sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

JOCOSIDADE




Ao folhear a internet nestes últimos dias, encontrei um texto, como se dizia lá em Bom Conselho, “pai d’égua”. Ele está entre os anúncios de cursos, advogados, dentistas, etc. de um panfleto publicitário, Correio Carioca radicado na Urca no Rio de Janeiro (veja aqui). Ele faz parte da propaganda de um curso que oferece, nada mais, nada menos, do que a PROSPERIDADE. O anúncio tem como título: “Conexões de Prosperidade”. Quando eu vejo um texto tão bom como este, eu não resisto, e tento parafrasear. A última vez que fiz isso foi um sucesso de audiência (veja aqui).

Aproveitando o momento em que todo mundo fala das minhas jocosidades, eu produzi o texto abaixo, fazendo propaganda do meu curso que será ministrado aqui em Recife no Parque da Jaqueira, já pedindo permissão ao autor do texto original, pelo seu uso.

JOCOSIDADE

Jocosidade
não é algo que está em algum lugar aguardando para acontecer, mas ocorre quando estamos plenamente presentes na vida em harmonia com todas as partes de nosso ser.

Vivemos constantemente atraindo tudo que acontece conosco. Somos 100% responsáveis pelos eventos que vivenciamos. Portanto, se queremos ser jocosos, precisamos estar alinhados com o melhor de nós, na forma de agir, pensar e sentir.

Deepak Chopra, Médico Indiano, radicado nos Estados Unidos, ganhou notoriedade com sua visão holística no campo da saúde e comportamento humano. Cita em seu livro CRIANDO JOCOSIDADE atitudes que devemos tornar conscientes para conquistar abundância em todas as áreas da vida:

Apreciar a exuberância da vida, sabendo que o poder está no momento presente. O passado não tem força, pois já passou e o futuro ainda não existe, portanto a foco é o Agora;

Externar o sincero apreço e GRATIDÃO pela vida torna-se um poder capaz de gerar mais energia;

Receber é tão necessário quanto oferecer. Receber graciosamente é uma expressão da dignidade de oferecer. Os que não conseguem receber são incapazes de oferecer. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia do universo.

Ame-se. Ame sua família. Ame seus clientes e fregueses. Ame a todos. Ame o mundo. Não existe poder maior do que o AMOR.

Estes são alguns aspectos a serem abordados em nosso Projeto para acessar a jocosidade. Você é nosso convidado! Em um local muito especial junto à natureza, no PARQUE DA JAQUEIRA, em Recife, dias 24, 25 e 26 de janeiro. Informações e reservas antecipadas tem que serem obtidas me seguindo no "twitter", clicando aqui . Se você ainda não se inscreveu no "twitter", aproveite e se inscreva agora, e siga-me. "É jocosidade garantida ou o dinheiro de volta."

Um Feliz Ano Novo para todos!!!


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

BELINHA





Belinha era uma mulher bonita e charmosa que servia as mesas do bar do Canhoto no bairro da Guabiraba em Recife. Tinha um corpo envolvente e encantador, que se dizia a Canhoto, o dono do bar, que a freguesia fazia ponto no seu bar, não pela bebida e, sim pela presença da Belinha, cheia de charme que chamava a atenção dos fregueses. Canhoto ria, com esta afirmação e dizia, “deixa prá lá” a “moça é bem dotada”, e ria novamente, enxugando com uma toalha vermelha o rosto suado.

Este local foi descoberto por Afrânio, um boêmio que vivia nas imediações do Bar Canhoto e muita das vezes estavam conosco no Bar Savoy. Chegou sorridente, certa vez, e disse - tenho que mostrar para vocês um avião, um mulherão, uma mulher que tira o fôlego de todos com a sua beleza e seu gingado entre as mesas do bar do Canhoto.

Marcamos um dia e lá se fomos para matar a curiosidade. O bar do Canhoto ficava em uma casa cercada por um pequeno alpendre, as margens da BR-101, Norte, com mais ou menos doze mesas no alpendre e no salão arejado e algumas outras mesas, embaixo de um pé de manga no terreiro.

Chegamos por volta, das duas horas da tarde e ali aportamos, e sentamos embaixo da mangueira pela sombra e o vento brando soprando em nossos rostos.

Uma bela moça, e não era exagero do Afrânio, o qual estava conosco sorridente e contente de ter agradado a todos, principalmente a Zé Carlos, que se apaixonou a primeira vista pela bela garçonete. A pele morena, cor de jambo, os olhos castanhos com grandes cílios e uma boca maravilhosamente pintados com um baton vermelho. Vestia um suéter vermelha, mostrando a todos os seios presos por um sutiã preto e uma saia tipo godê, branca, que ao vento de vez em quando soprava dava para admirar as belas pernas de Belinha, que gostava e olhava para trás com um sorriso malicioso. O sorriso estampado na face maquiada e sempre servindo os fregueses com aquele charme desfilando entre as mesas.

O Zé Carlos não se contentou e ficou todo tempo elogiando esta criatura.

- Nós, dizíamos tem cuidado Zé Carlos, mulher de bar sempre tem alguém ou algum amante na “parada”.
- Ele dizia vou concorrer com este,
- E assim se foi
.
De todos os sábados que ia, passou também freqüentar o bar do Canhoto, nos dias de semanas. Sempre dizia a gente quando se reunia, ainda, vou ficar com aquela mulher é o meu sonho e é um capricho meu mais cedo ou mais tarde a terei em meus braços.

Passou-se o tempo e Zé Carlos, realmente, conseguiu convencer a Belinha de namorá-lo. A paixão durou pouco tempo, apenas alguns meses já estavam separados.

Zé Carlos já não falava nela, a Belinha. A paixão a primeira vista, se esgotou em poucos meses. Aquilo que parecia ser serio, passou apenas um jogo de tempo.

- Todos nós ficamos de orelha em pé.
- O que aconteceu?
- O homem que parecia tão apaixonado, esmoreceu, acabou.
- O que foi que houve?

Zé Carlos desapareceu de repente e até nos bares e dias que nós nos encontrávamos para tomar a cervejinha gelada servida pelo garçom Careca, no bar Savoy.

- Mas o tempo passa e nada fica escondido neste mundo de meu Deus.

Assim, sem esperar aparece o Zé Carlos.

Sem meias palavras foi logo dizendo, não pergunte pela Belinha, pois, sei que todos vocês estão ansiosos para saber o que aconteceu.

- Sentou-se.

Tomou um copo de cerveja gelada, pois o calor o burburinho do bar era grande. Recostou-se na cadeira e começou dizendo:

- Vocês sabem como me apaixonei a primeira vista pela Belinha, não sabe?
- Claro que sabemos, respondemos.
- Pois vocês tinham razão, a Belinha tinha um amante que era uma “casca grossa’ conhecido por Durval. Dizia que não era boa “peça” era um arruaceiro e já tinha passagem pela policia, por agressões. Quando soube deste meu enxerimento veio ao meu encontro com um sorriso sarcástico e disse, sem meia palavras;

- Afasta-te desta bonitona que ela já tem dono, ok mano?
- Fiquei branco e tremulo sentado à mesa entre duas cervejas, pois ele estava com um trabuco reluzindo na cintura.
- E rindo, disse:
- Não te quero ver mais rondando este “pedaço”, mano.
- Caso insistires podes desaparecer na BR- em um acidente, compreendeu mano.
- Sei todos os teus passos. Onde tu pisas todos os sábados e o horário que tu vens para aqui. Até os dias de semana. Sei onde tu moras. Tu és casado e eu posso dar um susto em tua mulher, que achas? Então sai desta que não dá pra tu. E um aviso. Outro não virá.

Sai dali como um cachorro enxotado, com o rabo entre as pernas.
Foi por isso que desapareci. Não quero mais saber da Belinha, agora pra mim é homem.

Todos nós rimos com o desabafo do Zé Carlos, que agora tomava um copo da cerveja bem geladinha.

Olhamos uns para outro e ficamos calados, pois o exemplo de Zé Carlos podia servir para qualquer um.


José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Luiz Inácio Nordestino da Silva





Estou aqui no marasmo de final de ano, no qual todas atividades, mesmo existindo, funcionam “a meia bomba”. Não há como não nos proteger empanturrando-nos com as mídias que nos chegam através do LCD dos lap-tops. Vejo ali, vejo acolá mas não consigo me distanciar muito de Pernambuco, da mesma forma que o apedeuta-mor, Lula. Ele já estava ontem por lá outra vez.

Hoje, dou a vez a uma jornalista do Rio de Janeiro, a Miriam Leitão, que escreveu em sua coluna de ontem, o seguinte artigo, com o título de “Não, obrigada”. Leiam e eu voltarei lá em baixo.

“Não faz sentido agradecer a um governante pelo respeito às regras democráticas. É obrigação. Portanto, não estou entre os que exaltam o presidente Lula pelo fato de ele não ter tentado permanecer. Até ele vê assim. ´Se você pede o terceiro mandato, quer o quarto, se pode pedir o quarto e por que não o quinto? Aí você está criando uma ditadurazinha`, disse ontem Lula aos jornalistas.

Houve artigos nesses dias de balanço que ressaltaram, como um dos grandes méritos do presidente Lula, o de ter respeitado as regras democráticas e de não ter pleiteado um terceiro mandato. Como se tivesse dependido unicamente de sua vontade. Teria que ser feita uma emenda à Constituição e isso, certamente, detonaria uma reação forte da sociedade.

O Brasil não é a Venezuela. Passamos por caminhos diferentes. Com todos os defeitos que tem o sistema político brasileiro, a democracia aqui foi uma dolorosa conquista. Minha convicção é que mesmo sendo um governante popular, ao fim do mandato, Lula poderia ter sido derrotado em sua tentativa de mais um mandato.

Uma reeleição é comum em inúmeras democracias, um terceiro mandato já é um continuísmo intolerável. O presidente Hugo Chávez manipulou as instituições e minou a democracia, por isso tem conseguido a reeleição perpétua, a ´ditadurazinha`.

Outro mérito de Lula teria sido o de ter mantido a política econômica do governo anterior. Foi de fato importante: para o país, para a estabilidade econômica, mas principalmente para ele mesmo. Dificilmente Lula teria conseguido mais um mandato em 2006 se a inflação tivesse voltado a subir. Se o escândalo do Mensalão tivesse encontrado o país com patamares altos de inflação, certamente a história teria sido outra.

As tentativas de confundir o que foi o caso de corrupção foram tantas, que é preciso lembrar. O Mensalão não foi o único escândalo no governo do partido que, durante 20 anos, se apresentou como sendo o guardião da ética na política, mas sem dúvida foi o pior. A corrupção foi confirmada na CPI, na investigação do Ministério Público, no voto do ministro Joaquim Barbosa e na aceitação do voto pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Dinheiro sem origem comprovada era distribuído a deputados da base governamental, num esquema alimentado por um publicitário que prestava serviços ao governo, e o denunciante foi um deputado da base parlamentar. Até o publicitário da campanha de Lula em 2002, Duda Mendonça, admitiu no Congresso ter recebido em dinheiro vivo ou em contas no exterior. Lula se debate contra os fatos mudando as versões há cinco anos. Primeiro, disse que foi um fato banal. Depois, se disse traído. Distanciou-se do PT. Mais recentemente, alegou que foi uma tentativa de golpe da oposição, e depois, que foi um caso de erro da imprensa como o da Escola Base.

A verdade é que foi um caso espantosamente grave de corrupção. Se ele tivesse explodido no meio de uma economia desorganizada pela volta da inflação, certamente, Lula não teria tido condições políticas de conquistar mais um mandato.

