulher, filho ou filha) pelo poder da fábrica quase falida por ele mesmo...

O cara era um ESPANTO !!!

5- O Totó, nem se fala ! (uma riqueza...)

5.1- Tem uma filha corna Agostina (olha só a estrutura da novela), que é casada com um bígamo, que é casado com a filha ninfomaníaca (Jéssica) de um casal de velhos, tb ninfomaníacos cujo homem, (o Cuoco como ator), é o pai do Totó.

Gente imaginem que lixo de novela e de estrutura novelesca...

Que saudade de Shakeaspere! (sera que ele, o autor, pensa que é o dramaturgo ingles reencarnado???)

- Vejam que mundo pequeno o autor conseguiu, entre São Paulo e Florença - ou seja, o genro do Totó é casado com a irmã do Totó (filha do rico lixeiro pai do Totó), que então, é a tia da filha da outra mulher do marido dela!

Caramba ! Melhor nem seguir com essa linha, pois a neta do Totó se torna sobrinha da outra mulher do seu genro etc.etc.


5.2- A bela mulher do Totó, Clara, é amante do filho viciado da Dama do Lotacao com o ex-Malandro Agulha, que é sobrinho do Totó - RsRsRs - (isso colocado numa Árvore Genealógica é uma delícia)...

Repetindo: o sobrinho do Totó, drogado, é apaixonado pela mulher do Totó, ex-puta profissional, ladra, que foi criada pela avó cafetina das netas, que as prostitui as para explorá-las, inclusive a menor de idade, (mais um lance de pedofilia) -

O autor pode ser normal ?..e o padrão Globo, onde fica ???

Clara, a linda mulher do Totó é amante do principal bad guy da novela, Fred, o malandrinho, bandido, cafetão, receptador etc. que come também a filha da velha Beth Gouvea, (e que é o pai do filho dela...).

5.3 - A irmã velha do Totó, Gema, tem uma relacao edipiana com o Totó, assumindo o papel de mãe dele. (Puro Freud !!!)

5.4. O filho mais velho do Totó tambem é apaixonado por outra puta italiana ...

O Totó como vêem, é uma riqueza de personagem..

Sério! Bom homem de família...! Ele nao fazia nada.. ficava ali em São Paulo, onde não conhece quase ninguém, sem trabalhar.

A roça dele abandonada nos campos de Florenca, e a mulher dele, o dia inteiro trepando com todo mundo: quando não é o viciado, é o gigolô dela...

Agora, na virada da novela e ela está dando uma de boa moça, ganhando no mês, o que ganhava em horas, na prostituição....(estamos melhorando).

E, se bem entendo, Totó vai se apaixonar pela boazinha da Felícia, irmã do gigolo Fred, (que comia a Clara mulher dele), que é a mãe da menina apaixonada pelo viciado em droga, que come a mulher do Totó... Dá para acreditar ????

E que ainda por cima é uma menina que tem um pai misterioso que no final vai ser - querem apostar? - o bonitinho pedófilo, corno e suicida, corredor de carros, filho da viúva genial...

6- O pai ninfomaniaco do Totó, (Cuoco) (que adora um cabaré e uma gafieira onde é amigo dos boyolas), é casado com uma futilíssima e frustrada dama da sociedade paulistana, nouvau riche, que sabe que a enteada é corna do bigamo, mas só pensa no seu umbigo vazio...

O avo do Totó, Tio do Cuoco, me parece o mais normal da novela, carregando aquele aquário, corre atras das empregadas e faz chantagem pra nao contar quem é o pai da filha da futura namorada do Totó (para tentar comer a velha mãe do malandro bonitão e da mãe da menina do pai misterioso...

Essa zorra toda ocorre entre tres famílias apenas: a da velha viuva, Beth Gouvea, a da Clara, putissima, e a da velha mãe (Cande) do malandro e da futura esposa do Totó....´

E claro, para não falar do filho do chofer, e filho adotivo da velha, que é o presidente da metalúrgica, que come a filha e a nora da velha, o honesto competente e bonzinho...

que será o pai do filho do malandro com a filha da velha ...outro corno...KKKKKK ...

Isto não tem fim: todas as mulheres sao infiéis e todos os homens, babacas!

Viva a "GROBO"...

- Precisa continuar ???

Vamos lembrar que a velha Beth Gouvea insinuou voltar a paquerar o velho do lixo, pai do Totó ?

E o velho dos velhos, falso avo paterno do Totó (pois pai do pai corno do Totó) que foi apaixonado pela irma do Totó... ?

E a velha Gema ainda por cima é moralista!!! Cheia de valores !!!

E a velha esposa do velho avô do Totó, Brígida, insinuada desde o início da novela, como amante e frequentadora do quarto do motorista da família, dentro da própria casa, se escondendo do velho marido...

Pode ??!!?!??

Dá para acreditar que uma pessoa correta tenha uma familia tão desequilibrada?

- Ou seja, a Globo quer nos dizer que nao existem valores a serem transmitidos ???

- Ou o que??? Isso é liberdade de imprensa???

Dio mio ! Dove siamo ???

Verissimo, grande Mestre, ou Xexéu, reclamem dessa porcaria e peçam à Globo mais respeito pelo seu público!

- Ou a vida real é assim mesmo e nós é que estamos ou somos anacronicos?

Se assim for, o Brasil dançou de vez....

Atenciosamente,

Silvânia Oliveira
Divisão de Gestão Estratégica em Disponibilidade, Capacidade e Desempenho
SERPRO-SUPSI/SICTP/SICDC
"Aquele que semeia a cortesia colhe a amizade, e aquele que planta a bondade colhe o amor."
São Basílio (330-379).”

Se vocês começaram a ler a mensagem à noite, então bom dia! E em verdade lhes digo: Tudo que está escrito acima é a pura verdade. Se realmente foi a Silvânia Oliveira, que escreveu isto, e eu vou supor que sim, ela demonstra porque faz parte da Divisão Estratégica em Disponibilidade, Capacidade e Desempenho do SERPRO. Eu nunca vi tanta disponibilidade de tempo para ver novelas, e além disso fazer uma análise profunda do seu conteúdo. Realmente é uma novela complexa demais para média dos brasileiros, porque o autor tenta passar nosso momento político, e há o esforço de descrever o PT por meio de mensagens subliminares. Na Globo só se passa algum coisa do PT se for através de mensagens subliminares como esta. Vejam que Totó é a representação fiel do nosso povo. A Clara é uma cópia fiel da Dilma, no sentido figurado. Inicialmente o povo caiu de amores por ela, principalmente as mulheres que queriam ter a primeira presidente mulher, e que gostavam de mulheres, pois ela empregava todas as suas amigas. Igual ao Totó quando conheceu a Clara. Depois o povo soube que ela era uma guerrilheira, ateia, assaltante de banco, aborteira e tudo mais. Tentou cair fora, e não queria nem ouvir falar dela. Igual ao Totó. Eu já esperava, e depois de um bando de mentiras e de uma campanha onde ela prometia até pentear os pelos do Totó todo o dia, o povo, digo Totó volta a ser enganado por ela. Isto aconteceu durante a eleição do segundo turno, e ele voltou a se juntar com a Clara. Se minha análise estiver certa, a Clara vai aprontar outra vez, igual eu penso que a Dilma, talvez até forçada pelas circunstância, tentando proteger a Kely. Ela foi e sempre será uma mulher má.

