quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A revolução de Caetés - 2

“As conseqüências vêm depois.”
(Conselheiro Acácio.)


Num comentário recente, eu disse que falaria de duas eleições havidas em Pernambuco, na década de 80. Mas são tantos os assuntos, que enveredei por outra rota do mesmo tema.

O livro “A guerra do fim do mundo”, traz a história de Antônio Conselheiro e seus jagunços (1896/97), obstinados com o objetivo de derrubar o poder republicano. Na sua santa inocência, Antônio Conselheiro não conseguiu lograr êxito. Morreram todos lutando. Mas deram muito trabalho ao governo da época.

Os seguidores do Conselheiro Antônio não queriam que o imperador fosse substituído pelo anticristo, que eram os que proclamaram a República. Também não queriam que a Igreja Católica se separasse do Estado. E ainda juravam nunca mais fornicar por vício.

Quanto ao fornicar, eu penso diferente: a gente não fornica por vício. Fornica porque é bom e faz bem. Um colega costumava dizer, muito seriamente, que uma fornicada perdida hoje, não se recupera nunca mais. Porque a de amanhã já é outra. A de ontem, simplesmente se perdeu. Ponto para o meu colega Mauricy do Carmelo Mota.

Saindo das graças da fornicação, aquele livro do peruano Mario Vargas Llosa é um misto de ficção e realidade. Llosa NÃO é bom caráter. Mas pesquisou e escreveu sobre tema nosso. E mesmo SEM ser bom caráter, Llosa ganhou o prêmio Nobel de Literatura 2010. A honraria deve ter sido justa. Mérito dele.

Porém, não podemos esquecer Euclides da Cunha, com sua obra-prima: “Os Sertões”, que veio antes de “A guerra do fim do mundo.” E deu lugar às pesquisas de Llosa. Pois Llosa veio para Canudos e cavou o alicerce da sua obra, razão por que merece louvores.

Da revolta de Canudos, aportamos na revolução de Caetés. No meu último artigo, que a CIT publicou em 10.11.2010, sob o título: “Eleições: política e politicagem” (veja aqui), eu disse que política partidária é coisa suja. Também disse que NÃO haverá terceiro turno. Por mais que os eleitores do Serra estejam revoltados, NÃO haverá terceiro turno. Eu disso e está dito. Se assim é, por que continuar em campanha política, após haver um nome consagrado pelas urnas?

Falei também do assassinato de João Pessoa. E disse que as coisas não mudaram muito com respeito aos maus modos dos políticos. – Aí o Zezinho de Caetés procurou embaralhar as coisas, dizendo entender que tudo mudou. E recomendou que eu não misturasse os partidos daquela época com os atuais. E veio ele, o Zezinho, falar no PSD e na UDN, referindo-se àquele episódio sangrento.

Ora, 1938/30 não havia UDN, nem PSD. Esses dois partidos foram criados em abril de 1945 (UDN) e em junho de 1945 (PSD). Então, não misture alhos com bugalhos, seu Zezinho. – João Pessoa foi lançado vice de Getúlio pela “Aliança Liberal”.

Daí a razão do texto do Zezinho, publicado pela CIT, em 13.11.2010, de título: “Eleições: política, politicagem e politiquice” (veja aqui), vir cheio de ferocidade contra mim. Entrei na polêmica. Todavia, quando me dispus a fazer parte dessa discussão, disse: “As polêmicas em tom civilizado, dão resultados.” Assim, se a peleja sair do tom civilizado, não dá pra mim. Vide pequeno texto meu, que a CIT publicou em 20.11.2010 (veja aqui). Dito isso, só participo dessas discordâncias, se o tom for cortês. Entretanto, essa troca de opiniões pode vir com um pouco de ironias respeitosas. Assim como os chistes acima, relativamente à fornicação, o que, para mim, é natural e benéfico.

Outra: o Zezinho quer dizer, com seus “tempos mudados”, que a morte de João Pessoa foi crime passional, por ter João Pessoa estampado em todos os recantos da Paraíba, as cartas de amor trocadas entre Dantas e a sua noiva, Anayde Beyriz. Não houve nada de passional. Foi crime político. E a rixa era muito grande, contra Pereiras e Dantas etc.

Além do mais, ainda hoje essas mortes ocorrem neste Nordeste cansado ou nos grotões do Centro-Oeste e do Norte. E às vezes no Sul e Sudeste. De quando em quando se mata um vereador, um prefeito etc., nas campanhas políticas ou no decorrer dos anos seguintes.

Em frente: e ainda venho observando que muitos insatisfeitos com a vitória da Dilma Rousseff, insistem no mesmo refrão cáustico ou zombeteiro para atacarem a futura chefe da Nação. E a “grande” imprensa não perdoa: nesse passo, a Folha de São Paulo, obteve no dia 16.11, no Superior Tribunal Militar (STM) – Justiça surda –, o direito de folhear o processo da prisão da Dilma, durante o período da ditadura militar (1964/85). Pelo resumo que li, só é citada a tortura que a Dilma sofreu nas mãos dos milicos de plantão. E as confissões que ela fez sob torturas, podem ser anuladas. Basta que ela entre com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Porque só agora é que veio a público.