Não ter apoiado emenda constitucional por mais um mandatopresidencial fortalece a sua biografia, mas ao mesmo tempo foi o que o permitiu eleger sua sucessora, e agora estar pensando em voltar em 2014, ou reeleger Dilma. Com um ou outro será a realização de um projeto de poder de 16 anos, dentro das regras democráticas. Muito cedo para pensar em 2014, mas até agora, o PT já colocou dois candidatos. O secretário Gilberto Carvalho falou no próprio Lula, e o Lula falou em reeleição de Dilma. Provavelmente, um projeto de trieleição teria provocado convulsão no Parlamento e reação da sociedade. É fazer pouco do Brasil e da sua consciência democrática agradecer a Lula por não ter sido o Chávez. Estou convencida de que o Brasil não aceitaria ter um Chávez, nem na política, nem na economia.

A Venezuela está encerrando o segundo ano recessivo, e a expectativa dos empresários, numa pesquisa feita recentemente, é de um crescimento de menos de meio por cento em 2011 e de uma inflação de 35%. Chávez perdeu a eleição, mas ficou com uma maioria no Congresso pela mudança de regrasde contagens de votos que introduziu. No entanto, não terá no ano que vem o número de votos necessário para mudanças constitucionais. Seu último golpe foi o de aproveitar as enchentes e pedir ao congresso moribundo o direito de governar por decreto.

O Brasil não aceitaria uma situação assim, não por ser superior à Venezuela, mas por ter tido uma história diferente. Enquanto as elites dos velhos AD e Copei desmoralizavam a democracia representativa com eleições diretas fajutas, os brasileiros lutavam contra a ditadura escancarada no Brasil. Na economia, o Brasil foi profundamente marcado pela luta contra a hiperinflação. Um presidente - ou uma presidente - que deixar a inflação subir pagará um alto preço em queda de popularidade.

A alternância de poder e a manutenção da estabilidade foram boas para o país, e boas para o grupo que está no poder. Não foram concessões de Lula. Foram as escolhas certas. Lula não colheria os louros que colhe hoje se tivesse escolhido outros caminhos na economia e na política.”

Esta é a grande imprensa que muitos odeiam. Não explicam porque. Mas, eu sei. Ora, se até hoje o Lula diz que o “mensalão” não existiu, e todos os áulicos acreditam, mesmo que na época do malfeito acreditassem, quando surge alguém que diz o contrário, tem que se arranjar um epíteto qualquer e, “grande imprensa” soa bem, e pode ser mudada a qualquer hora. Daqui a pouco, graças a Deus, o Blog da CIT será da “grande imprensa”. Quem sabe se o Diretor Presidente não resolve aumentar meu salário?

O que me chama a atenção no artigo anterior é o seu sentido mais amplo, em dizer que as atitudes que temos de tomar como dever de cada cidadão, são obrigações nossas, e o agradecimento por elas é voluntário. Vivemos em um país, muito diferente daquele em que vivi em Bom Conselho, onde não elogiávamos ninguém por ele ser honesto e cumpridores de suas obrigações, e sim quando ele passava dos limites, e se tornava tão bom para o convívio social, que dizíamos que ele merecia ir para o céu, ou ser prefeito da cidade. Foi assim que vários dos nossos prefeitos foram eleitos, e cito o Dr. Raul como exemplo. Atualmente, ser um cidadão cumpridor dos seus deveres não mais importa. O “marketing” pessoal nivelou a todos, sem o respaldo de suas atitudes. Antigamente dizíamos “rir melhor quem rir por último”, hoje dizemos “mente melhor quem mente por último”.

E o nosso, Luiz Inácio Nordestino da Silva, como um jornal de minha terra chama o Lula, além de está rindo está mentindo muito, nesta sua despedida do cargo, que está se estendendo mais do que a de Pelé do futebol. Todo dia tem uma, que dizem ser a última. E ontem, dizem que foi mesmo a última. No Marco Zero, onde, ano passado eu vi o Baile do Menino Deus, as pessoas viram o Lula bancando o menino deus. Mesmo que alguém não tenha ido ao comício é fácil deduzir o que ele disse, além de chorar. Lembrei da Clara de "Passione". "Uma coisa que admiro no povo é que o povo chora para fora, o povo 'cafunga', lacrimeja e político chora para dentro com vergonha", disse ele 'cafungando' junto com o povo. Não deu nos jornais que me chegam aqui no Sul, mas pode ter havido até milagres deste novo deus. Não se surpreendam que algum cego tenha recuperado a visão durante o evento. Os vídeos me lembram o Fidel Castro ou o Hitler falando para aquela multidão de cubanose alemães hipinotizados pelo carisma do apedeuta-mor, afinal de contas, ele é o 'mor'.

Como não poderia deixar de ser prometeu que continuaria na política e que estará sempre no meio do povo, igual ao que Jesus prometeu aos seus apóstolos. Se esta comparação for blasfêmia que me perdoe o Padre Nelson, pois não sei escrever Jesus com letra minúscula. E por aí foi, suando e chorando e seguindo a canção, somos todos hipócritas, braços dados ou não, mentindo pela pátria e, quem sabe, sem nenhuma razão.

Ele fez o último comício do ano, e o primeiro comício para as a eleições de 2014. Não se enganem com sua conversa de que a Dilma só não será candidata se não quiser. Pois ele já sabe que ela não quer. “Mente melhor, quem mente por último”.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O que virá após Lula?




Recebi imeio de um senhor que se diz chamar Albino Costa. Antes de transcrever a mensagem eu gostaria de esclarecer alguns pontos, a pedido dos que fazem a CIT e seu Blog, quase todos gozando as delícias das festividades natalinas. Antes de todos se ausentarem, por vários motivos, fizemos uma reunião na qual foi discutida a abertura de comentários às postagem neste Blog. Desde o início as pessoas questionam, com boas ou más intenções, que não há blogs sem comentários. Achamos este um comentário válido, embora não correto, pela vida que levou o nosso Blog da CIT, pois encontramos um meio de sanar este problema, criando um Mural, onde alguém pudesse controlar os comentários a todas as postagens. Reconhecemos que a ideia foi boa enquanto durou.

Durante o processo eleitoral muitos dos comentário dirigidos ao Mural, não foram publicados, pois eram muito chocantes. Alguns talvez até levassem à vitória do Eymael. Estamos pensando, na volta dos que se divertem pelo Rio Grande e outras plagas, ou mesmo por vídeo conferência, em reunir novamente, e falar sobre a questão. Até então não estamos publicando mais no nosso Mural. Aqueles que tiverem matérias para publicação como uma postagem normal nos enviem, e o processo continuará com antes.

Depois desta, não me venham com críticas que quero bancar o Diretor Presidente, pois foi ele que me autorizou a dizer isto. E, voltando ao imeio acima mencionado, o publicaremos aqui, porque o achamos importantes, pois é uma crítica, e nesta atividade aprendemos até a ser masoquistas e amar e perdoar os que nos criticam, esperando o mesmo deles quando metermos o pau. Vamos ao imeio do Albino Costa:

“Tanta parra e nenhuma uva. Acabei de ler o seu blog e fiquei indisposto não me sobrando intelecto suficiente para escrever outro comentário que não seja este..Tanta parra e nenhuma uva. Indispõem-me os artigos que apenas querem dizer mal e que utilizam um pseudo conhecimento de "camarada" de percurso para justificar uma argumentação que nem argumentação chega a ser já que carece de fundamento. Não sendo apoiante da nossa presidente Dilma, uma vez que a considero um mal menor, e sendo frontalmente contra o neoliberalismo praticado pelo nosso presidente Lula e seguido e mantido por Dilma, conforme as suas próprias declarações, não espero de Dilma nenhum milagre revolucionário que traga saúde para todos, melhor educação, mais segurança, habitação, trabalho com direitos ou sequer um daqueles milagres, só ao alcance das estatísticas, que melhore substâncialmente a distribuição de renda pelos brasileiros. Espero apenas que a situação não piore. Como vê, as minhas expectativas são diminutas. Mesmo assim não consigo tolerar este "dizer mal" porque está na moda, porque "eu sei" e os outros não. Acho de muito mau gosto, para não dizer que estamos perante um pobre e debilitado intelecto.

Cumprimentos

Albino Costa
- albino.orcamento@yahoo.com.br

As únicas coisas com que não concordo na mensagem acima é que eu sempre “digo mal” e o “eu sei” e outros não. Quanto à Dilma, o “digo mal” é verdade, mas não, e nem sempre sobre o governo do meu conterrâneo Lula. Quanto ao “eu sei” e os outros não, o que o senhor Albino queria? Que eu começasse dizendo que todos estão certos e eu errado? Mas, muitas vezes confessei meus erros, por exemplo, de ter acreditado que Lula seria o meu Padim Padre Ciço Romão Batista. Outro exemplo, é que concordo com a última frase do imeio do senhor Albino, quando aplicado à sua mensagem: “Acho de muito mau gosto, para não dizer que estamos perante um pobre e debilitado intelecto.”

Outro exemplo, de que, muitas vezes penso que os outros estão certos, é o texto que transcrevo a seguir, escrito pelo Marco Aurélio Nogueira, no Estadão.com (leia aqui), com o título: “Nada será como antes”.

“Nunca antes na história deste País houve um presidente como Luiz Inácio Lula da Silva. Encerrada sua dupla presidência, nada será igual. O País que ele nos deixa é outro, para o bem e para o mal. Nem melhor, nem pior, simplesmente diferente. Lula fez e desfez, aconteceu, circulou e apareceu, mudou o discurso do poder e o modo como a opinião pública se relaciona com seus governantes, pacificou e articulou os mais distintos interesses sociais, a ponto de sair de cena como uma espécie inusitada de glória nacional. Deixou marca tão forte na política, na administração pública e no imaginário popular que será preciso um tempo para assimilarmos sua ausência.

Lula não teve a grandeza fundacional e paradigmática de um Vargas, verdadeiro artífice do Brasil moderno, que ele forjou mediante um padrão de intervenção estatal e um “pacto” ainda hoje vigentes. Não trouxe o charme nem o dinamismo de JK, com sua fantasia industrializante de recriar o País, fazendo 50 anos em 5. Nem sequer seria justo aproximá-lo de Fernando Henrique Cardoso, cujo refinamento intelectual fazia com que conhecesse a estrutura do País que pretendeu administrar.

Mas Lula foi diferenciado. A começar do estilo. Falastrão, debochado, emotivo, avesso a protocolos e a regras gramaticais, demarcou um território. Líder metalúrgico, filho humilde do Brasil profundo, encontrou uma fórmula eficiente de dialogar com as grandes multidões, valendo-se da exploração de uma espontaneidade que o levou a ser tratado como um brasileiro igualzinho a você, predestinado a promover a ascensão dos pobres graças à magia de uma identificação imediata. Por ter vindo “de baixo” e carregado a cruz do sofrimento, Lula saberia como atender os pobres. A precariedade da formação intelectual e a falta de gosto por leituras ou estudos sistemáticos seria compensada pela percepção intuitiva das carências sociais. Ponha-se nisso uma pitada de sagacidade e se tem a lapidação de um mito.

