sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Conversa com o José Fernandes





Para evitar um alarido danado feito pela Lucinha e apoiada pela Eliúde estamos publicando um diálogo com o nosso colaborador José Fernandes, que além de nos alegrar com a leitura do nosso Blog da CIT, ainda nos honra com seus escritos.Como sempre, os textos de Lucinha, são maiores do que sua língua e ela conseguiu que seus comentários sobre uma mensagem recebida do José Fernandes, fossem aqui publicados. Eles o foram, mas com uma condição de todos as mensagens relacionadas fossem aqui publicadas, e não no Mural (onde já estão a do José Fernandes e a minha). Sendo o assunto de interesse público, aí estão elas.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

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Amigos (as),

No último sábado, 13.11, estava eu saindo para a Fliporto de Olinda. Dei uma olhada nos e-malas e li um deles. Neste, um amigo me alertava: "Não responda ao Zezinho de Caetés." Não sabendo a que esse amigo se referia, respondi: "Não li nada, nem tenho tempo de ler. Estou saindo para a Fliporto. Depois falaremos."

Na segunda-feira, à noite, li as (des)considerações do Zezinho a meu respeito. E mais as considerações dele a respeito dos fatos políticos. Como tenho outras ocupações e não tenho a pressa, nem a ânsia que o Zezinho teve de contestar em 48 horas, estou em paz.

Todavia, se eu entender que vale a pena dar continuidade a esse alarido, farei. Sei que argumentos NÃO me faltam, NEM faltarão. - Enquanto não respondo, cuido das minhas tarefas. - E nas horas vagas, que são pouquíssimas, leio o blog da CIT para me instruir. Se faltar tempo para ler os artigos do blog, leio o twitter da Lucinha. E fico instruído de todo jeito.

EM TEMPO: 1. Observo que o Mural do Blog está parado desde 11.10. Será efeito da campanha política? Talvez isso tenha afastado os usuários do Mural. - 2. Noto, também, que a Eliúde não mais escreveu as suas amenas crônicas! Por quê? Só ela para nos responder. Se julgar necessário e conveniente. Mas eu sinto falta, sinceramente./.

Abraços, José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
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Caro José Fernandes,

Quanto a questão política eu não me meto, pois como diz a Lucinha o muro está bom e quentinho. Entretanto, acho razoável e salutar que seja discutida por outros. É impossível evitar. No que me toca mais de perto é o porquê do Mural do Blog não mais se movimentou. O motivo foi o contrário do que você suponhe. Chegaram mais mensagens do que antes para serem publicadas, infelizmente, em sua maioria eram repasses de e-mails com implicações político/eleitorais, que achamos convenientes não publicar. Mantivemos apenas a publicação para as postagens normais, e foram estas, pelo menos aquelas com conteúdo político, que permaneceram. Como estas eram básicamente de Zezinho de Caetés e Lucinha, houve um viés ideológico no Blog. O único petistas em nossas hostes, o Sandoval Brito, não quer escrever. Quanto ao Mural, como não poderíamos publicar todos, resolvemos não publicar nenhum. Agora que as eleições passaram, talvez o Mural volte a desempenhar o seu papel. Já fizemos reuniões para abrir os comentários, mas temos um problema: Quem os administrará? Não somos um blog comum de uma pessoa só, somos um grupo, e fica difícil, mas estamos pensando em fórmulas que satisfaçam a todos.

O que foi importante para nós, é que nossa audiência subiu muito com o processo eleitoral. Não sei se foi para xingar a Lucinha ou para se instruir como você diz, bondosamente, que o faz. Mas, em termos de leitura, nunca tivemos tão bem. O bom deste tipo de comunicação é que sabemos exatamente quantos nos lêem, da mesma forma que os autores de livros medem seu sucesso pelo número de livros vendidos. Nunca saberemos se eles estão comprando para alimentar o fogo da lareira, ou no caso do blog, se eles estão acessando o blog para exercitar os dedos ao teclar. Isto nunca saberemos, e por isso confiamos.