Gente, é preciso assistir às novelas da Globo com grande atenção e capacidade de análise, igual fez a Silvânia e eu faço. Sei que o autor de Passione não é nenhum Shakespeare, para andar dizendo “to or not to be”, ele mostra quem é quem. Existe alguém mais parecido com o Zé Dirceu do que o Fred? Aconteça o que acontecer, eles mandam na metalúrgica, digo, governo. E o Saulo só não é o Delúbio perfeito porque morreu. Verifiquem o comportamento de alguns personagens e tentem associá-los ao meio político, e verão que o autor é um gênio.

A Silvânia não fala do Mauro. Ele é o santinho da novela, mesmo assim matou o Noronha. Mas foi em legítima defesa. É a esperança que o autor quer passar aos telespectadores de que o PT ainda tem jeito. E observem a Clotilde, ou Clô, mulher do lixeiro, se não é a cópia fiel de alguém que o governo Lula colocou na classe média. Gosta da nova classe mas não consegue dizer que é rainha do lixo. Ontem só conseguiu para não perder a "boquinha".
Outra coisa que já sabemos é o motivo da doença do Gerson, o corredor preguiçoso. Conta-se que ele ficou viciado em "blogs progressitas", sim, aqueles que fizeram a entrevista com o presidente Lula comentada por Zezinho. Ele não pode dormir sem olhar para o "Seu Cloaca". Ele já estava quase curado, quando houve aquela fatídica entrevista, aí ouve a recaída. Portanto, um aviso não vejam blogs progressistas, com exceção do Blog do Alexandre Marinho, que não foi a entrevista. Por falar nele, nunca mais deu as caras no Blog.

Eu vejo esta novela porque seu estudo é imprescindível para meus planos políticos em 2012. Toda noite eu tiro grandes conclusões de em quem não confiar, a partir do comportamento dos personagens.

Esta novela é tão genial que tem, entre seus apreciadores, pessoas com a minha competência e a da Silvânia, dedicando nosso precioso tempo para aprender com as novelas globais, como construir melhores valores.

Meus leitores, aqueles que chegaram até aqui, tenho certeza, vêem Passione, e aqueles que me entenderam, são fãs de novelas em geral, e aqueles que criticarem minha análise, alem de verem a novela, são viciados igual ao Danilo, pois estão analizando minhas opiniões com conhecimento de causa.

Um sapo barbudo disse que a religião era o ópio do povo, hoje ele diria, depois da Dilma mostrar sua religiosidade, que o ópio do povo agora são as novelas globais. Eu sou povo então sou viciada, a elite não, é viciada em outras drogas.


Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

sábado, 27 de novembro de 2010

Toques em partes

Além de leves toques noutros assuntos, inicialmente, escrevo estas linhas para corrigir duas pequenas falhas no texto de minha autoria, publicado pela CIT, no dia 25.11.2010 (leia aqui), sob o título: “A revolução de Caetés – 2”.

Todavia, esses toques NÃO interrompem a troca de opiniões com o Zezinho de Caetés, não. – Eles vêm (os toques) para evitar que se toque, apenas, numa só tecla. Ou que se ande como trem e metrô, no mesmo trilho, olhando numa só direção. Ou ainda, que se cante uma nota só.

Primeiro, a errata: Corrijam (os leitores), por favor, no texto referido acima: na 7ª linha do 7º parágrafo, está escrito: Eu disso e está dito. Leia-se: Eu disse e está dito. E na 1ª linha do 9º parágrafo, leia-se, também: 1928/30. Ali está grafado: ... 1938/30, o que seria um retrocesso.

Aproveitando o ensejo, já notei que o Zezinho de Caetés concordou comigo, ao menos, quanto à fornicação. (Vide artigo dele publicado no mesmo dia 25.11.2010). - Menos mal. – No entanto e por oportuno, adianto-lhe que a revolução de Caetés, a que me refiro, NÃO vai sair da Marim dos Caetés – Olinda, conforme disse o Zezinho no artigo aqui citado.

O município de Caetés da revolução em causa fica pertinho de Garanhuns. Foi lá que o Lula nasceu. Assim como, segundo palavras do próprio Zezinho, este também nasceu ali em Caetés. E foi menino com o Lula. Depois, tomaram rumos diferentes.

Também, e por conveniente, NÃO se trata de Caetés, romance do grande Graciliano Ramos. Aquele romance deu lugar à estréia do velho Graça na literatura brasileira, para orgulho nosso.

Assim, pois, mais adiante veremos por que essa revolução vai partir de Caetés, terra destes dois "heróis" da história mais recente: o Lula e o Zezinho.

E por falar em história, Graciliano e heróis, aqui não me reporto à obra póstuma do Mestre Graça: “Alexandre e outros heróis.” - E não confundam toques em partes com toques nas partes!

Não li o artigo do Zezinho todo. Faltou-me tempo. Mas notei essas duas referências por ele feitas. Razão por que me reporto a elas neste momento. Não por ânsia ou pressa. Apenas para preencher mais linhas neste minitexto. Necessário dizer ao Zezinho que NÃO existe, no Brasil, Supremo Tribunal Militar. Existe o Superior Tribunal Militar. Supremo mesmo só o Supremo Tribunal Federal (STF).

Por óbvio, aviso à Lucinha que só sei ler do blog dela o que sai na página do Blog da CIT. No mais, sou analfabeto. Nem ao menos soube cadastrar-me para ler ¡otras cositas más!

Mas li o artigo da Lucinha, que foi publicado em 26.11.2010. - Informo, também por julgar oportuno, que a “guerra civil” do Rio de Janeiro não foi criada pelo Lula, nem pelo Sérgio Cabral. Foi gerada e parida por uma manada de governantes lenientes e coniventes, em todos os tempos. Que tenham eles sido aventureiros, donatários, príncipes, reis, presidentes, vigaristas ou o raio que os partam. Com mínimas exceções, para confirmar a regra, foram irresponsáveis ou ladrões do erário. São 510 anos com todo tipo de gente querendo vantagens pessoais.

Assim também, o caos social em Recife não foi parido por um só governante. Todos os que passaram pelos governos municipais, estaduais ou federal, em todas as unidades da federação, desde que acharam o Brasil, são solidários com essa miséria. Isso não é caldo de cultura. É caldo de incompetências múltiplas e ladroagens, por séculos e anos. E o mesmo se diga dos que integraram o Parlamento e o Poder Judiciário por todo esse tempo. Sem excluir os integrantes de hoje. - Assim também, nós todos que fazemos parte dessa "sociedade" indolente e oportunista, NÃO nos vamos excluir desse processo daninho.

Somos sócios solidários com toda essa sem-vergonhice! O nosso mal maior é que só sabemos reclamar dos governantes de plantão. E na hora que algum deles nos oferece uma migalha qualquer, fazemos cessar a matraca. Porque esse povinho "abençoado" por Deus e mal-educado por natureza, gosta mesmo é de levar vantagem em tudo.

No que toca à bandidagem do Rio e de São Paulo, só para citar essas duas cidades, o que houve e continua havendo, além do mais, é conivência das ditas “autoridades” com os criminosos. Uns recebem propinas, outros fazem que não vêm.

Portanto, tudo quanto tiver de ser feito, a partir de agora, para erradicar o crime organizado e banir os criminosos dos terrenos que eles dominam, vai dar muito trabalho a quem se disponha a tanto! O mesmo se diga relativamente aos camelôs e a outros males nossos de cada dia!