O estilo Lula de ser presidente caminhou sempre de braços dados com glorificação e a autoglorificação. Foi assim, aliás, que ele abriu caminho no PT. Soube usar a aura que o cercou no final dos anos 70, quando despontou como expressão de um “novo sindicalismo” que irrompia numa sociedade silenciada pela ditadura e disponível para se emocionar com a movimentação dos operários do ABC paulista. Criou-se assim o signo do trabalhador que se impõe a políticos, estudantes e intelectuais para fundar um partido diferente, uma política de outro tipo, um novo discurso, um distinto modo de deliberar e agir. O bordão “nunca antes na história”, na verdade, nasceu ali, colando-se a sua trajetória.

O estilo sempre esteve próximo da egolatria e da autossuficiência, combinadas com uma enorme vontade de agradar a todos. Lula nunca reconheceu erros ou cultivou a modéstia. Sua vida teria transcorrido numa sucessão de eventos positivos, modelados por seu discernimento, seu sacrifício e seu espírito de luta. Outros erraram, companheiros inclusive; ele no máximo foi enganado ou ficou imobilizado por perseguições e preconceitos.

Mas é impossível diminuir o tamanho real do personagem. Num País em que as elites políticas, econômicas e intelectuais, apesar de não terem conseguido governar com generosidade, nunca largaram as rédeas do governo, a irrupção de um metalúrgico no Planalto deve ser compreendida sem ira nem ressentimento. Tratou-se de um fato excepcional, desses que podem efetivamente sinalizar que algo novo começou a trepidar no chão da vida cotidiana.

A chegada de Lula ao poder não foi obra do desígnio divino, nem derivou exclusivamente de seu carisma ou mérito pessoal. Muita gente se empenhou para isso e a operação exigiu algum sacrifício. O PT, por exemplo, trocou sua identidade operária pela possibilidade de projetar um operário na cúpula do Estado. Depois de ter se recusado a jogar o jogo da redemocratização do País, o partido passou a defender as regras formais e informais do sistema político. Afastou-se dos compromissos de esquerda. Depurado de combatividade e eixo, ficou refém de seu mais conhecido expoente. Alguma semelhança com o papel desempenhado por Luiz Carlos Prestes no velho PCB não é mera coincidência.

A estratégia foi auxiliada pelos fatos da vida. Houve o governo FHC, que venceu a inflação e lançou a plataforma de uma sociedade mais educada para a racionalidade econômica e mais sensível à necessidade de centralizar a questão social. Lula beneficiou-se, também, da consolidação democrática, da expansão da economia internacional e do que isso trouxe de espaço para o crescimento da economia brasileira. Tudo ajudou as políticas públicas a ganhar nova preeminência e incluir o combate às zonas de miséria e pobreza que devastam a sociedade.

Exagera-se muito na avaliação que se faz de Lula. Na apreciação do que há de positivo em seu governo, nem sempre se dá o devido valor à equipe técnica e política que o assessorou. O bloco de sustentação e a amplíssima coalizão de interesses que montou não se deveram a uma incomum habilidade de negociador, mas sim à recuperação do Estado como agente, à disseminação de práticas generalizadas de composição parlamentar e a uma “racionalidade” dos próprios interesses, que pactuaram para ganhar um pouco mais ou perder um pouco menos. Uma “nova classe média” apareceu, impulsionada pelas facilidades do crediário, pelos programas de transferência de renda e pela impressionante mobilidade da sociedade. Mas não mudou a face do País.

A presidência Lula se completou com a eleição de Dilma Rousseff, sua maior criação. O “animal político” nascido no ABC mostrou que tem corpo e vontade própria. Já não depende mais de um partido para se afirmar e pode almejar ser fiador do novo governo.
Mas nada é tão simples como parece. Todo governante constrói sua biografia e a lógica da política o impele a buscar luz autônoma. Uma hipótese realista sugere que haverá um suave descolamento entre Lula e Dilma. Disso talvez nasça um governo mais ponderado e equilibrado, capaz de substituir a presença de um líder carismático e intuitivo pela determinação e pelo rigor técnico que são indispensáveis para que se possa construir uma sociedade mais igualitária.

Lula entrou para a galeria política brasileira. Mas não inventou a roda, nem começou do zero. Não fará tanta falta quanto imagina ou imaginam. Sua passagem para os bastidores do sistema, ainda que temporária, poderá propiciar uma lufada de oxigênio na política e na dinâmica social, ajudando-as a adquirir mais espontaneidade e a pressionar por agendas de novo tipo.

Nada será como antes, é verdade, mas ninguém lamentará nem se vangloriará disso.

Marco Aurélio Nogueira é professor titular de teoria política da Unesp e autor de o encontro O Encontro de Joaquim Nabuco com a Política (Paz e Terra)”

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O mau sinal do governo que nem começou (e o Museu do Lula)




Com o título acima (o parêntese é meu) o jornalista Elio Gaspari começa seu artigo de ontem no O Globo, onde tenta mostrar que, ou as maracutais são punidas na origem ou elas parecerão banais nas próximas eleições. Entretanto, suas consequências podem ser muito danosas para a história de quem detém o poder de punição.

Reproduzirei o artigo, logo abaixo, pois ao lê-lo, lembrei que hoje li na seção Deu nos Blogs, da nossa A Gazeta Digital (leia aqui) uma notícia que me deixou com os dedos coçando para teclar, dizendo quanta coisa falta para chegarmos a um nível ético, pelo menos razoável, quando se trata do uso do dinheiro público. A postagem repete, do Diário de Pernambuco, um notícia que diz já está reservada uma verba de 300 mil reais para construção de um Museu em homenagem a Lula.

Lembro ainda de uma proposta do Roberto Almeida para erguer um estátua de Lula na terra de Simoa Gomes. Depois que alguém disse que uma estátua, quando vivo, é mau agouro, o caso foi esquecido. Eu não me lembro do tipo de financiamento proposto pelo Roberto para erguer a estátua, mas agora o museu, antes de ser aprovado, já tem um monte de verba pública envolvida.

O artigo diz que a iniciativa é do deputado Fernando Ferro (PT), de uma sua emenda parlamentar. Vejam senhores a que ponto chegamos no trato do meu dinheirinho, ganho com os calos nos dedos e queimaduras nas panelas, para ajudar meu marido. O jornalista que escreve a matéria, fala do dinheiro que vem de uma emenda parlamentar como se ele pertencesse ao deputado. Talvez, se ele quisesse usar o dinheiro num motel, como o fez o futuro ministro do turismo, como mostra o texto abaixo, seria mais compreensível, pelos apelos eróticos da atividade. Mas, um museu para Lula?!

Eu nem sei se o apedeuta-mor está sabendo disto, porém, penso que quando souber não aceitará. Já querem mumificá-lo como imigrante pobre. É pior do que virar estátua. E o pior de tudo (principalmente, para o amigo Zezinho de Caetés, que ao invés de ter uma Academia de Letras em Caetés, vai ter um Museu de Cera em Garanhuns), o museu será em Garanhuns e não em Caetés, porque esta cidade não está com as contas em dia. Quem diria, o “cara”, que se julga melhor do que Getúlio, vai sair da vida pública, para entrar na privada de um Museu.

Em algum momento o texto fala que isto é uma prática comum nos Estados Unidos, com os seus ex-presidentes. Resta apenas saber, e eu faço minhas apostas, se a verba para fazer isto lá no Tio Sam é pública. Pode até ser, mas, aquele que é homenageado e o parlamentar que o homenageia, jamais serão eleitos. Quantos casebres do Minha Casa Minha Vida seriam construidos com 300 mil reias? Façam as contas senhores.

A matéria ainda chama atenção para a criação do museu de cera de Petrópolis, onde haveria um boneco de Lula em tamanho natural, com direito a terno, do Armani, e faixa presidencial. Não diz se o boneco vai ser financiado por outra emenda parlamentar, ou é um empreendimento de natureza privada. Se esta última hipótese se aplicasse tanto ao Museu de Petrópolis quanto ao de Garanhuns, eu não teria nada a dizer. Talves, até fosse viável do ponto de vista econômico, neste Brasil, onde a capacidade de “babar ovo” de autoridades só superada pela falta de ética na manipulação do dinheiro público.

A Secretária de Turismo de Garanhuns ainda pretende arranjar verbas do Ministério do Turismo, para o empreendimento. Leia o artigo abaixo, para descobrir, que com ministro que vai assumir o ministério da Dilma, nesta área, se nos fundos da casa que o Lula nasceu tiver um motel, mesmo que pequeno, ela não terá problema em conseguí-las. Com as teclas o Elio Gaspari:

“A permanência do deputado Pedro Novais (PMDB-MA) no Ministério do Turismo e da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) no da Pesca são um mau presságio para um governo que nem começou. Revelam ligeireza com o dinheiro da Viúva, onipotência e descaso pela opinião pública.

Novais recebeu da Câmara R$ 2.156 por conta de uma nota fiscal do motel Caribe, de São Luís, relacionada com despesas feitas no estabelecimento durante a noite de 28 de junho. A senadora, que recebe R$ 3.800 mensais para custear sua moradia na Capital, cobrou à Viúva R$ 4.606 referentes a diárias de hospedagens no hotel San Marco, de Brasília, entre janeiro e dezembro deste ano.

Descobertos, ambos atribuíram as cobranças a “erros” praticados por assessores e informaram que devolveriam o dinheiro. Pedir desculpas à patuleia, identificando publicamente os responsáveis, nem pensar.

Cobrança de parte da presidente eleita, que acabara de indicá-los para o Ministério, muito menos.

Preservou-se o padrão de casa-grande dos maganos de Brasília. Ao pessoal da senzala, restou o alívio da descoberta do avanço sobre seu dinheiro, feita pelos repórteres Leandro Colon, Matheus Leitão, Andreza Matais e José Ernesto Credencio.

O deputado Novais, um maranhense octogenário que vive no Rio de Janeiro e chegou ao Ministério do Turismo por indicação do senador José Sarney, do Amapá, foi imediatamente defendido pelo líder de seu partido, Henrique Eduardo Alves: “Ele está esclarecendo de forma competente”. Em seguida, pelo futuro ministro das Relações Institucionais, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ): “O Pedro Novais é um parlamentar experiente e, pela história dele, precisamos dar crédito à sua versão”.

Num primeiro instante, a reação de Novais foi típica dos senhores de escravos: “Pare de encher o saco. Faça o que você quiser”. Depois, apresentou uma explicação que tem muito de experiente e pouco de competente: “Indignei-me como parlamentar e homem público, mas, acima de tudo, como cidadão e marido. A acusação leviana tenta atingir minha moral e a firmeza de minha vida familiar. Sou casado há 35 anos. Na noite de 28 de junho, data da emissão da nota fiscal pelo estabelecimento, estava em casa, ao lado de minha mulher. Não posso aceitar que essa falha seja usada para acusações irresponsáveis à minha pessoa”.

Mesmo que na noite de 28 de junho o deputado estivesse na Igreja Evangélica Brasileira, que fica na Rua do Amor, nas cercanias do motel Caribe, isso não teria qualquer importância. Foi seu gabinete que apresentou à burocracia da Câmara a nota fiscal do motel. Ademais, uma funcionária do Caribe informou que houvera uma reserva em seu nome.

Admitindo-se que tudo não passou de um erro, Novais deveria ser grato ao repórter Leandro Colon, pois ele permitiu que expurgasse de sua longeva biografia e de seu firme matrimônio a sombra de uma despesa de R$ 2.156 num motel.

Em 2002, a nação petista sabia que o tesoureiro Delúbio Soares ia além de suas chinelas nas mágicas financeiras que fazia com o publicitário Marcos Valério. Acharam que dava para segurar. Em 2003, o poderoso José Dirceu sabia como operava seu assessor Waldomiro Diniz. Achou que dava para segurar.