Mas, talvez você tenha razão, quando diz que as ideias políticas devem ter influenciado a ida ao Mural. Você sabe que a cultura política de nossa terra ainda não admite oposição nem democracia, mas isto está melhorando. Continuamos na época do Coronel, o que levou grande parte daqueles de nossa geração a ter medo de falar do governo e de se afastar de quem o faz. Eu sempre digo a Lucinha, que se os seus propósitos, pelo menos levarem, a que nosso povo descubra que não é porque é governo que é certo e não é porque é oposição que é errado, e que ambos quando cumprem o seu papel estão certos, já valeu a pena administrar esta “gang” da CIT.

Aguardamos os seus artigos, sejam eles contra ou a favor de quem quer que seja, porque sei quando você se expressa assume a responsabilidade com o que diz. E aqui, fique certo, jamais consideraremos discordância como ofensa pessoal, como parece acontecer com alguns em nossa terra.

Obrigado por reinaugurar o Mural.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com
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Prezado Amigo José Fernandes,

Vi sua mensagem tanto na minha caixa postal, quanto publicada no nosso Mural, que quase morre, nesta campanha. Alguns aqui na CIT estão me culpando, pela minha clareza oposicionista, de ter afastado as pessoas do Mural. Vi também a mensagem do Diretor Presidente. Ele está certo, mas incompleto. Pois faltou dizer que, por sermos nativos da cidade mais politizada do Brasil, que é Bom Conselho, sem dúvida, em minha opinião, os bom-conselhenses correram do mural, por isto mesmo.

Explico. Desde criança, convivendo com nossa praça, nossa matriz, a loja de Antônio Umbelino e a casa do Coronel Zezé, sempre soube que todos, sem exceção, só pensavam em política. Existiam, na época três partidos distintos: Aqueles que eram a favor do Coronel (PFC), os que eram contra ao Coronel (PCC) e o dos que tinham medo do Coronel (PMC). Só como exemplo, o Tenente Raul era do PFC, doido pela legenda, todos podiam faltar ao cafezinho do palácio, mas ele sempre estava lá. Um que era do PCC era o Padre Alfredo, e o cito, para evitar que a sigla se confunda com uma famosa sigla paulista que tem as mesmas letras. O exemplo típico dos membros do PMC era o meu pai. Este só falava de política em casa. Mal de um, bem do outro, mas sempre tinha um bom dia na ponta da língua para os membros dos outros partidos.

Hoje acontece a mesma coisa, se substituirmos o Coronel pelo governante de plantão, aqueles que são contra o governante de plantão, e os que tem medo do governante de plantão. As siglas devem ser mantidas pelo a histórica tradição de nossa cidade.

Hoje o PFC é formado pelos que são a favor da Prefeita Judith Alapenha. O PCC por aqueles que querem trocar de partido, passando para o PFC, em 2012, e o PMC é formado ainda por aqueles que tem medo do governo da Judith. Como é habitual acontecer, eles fingem não estar nem aí para política desde que os que estão no plantão governamental os favoreçam. Além disto, hoje a situação é mais complicada, porque todos os partidos, menos alguns poucos que não chegam aos 3% nacionais, do eleitorado, apoiam o Lula, e por tabela o poste e o D. Eduardo.

Como alguém que queira se meter na política municipal deve agir para não se filiar ao PMC, porque tem por princípio, que os governantes devem servir a todo povo e não ao seu partido, como muitas vezes acontece? É chegar dizendo, olha pessoal, “o buraco é mais embaixo” (o meu marido repete isto quase todo dia e não sei bem o que ele quer dizer). Hoje existe uma causa, uma ideologia, um paradigma novo, que não permite mais somente estes três partidos. Temos que criar um outro aproveitando o que há de bom nos três e suprimindo o que há de mal neles. É chegar para aqueles que pertencem ao PMC e dizer, olha, vocês não tem que ter medo do governante de plantão. Se ele ganha 16.000 reais por mês, e o seu salário não chega nem a um salário mínimo, porque você é professora do município, grite, reclame, vá espernear na câmara de vereadores. E se ao chegar lá não encontrar ninguém, sai à rua ainda esperneando. Se perder o seu emprego, porque a prefeita diz que está com dificuldades financeiras, vá fiscalizar se isto é verdade, se não for, cobre dela as devidas explicações. Se você descobrir que ela está lhe demitindo alegando dificuldades financeiras peça para ela baixar seus salários e o dos vereadores também (Não quero ser radical mais se eleita for, vou fazer uma lei que vereador deve ganhar apenas um salário mínimo, e o meu eu doarei à Casa da Caridade. O salário só reflete o que o indivíduo produz, no setor privado, no setor público deveríamos ter uma missão que vai além das finanças pessoais).