No quesito constitucional, concordo com a Lucinha. A nossa Constituição Federal (CF) é uma colcha de retalhos, carente ainda de alguma regulamentação. Ademais, se os que fizeram a Constituição não a cumprem, para que serve ela? A CF só seria boa se, aos menos, parte dos seus preceitos fossem cumpridos. - Já seria um bom começo para amenizar os efeitos maléficos citados logo acima. - Pior é que nem o que está regulamentado, o que NÃO é pouco, não é cumprido.

Em síntese: se o que estipula o art. 5º, do Capítulo I, com todos os seus itens e alíneas fosse assegurado às pessoas, estaríamos no paraíso. Mais um pouquinho: completando com o cumprimento de todo o enunciado no art. 6º - Capítulo II, estaríamos bem pertinho do céu. – Com isso feito e isso posto, o restante da CF seria digerido quase sem dificuldades. Então, o país poderia andar. E o seu povo teria o direito de ir e vir livre de tantos atropelos. - É ISSO./.


José Fernandes Costajfc1937@yahoo.com.br

Lula Top Top da Silva




Ontem escrevi aqui neste Blog sobre a entrevista do Lula aos blogueiros “camaradas” e disse que não tinha paciência de comentar tópico por tópico o quase monólogo do meu conterrâneo diante de algumas pessoas que estavam mais pensando na foto histórica no final, do que em retirar um milímetro de verdade que fosse do presidente, que está tomando a “saideira” todos os dias.

Houve momentos na entrevista onde se notava já instalada a síndrome de abstinência de poder em Lula. Quando ele disse que precisava “desencarnar” da presidência, seu semblante anuviou-se como se o desencarne fosse definitivo. Mas, ele sempre voltava, como sempre, na esperança de a ele voltar. E a campanha já começou. Vejam o que ele disse daquele episódio lamentável da “bolinha de papel”. É a cara dele. Apostar na dúvida para colher certeza da bajulação. Mas o trecho mais marcante ainda foi a imitação barata do Marcos Aurélio Garcia, quando do acidente da TAM em São Paulo. Vejam o vídeo que coloquei ontem aqui e vejam o filma abaixo, do original dos seus assessores. O Lula Top Top da Silva, desta vez se superou, quando se trata de praticar todas as vilanias para chegar ao poder. Eu só tenho agora pena do meu conterrâneo, virou um caso psquiátrico.

Para matar a fome dos meus leitores eu transcrevo abaixo o artigo da Dora Kramer no Estadão, sobre este tema, com o sujestivo título de "Militância digital". E não deixem de notar que o Lula foi o único presidente deste país em toda sua história, que deu entrevista a blogueiros. E eu pensei que o Marechal Deodora da Fonseca tivesse proclamado a república pela internete.

“O presidente Luiz Inácio da Silva convida quem quiser para suas entrevistas individuais ou coletivas. Do mesmo modo, vê, ouve ou lê o que é dito quem quer.

Portanto, o encontro que reuniu alguns autores de blogs para entrevistar o presidente da República não se pode dizer que tenha pecado pelo excesso de governismo. Inclusive porque ninguém é obrigado a ter senso crítico em relação a pessoas, objetos ou situações que lhe sabem bem ao paladar, à visão, ao tato e ao olfato.

O Palácio do Planalto e Lula resolveram retribuir os serviços prestados por um grupo de "blogueiros progressistas" (o pressuposto é que os demais sejam reacionários), ativistas da campanha de Dilma Rousseff e não seria de esperar outra atitude que não a da benevolência.

De todo modo, chamou atenção o entusiasmo. Na saudação ao "primeiro presidente do Brasil a receber representantes da blogosfera" - como se não fosse ele o primeiro a conviver com a modalidade -, no silêncio reverencial diante de respostas quilométricas e/ou incongruentes, nas gargalhadas cúmplices, na docilidade nas repetidas referências à "imprensa golpista" ou "velha mídia".

Nas entrevistas tradicionais, em que não há seleção ideológica, não se vê, por exemplo, o entrevistado precisar corrigir o entrevistador que estranha o fato de as indicações ao Supremo Tribunal Federal não terem deixado a Corte com "a cara do governo Lula".

"Graças a Deus o Supremo não ficou com a cara do governo", respondeu o presidente a um rapaz que se identificou como representantes de um "blog jurídico", ensinando-lhe, em seguida, algo sobre a independência dos poderes inerente à República.

Fora isso, os autodenominados "blogueiros progressistas" passaram batidos por repetidas afirmações de Lula de que não fazia ideia das realizações de seu governo em diversas áreas: comunicações, legislação trabalhista e direitos humanos.

O presidente, depois de oito anos de governo, disse que só teria a real noção de suas realizações depois que "desencarnasse" da Presidência. Pôde dizer sem ser contestado que o ex-diretor da ABIN, Paulo Lacerda, deixou o governo e a PF porque "estava na hora de sair". A ninguém ocorreu lembrar-lhe que Paulo Lacerda foi mandado para Portugal em meio ao escândalo dos grampos telefônicos ilegais, por sugestão do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Quando afirmou que a sociedade ao controle social da mídia, defendendo iniciativas como a Ancinav e o Conselho Nacional de Jornalismo, não precisou explicar a razão de seu governo ter recuado de todas elas. Inclusive retirando propostas semelhantes do Plano Nacional de Direito Humanos 3.

Dissertou sobre enormes resistências à reforma política sem que lhe perguntassem quais são elas. Não foi questionado sobre a razão de ter aprofundado velhas práticas contra as quais agora promete lutar ao "desencarnar" da Presidência.

Esteve à vontade para ressaltar sua altivez em reuniões internacionais (permanecer sentado, enquanto os outros chefes de Estado se levantavam para receber George W. Bush), e relatar a amargura por ligações feitas entre o desastre da TAM e a crise aérea de 2006/2007.

Tão à vontade que, ao repetir que a agressão de petistas ao então candidato José Serra foi uma "farsa" - na abertura havia provocado muitos risos ao "ameaçar" os blogueiros com "bolinhas de papel" - deu-se ao desfrute do machismo consentido. Na ocasião, contou, resolveu responder no lugar de Dilma, comparando ao adversário ao goleiro chileno Rojas, "porque ela é mulher e não entende nada de futebol". _

Cada um fala com quem quer, mas respeito, inclusive aos fatos, é bom e todo mundo gosta.”

Como diz o Cardinot: “Durma-se com uma bronca dessas.”




Zezinho de Caetés – jad67@citltda.com

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Caos e as Guerras: Recife, Rio e Bom Conselho




Hoje me acordei cedo e fui à porta do meu apartamento onde o porteiro, quando está de bem com a vida, deixa o jornal que assinamos aqui. Quando olhei a primeira página parecia que a edição seria dedicada à guerra do Vietnam, de tão triste memória. Lá estava estampada a manchete bem grandona: "O Caos". Isto na parte de cima da primeira página, e na de baixo: "A Guerra". Eu parei minhas obrigações de mãe e de avó para ver o que estava acontecendo. Eram notícias do Recife e do Rio de Janeiro.

Ontem já havia visto, pela TV, as cenas chocantes da caça aos bandidos nos morros do Rio. Aqui em Recife, era de caça aos ambulantes. Triste Brasil, pós-eleição. Terminou a trégua eleitoral. Agora é pau. Não sei se a rima é boa, mas é justa. Nunca na história deste país eu vi isto. E aguardem, só está apenas começando, é apenas um esboço, daquilo que o Lula deixou para nossa Presidenta. Já chego a me comover com a sorte da primeira mulher presidenta do Brasil. Na época do João Batista Figueredo, também de triste memória, quando a coisa estava preta, ele dizia que ia chamar o Pires, que era o militar mais graduado. E agora, quem a Dilma vai chamar? O Lula?