Depois que as acrobacias confluíram no mensalão, Nosso Guia deu-se conta de que deveria ter substituído Dirceu logo depois do caso de Waldomiro. Em todos os episódios, o governo comprou o risco da crise porque tolerou malfeitos que lhe pareciam toleráveis.

Isso, supondo-se que Dilma Rousseff não fazia ideia das atividades da família Guerra quando patrocinou a ascensão da doutora Erenice à chefia da Casa Civil da Presidência.

A senadora Salvatti e o deputado Novais foram preliminarmente exonerados pela teoria do “erro”, sempre praticado por assessores jamais identificados e nunca disciplinados. Repetindo: nem desculpas pediram. Passou-se adiante o pior dos sinais: “Vamos em frente, não tem problema”.”


Lucinha Peixoto
lucinhapeixoto@citltda.com

domingo, 26 de dezembro de 2010

A LEVEZA DO SER REVISITADA




Nas minhas andanças pelas ruas do Recife, principalmente, pelo bairro de São José e o da Boa Vista, lugares onde vivenciei o burburinho local em tempos passados, volto de vez em quando àqueles locais para recordar os bons momentos que ali vivi.

Nesta tarde, dia 17 deste mês de Dezembro, fui até ao centro do Recife, com os seus milhares de transeuntes, enchendo as lojas comprando os seus presentes para o Natal e outros apenas passeando pelas ruas da Imperatriz, Nova e Duque de Caxias, muitos evitando passar pela Avenida Guararapes, que outrora era o cartão postal do Recife, hoje, devido à fedentina, a sujeira e a feiúra dos edifícios sem nenhuma conservação, mostrando o descaso da Prefeitura Municipal do Recife, com este logradouro.

A Pracinha do Diário, como sempre, com muitas mulheres sentadas a beira dos canteiros esperando os seus “clientes” do meio dia, os megafones dos evangélicos a toda altura anunciando a palavra de Jesus, os relojoeiros embaixo das marquises vendo os seus produtos a preços baixos, algumas moças trajadas de vermelho, azul e verde distribuindo panfletos e abordando as pessoas para o empréstimo, sem consulta ao SPC ou mesmo comprando o seu débito. Em frente à igreja de Santo Antonio, um agrupado de aposentados batendo o seu papo no final da tarde ensolarada e com temperatura elevada, enquanto o enfermeiro vestido com a sua bata branquíssimo, porém amassada com o seu estetoscópio e o Aparelho de Pressão Arterial auferindo a pressão das pessoas ao preço de um real. Este era o panorama que visualizei nesta tarde.

Segui o passeio da tarde.

Fui e não me furto de visitar sempre, nem que sejam por alguns minutos, os livreiros de “livros usados” ao lado do abandonado edifício que em tempos atrás foi o centro do Desenvolvimento Regional do Nordeste a SUDENE e a Praça do Sebo por trás da Rua Siqueira Campos.

Ali naquele centro de cultura de livros usados e desprezados por muitos existem muitos livros raros e valiosos que estão entulhados ou nas prateleiras daqueles pequenos Box. São obras de Joaquim Cardoso, Manuel Bandeira, Nilo Pereira, Potiguar de Matos, Gilvan de Lemos, Alexandre Santos e tantos outros, inclusive obras de autores estrangeiros.
Percorro devagarzinho, olhando e folheando e às vezes perguntando o preço, que de acordo com o freguês é elevado pelo interesse daquele volume usado.

Nesta tarde, tive a sorte de visualizar no meio de alguns livros, um bom livro com o titulo deste comentário, “A Leveza do Ser Revisitada” do nosso conterrâneo SEBASTIÃO GOMES FERNANDES, que imediatamente me interessei e o adquiri para ler e meditar os poemas deste grande bom-conselhense, que o já o conheço por fazer parte da Academia Virtual Pedro de Lara, e com grande chance de torna-se um imortal/mortal da ACADEMIA BOM CONSELHENSE DE LETRAS – ABCL, que um dia vai surgir em nossa querida cidade de Bom Conselho, terra de gente culta.

Chegando a casa, sentei-me na minha cadeira do “papai” e comecei a folhear o belo livro do Sebastião. Li de uma só vez e sem tomar fôlego. Gostei e admirei bastante os poemas e a dedicação que o Sebastião dedica a Deus e a sua família. Como tenho netos, vibrei com os poemas que o Sebastião dedica aos seus netos Robertinho, o seu primeiro neto, com uma estrofe “O primeiro neto é como o primeiro filho, / nos deixa atônitos e alegres. / Você, meu netinho, foi esperado, / por nós, com muito amor e carinho” eu, que o diga.

Do Gabriel Victor, acolhido com a seguinte estrofe “Gabriel Victor, meu neto, seja bem vindo. / Sei que não foi por acaso que chegaste até nós, / Tens, com certeza, uma missão a ser trabalhada / Portanto te acolhemos com carinho e muito amor”.

Ao Guilherme ele dedicou o seguinte “Treze de março de dois mil, você chegou / Você sabia, meu querido, que sua chegada / foi esperada com muitas expectativas, / por todos: avós, pais, tios e primos. / Seja bem-vindo, meu querido, porque há muito que fazer”.

Para sua princesinha Ana Cecília ele dá um Alô com o seguinte: “Ana Cecília, como foi boa tua chegada / vinte e quatro de setembro de dois mil e dois, / terceiro milênio / Hoje estás, entre nós, a nos proporcionar alegria”, muitos outros poemas maravilhosos contido no livro são de grande reflexão, como, “Alvorecer de um novo dia”, “Uma noite em claro”,”Mãe”, “Mãe, o Dom da Vida!”, “Reflexão para um Final de Ano’ e “É Natal”, o qual transcreve para conhecimento dos nossos conterrâneos:

É NATAL

É Natal.
Data máxima da cristandade.
A humanidade toda reverencia o seu Salvador
Trezentos e sessenta e cinco dias do ano
Nós cristãos persistentemente, insistentemente,
Procuramos afirmação:
Nos problemas e dificuldades que enfrentamos,
Nas alegrias e tristezas que comungamos,
Nas experiências positivas e negativas que vivenciamos,
No trabalho que realizamos.
No relacionamento sempre difícil a dois,
E no convívio em sociedade,
Na disposição do momento presente,
E na incerteza do instante futuro.
É Natal.
E o bom Deus nos presenteia
Com o nascimento do Messias,
Jesus! Nosso irmão, nosso amigo,
Missionário e reverenciador,
Dos propósitos e do plano de Deus
Para a humanidade.
Ser que é luz e carisma
Mostrando-nos o caminho da verdade, da fraternidade
E do Amor!
Somos gratos, Senhor
Por esta davida
Que nos enriquece e nos engaja no processo
De desenvolvimento e crescimento,
Que reservaste para nós.
Crescimento não só individual...
Porque fazemos parte do Todo,
E o Todo não pode ser dividido.
É Natal!
Festejamos como amor, fé e alegria,
Aquele que, com humildade, bondade
E propósito, nos anunciou o evangelho.
Aquele que, acima de tudo é REI.
Parabéns, irmão, companheiro, amigo, filho e
Pai, JESUS CRISTO!
É NATAL

Natal do Senhor, 24 de dezembro de 2010.

José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

sábado, 25 de dezembro de 2010

Um Natal menos Ranzinza




O Zé Carlos, que agora só quer bancar o jornalista e se amostrar nos Blogs da terrinha, escaneou e mandou para mim um artigo da A GAZETA de Bom Conselho cujo título é: “Bom Conselho blogalizado”. O autor é, segundo ele soube com o Luís Clério, no cafezinho sem coronel, que é de Garanhuns. Hoje quando ouço falar em Garanhuns, já fico com saudade do Blog do Jodeval. Penso até que depois que a Dilma foi eleita ele perdeu um pouco a razão de existir, mas o Roberto Almeida continuou, e publica até o amigo José Fernandes, ídolo maior do Jodeval.

Mas, já estou fugindo do assunto, que é o Bom Conselho blogalizado. Eu já conhecia todos citados pelo Cícero, menos o do Sintemub. Depois eu vou lá. Eu nem tenho “saco”, literalmente, mas leio quase todos. Alguns dias eu falho, e num destes dias era o dia da jumenta, no Blog do Cláudio André, que além de ser poeta, produz furos incríveis de reportagem, como este da pobre jumentinha, sendo estuprada por um meliante em fúria. O furo foi do poeta, mas quem ficou com o furo foi a jumentinha. Esta minha alma pecadora, pela propaganda feita pelo Cícero, e disseminada pelo Zé Carlos, fui ver a matéria, não encontrou filme, só uma foto que faria corar as nossa pudicas donzelas. Eu imagino que aí em Bom Conselho deve ter havido alguma denúncia à Sociedade Protetora dos Animais. Pelas estórias que ouvi de algumas colegas minhas, ainda em Bom Conselho, isto era comum, e o malandro do meu irmão vivia metido nisto. Penso que a denúncia deveria ter sido feita contra o animal que está atrás da pobre jumentinha.

Entretanto, segundo o e-mail do Zé Carlos, ele enviou a matéria porque achou que o Blog a que o Cícero se referia, quando diz que ele "traz uma mistura de pensamento de Freud com redação de Gessier Quirino", era o Blog da CIT, e ele estava se referindo àquela matéria (leia aqui) onde eu faço uma análise da novela Passione, (já fiz outra análise da morte da Diana aqui) cunho altamente científico/psicológico. Então, eu vesti a carapuça. E continuei a ler o artigo do jornalista da cidade vizinha.

Em várias coisas concordamos com ele. Por exemplo, quanto à questão do pseudônimo e até do anonimato, pois, para nós o que importa é o que está escrito e não quem escreveu, pois “nada disto importa porque a questão não é de identidades ou anonimatos, mas sim de conteúdos”, como ele mesmo afirma. Embora ele faça um circunlóquio quanto á resposta à pergunta, quanto a veracidade das notícias, sob anonimato: “E se forem mentiras, o anonimato se justifica?” Ele parece ser a favor da resposta afirmativa, pelo menos para aqueles que não podem falar abertamente, por algum motivo.

Depois mostra o que Bom Conselho merece: "O que estamos precisando nos blogs de Bom Conselho é conteúdo, matéria interessante, com pano de fundo realmente jornalístico, porque se assim não for não, perde o sentido de blog e vira tablóide digital."

Eu fiquei possessa, pois fiz um esforço enorme para fazer minha análise de Passione, que é um novela global, o grande gênero literário do nosso tempo, consumido por milhões e milhões de brasileiros e de outros países, e que leva ao estado de supremo suspense toda a nação para saber quem matou o Saulo, ser tratada como uma coisa sem conteúdo. Só porque o Cícero não ver novela?! Figurati! Quanto à redação de Gessier Quirino ele deve estar se referindo à outra analista por mim comentada, e, em relação ao pensamento freudiano, ele tem toda razão. Uso o Lacan e o Freud em minha análise.

Não sou uma especialista no assunto mas já li muito a respeito, embora entre um analista e um padre, prefiro o último, pois é de graça e não toma tanto nosso tempo. A análise foi tão científica que agora está dando prá ver, com o desenrolar do roteiro, o que o autor quer, subliminarmente, incutir na mente dos brasileiro: Clara é a Dilma e Totó é o povo brasileiro. Se o Cícero não vê novelas, jamais vai poder entender o comportamento de nossa presidenta, nem o que se passa com o povo brasileiro. A análise desta nossa literatura é de um conteúdo jornalístico incrível.

