segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PASSADA A EMOÇÃO...






Passada a emoção e a euforia das eleições voltem os nossos pensamentos e nossas atividades para o dever de casa, ou seja, vamos voltar a nossa rotina de trabalho do dia-a-dia a fim e resolver os nossos problemas, que são muitos, em nossa comunidade. Quem ganhou e quem perdeu a eleição, este momento democrático já passou e vamos aguardar com humildade o cumprimento das promessas e compromissos de campanha do candidato vencedor a fim de que sejam cumpridas para não desiludir a população. Vamos dar tempo ao tempo para que isto aconteça.

Fiquei bastante eufórico com a criação da Semana da Cultura em nosso Bom Conselho da autoria do Vereador Carlos Alberto Pereira de Oliveira através do Projeto 031/2009, que infelizmente ainda não foi aprovado com mais de um ano da apresentação, mas já foi dado um grande passo; na Gazeta 275 de 15 a 31/10/2010, nos trás um belo exemplo da CIDADE DAS ESCOLAS, a 1ª GINCANA INTEGRAL DE LEITURA, com o tema: “A LEITURA COMO FONTE INESGOTÁVEL DE APRENDIZADO” promovida pela Escola de Referência Frei Caetano de Messina, que foi realizada dentro do principio que norteou a sua realização - “cujo objetivo principal foi apresentar a leitura como instrumento continuo processo de auto-formação dos educandos, levando-os a pressupor, questionar, extrapolar o que leram, criando oportunidades para o desenvolvimento critico, pessoal e coletivo”. O que nos transmite a nota é um trabalho de extraordinária grandeza, para esta instituição convocando os alunos do 2º Ensino Médio – A, B e C. pela coordenação através da professora Senhora Lenilda Albuquerque, a qual parabenizamos neste momento pelo incentivo e da idéia desta Gincana.

E nós? Cadê a nossa ACADEMIA BOMCONSELHENSE DE LETRAS? Continua em estado de gestação, quanto tempo não sabemos calcular, mas com certeza dentro de algum tempo ela nascerá.

Como sempre faço nas horas de meditação, procuro pesquisar as varias Academia existente no Brasil e deparei-me nesta pesquisa, uma que me chamou a atenção, pela garra e pela persistência de dotar a sua categoria de um excelente templo de pensamentos e de cultura, foi a ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL.

Vejam vocês, meus queridos (as) conterrâneos (as), a pequena historia, de um verdadeiro fato histórico, quando se tem um objetivo e se quer fazer a coisa. Transcrevo o que li:

“O ano de 1988 foi à eleição e, Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Quando um candidato nos procurou, nossos olhos ganharam um brilho especial. “É agora! ”– pensamos – Queridos e respeitados em nossa localidade, usamos essa qualidade como argumento ao candidato e lhe expusemos nosso projeto. Este nos emprestou uma sala que servia de comitê eleitoral e, reunidos os elementos suficientes para formar a diretoria, foi fundada a ACADEMIA BRASILEIRA DE LITERATURA DE CORDEL, no dia 7 de setembro de 1988. Na diretoria constituída eram somente três, os cordelistas: o presidente GONÇALO FERREIRA DA SILVA, o Vice APOLONIO ALVES DOS SANTOS, e o diretor cultural, HÉLIO DUTRA
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Nossas primeiras reuniões foram realizadas na sala de um político, que não cobrou aluguel. Passados, porém, os momentos iniciais de euforia e vencido o prazo de cessão da sala iniciamos um doloroso período de peregrinação. Como Groo, o errante, nos instituição não tinha pousada certa.

Penosamente algumas das reuniões foram realizadas em bares, lanchonetes e restaurantes, até que um dia, em visita da diretoria da ACADEMIA INTERNACIONAL DE LETRAS, a figura de ABELARDO NUNES se agigantou, abrindo-nos caminho em direção à FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO BRASIL, onde passamos a fazer nossas reuniões. Era o ano seguinte aquele que foi fundada nossa Academia. Ai, sim, tivemos como elaborar um calendário acadêmico, criamos um quadro de beneméritos e iniciamos uma sólida ponte de informações culturais, unindo nossa entidade aos principais centros de difusão da literatura de cordel do Brasil e do mundo. Com a comunidade acadêmica nos olhando de soslaio entre perplexa e zombeteira, partimos para a consolidação do nosso quadro acadêmico. Era o ano de 1990.

Hoje o corpo acadêmico da ABCL (igual com a sigla da nossa Academia futura) é composto de 40 cadeiras de membros efetivos, sendo 25% destas cadeiras podem ser ocupadas por membros não radicados no Rio de Janeiro”

Exemplo dessa natureza deve ser seguido por todos. O empenho, a abnegação a causa que desejamos alcançar se faz presente através de uma entrega total ao serviço com a finalidade de consolidar o desejo, mesmo sabendo das dificuldades que serão enfrentadas, “nada se consegue sem esforço e muito trabalho” para o bem de uma comunidade.

José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

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