Lula a aconselha chamar o povo. O grande problema do poste é que ela, por via transversa, sempre gostou mais de cheiro de “cavalo” do que de cheiro de povo. Ela tentou aprender a gostar de povo com o seu carregador, durante a campanha, mas, agora os dois já estão cansados. Basta de povo. Aí surgem as guerras, num dos lugares do qual a Dilma tentou fazer dele o seu carro chefe de campanha, na área da segurança, com as tais de UPP (Unidades de Polícia Pacificadora). E ela disse que iria ampliar a política para todo o Brasil. Que Deus nos ajude.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que as guerras eram um sintoma de que as políticas adotados, estavam surtindo efeito, e os bandidos estavam se sentindo ameaçados e resistindo. Eu pensei, minha Sagrada Família, quando esta política tiver surtindo efeito em todo o país, estaremos em guerra civil. Vai ser o Fernandinho Beira-Mar versus o Poste. Vi num blog de alguém, perdoe mas não me lembro quem para citar, que o último P das UPP, deveria ser de Prendedora e não de Pacificadora. Isto num governo que diz que tirou um montão de pessoas da miséria, não pode ser um problema social. Então para resolver o problema, não é preciso transformar a questão social em caso de polícia. Trata-se de prender meliantes perigosos, que não nos deixam em paz.

Tem que se diferenciar o joio do trigo? É claro que sim. Inclusive diferenciando o que é movimento social do que é movimento de bandidos.

Mas, chega de guerra externa. Pois há uma outra guerra em Bom Conselho. O Blog da Prefeita (BP) versus o Blog de Bom Conselho de Papa-caça (BBC). Primeiro quero constar que a prefeita voltou, depois de passar um bom tempo “fazendo diferente” em seu Blog, como se diz, com todo o "gás". Parece que está curada de todos os males que a afligiram naqueles dias conturbados da renúncia. E vai à guerra, com o intuito de mostrar quem é o Mister M. O nosso Diretor Presidente está tremendo de medo que as baterias da prefeita se voltem para ele e comecem a fazer enquetes sobre quem ele seja. É por isso que devemos sempre aparecer de peito aberto como eu, embora não mostrando aqui meu RG e CPF, porque neste país, seria um passaporte para ser roubada. Embora eu defenda o anonimato em certos casos.

Bem, alguns dirão que é inconstitucional, etc. etc. Já estou vendo até meu amigo José Fernandes saindo da revolução de Caetés e vindo para nossa capital revivendo a Guerra do Mascates. Mas nem tudo que é inconstitucional é ruim e nem tudo que é constitucional é bom. A Constituição do país, que eu defendo com umas e dentes, e luto para mudá-la em certas coisas, como luto para mudar o Código Canônico de nossa Santa Madre Igreja, também com unhas e dentes, não são perfeitos. E, enquanto estas mudanças não vem, defendo o Diretor Presidente e o Mister M, em se manterem em sigilo, quanto às suas identidades. Mesmo porque, o último já está tão famoso que vai ser um perigo para prefeita que ele ou ela se revele e diga que é candidato a prefeito em 2012. Vai ter mais votos do que o Tiririca. Que por falar nisto, é um tema para a postagem de hoje do Mister M. Será que ele ou ela já está pensando isto.

A guerra dos blogs em nossa terra rendeu tanto, que fui hoje a um blog de um poeta de Bom Conselho, que não conhecia, por sugestão do BP, onde há uma enquete para saber quem é o Mister M. Eu até que gostei do Blog, apesar dele, como o Blog Chumbo Grosso, está apelando para mulher nua, um pecado venial, mas punível. Não gostei da enquete. As alternativas de respostas foram muito mal escolhidas. Se houvesse um item “outros”, deveria está com 100% dos votos. No meio deles há um chamado “oposição” que está ganhando disparado com 36%, e votei nele, porque na eleição passada votei para perder, e daqui prá frente só voto prá ganhar. Se alguém ainda pensa que o Mister M não é de “oposição”, pelo menos ao nível municipal, nunca leu o BBC, está ruim da cabeça ou doente do pé.

Ainda mais eu fiquei chateada pelo blogueiro me deixar de fora das alternativas. Eu já confesso que não sou eu, mas eu adoro quando dizem que faço oposição à prefeita. Isto renderá votos nas próximas eleições, porque são mínimas as chances de haver composição comigo, pois ela não me respondeu quanto está pagando pelo patrocínio ao Blog do Roberto Almeida. Eu ainda quero saber.

Nesta minha tarefa de cooptadora oficial da CIT, e diante do viés, quase oculto, pela prefeitura, do SBC, um viés mais do que evidente da A Gazeta pela prefeita, eu resolvi, diante do “murismo” do Diretor Presidente, chamá-lo atenção. Eu o procurei e o convenci que, se era prá ficar em cima do muro como ele, seria melhor criar um novo blog, onde o “murismo” pudesse ser exercitado com mais desfaçatez, no sentido de atrevimento. Então ele virou prá mim e perguntou, gritando bem alto lá de cima do muro da Tamarineira onde ele está:

- E o que você sugere?

Eu disse: Eu já procurei o Jameson, que topa entrar com seus conhecimentos técnicos, a Eliúde também aprova e espero que trabalhe, para fazer um blog de notícias lá em Bom Conselho. Pensei até no excelente Blog do Roberto Almeida, que angariou até o patrocínio de nossa prefeitura. Todos os brasileiros de fora sentem falta daquele dia a dia, daquele disse me disse no bar do Géo, no Brás e noutros cantos menos aprazíveis, e seus próprios habitantes não sabem de nada. Ou esperam a A Gazeta de 15 em 15 dias, quando o falecido anunciado, já está muito frio no Santa Marta, ou vão no SBC, que tem mais fotos do que letras. Agora tem o do poeta Cláudio André, no qual nem 5% da notícias são de Bom Conselho, e nem quero falar nos BP e BBC, por motivos óbvios. O presidente gritou:

- E daí?!

Eu tive uma ideia disse eu. A única pessoa do mundo que está num muro mais alto do que o você, caro DP, que eu conheço, é o Zé Carlos. Aquele sim, além de viver em cima do muro, fica o tempo todo, igual a mim, cuidando de um neto. Está lá ocioso, lendo blogs e vendo novelas como eu (ele diz que não, mas quando chego lá ele está por dentro de todas). Então porque não chamá-lo para participar, quem sabe ele se anima. O DP, surpreso com a ideia falou:

- Tá bom, se ele não quiser, como a prefeita quer fazer com Mister M, desvendar minha identidade secreta, eu topo.

Partimos, semana passada para casa do Zé Carlos. Nem vou comentar o que ele estava fazendo, mas nos recebeu com muita gentileza, com o faz sempre, mesmo quando vamos lá usar seus computadores. Aí expusemos a linha básica do nosso projeto mostrando um esboço de um blog feito pelo Jameson, e adivinhem minha surpresa, depois do papo ele disse:

- Não posso entrar nesta empreitada sem ajuda das pessoas de Bom Conselho, mas vou me contatar com um pessoa que me recebeu tão bem no seu cafezinho que poderá me ajudar, o Luiz Clério.