Não tenho ainda uma sigla definitiva para um partido assim, mais talvez a melhor sugestão que agora me ocorre é entrar para o PMC e mudar o significado da letra M. Em vez de Medo, ela significaria Mobilidade, ou seja, seria o Partido da Mobilidade do Coronel. Não resta nenhuma dúvida que ele vai ser sempre um partido de oposição, o que garantirá seu rejuvenescimento de tempos em tempos, como convêm a um sistema democrático.

Por isso, eu digo, caro amigo José Fernandes, nosso Mural foi vítima do PMB. Todos me mandavam e-mails que mostravam com quem estavam, mas nunca eram dirigidos ao Mural do Blog. Talvez, por isto, perdemos um espaço de comunicação importante, que espero agora, ressurja. Entretanto, digo aos membros de todos os partidos de Bom Conselho, que por decisão deste Conselho Editorial do nosso Blog, eu continuarei com meus artigos, de oposição ao governo federal, pois não vejo como dar certo com o poste. Fico de olho no D. Eduardo para ver se ele cuida do Estado sem precisar da famigerada CPMF, e cumpre as promessas para Bom Conselho.
Quanto á política municipal, o saco de gato em que vou me meter, gostaria de aliciar um monte de gente que está no PMC, com Medo e queira entrar no PMC, com Mobilidade. Espero que, até 2012 a Judith já seja um dos nossos juntamente com o Mister M e o Dr. Zenício.

Prezado amigo José Fernandes, veja que o Twitter ainda não abalou minhas estruturas psicológicas em termos da contumaz prolixidade. Eu sentei aqui somente para lhe agradecer sua bondade em ler-me naquele apertado espaço de comunicação. E veja, penso que nem o Mural cabe este agradecimento. Vou falar com o pessoal para publicar como um postagem normal. Um abraço da amiga.
EM TEMPO: 1. Esqueci de me referir ao seu amigo que o aconselha a não responder ao Zezinho. Este tenho certeza, é do PMC antigo. Se você chegasse mais perto dele sentiria o mal cheiro, pois ele sempre andou todo borrado com medo do Coronel. E que agora, quer que outras pessoas fiquem fedendo também, mas, sei que você não usa deste perfume. Gente como este "borrador" deve sim ter influido para que o Mural não recebesse mensagens decentes como as suas. Mas como dizia meu colega de trabalho o Ibrahim Sued, "os cães ladram e a caravana passa". 2. Hoje li um anúncio que saiu no Diário de Pernambuco em 24.01.1852. Não, caro amigo, eu ainda não era nascida, mas, era os seguinte: "Aluga-se um escravo moço que seja humilde e fiel". Foi colocado por um estrangeiro instalado na Rua do Trapiche, que estava à procura de um serviçal com muitas qualidades e baixo preço. Eu e você não nos apresentaríamos para o serviço, porque nosso preço é alto, e acho que você não tem nem preço. Entretanto, a pessoa que lhe deu o conselho seria o ideal para o serviço se ele melhoresse e muito a qualidade dele. 3. Agora tenho que ir mesmo, vou para Pasárgada, pois lá sou amiga do rei... Um abraço.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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Caro José Fernandes,

Obrigada pela falta que lhe faz os meus textos. Tive alguns problemas para escrever nesta campanha, mesmo não sendo política. Penso até que emburreci (existe mesmo esta palavra? Estou sem tempo de ir no Dicionário). Agora querem me jogar o departamento de propaganda da CIT, e não quero, pois pretendo voltar aos meus textos. Quem sabe na próxima não nos encontremos no lançamento do meu livro na Fliporto? Sonhar não paga imposto. Quando digo isso o Zezinho diz: Ainda não! Mas, como você sabe ele é um politiqueiro. Mas, é boa gente. Um abraço de


Eliúde Villelaeliude.villela@citltda.com
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(*)Foto obtida na coluna do José Fernandes do SBC.

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