Eu mesmo já pensei em imitar o Blog do Roberto Almeida, que não sei se por ironia ou desconhecimento, o Cícero coloca entre os blogs de Bom Conselho, embora o defenda por querer ganhar dinheiro e nada mais, quando ele fez uma série dos grandes filmes brasileiros fazendo uma sobre as grandes novelas brasileira. Tenho certeza vai ser um sucesso. Mas, o Blog mencionado é de Garanhuns e patrocinado pela prefeitura de Bom Conselho. Eu só queria saber porque e quanto.

Caro Cícero Ranzi, ver novelas tira o nosso ranço e deixa a gente menos ranzinza. Se quiser jornalismo puro, leia A GAZETA, e se não quiser ter pena da jumentinha leia A GAZETA DIGITAL, um jornal eletrônico de Bom Conselho. Um Feliz Natal para todos.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Dia Aziago




Aziago segundo o dicionário que o professor José Fernandes quer me comprar significa aquilo que traz má sorte; de mau agouro; azarento, infausto, nefasto. É esta a descrição para o dia de hoje na imprensa, no que se refere ao jornal que peguei no meu laboratório preferido. Se eu soubesse não teria nem ido. Comentarei as manchetes de primeira página.

A manchete principal: “O Caos Voltou”. Ele se referia à situação dos aeroportos, já periclitante em épocas normais, agora com uma greve oportunista dos funcionários. Meu colega Lula, que entende do ramo, disse que era um pena o prejuízo que poderiam sofrer os viajantes neste final de ano. Nem se manca para o fato de que ele é um dos grandes responsáveis pelo que está acontecendo, e mais especificamente, sua candidata eleita, responsável pela área por um longo tempo. Ainda bem que em Caetés não tem aeroporto, vou de ônibus mesmo e só posso falar das estradas.

Bingos clandestinos de luxo funcionavam numa mansão nos Aflitos e em um casarão do Espinheiro, bairros nobres de nossa capital. A polícia fechou os locais e apreendeu mais de 117 caça-níqueis. E haja níqueis, como também haja impostos para custear a farra de aumento de deputados. Esta eu vi até pela TV. Os nossos parlamentares, aproveitando a maré de desfaçatez vinda de Brasília, aumentaram seus salários de 12 para 20 mil reais. Visivelmente, os deputados apareciam constrangidos. E o pior, só um votou contra, e dizem, porque não foi eleito. Foi pior a emenda do que o soneto, além de receber o aumento, ainda deve ter arranjado alguns inimigos entre os farristas. Outros que não foram eleitos não quiseram “pagar este mico”. Vi o presidente da assembleia declarar que era absolutamente a favor da medida, pois as pessoas precisam serem bem remuneradas para trabalhar bem. É o verdadeiro socialismo no poder. Fixar os próprios salários e também o salário mínimo, que vai ser de 540 reais, porque a produtividade do nosso esdrúxulo capitalismo/socialista, não tem produtividade para pagar mais aos trabalhadores de menor renda, mas, para os nossos governantes, sim.

Logo abaixo vem um caso terrível. Sob a foto de um pistola moderníssima uma simples manchete diz: “Pai do noivo entrega a arma”. Para quem não acompanhou o caso, esta foi a história de um casamento que terminou numa tragédia danada. O noivo matou a noiva e padrinho, depois se matou, logo após a cerimônia de casamento. Li só para cumprir o ritual e completar este dia aziago.

Mas, não terminaria aí. Ainda se mostra o drama pelo qual vem passando o nosso vice-presidente da república, José Alencar. É, como se diz, “de cortar coração”. O homem é um heroi no enfrentamento da morte. Nunca vi alguém tão lutador. Merecia viver para sempre, embora não merecesse ser o vice de Lula, pois a luta deste, atualmente, é outra. É tentar mostrar que nem só o nosso Ariano Suassuna pode dar aquelas “aulas espetáculos”, ele também pode. Lucinha disse outro dia, que para Lula, agora cada despedida é um “flash”, igual repetia uma moça de uma novela a respeito do Piscinão de Ramos.

Parei de ler o jornal e fui para casa curtir o Natal, e esperar o professor José Fernandes, a quem desejo um feliz natal extensivo a todos, voltar de viagem para continuar nosso debate.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PASSIONE 2 (A Missão)




Todos que acompanham minha triste sina de escrever para este blog sabe muito bem que o meu vício são as novelas. Recentemente, fiz uma análise científica da novela Passione, da Rede Globo de Televisão, mostrando um trabalho que foi escrito por uma telespectadora, viciada como eu. Lá eu dizia (leia aqui) que qualquer análise que se faça deste gênero literário, no caso específico, sem levar em conta as associações brilhantes que o autor faz entre seu roteiro e a situação política brasileira, não tem serventia nenhuma.

Eu já previa que depois da bonança do comportamento de Clara, voltaria a tempestade, e coitado do Totó. Como disse antes o autor quis colocar em Clara todos os problemas que envolvem o PT e sua candidata, hoje presidenta eleita, e sua relação com o povo brasileiro, cópia fiel do personagem Totó. Na ficção novelística, é óbvio que a Clara vai já se tornar má outra vez como eu previa, enganando completamente o povo brasileiro, digo, o Totó. Este mais uma vez vai ficar no ora veja.

Na vida real o PT ainda vive, junto com a Dilma, a fase de “boazinha” da Clara, mas, desde a formação do seu ministério, já está causando problemas em quem nela votou e tanto a defendeu. Um exemplo forte disto é a composição mais paulista do que nunca deste mininistério. E pasmem, meu senhores, quase que o Ciro Gomes vinha aí, La, La, La , o Ciro Gomes vinha aí. Mais um de São Paulo, travestido de nordestino. Enquanto parecia que o D. Eduardo iria levar uma rasteira, que não esqueceria jamais. Parece que o Ciro correu da raia e o nos Dom Governador, emplacou o Bezerra Coelho.

Teria muita coisa para dizer sobre esta relação analítica/novelística, mas meu assunto hoje é só Passione. Pois sábado, prevendo a morte de Diana, perdi a neve artificial desta cidade maravilhosa onde estou, Gramado, para durante uma hora, assistir ao capítulo do folhetim, de modo a não curtir nenhuma crise de abstinência no final de semana.

Para mim foi a maior decepção de minha vida. Eu nunca, na história deste país, havia visto algo tão ruim do que a dramaturgia, direção, roteiro e tudo mais da cena da morte de Diana. Tenho certeza que aquela morte não estava no roteiro original, pois, se estivesse, o Conselho Federal de Medicina deveria ter sido avisado, para não deixar aquilo acontecer de forma tão deprimente. A TV Globo, que se gaba do seu padrão de qualidade avacalhou com a classe médica na cena.

Vou dizer o que aconteceu, na certeza de ser redundante, por que quem me leu até aqui, é um noveleiro contumaz. Uma jovem vai dar à luz seu primeiro filho, prematuro, e sofre de pressão alta, sendo decidido pela equipe médica, fazer uma cesariana de emergência. O menino recém nascido tinha mais cabelo do que o Totó, e já ria às bandeiras despregadas. A jovem tem uma crise e fica à beira da morte. Ao invés de a levarem para UTI ou coisa semelhante, chamam o pai da criança, que entre um soluço de choro e outro, na qual devem ter sido usados mais de 20 frascos de colírio Moura Brasil, ver a mulher morrer em seus braços.

Se não fosse este vício insano que me consome os sentidos, eu teria mudado de canal. Nestas horas é que faz falta um neto chorão. Mas, o meu, estava dormindo feito um anjo, enquanto meu marido fingia que dormia, desde a novela Ti-Ti-Ti. Mas, nem ele mesmo agüentou e disse:

- Oh, mulher! Como é que tu vês uma porcaria dessas?

- E tu estás vendo é, velho fingido!? Eu sei, tu e todos os machos mentirosos deste país, fora o Roberto Lira, que é macho mas não é mentiroso.

Havia escrito antes o que está escrito acima, quando fui na minha caixa postal e estava lá um e-mail do Zé Carlos, onde ele me manda uma imagem de uma matéria da A GAZETA, que ele diz que fala de mim, e de minhas análises novelísticas. Depois a lerei e comentarei. Agora o meu neto precisa de mim.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

A Guerra do Rio - V



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

E a oposição, onde está?




Uns e outros já acharam aqui mesmo neste blog, que fazer oposição é massacrar o adversário político. Estou agora num estado da federação, que deixará de ser governado por um governador do PSDB, para ser governado por um do PT. Começo perguntando, tendo em visto o texto do Augusto Nunes (leia aqui), que abaixo transcrevemos, se a frase que o governador de Alogoas diz: “Um Estado como Alagoas, que concentra os piores indicadores sociais do país, não pode se dar ao luxo de brigar com o governo federal”, seria dita aqui pelo governador do PT se o Serra tivesse sido eleito. Eu “duvido-deodó”.

A tucanada que se elegeu está como medo de que a Dilma corte-lhes as penas, e talvez corte seu bico grande. E um tucano é um tucano. No Brasil, em Pernambuco e mesmo em Bom Conselho, assim como um petista o é em todos os estados. Aí em Pernambuco, ainda não vi o Sérgio Guerra abrir o bico. E os prefeitos tucanos já estão todos nos braços do governador. Se eu não tivesse ideologia e princípios, que ainda batem como os do PV, eu já teria mudado meu rumo. Mas, ainda tenho uma esperança, que está tão molinha coitadinha. Espero que ela só morra mesmo por último, muito, muito de pois de minha paciência. Leiam o Augusto Nunes enquanto esfrio a cabeça nas praças de Gramado.

“Quem se elege pela oposição e se rende ao Planalto é só mais um colaboracionista

A falta que faz um Mário Covas, lamenta a oposição real sempre que a oposição oficial tira o governo para dançar. Nesse minueto à brasileira, repetido há oito anos, apenas um dos parceiros se curva diante do outro, que retribui as reverências com manifestações de arrogância e para a música para berrar insultos quando lhe dá na telha. Desde a ascensão de Lula ao poder, cabe ao PSDB o papel subalterno e ao PT o comando dos movimentos na pista. Assim será pelos próximos anos, avisou nesta semana a Carta de Maceió, redigida pelos oito governadores tucanos eleitos ou reeleitos em outubro.

Nessa versão 2010 do espetáculo da covardia, como observou Reinaldo Azevedo, não há um único parágrafo, uma só sílaba, sequer uma vírgula que impeça um Tarso Genro de subscrevê-lo. O palavrório nem procura camuflar a rendição sem luta, a traição aos eleitores que souberam só agora que a relação com o governo de Dilma Rousseff, se depender dos tucanos, será regida pelo signo do servilismo. “Um Estado como Alagoas, que concentra os piores indicadores sociais do país, não pode se dar ao luxo de brigar com o governo federal”, subordinou-se o anfitrião Teotônio Vilela Filho. “Nós dependemos, e muito, dos repasses de verbas e programas federais”.

Os convivas do sarau em Alagoas ainda não aprenderam que, segundo a Constituição, o Brasil é uma república federativa. Um governador não precisa prestar vassalagem ao poder central para receber o que lhe é devido, nem pode ser discriminado por critérios partidários. Um presidente da República que trata igualmente aliados e adversários não faz mais que a obrigação.

“Devemos buscar sempre o entendimento e a cooperação, na relação tanto com o governo federal como com os governos municipais”, recitaram em coro ─ e em nome de todos ─ o paulista Geraldo Alckmin e o paranaense Beto Richa. Previsivelmente, foram abençoados por outra frase equivocada do presidente do PSDB, Sérgio Guerra: “Fazer oposição não é papel dos governadores”.