A decisão do STM contrariou decisão anterior do próprio STF, que é a instância maior do nosso Judiciário. – Além do mais, por que a Folha não se interessou pelos arquivos dos torturadores que agiam com apoio dos seus comandantes militares nas Forças Armadas? O povo quer e precisa saber disso, também. A Lei da Anistia só vale para quem colaborou na tortura encomendada pelo regime armado?

E não entendi por que o Zezinho disse: “E a partir daí seu artigo sai da história para entrar numa campanha, procrastinada, em defesa dos seus candidatos,...” (Sic). – Ora, procrastinar é retardar, deixar para depois etc. Como é que eu posso procrastinar um episódio que já se encerrou?

Adiante: naquela mesma preliminar que enviei à CIT, eu me referi ao filho adulterino de Fernando Henrique com a jornalista da Globo, Mírian Dutra. Por que a “grande” imprensa abafou tudo sobre o romance de FHC? Só a revista Caros Amigos publicou! Quase NINGUÉM tomou conhecimento dos atos maléficos de Fernando Henrique Cardoso. Porque “Caros Amigos” é de pequena circulação. – E dizem os donos da “grande” imprensa que aquilo não era fato jornalístico. É muito cinismo.

O relato da Caros Amigos saiu com detalhes do relacionamento dos dois, que sempre eram vistos juntinhos nas noites frias de Brasília desde 1988. E trata também de pormenores, tais como grosserias do então senador Fernando Henrique Cardoso contra a amante, no dia em que ela foi comunicar-lhe a gravidez: houve xingamentos, sugestões para aborto, expulsão da sala, pontapés no circulador de ar, etc. Mas o filho da Mírian Dutra com Fernando Henrique nasceu em 1991.

E a “grande” imprensa dizia que não era fato jornalístico. E, por isso, não publicava. – Todavia, nós já havíamos custeado, antecipadamente, o nascimento do menino, a infância dele, a estada da Mírian e da irmã dela, num palacete em Barcelona. Isso para evitar “desgastes” para o garanhão Fernando Henrique!

O adultério de Fernando Henrique aconteceu entre 1988 e 1991, quando era apenas senador. Ele era casado com Dª Rute Cardoso. O adultério praticado por um senador ou por um presidente da República não é escândalo para a “grande” imprensa? Então, o acordo feito com a Rede Globo, também não é escândalo. Mas a imprensa não é investigativa? Cadê o fato? – As “empresas do ramo de comunicações” ficaram isentas da CPMF. Isso bastou para a “grande” imprensa se calar. – A Globo e a revista Veja agradecem.

De outro modo, a imprensa fez o maior estardalhaço por causa de uma filha do Lula, Lurian, que nasceu quando o Lula ainda era solteiro. E, por conta disso, Fernando Collor ganhou do Lula a eleição. Creio que foi aí que o tema aborto estreou em campanhas políticas. Porque essa foi a grande arma de Fernando Collor: dizer que Lula havia insistido com a mãe da Lurian, para que ela abortasse aquele feto. A mãe da Lurian foi à TV contar a história, sob lágrimas, para ajudar ao Collor. – Coincidência ou não, a mãe da Lurian, também se chama Miriam, quase igual à Mírian do Fernando Henrique. E este também não propôs aborto, como solução para a gravidez da Mírian?

Pelo que sei, vieram em socorro do Senador seus dois grandes amigos: Sérgio Motta e José Serra, que providenciaram junto à Rede Globo a transferência da Mírian, com malas e bagagens para a Europa. Tudo às pressas e às escondidas. – Segundo os malfeitores do PSDB, amigos de FHC, Sérgio Motta era só um “engenheirão”!

Assim como o Paulo Preto também foi o “engenheirão” do Zé Serra. Isso foi dito por Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), quando questionado num programa da Band, sobre as cambalhotas desonestas do Paulo Preto, na campanha do Serra.

Todos sabem que políticos, quase todos, têm manequim igual. Isto é, no dizer do grande “filósofo” Zé Simão: “Não há virgens na zona.” Significa dizer que PT, PP, PTB, PPS, PSDB, PMDB, PFL (DEMO) etc., não têm muitas diferenças, além da nomenclatura de cada um.

É liquido e certo que, em cada esquina deste Brasilzão tem um lobista à espera de quem queira seus “préstimos” criminosos. Em cada quarteirão há um “empresário” bandido querendo furtar o nosso dinheiro. Seja via BNDES, seja por meio do Banco do Brasil, Caixa Econômica etc. E por aí se vão os nossos impostos.

Até hoje o representante do Opus Dei, Geraldo Alckmin, Picolé de Chuchu, não explicou o rombo da Nossa Caixa, do Estado de São Paulo. Nem as 400 peças de vestuário, com que a dona da Daslu “brindou” a dona Lú Alckmin, esposa do Picolé de Chuchu.

E os “panetones” do Zé Roberto Arruda e sua quadrilha do PFL (DEMO)? O Leonardo (Im) Prudente, com as meias cheias de dinheiro, alem de já estar com todos os bolsos das vestimentas entupidos de cédulas. E o Rubens Brunelli, ambos unidos em círculo, abraçados com o Durval Barbosa, secretário de “Relações Institucionais” do governo de Brasília. Todos rezando a “comovente oração” da propina. Que cena enternecedora! – Aí eu digo: são tantas emoções, essas “orações, mas os panetones eu não vi..., nem comi. – Os ratos comeram. – É ISSO./.

José Fernandes Costajfc1937@yahoo.com.br

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