Saímos de sua casa cientes, de que ele poderá agora até fazer aquela barba horrorosa e partir para luta. Até agora ele não nos deu notícias. Vamos ver o que deu, e se realmente o projeto da A Gazeta Digital, vai sair da prancheta. Se Deus quiser Bom Conselho, brevemente, deverá ter mais um blog que dará “informação com responsabilidade. Patrocinadores estejam a postos.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

EUCARISTIA




Com o tema – “Eucaristia: pão da vida que nos sacia para a eternidade, torna-nos capazes de amar os irmãos e cumprir a missão” realizamos com brilhantismo a 6ª SEMANA EUCARÍSTICA EM NOSSA PARÓQUIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, no bairro de Rio Doce, em Olinda no período de 07 a 13 de novembro de 2010, com a celebração da Santa Missa, diariamente as 8h00min da manhã e com a exposição do SANTÍSSIMO para adoração até as 12h00min.
A Semana Eucarística foi precedida por uma confissão auricular para os paroquianos, da Matriz de São Francisco de Assis, das Capelas de São Joaquim, Espírito Santo, Nossa Senhora das Graças e Senhora Santana, os Centros Pastorais de São Vicente de Paulo e Santa Paula Francinett e a Comunidade Dom Bosco, todos envolvidos na ORAÇÃO e na ADORAÇÃO Foi uma semana de grande ardor missionário pela Sagrada Eucaristia que vivenciamos com muita alegria.

Os sacerdotes que celebraram a Santa Missa discorreram nas suas homilias sobre o amor que se deve ter a JESUS SACRAMENTADO NA HÓSTIA CONSAGRADA. Foram momentos inesquecíveis e que tocou no coração de todos os fieis. Um dos celebrantes, falou da PRIMEIRA PROCISSÃO EUCARISITICA DA HISTÓRIA – disse, ele, na sua homilia

Ao encerrar o mês de Maria, o Papa Bento XVI meditou sobre o segundo mistério Gozoso do Rosário, apontando a visitação como a primeira procissão eucarística da história. Maria vai visitar, levando Jesus, recém concebido no seio, a sua prima Izabel, anciã, a quem todos consideravam estéril, e que, contudo havia chegado o sexto mês de uma gestação doada por Deus. Ela é jovem, mas não tem medo porque Deus está com ela, dentro dela. Em certo sentido, podemos dizer que a sua viagem foi à primeira “procissão eucarística” da historia. Quando entra na casa de Izabel, comenta o Evangelho, a sua saudação é transbordante de graça e João salta de alegria no seio da mãe, percebendo a vinda d’Aquele a quem terá de anunciar a Israel, concluía.

Quantos exemplos como este foram dados, tantos milagres operado por JESUS NA HÓSTIA CONSAGRADA e tantas emoções em testemunhos vivos dados pela comunidade. Nada melhor em nossa vida do que acreditar fielmente na EUCARISTIA, o Jesus misericordioso, e cheio de bondade pelos seus irmãos, sendo ele Deus Filho redentor do mundo.

As pastorais, serviços e movimentos da Paróquia de São Francisco de Assis se engajaram e estiveram presente em toda a semana nas celebrações e na adoração, se revezando a cada hora. A adoração ao Santíssimo foi um momento de meditar sobre a Eucaristia, com cânticos e orações, e cada instante a jaculatória “GRAÇAS E LOUVORES SEJAM DADAS A TODO O MOMENTO” respondido por todos “AO SANTÍSSIMO E DIGNÍSSIMO SACRAMENTO” por três vezes e iniciava no cântico.

Durante toda a semana, lembrava-me do tempo da celebração da Semana Eucarística na Matriz Jesus, Maria e José em nossa querida cidade de Bom Conselho, quando ainda éramos crianças e ajudava ao inesquecível Padre Alfredo Damaso na liturgia. Recordações estas, que me levavam a sonhar com aquele tempo de abnegação ao SANTÍSSIMO e o respeito que o povo de Deus demonstrava nestas ocasiões sublimes, principalmente, na Adoração ao Santíssimo, quando Gabriel cantava

“Coração Santo, tu reinarás, e o nosso encanto sempre serás / Jesus amado / Jesus piedoso / Pai amoroso / frágua de amor / e aos teus pés venho / se tu me deixas / com humildes queixa / contigo estou e emendava com o cântico

“Deus de amor nós te adoramos neste sacramento / corpo e sangue que fizeste nosso alimento / és um Deus escondido, vivo e vencedor / a teus pés depositamos todo nosso amor... ”, ou,
Glória a Jesus na hóstia santa / que se consagra sobre o altar / e aos nossos olhos se levanta / para o Brasil abençoar ou mesmo o cântico
“Cantemos a Jesus sacramentado! / Cantamos ao Senhor / Deus está aqui, dos anjos adoradores / Adoremos a Cristo Redentor...” e no finalzinho da tarde, já o sol se pondo o Gabriel cantava “Noite calma sobre a terra / cai à luz e nos conduz / Boa noite Mãe querida / Boa noite meu Jesus”
e ai se ouvia a voz da mulheres piedosas de véu ou mantilha preta ou branca na cabeça ajoelhadas para receber a benção do Santíssimo.

Era um momento de muita piedade e fervor em nossa Matriz Jesus, Maria e José.

Depois que cantávamos o “Tantum ergo”:

Tantum ergo Sacramentum / veneremur cernui, / Et antiquum documentum / novo cedat ritui; / praestet fides supplementum / sesuum defectui / Genitori Genitoque / laus et jubilatio, / salus, honor, virtusquoque / sit et benedictio /procedenti ab utroque / compar sit laudatio! Amém, em latim, hoje traduzido, por “Tão Sublime Sacramento”, ouvindo na voz serena do grande católico e benemérito da Paróquia da Sagrada Família o Gabriel Vieira Belo, tocando em sua Serafina ao lado do altar em consonância com as vozes das santas senhoras do Apostolado da Oração, com a sua identificação na fita vermelha no pescoço ao Coração de Jesus e a fita azul de algumas santas senhoras identificando a Legião de Maria, eram momentos maravilhosos e de muita devoção.

O Padre Alfredo impávido e sem se mexer parecendo uma imagem incensava o Santíssimo ajoelhado no altar mor com os seus paramentos dourados e véu de ombro cobrindo as suas costas para dar a benção das bênçãos com Jesus no Ostensório aos fieis, e nós os coroinhas, tocando a sineta e incensando com o turíbulo exalando a fumaça perfumada em louvor a Deus.

Eram momentos marcantes na comunidade, principalmente para nós crianças que crescemos com este ensinamento de ADORAR a JESUS SACRAMENTADO NA HÓSTIA CONSAGRADA, o que ate hoje, somos fieis. São momentos de bonitas recordações em nossa vida.



José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com
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(*)Imagem da Internet.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Entrevista do Lula com os blogueiros "camaradas"




Dediquei meu tempo hoje a ouvir com as “oiças” e ler com estes “óios” que a terra há de comer. Não posso dizer que perdi meu tempo com nenhuma das duas atividades. Na primeira, passei duas horas vendo a entrevista do meu conterrâneo Lula aos blogueiros “camaradas”. Não dá para comentar todos os assuntos que foram tratados pelos blogueiros e mesmo seria impossível acompanhar tudo que o Lula disse. Mas eu já sabia, como fala este rapaz. É pena que não tenha havido o contraditório para todas as respostas, embora eu não conheça a maioria do blogueiros presentes.