Claro que é. Mais que isso: é um dever. Os eleitores que garantiram a vitória de cada um dos oito signatários da Carta de Maceió não escolheram um gerente regional, mas políticos incumbidos de administrar com altivez Estados cuja população é majoritariamente oposicionista. Se dessem maior importância à afinação com o Planalto, teriam optado por candidatos do PT. O convívio entre governantes filiados a partidos diferentes é regulamentado por normas constitucionais, regras protocolares e manuais de boas maneiras. Isso basta.

É natural que governantes de distintos partidos colaborem na lida com problemas comuns. Outra coisa é a capitulação antecipada e desonrosa. Quem se elege pela oposição e se oferece ao inimigo como colaborador voluntário é apenas colaboracionista. Os franceses sabem o que é isso desde a Segunda Guerra Mundial. Os governadores tucanos que já se ajoelham diante de Dilma Rousseff logo saberão.”


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

P.S.: Pelo que li, parece que a oposição de Bom Conselho ajoelhou e rezou. Mas, isto é assunto para depois.

LP

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Guerra do Rio - I

Ao ver reclamações de alguns, pela a ausência, dos nossos governantes "saindo" e "entrando", como resultado das eleições passadas, o nosso colega Jameson Pinheiro, que também, junto com a Lucinha Peixoto, encontram-se em Gramado, resolveu usar sua arte para, aproveitando umas fotos publicadas na A Gazeta Digital (e já retiradas), mostrar que eles (os governantes), de alguma forma, participaram sim. Publicaremos em séria com o título acima. (Cliquem nas fotos para vê-las em tamanho maior).

Diretor Presidente - diretorpresidente@citltda.com
-------

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tiririca somos todos nós




Hoje vi em alguns jornais a notícia de que os nossos parlamentares aumentaram os próprios salários. Como sempre faço, fui à nossa A GAZETA DIGITAL da qual já estou participando, de forma indireta, ajudando a outra parte da CIT, enquanto o professor José Fernandes não volta de viagem e continuemos o nosso debate. Inovaram na apresentação da notícia, publicando reportagens do nosso Diário de Pernambuco, em forma de imagens. Ficou muito bonito. O feio era o conteúdo das matérias (leia aqui).

Eu já havia visto as matérias, que valem a pena serem lidas para mostrar como alguém analfabeto pode ser inteligente. Eu boto fé no Tiririca, afinal de contas, neste aspecto o Lula não me decepcionou. Não o considero o grande presidente, nem estou entre os 80% que o acham bom ou ótimo, vou apenas no regular, que são 16%. Sei que a Lucinha está nos 4% que o acham péssimo, mas, eu considero um exagero. Quem sabe o Tiririca aprende escolher e usar os assessores tão bem quanto o meu conterrâneo, e ultrapassa Lula em popularidade formando um dueto com o senador Eduardo Suplicy, cantando “Florentina” da tribuna do Congresso.

Entretanto, o que me fez tocar no assunto, além de sua relevância, é transcrever aqui um artigo, também saído no DP de ontem, da jornalista Miriam Leitão:

“Em causa própria

Um Congresso que não consegue ter um relator para o Orçamento aprova um aumento salarial de 62% para os parlamentares e de 130% para ministros e presidente da República. Este é o resumo desse final de legislatura. O Orçamento está no terceiro relator e os três enfrentam o mesmo tipo de dúvidas: emendas que beneficiam entidades às quais estão ligados seus parentes ou assessores.

Qualquer aumento de salário de parlamentar vai sempre provocar reações na opinião pública, mesmo quando forem justificáveis. Mas, no caso, o Brasil desconhece reajustes de preços em percentuaistão altos desde que derrubou a hiperinflação. Nenhum trabalhador conseguiria seu objetivo se pedisse reajuste de 60% a 130%.

Os deputados e senadores brasileiros têm vários outros benefícios dos quais a imprensa tem falado com frequência. Auxílios para transporte, para correspondência, verba de representação, benefícios frequentemente usufruídos de forma ilegítima. Tantas notícias sobre os desvios no uso dessas verbas, e os escândalos, foramesgarçando a confiança dos eleitores nos deputados e senadores. Aí, no final de uma legislatura tumultuada, quando não se sabe se haverá relatoria para o Orçamento, os deputados aprovam um decreto legislativo legislando em causa própria, dos ministros, da próxima presidente e, indiretamente, para deputados estaduais do país todo. No mesmo dia, numa agilidade desconhecida em outras matérias, o Senado também aprova o projeto. Fazem neste 15 de dezembro por truque, e não por falta de tempo. Logo virá o recesso e, no ano que vem, assumirá novo Congresso.

Esse, que está velho, ficará com o desgaste. A aposta geral é que a reclamação não virá porque será esquecida nas festas de fim de ano.

Melhor é que o Congresso tivesse argumentos para defender o reajuste dos seus salários no início da Legislatura. Pior é a maneira como se faz: a 15 dias do fim do ano, vota-se que o tema é ´urgente` e, em seguida, aprova-se o mérito em votações simbólicas, porque assim não se sabe quem votou ou deixou de votar. A tese para justificar o aumento também não faz sentido algum: a de que é para que todos tenham ´isonomia` em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eles, por sua vez, estão com novos pedidos de aumentos para o Judiciário também na casa dos 50%, num país em que 5% é inflação alta. O risco de um reajuste com esse motivo é de novo consagrar aquela corrida do passado. Na hiperinflação, os funcionários do Banco do Brasil pediam aumento alegando que era para ter isonomia com os funcionários do Banco Central. Aí os funcionários do Banco Central conseguiam outro aumento e começava de novo a rodada.

O Orçamento chegou ao Congresso inchado e com receitas superestimadas, o Congresso está elevando ainda mais os gastos, criando novas receitas fictícias para cobrir emendas de parlamentares. O presidente Lula avisou que o governo terá que cortar despesas. Em parte por culpa do presidente que deixa o cargo em duas semanas, que permitiu uma gastança espantosa neste último ano em que pagou qualquer preço - com o dinheiro dos contribuintes - para garantir a eleição da sua candidata. O novo governo tomará posse com um orçamento de faz de conta, isso se houver tempo de aprovação da peça orçamentária.

O Congresso passou o ano inteiro com mais sessões suspensas do que realizadas, por causa da campanha, e ontem aprovou com uma rapidez impressionante um aumento salarial para si mesmo. Fatos assim estão minando a relação com os representados. Ao contrário do que os políticos gostam de dizer, esse desgaste não é causado pela ausência de uma reforma política e sim pelo mau comportamento dos parlamentares. Que tivessem a coragem de explicar e justificar o reajuste, que votassem no tempo regulamentar, que convencessem a sociedade da necessidade do aumento e que cada congressista votasse com seu rosto e nome. O inaceitável é que os políticos tomem uma decisão polêmica em votação simbólica, em regime de urgência, na penúltima semana da Legislatura. Votam como se estivessem prontos para, em seguida, fugir do flagrante.

Um sinal assustador ronda essa Legislatura, nesta queda em dominó de relatores do Orçamento: o da suspeita de estarmos diante de um novo escândalo como o dos anões do Orçamento. Em 1993, descobriu-se um esquema de fraudes em emendas parlamentares que beneficiavam uma sucessão de deputados e foi o início de uma CPI que terminou em cassação de mandatos. Desta vez, o senador sem voto - mas com amigos - Gim Argello foi o primeiro a renunciar ao ser atingido pela suspeita de ter apresentado emendas ao orçamento para beneficiar empresa de um filho. Em seguida, diante da primeira suspeita sobre a senadora Ideli Salvatti, ela também renunciou ao cargo. A senadora Serys Slhessarenko foi atingida quando se descobriu que sua assessora Liane Muhlenberg é diretora de uma ONG beneficiada por uma emenda. A senadora disse que nada sabia, que foi traída pela assessora, mas ontem a Folha de S.Paulo lembrou que há oito meses em entrevista ao jornal a senadora demonstrou conhecer os vínculos de sua assessora com a ONG.

O presidente Lula disse que na democracia é assim mesmo: escolhe-se um parlamentar, depois se houver algum problema, é só tirar e procurar outro. Banaliza mais uma vez o mau comportamento. Após três problemas sequenciais, o que será que se deve fazer com o Orçamento? Provavelmente deixar a aprovação para o ano que vem, porque os parlamentares têm algo mais relevante: aumentar os próprios salários.”

É realmente vergonhoso o que aconteceu. Pior ainda quando pipocam as notícias de demissões nos municípios por absoluta falta de verbas. Alguns culparão a democracia e os partidos por isto, outro como o meu conterrâneo tira o corpo fora dizendo que isto é assim mesmo, e a solução é mudar os deputados. O grande problema é que quando se está saindo de casa, apagando as luzes, não para não poupar a energia que o próximo inquilino terá que pagar, e sim, para esconder os buracos que ele fez na casa. O outro se aloja, tapa os buracos e daqui a quatro começa a fazê-los outra vez, até quatro anos na frente. A única solução possível, que em parte, está sendo colocar em prática, é a existência de uma oposição não parlamentar (tipo imprensa, movimentos da sociedade civil e até mesmo a pequena imprensa como nós dos blogs) durante toda a legislatura e, principalmente, antes do próximo processo eleitoral.

Alguns sempre dirão que pior do que esta fornada de parlamentar nunca existiu, eu digo já existiu sim. Houve fornadas que comeram na mão de ditadores e outros tipos de sacripantas. Vamos esperar pelo menos que o Tiririca estivesse certo no seu slogan de campanha que dizia: “Vote em Tiririca, pior do que está não fica.” Que Deus o ouça e também a Florentina.



Zezinho de Caetés - jad67@citltda.com

-----------
(*) Imagem obtida da A GAZETA DIGITAL

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um Debate Incompleto...



Para compreender esta postagem é necessário que se vá ao Blog do Roberto Almeida e veja os artigos citados abaixo, e leia todos os comentários. Para não mais bater boca no blog dos outros, como se fôssemos caroneiros de beira de estrada, resolvemos publicar tudo aqui, sem o que foi escrito pelo Roberto e pelo José Fernandes. Não sabemos se eles permitiriam isto. Por menos do que isto, o Zezinho já foi acusado de publicar mensagem privadas. O esclarecimento aqui é para os nossos leitores. Esperamos não lhes ter-lhe confundido mais ainda.

Lucinha Peixoto
-------------

O que foi escrito por nós:


Comentário de Lucinha o artigo do Roberto: Sobre Lobos e Cordeiro (leia aqui)

Que bom é este negócio de internet. Graças o incrível crescimento do setor de comunicações no país, e não venham os petistas dizerem que foi Lula que fez, hoje podemos estar em Gramado, com ressaca de uma festa linda, que é o natal no clima frio, quanto vendo o Blog do Roberto Almeida, antes mesmo de começar minhas atividades curriculares. Não resisto a alguns posts e os comento, se conseguir parar nos toques certos.

Ontem vi o comentário do Zezinho ao amigo José Fernandes, que migrou de blog mas não migrou do pensamento único. Mas, o que estou aqui mais pela provocação do Zezinho quanto à sua opinião sobre a prefeita Judith Alapenha. Aproveito para matar dois coelhos de uma cajadada só: O Roberto e o José (Se coelho tiver algum defeito me desculpem, procurei um animal que não tenha, só conheço coelho e tucano).

Eu diria que nossa colega de gênero, a Judith, teve seus percalços, mas parece que está se levantando, e penso tocará o município até o fim deste mandato. Tenho dúvidas quanto ao próximo, se ela pleitear a reeleição. Há um temor generalizado de pessoas que a apóiam, como José Fernandes e o Roberto (um pouco mais depois do patrocínio), quanto à oposição. Já virou um mote de cordel ao fazer ao seu governo qualquer crítica, dizer que é intriga da oposição e da velha oligarquia que foi apeada, por ela, do poder. Nem sempre isto ocorre. Oposição é para se opor, e isto faz parte do jogo político. O que seria condenável seria que houvesse um silêncio tumular delas. Isto sim, estaria indicando bebê que está mamando, que não chora, e eu tiro isto pelo meu neto. Quando não lhe dou logo a mamadeira é uma choradeira danada, depois dela tudo passa. Se a culpa é minha, isto é, enquanto escrevo o bichinho está lá com uma fome danada, ele tem que chorar mesmo, isto é, fazer oposição. Desculpas, de que não fiz o mingau por que estava escrevendo prós Blogs não cola. O bicinho continua chorando com fome. Eu é que tenho que cumprir minha responsabilidade. E, se no final das contas, eu que estava com as mamadeiras dele atrasados, pago até a décima terceiro, estou apenas cumprindo a minha obrigação, e espero que o povo entenda isto. Se não entender explico no Blog. Blog é para estas coisas, junto com uma assessoria eficiente de comunicação.

Quando ao ministério da Dilma, meu Deus, até o Roberto não gostou. E o Alexandre Marinho (que saudade) gostou? Hoje se comete todo tipo de conchavo pela chamada “governabilidade”. Governabilidade virou sinônimo de alianças espúrias e prejudiciais ao povo brasileiro. Depois joga-se uma bolsinha família e está tudo bem. Elege-se quem quer e o povo restante, como diz o Lula, sifu. Roberto cita três ex-presidentes que renunciaram ou foram apeados dos seus mandatos. Getúlio, Jânio e Collor, e eu acrescentaria Jango. Todos de uma forma ou de outra pensaram em algo para o Brasil, além da governabilidade. O problema é que o Lula, e parece que a Dilma vai no mesmo caminho, só pensa na “governabilidade”. Nunca na história deste país um presidente teve tanto apoio para fazer um governo, dando outro sentido a este termo, sem fazer salamaleque a CNI, MST, ou mesmo a Sarney, outra instituição bizarra deste pais. Lula perdeu o bonde e foi de trem bala levando o bolsa família. Hoje vivemos numa democracia plena, que ainda não passaria no ENEM, mas o risco de retrocesso é mínimo. Pois retroceder mais do que ver Ciro e Temer juntos no mesmo ministério, só se a Dilma declarar que foi a abolida a Democracia no Brasil. E isto caros Roberto e José Fernandes, nem vocês nem eu deixaríamos que isto acontecesse.

Não disse tudo mas meus toques, para comentários terminaram. Já está no tamanha certo para que o Einstein não lei até o fim e não encha...

Lucinha Peixoto (Blog da CIT)

--------------------
Resposta ao comentário do José Fernandes no artigo indicado acima

Ao José Fernandes, sem Cia.,

1. Caro José Fernandes, seu senso de humor está acabando? Será porque você não tem argumentos para responder ao Zezinho, naquela coisa que você inventou de Caetés? Quando disse que você migrou, foi uma forma engraçada de dizer que você está escrevendo noutros blogs, ao mesmo tempo que colocava minhas ideias políticas que são diferentes das suas. É claro, que você pode escrever onde quiser e eu posso discordar do que você escreve onde me deixarem. No caso o Roberto nunca reclamou. 2. Comentar não é pegar carona caro José Fernandes. Para aqueles que não pensam que somente eles detém o monopólio da verdade, é uma homenagem, seja a favor ou contra. Se isto é pegar carona, você vem usando o caminhão do Zezinho, que dizem que é ainda o que Lula viajou para São Paulo, há muito tempo. Se você pensa assim, desça do veículo do Zezinho. De quando em vez tenho ciúme e inveja, caro José, mas, é de outras coisas. 3. A razão de fazer comentários maiores, além da prolixidade natural que tenho, é que os artigos que comento o exigem, e também como uma forma de defesa do comentarista genial Einstein, que diz morar perto de nós, pois se o artigo for longo ele não ler tudo. Este eu entrego ao Altamir. 4. Quanto ao patrocínio, o Roberto, não tem culpa nenhuma, se não modificou seu tratamento em relação ao patrocinador, se o fez, pode até está sendo honesto, mas está agindo como mau jornalista. Isto seria coisa da “grande imprensa”. Eu não teria muito a ver com isso se o meu dinheirinho não estivesse envolvido. Ou seja, se a prefeita Judith, estivesse usando dinheiro do seu bolso para pagá-lo. Se o dinheiro veio da prefeitura, quero e devo saber quanto foi pago e as justificativas. Você, pela sua formação, sabe que hoje a mesma Lei de Responsabilidade Fiscal, que é usada para justificar demissões de final de ano, exige também transparência total das contas públicas. E não me venha com o argumento jurídico, que para os municípios menores só vale a partir de 2012. O argumento de, “vamos esconder enquanto pode”, pode até ser legal, mas é imoral. Quanto à auditoria, esta deveria ser constante, cobrada pela oposição e aí vem o outro item, pois este comentário já está maior do que o próprio texto comentado. 5. Como disse em meu comentário anterior, vocês que tanto defendem a prefeita Judith, a consideram o quê? Um bibelô? Uma boneca de porcelana? Uma plantinha tenra, que não aguenta uma crítica? Eu não vi até agora massacre nenhum por parte de ninguém. Se os que deixaram a prefeitura tentam voltar ao poder, tem o mesmo motivo que ela para querer ficar. Talvez, objetivos diferentes, formas diferentes de comportamento, etc. Mas, dizer que eles estão massacrando a prefeita, é demais caro José Fernandes. Sendo uma mulher da minha terra, crescida e nascida como eu aos pés de Santa Terezinha, e tomado aquele leite da fazenda do Edgar Alapenha, e comendo o queijo Alami, o melhor queijo de coalho de Pernambuco, a Judith não é tão fraca para considerar oposição um massacre. O que ela tem de fazer é escutar e responder mais ao povo, e neste caso, os “coronéis” também fazem parte do povo e tem que manifestar suas opiniões. E para terminar, se eleita em 2012, e os “coronéis” voltarem ao poder, e se comportarem como coronéis, vão me ouvir da tribuna.

-----------------
Comentário do Zezinho de Caetés publicado com atraso pelo Roberto Almeida.

Lucinha,

Você parece não ter visto o comentário do professor José Fernandes, a um comentário meu no post de sua autoria: Dilma Roussef e Judith Alapenha, com o subtítulo de “Política e Mesquinhez”. Desde lá ele diz que parece que estou com inveja porque ele agora está escrevendo no Blog do Roberto Almeida. Eu já escrevi várias vezes aqui e o Roberto nunca me censurou. Se fiquei surpreso que ele aparecesse neste blog, foi porque sempre o encontrei no Blog da CIT. Lá como se sabe não há comentários, aqui sim, há. E este é o espaço próprio para fazê-lo, quando a matéria é aqui publicada. Quanto à extensão do comentário, o limite não é dado por nós e sim pelo Blogger. É uma limitação sim, e quando atingimos este espaço, não há outra forma de comentar a não ser indo ao Blog da CIT.

Eu não tenho nada a ver com sua querela com a Lucinha sobre a Judith Alapenha. Com suas opiniões sobre a Dilma sim. E sempre que o professor vier com suas ideias de PILA sobre ela, seja em qualquer blog, eu estarei lá para mostrar que o grande erro do meu conterrâneo Lula, foi ter lançado a Dilma candidata. Até agora tudo bem. Ele está nomeando quase todo o ministério, e, como é do seu feitio, dizendo que não tem nada a ver com isto. Mas, professor, espere e verá.

Agora, levando em conta o comentário aí em cima, já que fui colocado no mesmo saco em que se encontra a Lucinha, o que muito me honra, deixem-me dizer. Eu concordo com os comentários dela naquilo que me toca. Quanto a questão do patrocínio e da prefeita não me diz respeito. Quanto à carona, a imagem que ela faz é perfeita. Desde muito tempo, se eu fosse considerar a homenagem em me comentar, de carona, eu poderia dizer que são raros os artigos do professor onde eu não esteja na “boleia”, no Blog da CIT. Eu nunca me incomodei com isto, pois é uma honra para mim debater com ele sobre nossas diferenças de pensar. Qual o problema agora? Sei que, pela formação do professor, de causídico importante, perder um julgamento é muito duro. E quando ele se viu cercado por um promotor também com argumentos fortes, ele apelou. Agora somos invejosos. Caro professor, no meu dicionário, aquele que lhe indiquei para ver a sinonímia completa de “panaca”, também, discordância não é sinônimo de ofensa pessoal, nem comentar é sinônimo de “pegar carona”. São ambos, por vias transversas, sinônimos de pensar. E continuo esperando a continuação de sua Revolução de Caetés, como o senhor quer, e eu também, sem ofensas. Está difícil ter mais argumentos, não é, professor?

-------
[Parte feita depois e não enviada para publicação]

Isto acima foi enviado para publicação nos comentários do blog. Infelizmente, isto não foi feito. Como envolvia a Lucinha, a avisei. Destemperada como ela só, já colocou no seu Twitter, o fato. Sei que o Roberto tem o direito de publicar só quem ele queira, mas fica chato para ele próprio, cortar um debate pelo meio.

Hoje os comentários tem sequência com o professor já expandindo os seus. Naquilo que me toca, e que mencionei no comentário censurado acima, que foi ele que sempre pegou carona nos meus textos, basta alguém se dar ao trabalho de ir no Blog da CIT e conferir quem está com a verdade. Agora eu digo como sua predileta, a Dilma, pare de tergiversar, professor! O resto diz mais respeito a Lucinha. Embora eu, de antemão, já digo, a li cuidadosamente, e não percebi ela dizer, a prefeita devesse colocar verbas do bolso dela para publicidade. Ela apenas disse que se a verba fosse pública, ela teria que dar satisfação aos cidadãos de quanto gastou.

Mas, num coisa eu concordo com o professor, neste seu último comentário, e sei que ela seria capaz de ganhar, é a sugestão para Lucinha ser candidata a prefeita. Com a palavra a nova gaúcha.

