segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Continuidade e os Três Porquinhos




Lendo tudo que encontrei pela frente, nenhum veículo de comunicação deixou de repercutir duas notícias: Dilma chorando e a estória dos três porquinhos.

Começando pelo choro da Dilma. Num do seus artigos o Zezinho de Caetés fala da “sentimentalização” da política e da “santificação” da politiquice, a partir do Lula (veja aqui). Até nisto a presidenta eleita quer dar continuidade. Basta alguém ver o seu comportamento nestes dois episódios. O Lula deve ter dito a ela:

- Olha, companheira Dilma, neste negócio de política, quem não chora não mama!

E ela já chorou várias vezes. Quem diria que uma mulher habituada a lidar com armas, granadas, bazuca, roubos a banco, e outras coisas, como ela mesmo declarou no processo que ficou em sigilo na Justiça Militar até depois das eleições, pode chorar tanto? Claro que é a tentativa de continuidade. Isto se os partidos que a apóiam deixarem que ela continue com o choro.

O que o poste não sabe é que o seu carregador por mais de anos, quando chora e diz bobagens nos discursos e comícios, se tornou inimputável. Ou seja, ninguém mais leva em conta suas esquisitices, mas, ele sabe o que está fazendo, pois o seu público alvo, que são os “bolsistas familiares” o entende muito bem. Portanto, presidenta, tenha cuidado com o choro, ele pode ser de verdade depois.

Terminando com os três porquinhos. Além de chorar, aquele poço de seriedade, truculência, dureza que era a Dilma, agora conta piadas. E pasmem, é aplaudida, igualzinho ao Lula. Petista é mesmo besta. Agora temos três deles que foram cognominados de porcos, ou para ser mais gentil de porquinhos, ou como foi sugerido por um colunista, “little pigs”. Agora temos Os Três Porquinhos: O Cícero (José Eduardo Cardoso), o Heitor (José Eduardo Dutra) e o Prático (Antônio Palocci). Para quem nunca tomou conhecimento da estorinha vai um resumo abaixo tirado da minha mais profunda memória hoje, a Wikipédia:

“Os personagens do conto são três porquinhos - Prático, Heitor e Cícero - e um lobo (lobo mau), cujo objetivo era devorar os porquinhos. Ao decidirem sair da casa de sua mãe (em algumas versões, da avó), (lembrando que em algumas versões, eles recebem uma herança de sua mãe para assim poderem construir as casas) eles foram construir cada um a sua própria casa.

Cícero, o mais preguiçoso, não se queria cansar e construiu uma cabana de palha. Heitor decidiu construir uma cabana de madeira, enquanto Prático optou por construir uma casa melhor estruturada, com cimento e tijolos. Como a sua casa demorou mais tempo para ser construída, Prático muitas vezes via os irmãos divertindo-se enquanto se esforçava para terminar o trabalho.

Um dia o lobo surgiu e bateu na porta da casa de Cícero, que se escondeu. Mas o lobo, com um assoprão, desfez a casa. Enquanto Cícero fugia, o lobo foi bater na porta de Heitor e, com dois assoprões, destruiu também a cabana de madeira.

Heitor fugiu para a casa de Prático, onde já se encontrava Cícero. O lobo então foi à casa de Prático e tentou derrubá-la, sem sucesso. Após muitas tentativas, o lobo decidiu esperar a chegada da noite.

Quando anoiteceu, o lobo foi tentar entrar na casa descendo pela chaminé, mas começou a sentir cheiro a queimado. Era Prático que, com uma panela ao lume, estava a queimar a cauda do lobo. O lobo então fugiu assustado e nunca mais voltou, e eles viveram felizes para sempre.”

Todo conto de fada tem o que se chama de “moral da história”. Neste caso para conhecê-la é necessário saber quem é o Lobo Mau. Uns dizem que é o José Dirceu, que foi ungido com um café da manhã no palácio com o Lula, que prometeu ajudá-lo a se livrar das acusações do mensalão, e que está com os dentes afiados. Outros dizem que é o próprio Lula que de “paz e amor” só tem as asas, e vem aí pela lareira, para se instalar por mais oito anos na casa do Plácido. Eu prefiro dizer que é o Michel Temer. E não só porque ele já tem pinta de lobo, e sim porque ele comanda a matilha do PMDB, e alcunhou os petistas de porquinhos, porque quem é, não quer ser só.

Se eu tiver certa, caríssima colega de gênero presidenta, cuide de usar o PAC para construir uma fortaleza com muito concreto e mantenha a senha de entrada longe do PMDB, pois a moral da estória pode ser: “Quem se junta com porcos, farelo come”.

O filme abaixo mostra além do choro da Dilma, e do batismo dos três porquinhos, outras jocosidades do mundo da politica e da política do mundo. Meditem enquanto se divertem ou vice-versa.




Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
---------
(*) Charge do Diário de Pernambuco

Nenhum comentário: