sábado, 27 de novembro de 2010

Toques em partes

Além de leves toques noutros assuntos, inicialmente, escrevo estas linhas para corrigir duas pequenas falhas no texto de minha autoria, publicado pela CIT, no dia 25.11.2010 (leia aqui), sob o título: “A revolução de Caetés – 2”.

Todavia, esses toques NÃO interrompem a troca de opiniões com o Zezinho de Caetés, não. – Eles vêm (os toques) para evitar que se toque, apenas, numa só tecla. Ou que se ande como trem e metrô, no mesmo trilho, olhando numa só direção. Ou ainda, que se cante uma nota só.

Primeiro, a errata: Corrijam (os leitores), por favor, no texto referido acima: na 7ª linha do 7º parágrafo, está escrito: Eu disso e está dito. Leia-se: Eu disse e está dito. E na 1ª linha do 9º parágrafo, leia-se, também: 1928/30. Ali está grafado: ... 1938/30, o que seria um retrocesso.

Aproveitando o ensejo, já notei que o Zezinho de Caetés concordou comigo, ao menos, quanto à fornicação. (Vide artigo dele publicado no mesmo dia 25.11.2010). - Menos mal. – No entanto e por oportuno, adianto-lhe que a revolução de Caetés, a que me refiro, NÃO vai sair da Marim dos Caetés – Olinda, conforme disse o Zezinho no artigo aqui citado.

O município de Caetés da revolução em causa fica pertinho de Garanhuns. Foi lá que o Lula nasceu. Assim como, segundo palavras do próprio Zezinho, este também nasceu ali em Caetés. E foi menino com o Lula. Depois, tomaram rumos diferentes.

Também, e por conveniente, NÃO se trata de Caetés, romance do grande Graciliano Ramos. Aquele romance deu lugar à estréia do velho Graça na literatura brasileira, para orgulho nosso.

Assim, pois, mais adiante veremos por que essa revolução vai partir de Caetés, terra destes dois "heróis" da história mais recente: o Lula e o Zezinho.

E por falar em história, Graciliano e heróis, aqui não me reporto à obra póstuma do Mestre Graça: “Alexandre e outros heróis.” - E não confundam toques em partes com toques nas partes!

Não li o artigo do Zezinho todo. Faltou-me tempo. Mas notei essas duas referências por ele feitas. Razão por que me reporto a elas neste momento. Não por ânsia ou pressa. Apenas para preencher mais linhas neste minitexto. Necessário dizer ao Zezinho que NÃO existe, no Brasil, Supremo Tribunal Militar. Existe o Superior Tribunal Militar. Supremo mesmo só o Supremo Tribunal Federal (STF).

Por óbvio, aviso à Lucinha que só sei ler do blog dela o que sai na página do Blog da CIT. No mais, sou analfabeto. Nem ao menos soube cadastrar-me para ler ¡otras cositas más!

Mas li o artigo da Lucinha, que foi publicado em 26.11.2010. - Informo, também por julgar oportuno, que a “guerra civil” do Rio de Janeiro não foi criada pelo Lula, nem pelo Sérgio Cabral. Foi gerada e parida por uma manada de governantes lenientes e coniventes, em todos os tempos. Que tenham eles sido aventureiros, donatários, príncipes, reis, presidentes, vigaristas ou o raio que os partam. Com mínimas exceções, para confirmar a regra, foram irresponsáveis ou ladrões do erário. São 510 anos com todo tipo de gente querendo vantagens pessoais.

Assim também, o caos social em Recife não foi parido por um só governante. Todos os que passaram pelos governos municipais, estaduais ou federal, em todas as unidades da federação, desde que acharam o Brasil, são solidários com essa miséria. Isso não é caldo de cultura. É caldo de incompetências múltiplas e ladroagens, por séculos e anos. E o mesmo se diga dos que integraram o Parlamento e o Poder Judiciário por todo esse tempo. Sem excluir os integrantes de hoje. - Assim também, nós todos que fazemos parte dessa "sociedade" indolente e oportunista, NÃO nos vamos excluir desse processo daninho.

Somos sócios solidários com toda essa sem-vergonhice! O nosso mal maior é que só sabemos reclamar dos governantes de plantão. E na hora que algum deles nos oferece uma migalha qualquer, fazemos cessar a matraca. Porque esse povinho "abençoado" por Deus e mal-educado por natureza, gosta mesmo é de levar vantagem em tudo.

No que toca à bandidagem do Rio e de São Paulo, só para citar essas duas cidades, o que houve e continua havendo, além do mais, é conivência das ditas “autoridades” com os criminosos. Uns recebem propinas, outros fazem que não vêm.

Portanto, tudo quanto tiver de ser feito, a partir de agora, para erradicar o crime organizado e banir os criminosos dos terrenos que eles dominam, vai dar muito trabalho a quem se disponha a tanto! O mesmo se diga relativamente aos camelôs e a outros males nossos de cada dia!

No quesito constitucional, concordo com a Lucinha. A nossa Constituição Federal (CF) é uma colcha de retalhos, carente ainda de alguma regulamentação. Ademais, se os que fizeram a Constituição não a cumprem, para que serve ela? A CF só seria boa se, aos menos, parte dos seus preceitos fossem cumpridos. - Já seria um bom começo para amenizar os efeitos maléficos citados logo acima. - Pior é que nem o que está regulamentado, o que NÃO é pouco, não é cumprido.

Em síntese: se o que estipula o art. 5º, do Capítulo I, com todos os seus itens e alíneas fosse assegurado às pessoas, estaríamos no paraíso. Mais um pouquinho: completando com o cumprimento de todo o enunciado no art. 6º - Capítulo II, estaríamos bem pertinho do céu. – Com isso feito e isso posto, o restante da CF seria digerido quase sem dificuldades. Então, o país poderia andar. E o seu povo teria o direito de ir e vir livre de tantos atropelos. - É ISSO./.


José Fernandes Costajfc1937@yahoo.com.br

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