No entanto, uma coisa ficou líquida e certa, o Lula evoluiu muito, e não digo desde criança porque seria muito óbvio. Apenas me refiro à forma como ele responde as perguntas, com conhecimento dos assuntos, mesmo que eu não concorde com muitas delas. Por exemplo, quando ele diz que “o povo está mais sabido, e não serve de massa de manobra”, eu, se lá estivesse teria dito: “Menos aqueles que ainda vivem do assistencialismo governamental, que foi cooptado vergonhosamente, ao invés de esclarecido para uma escolha justa, mesmo ganhando a Dilma”.

Digo também que ele talvez não tenha evoluído no seu pensamento mais íntimo desde 1979 quando concedeu uma entrevista à revista Playboy, da qual reproduzo uma parte abaixo:

“(…)Playboy – Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?

Lula [pensa um pouco]- Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil (…). Um cara que me emociona muito é o Gandhi (…). Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.
Playboy – A ação e a ideologia?
Lula – Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (…)

Playboy – Alguém mais que você admira?
Lula [pausa, olhando as paredes] - O Mao Tse-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.
Playboy – Diga mais…
Lula – Por exemplo… O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.

Playboy – Quer dizer que você admira o Adolfo?
Lula – [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.
Playboy – E entre os vivos?
Lula [pensando] – O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.
Playboy – Mais.

Lula – Khomeini. Eu não conheço muito a coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.
Playboy – As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?
Lula [rápido] – Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.
(…)
Playboy – No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?

Lula – É um grande erro… (…) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gente, com quem quer derrubar a gente. (…) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.”

Na mesma entrevista ele ainda fala das mulheres. Leia Lucinha, quando ele reproduz uma fala da Marisa e dá sua opinião sobre isto:

“MARISA - Um tinha boa intenção, outro, intenção ruim. E acabei conquistada pelo que tinha intenção ruim. Mas ele era gamado, viu? Vivia dependurado no telefone [gargalhada de Lula]. Eu só fugia, dizia que estava ocupada, que tinha de trabalhar, mas, no fim, acabava atendendo.

LULA - Charminho dela… O problema de mulher é você conseguir pegar na mão. Pegou na mão…”

Como a entrevista era à revista Playboy, não poderia faltar o sexo. Depois que li o texto do Diretor Presidente de ontem (veja aqui), vou seguir o conselho dele e ver a novela Araguaia. Mas, vejam o que o Lula diz:

“Playboy - Com que idade você teve sua primeira experiência sexual?

Lula - Com 16 anos.

Playboy - Foi com mulher ou com homem?

Lula (surpreso) - Com mulher, claro! Mas, naquele tempo, a sacanagem era muito maior do que hoje. Um moleque, naquele tempo, com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais… A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre…”

Aí está o meu amigo de infância em carne, osso e molecagem, da qual privamos juntos por um bom tempo lá na Vargem Comprida. Eu...

O fato dele não citar os meus textos, que sei que ele lê, é apenas um detalhe. Mas, de qualquer forma, quando ele receber mais uns 10 títulos de Doutor Honoris Causa, a Lucinha Peixoto não vai mais poder chamá-lo de apedeuta-mor. Se tiverem minha paciência vejam o vídeo completo. Eu sei, eu sei, não precisam repetir que para ouvir o Lula falar duas horas, é preciso ter sido seu amigo de infância, pois sei que é dose para elefante. Mas esta atividade de blogueiro também exige sacrifícios. Para uma resumo interessante clique aqui .

A minha segunda atividade foi ler mais um artigo da série do professor José Fernandes, “A Revolução de Caetés – 2”. Eu nem sei se serei um contra-revolucionário, pois ainda penso que, mesmo citando o meu nome o Caetés a que ele se refere pode ser a dos antigos habitantes de nossa cidade vizinha, “Olinda, a marim dos Caetés”. Mas isto eu deixo para outro dia, pois o professor merece mais do meu tempo. No entanto, seria impossível citar o Lula acima, e não citar o professor José Fernandes, quando escreve, ao comentar uma promessa dos revoltosos de Canudos: “Quanto ao fornicar, eu penso diferente: a gente não fornica por vício. Fornica porque é bom e faz bem. Um colega costumava dizer, muito seriamente, que uma fornicada perdida hoje, não se recupera nunca mais. Porque a de amanhã já é outra.” Nisto, eu, o professor e o Lula, estamos todos de acordo.






Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

A revolução de Caetés - 2

“As conseqüências vêm depois.”
(Conselheiro Acácio.)


Num comentário recente, eu disse que falaria de duas eleições havidas em Pernambuco, na década de 80. Mas são tantos os assuntos, que enveredei por outra rota do mesmo tema.

O livro “A guerra do fim do mundo”, traz a história de Antônio Conselheiro e seus jagunços (1896/97), obstinados com o objetivo de derrubar o poder republicano. Na sua santa inocência, Antônio Conselheiro não conseguiu lograr êxito. Morreram todos lutando. Mas deram muito trabalho ao governo da época.

Os seguidores do Conselheiro Antônio não queriam que o imperador fosse substituído pelo anticristo, que eram os que proclamaram a República. Também não queriam que a Igreja Católica se separasse do Estado. E ainda juravam nunca mais fornicar por vício.

Quanto ao fornicar, eu penso diferente: a gente não fornica por vício. Fornica porque é bom e faz bem. Um colega costumava dizer, muito seriamente, que uma fornicada perdida hoje, não se recupera nunca mais. Porque a de amanhã já é outra. A de ontem, simplesmente se perdeu. Ponto para o meu colega Mauricy do Carmelo Mota.

Saindo das graças da fornicação, aquele livro do peruano Mario Vargas Llosa é um misto de ficção e realidade. Llosa NÃO é bom caráter. Mas pesquisou e escreveu sobre tema nosso. E mesmo SEM ser bom caráter, Llosa ganhou o prêmio Nobel de Literatura 2010. A honraria deve ter sido justa. Mérito dele.

Porém, não podemos esquecer Euclides da Cunha, com sua obra-prima: “Os Sertões”, que veio antes de “A guerra do fim do mundo.” E deu lugar às pesquisas de Llosa. Pois Llosa veio para Canudos e cavou o alicerce da sua obra, razão por que merece louvores.

Da revolta de Canudos, aportamos na revolução de Caetés. No meu último artigo, que a CIT publicou em 10.11.2010, sob o título: “Eleições: política e politicagem” (veja aqui), eu disse que política partidária é coisa suja. Também disse que NÃO haverá terceiro turno. Por mais que os eleitores do Serra estejam revoltados, NÃO haverá terceiro turno. Eu disso e está dito. Se assim é, por que continuar em campanha política, após haver um nome consagrado pelas urnas?

Falei também do assassinato de João Pessoa. E disse que as coisas não mudaram muito com respeito aos maus modos dos políticos. – Aí o Zezinho de Caetés procurou embaralhar as coisas, dizendo entender que tudo mudou. E recomendou que eu não misturasse os partidos daquela época com os atuais. E veio ele, o Zezinho, falar no PSD e na UDN, referindo-se àquele episódio sangrento.

Ora, 1938/30 não havia UDN, nem PSD. Esses dois partidos foram criados em abril de 1945 (UDN) e em junho de 1945 (PSD). Então, não misture alhos com bugalhos, seu Zezinho. – João Pessoa foi lançado vice de Getúlio pela “Aliança Liberal”.

Daí a razão do texto do Zezinho, publicado pela CIT, em 13.11.2010, de título: “Eleições: política, politicagem e politiquice” (veja aqui), vir cheio de ferocidade contra mim. Entrei na polêmica. Todavia, quando me dispus a fazer parte dessa discussão, disse: “As polêmicas em tom civilizado, dão resultados.” Assim, se a peleja sair do tom civilizado, não dá pra mim. Vide pequeno texto meu, que a CIT publicou em 20.11.2010 (veja aqui). Dito isso, só participo dessas discordâncias, se o tom for cortês. Entretanto, essa troca de opiniões pode vir com um pouco de ironias respeitosas. Assim como os chistes acima, relativamente à fornicação, o que, para mim, é natural e benéfico.

Outra: o Zezinho quer dizer, com seus “tempos mudados”, que a morte de João Pessoa foi crime passional, por ter João Pessoa estampado em todos os recantos da Paraíba, as cartas de amor trocadas entre Dantas e a sua noiva, Anayde Beyriz. Não houve nada de passional. Foi crime político. E a rixa era muito grande, contra Pereiras e Dantas etc.

Além do mais, ainda hoje essas mortes ocorrem neste Nordeste cansado ou nos grotões do Centro-Oeste e do Norte. E às vezes no Sul e Sudeste. De quando em quando se mata um vereador, um prefeito etc., nas campanhas políticas ou no decorrer dos anos seguintes.

Em frente: e ainda venho observando que muitos insatisfeitos com a vitória da Dilma Rousseff, insistem no mesmo refrão cáustico ou zombeteiro para atacarem a futura chefe da Nação. E a “grande” imprensa não perdoa: nesse passo, a Folha de São Paulo, obteve no dia 16.11, no Superior Tribunal Militar (STM) – Justiça surda –, o direito de folhear o processo da prisão da Dilma, durante o período da ditadura militar (1964/85). Pelo resumo que li, só é citada a tortura que a Dilma sofreu nas mãos dos milicos de plantão. E as confissões que ela fez sob torturas, podem ser anuladas. Basta que ela entre com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Porque só agora é que veio a público.

A decisão do STM contrariou decisão anterior do próprio STF, que é a instância maior do nosso Judiciário. – Além do mais, por que a Folha não se interessou pelos arquivos dos torturadores que agiam com apoio dos seus comandantes militares nas Forças Armadas? O povo quer e precisa saber disso, também. A Lei da Anistia só vale para quem colaborou na tortura encomendada pelo regime armado?

E não entendi por que o Zezinho disse: “E a partir daí seu artigo sai da história para entrar numa campanha, procrastinada, em defesa dos seus candidatos,...” (Sic). – Ora, procrastinar é retardar, deixar para depois etc. Como é que eu posso procrastinar um episódio que já se encerrou?

Adiante: naquela mesma preliminar que enviei à CIT, eu me referi ao filho adulterino de Fernando Henrique com a jornalista da Globo, Mírian Dutra. Por que a “grande” imprensa abafou tudo sobre o romance de FHC? Só a revista Caros Amigos publicou! Quase NINGUÉM tomou conhecimento dos atos maléficos de Fernando Henrique Cardoso. Porque “Caros Amigos” é de pequena circulação. – E dizem os donos da “grande” imprensa que aquilo não era fato jornalístico. É muito cinismo.

O relato da Caros Amigos saiu com detalhes do relacionamento dos dois, que sempre eram vistos juntinhos nas noites frias de Brasília desde 1988. E trata também de pormenores, tais como grosserias do então senador Fernando Henrique Cardoso contra a amante, no dia em que ela foi comunicar-lhe a gravidez: houve xingamentos, sugestões para aborto, expulsão da sala, pontapés no circulador de ar, etc. Mas o filho da Mírian Dutra com Fernando Henrique nasceu em 1991.

E a “grande” imprensa dizia que não era fato jornalístico. E, por isso, não publicava. – Todavia, nós já havíamos custeado, antecipadamente, o nascimento do menino, a infância dele, a estada da Mírian e da irmã dela, num palacete em Barcelona. Isso para evitar “desgastes” para o garanhão Fernando Henrique!

O adultério de Fernando Henrique aconteceu entre 1988 e 1991, quando era apenas senador. Ele era casado com Dª Rute Cardoso. O adultério praticado por um senador ou por um presidente da República não é escândalo para a “grande” imprensa? Então, o acordo feito com a Rede Globo, também não é escândalo. Mas a imprensa não é investigativa? Cadê o fato? – As “empresas do ramo de comunicações” ficaram isentas da CPMF. Isso bastou para a “grande” imprensa se calar. – A Globo e a revista Veja agradecem.

De outro modo, a imprensa fez o maior estardalhaço por causa de uma filha do Lula, Lurian, que nasceu quando o Lula ainda era solteiro. E, por conta disso, Fernando Collor ganhou do Lula a eleição. Creio que foi aí que o tema aborto estreou em campanhas políticas. Porque essa foi a grande arma de Fernando Collor: dizer que Lula havia insistido com a mãe da Lurian, para que ela abortasse aquele feto. A mãe da Lurian foi à TV contar a história, sob lágrimas, para ajudar ao Collor. – Coincidência ou não, a mãe da Lurian, também se chama Miriam, quase igual à Mírian do Fernando Henrique. E este também não propôs aborto, como solução para a gravidez da Mírian?

Pelo que sei, vieram em socorro do Senador seus dois grandes amigos: Sérgio Motta e José Serra, que providenciaram junto à Rede Globo a transferência da Mírian, com malas e bagagens para a Europa. Tudo às pressas e às escondidas. – Segundo os malfeitores do PSDB, amigos de FHC, Sérgio Motta era só um “engenheirão”!

Assim como o Paulo Preto também foi o “engenheirão” do Zé Serra. Isso foi dito por Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), quando questionado num programa da Band, sobre as cambalhotas desonestas do Paulo Preto, na campanha do Serra.

Todos sabem que políticos, quase todos, têm manequim igual. Isto é, no dizer do grande “filósofo” Zé Simão: “Não há virgens na zona.” Significa dizer que PT, PP, PTB, PPS, PSDB, PMDB, PFL (DEMO) etc., não têm muitas diferenças, além da nomenclatura de cada um.

É liquido e certo que, em cada esquina deste Brasilzão tem um lobista à espera de quem queira seus “préstimos” criminosos. Em cada quarteirão há um “empresário” bandido querendo furtar o nosso dinheiro. Seja via BNDES, seja por meio do Banco do Brasil, Caixa Econômica etc. E por aí se vão os nossos impostos.

Até hoje o representante do Opus Dei, Geraldo Alckmin, Picolé de Chuchu, não explicou o rombo da Nossa Caixa, do Estado de São Paulo. Nem as 400 peças de vestuário, com que a dona da Daslu “brindou” a dona Lú Alckmin, esposa do Picolé de Chuchu.

E os “panetones” do Zé Roberto Arruda e sua quadrilha do PFL (DEMO)? O Leonardo (Im) Prudente, com as meias cheias de dinheiro, alem de já estar com todos os bolsos das vestimentas entupidos de cédulas. E o Rubens Brunelli, ambos unidos em círculo, abraçados com o Durval Barbosa, secretário de “Relações Institucionais” do governo de Brasília. Todos rezando a “comovente oração” da propina. Que cena enternecedora! – Aí eu digo: são tantas emoções, essas “orações, mas os panetones eu não vi..., nem comi. – Os ratos comeram. – É ISSO./.

José Fernandes Costajfc1937@yahoo.com.br

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Montanha Pariu um Rato?




Desde muito tempo se sabia que a presidenta eleita, Dilma Roussef, teve um passado do qual ela mesmo se orgulha, como uma ativa combatente da ditadura militar. Eu também tive o meu passado nesta área. Não foi tão ativo quanto o da presidenta, pois não peguei ou fui guarda de armas, nem assaltei bancos, nem participei de sequestros ou outras coisas do gênero violento.

Quando falei antes e durante a campanha, e estou falando agora que a Dilma foi um grande erro de avaliação do meu conterrâneo Lula, não estava pensando neste passado que diante da situação política do Brasil, não seria tão condenável assim. A capacidade que temos de mudar de opinião é muito grande quando pensamos racionalmente e não com os preconceitos e ideologias que nos escravizam. Eu até admirava os mais corajosos que queria ir lutar por Cuba na África nas guerras chamadas de libertação. Acreditava piamente que a revolução do tipo marxista-leninista era a única solução possível para a humanidade e até tinha, com muito orgulho, uma camisa do Che Guevara.

Além disso, cantava melhor do que o Senador Suplicy a música do Geraldo Vandré, “Para não dizer que não falei de flores”, e quase sempre, em situações que me levava às lágrimas. Tinha absoluta certeza que os Estados Unidos eram o vilão do mundo, e gritei muito “Yankees, go home!”, além de sujar alguns muros com a mesma frase. O que mais odiava era ser julgado um “reacionário”. Era um xingamento, pior até do que ser “viado”, o que naquela época ainda se considerava uma coisa ruim. E por aí vai, sem eu tentar explicar isto a pessoas mais jovens, pois estes vão aprender na história, se o ENEM exigir, porque sei que os da minha idade sabem muito bem do que estou falando.

Hoje eu sou um “reacionário” de ontem. Não acredito mais no marxismo nem nos seus seguidores. Penso até que o mundo estaria melhor sem eles. Mas, isto é uma posição que exigiria mais elaboração para defender. O que quero colocar aqui é mais simples. É que acredito na capacidade que temos de mudar de opinião. Por isso penso também que a presidenta eleita possa ter mudado. O problema que vejo é que, pelas suas atitudes não tão longe no tempo ela não se converteu aos valores democráticos com tanta rapidez quanto se converteu ao catolicismo praticante, de mentirinha. O erro do qual falei acima, por parte do meu conterrâneo, vem mais da minha descrença numa mudança no pensamento da Dilma, pelo menos ao ponto de deixar-me tranquilo quanto a uma possível recaída. “Onde foi casa é tapera”. Eu penso ter construído uma casa em cima da minha tapera, que nem os arqueólogos do futuro encontrarão. Será que a casa atual da Dilma é tão sólida assim?

Vejamos um pouco da tapera, ou seja, o que ela pensava algum tempo atrás. Vejam o que ela declarou num processo da Justiça Militar, que foi tirado a fórceps pela imprensa de um cofre no Supremo Tribunal Militar, durante toda a campanha eleitoral:

"Que se declara marxista-leninista e, por isto mesmo, em função de uma análise da realidade brasileira, na qual constatou a existência de desequilíbrios regionais de renda, o que provoca a crescente miséria da maioria da população, ao lado da magnitude da riqueza de uns poucos que detêm o poder e impedem, através da repressão policial, da qual hoje a interroganda é vítima, todas as lutas de libertação e emancipação do povo brasileiro. Dessa ditadura institucionalizada optou pelo caminho socialista".

Dependendo do que ela pensava de socialismo, eu diria a mesma coisa se preso estivesse. Além disso ela é mostrada como uma figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e assessorou assaltos a bancos e nunca se arrependeu.

Em maio de 2008, Dilma falou no Senado sobre o período em que foi torturada. Questionada pelo senador Agripino Maia, que relembrou uma entrevista em que ela dizia ter mentido na prisão, Dilma afirmou que foi "barbaramente torturada" e respondeu:

“Não é possível supor que se dialogue com pau de arara ou choque elétrico. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira - disse Dilma, que emocionou a plateia que a ouvia na ocasião. - Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogador compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, senador. Porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, de que tenho imenso orgulho. E completou: - Aguentar tortura é dificílimo. Todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor. A sedução, a tentação de falar o que ocorreu. A dor é insuportável, o senhor não imagina o quanto.”

Eu me lembro de ter assistido a esta audiência do Senado, e depois desta resposta o Senador Agripino Maia botou a viola no saco e se mandou com sua inabilidade. Todos sabem que vivemos uma fase, que ainda não passou, que qualquer pessoa que lutou contra a ditadura militar, passou a figurar como vítimas dos cruéis e fanáticos torturadores. E isto, em parte, tem um fundo de verdade. Muitos sofreram, inclusive a Dilma. Entretanto, uma coisa é mentir naquela situação, e outra coisa é continuar mentindo pelo resto da vida. Se Dilma realmente é tão competente como pregam os seus áulicos de plantão, ela deve saber que, nos últimos anos do governo Lula, o que já vinha acontecendo à economia brasileira. A campanha que ela escolheu, ou a foi imposta por outros, vai terminar sendo um grande estelionato eleitoral. E se o que outros pensam que é verdade, que até em seu comportamento de menina educada e cumpridora de ordens do Lula, é também uma fraude, então esperemos pelo pior. Teremos nossa guerrilheira de volta, para tornar na lei ou na marra este país uma república socialista do tipo que está se tentando aqui pela “esquerda carnívora” da América Latina, Hugo Chaves com a bandeira.

Hoje leio nas folhas algumas notícias que vem corroborar minha opinião de que a Dilma não mudou. Suas primeiras nomeações para a equipe econômica mostram quanto ela se distanciará de Lula, enquanto continua dizendo o contrário, para continuar surfando nas ondas da “marolinha” deixadas pelo seu companheiro. Pessoas ligadas ao setor, já desconfiavam disso com a manutenção do Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Ele é um gastador incontrolável, e foi quem levou este país à desordem fiscal em que ele se encontra. Agora tira o Meirelles, com aquela história de que ele queria dar ordens nela, o que ele mesmo desmentiu, e coloca um pau mandado de carreira, o Alexandre Tombini. O “Tombinho” vai dar um tombo imenso na taxa de juros, como quer a presidenta, e dentro de poucos meses, voltaremos aos tempos do Collor e seus confiscos e do Sarney e seus fiscais, para tentar mitigar as conseqüências da inflação. Como se não bastasse teremos a Miriam Belchior que é chefe do PAC atualmente, e ao invés de ser demitida por fazer tão pouco, eleva-se o PAC ao status de Ministério do Planejamento. Deus queira que eu esteja errado, embora os fatos indiquem o contrário.

Quanto ao que foi revelado no processo da guerrilheira Dilma, a montanha pariu um rato, mas se tudo que a vi fazer e dizer na campanha, se foi ela que comandou, então a montanha parirá um vulcão jogando cinzas sobre nossas cabeças. Espero que o meu conterrâneo, de direita, o Lula, não venha para Caetés e continue dando as cartas, pois sentiremos saudade dele. Ou não vai ter jeito, voltarão o Pedro Malan e o Armínio Fraga, com outro Plano Real para nos salvar.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com