Zezinho de Caetés (Blog da CIT)

--------------
Comentário novo de Lucinha não enviado para publicação no Blog do Roberto

Depois da tréplica vem o que José Fernandes? Este texto e o depois da tréplica. 1. Eu penso que ou eu já estou ficando gagá, ou o José Fernandes se enganou quando falou numa criança chamada MARIA CAROLINA. Eu adora crianças também, mas nunca vi mensagem nenhuma relacionada a este criança. Até gostaria de ver mas não vi. Eu não estava nesta lista, em que ele diz que enviou esta mensagem. 2. Não joguei nenhuma indireta para o José Fernandes, e sim diretas (ia dizer no queixo, mas ele perdeu o senso de humour). 3. Se não é ser o rei da cocada preta quem diz que o oponente está é com ciúme porque ele está publicando noutro blogue, então é da cocada branca ou realmente falta de argumentos. 4. O caso das caronas o Zezinho explica e me justifica no seu comentário que não foi publicado no devido tempo pelo Roberto. Se o Roberto queria evitar bate boca em seu blog não deveria ter postecipado o comentário do Zezinho, e se o fizesse, deveria ter também postecipado o do José Fernandes, pois ele escreveu depois de Zezinho sem saber de comentário anterior (As datas dos comentários indicam o momento em que foram enviados e não o de sua liberação pelo Roberto, que não sabemos quando ocorreu, mas certamente foi depois daquele do José Fernandes). 5. Pode vir para o Blog da CIT quando quiser mas o indefensável é indefensável em qualquer lugar. 6. Quanto a questão do patrocínio, o Zezinho já disse alguma coisa acima, pelo menos para me ajudar ao dizer que nunca escrevi que a Judith deveria pagar publicidade do seu bolso. Disse apenas que, não o fazendo, e sim com as verbas para isto destinadas, não está isenta de prestar contras e ser transparente quando ao valor e destino destas verbas. Ainda não quero ser prefeita, mas também não descarto a hipótese. Se algum dia for direi tim-tim por tim-tim, quanto gastei e como gastei os recursos que me forem confiados.
E aqui quero esclarecer um ponto, se isto for possível. Não sou ainda oposição ao governo da Judith, e ainda não participo ativamente da política em Bom Conselho, a não ser assim, comendo pelas beiradas. Desejo que ela faça um bom governo, porque Bom Conselho merece. Mas, se continuar nesta ciclotimia relativa, de fazer hoje uma coisa, dizer que não fez, ou se arrependeu de fazer, o tempo todo, ela não será reeleita. O que não é um desejo meu, mas apenas o resultado dos últimos tempos da prefeita. Vamos ver amanhã o que ela vai dizer sobre a matéria que vi hoje no Blog do Poeta, sobre a situação da saúde no município. Se ele explicar e responder com fatos novos eu continuo acreditando, mas, creditar isto ao “coronelismo” dos que perderam, seria um injustiça e um erro crasso.

Lucinha Peixoto (Blog da CIT)

-------------
Comentario do Zezinho ao artigo do José Fernandes: Dilma Roussef e Judith Alapenha (leia aqui), dando origem a um comentário do José Fernandes, feito no artigo acima.

Em minha passagem matinal pelos blogs, me surpreendi com um artigo do professor José Fernandes onde coloco este simples comentário. Acostumado a dialogar com ele no Blog da CIT, a surpresa foi pelo o local, e não pela clareza e correção de linguagem sempre encontrada em seus escritos. Infelizmente, sempre encontro algumas questões pequeninas que me fazer discordar dele.

No caso do presente artigo nós concordamos em quase tudo, menos quanto ao que ele diz que “Dilma Rousseff, sofreu e ainda vem sofrendo muitas e muitas hostilidades da parte de pessoas que não a queriam, nem a querem como presidenta da República”. Quanto a ter sofrido hostilidades, eu trocaria o termo por discordâncias, e eu concordo. Agora, quanto a não a quererem como presidente da República, eu só conheço poucas pessoas que se prestam a este papel, um deles é o meu conterrâneo Lula. O homem quer continuar a mandar de qualquer jeito, e a Dilma, coitadinha, está indo na dele. Veja o ministério. Como a Dilma vai tocar o problema da energia neste país com o Lobão Sarney como ministro? E a previdência com o jeca Garibaldi Alves? E mesmo o Guido Mantega, que fingiu se comportar como um cortador de gastos, quando todos sabemos que sua natureza é outra, e só não a exerceu plenamente porque o Meirelles, o responsável pela inflação baixa neste país, não deixou.

Com um ministério destes, apenas volto a dizer o que dizia antes, ela não tem condições de presidir este país na forma que ele merece. Isto não quer dizer que queira que ela não seja presidente, ela é presidente e deve continuar sendo. Uma boa presidente é outra história.

Caro professor, não se pode chamar de “nazifascismo” quem faz oposição. No nazifascismo a oposição, quando havia, era de fachada. Não há nada mais democrático do que oposição. Mas, a grande oposição ao governo de Dilma está ainda desencarnando do poder. Será que desencarnará mesmo?

Para terminar, e meus comentários caberem no excelente Blog do Roberto Almeida, eu citaria uma jornalista que li, também hoje: “... com esses primeiros movimentos o que a Dilma conseguiu na formação dos ministérios é a consolidação de práticas, escolhas, critérios e nomes do que há de mais antigo na política brasileira. Nunca antes um governo nasceu tão velho.

Quanto à prefeita de Bom Conselho, eu não faço nenhum juízo, igual ao meu conterrâneo não me meto na vida de outros municípios, isto é um caso para Lucinha Peixoto.

Zezinho de Caetés – (Blog da CIT)
-----------
Já hoje, em minha visita sagrada ao Blog do Roberto, o José Fernandes, avisando de sua viagem, mostra que os argumentos, já escassos, acabaram de vez. Eu adoro ironias e o José Fernandes, nesta sua (não é mais tréplica, e sim....), é um mestre, como noutros campos. Viu o erro que vem cometendo em defender coisas indefensáveis, mesmo politicamente, ele parou de argumentar e abusa da ironia. Quando acontece isto, eu finjo que acredito para aumentar o meu ego. Da mesma forma como o Zezinho não quer se meter na política de Bom Conselho, eu não quero me meter neste debate de vocês sobre a revolução de Caetés, pois eu preferia discutir a revolução de Bom Conselho, desde quando o Dantas Barreto bateu as botas e disse que não voltaria mais por lá.

Quanto a mim, e penso quanto ao Zezinho, e se sei com pensa o Diretor Presidente, você não precisa voltar ao Blog da CIT, você é do Blog da CIT. Boa viagem, e volte breve, estamos lhe esperando.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Notícias do Seu Salviano




Agora o Seu Salviano, de sua residência, no bairro de São Rafael, sempre me manda e-mails. São textos curtos, e na maioria das vezes mensagens repassadas com aqueles arquivos de “power point”, que sempre nos levam à emoção e à boa conduta. Quase todo dia chega um. Eu já não o respondo mais. Os que eu recebo de outras pessoas repasso-os. Ele adora, e, às vezes até comenta.

Somente hoje uma mensagem maior nos chegou com sua assinatura. Como sempre tratando de política e de sociedade. Nela, ele fala de diversos assuntos, e com muita desenvoltura, mostrando que em Bom Conselho, política está no sangue, como se todos fossem filhos do Coronel Zé Abílio, do Arnaldo Amaral, do Waldemar Gomes, do Manuel Luna, do Walmir Soares, para citar apenas os que já atuavam no tempo dos coronéis. Mas deixemos com ele a palavra transcrevendo “ipsis litteris” seu e-mail.

“Caro Diretor Presidente,

Em primeiro lugar quero dizer que já estou quase “cobra” nesta coisa de computador. Já aprendi até salvar as coisas que escrevo, e elas ficam lá num disquinho que a Ritinha disse que passa lá um bocado de anos. Outra coisa, aprendi a retirar imagens da internet. Que coisa maravilhosa. Agora tenho foto até do Rui Barbosa, a águia de Haia, lembra? E as fotos de Bom Conselho, cada uma melhor do que a outra. Estou também viajando e vendo o mundo todo, com um certa lentidão ainda, pois minha conexão e horrível. Mas, isto é só para lhe dizer que já estou bem resolvido neste mundo digital. Se é verdade o que dizem que as doenças da cabeça não chegam se a gente usá-la bem, então vou morrer sem atirar pedras pela rua.

Seguindo, vi o novo jornal eletrônico de Bom Conselho, A Gazeta Digital, fantástico (não o programa da rede globo, que está muito ruim). Foi uma ideia maravilhosa de vocês, junto com o Zé Carlos, a quem conheci pessoalmente, ainda menino, quando morava lá no beco de D. Júlia. Conheci o pai dele, seu Carlos, muito mais. Ele adorava aquela brincadeira que fazíamos de contar e classificar os cornos de Bom Conselho. Ele dava enormes risadas. E nem peça para fazer minhas listas aqui, porque poderia até gerar mortes. Mas, a AGD, está impecável. Faltam só as notícias de Bom Conselho. Sei das dificuldades para conseguir notícias daqui, pois as pessoas ainda sofrem da “Síndrome do Coronel”. Eu já sofri muito disto. É uma coisa terrível. Você sabe disto. Ela provoca até mortes. Seu principal sintoma é aquela sensação permanente de insegurança para falar sobre política, e mesmo sobre outros assuntos, sem antes se identificar para o Coronel, e o assunto ser por ele aprovado. Por isso, ela leva a um hábito cultural do anonimato. Também pudera, naquela época, “escreveu, e coronel não gostou do que leu, o pau comeu”. Hoje já não é mais assim, graças a Deus.

Vejam, que já existe um Blog que faz oposição aberta à prefeita Judith. Como vocês escrevem aí, é um tal de Mister M, que me foi dito, à boca pequena, que é o Murilo Curvelo. Eu não tenho certeza, pois se for pelo M, poderia ser o Marlon Brando, o Major Zé Pedro, o Miguel Gordo ou mesmo o Miguelzinho. Seja quem for, é uma prova que a síndrome vem diminuindo a cada dia. Mas, justiça seja feita quem começou esta luta contra ela, foi você, caro Diretor Presidente, com este seu pseudônimo imponente, mas que não condiz com sua simplicidade.

Por falar no Mister M, a polêmica do momento é uma edição da A GAZETA do seu amigo Luis Clério, onde ele fala numa tal de Guerra do Blogs. Houve até programas na Rádio Papacaça sobre o tema. Eu perdi, pois tinha ido ao mercado comprar carne. O Blog da CIT não foi citado. Aliás, antes, de vez em quando eu via um artigo seu ou da Lucinha na Gazeta, agora não vejo mais, não sei o que houve. Eu gostava de ler no papel as diatribes de Lucinha, mas agora ela está sumida. Será que as opiniões políticas dela, pesaram na decisão do Luis Clério. Isto está contribuindo para que o jornal pareça cada dia mais com o Diário Oficial da prefeitura, embora eu o compre toda quinzena, é um 1,00 real.

Hoje vi na Gazeta Digital, primeiro do que nos outros blogs que a mesa diretora da câmara, é da situação. Eu tive vontade de ir lá prá ver o rebuliço, mas, como você sabe meus problemas de locomoção ainda graves. Se a Ritinha, com esta onda de acabar a miséria, em que o Lula se bateu tanto, não conseguiu comprar um carro, agora com a chegada da Dilma e os problemas deixados pelo Lula, é que ela não comprará mesmo. Então dependo exclusivamente ainda dos meus pés. Naquelas motos horríveis não ando nunca. Mas dizem que a prefeita agora está com a faca e a câmara na mão. É uma pena, pois, com o andar da carruagem em termos de verbas para prefeitura, ela não vai ter nem onde usar a faca.

Acompanhei também o debate sobre a retroescavadeira. Vi agora em algum destes sites, que ela ainda vai chegar no próximo ano. Já estão chamando o monstro a “máquina da promissão”, comparando com a “terra da promissão”, que Moisés procurou no deserto por 40 anos. Embora, a prefeita diga que a veremos em menos tempo. Não sei se viverei para ver. Semana passada, como você sabe, e obrigado pela mensagem de aniversário tão gentil, houve só um bolinho simples que a Ritinha sempre faz. Ela diz que se fosse comprar velas, uma para cada ano, o estoque do comércio não era suficiente. Teria que ir comprar em Garanhuns. Por falar isto, aquela da prefeita patrocinar blogs de outra cidade não foi bem vista por aqui. Eu gostei do link (chamei a Ritinha para me ensinar esta palavra) para a AGD colocado no Blog dela, até que ficou bom. Aí o pessoal gostou.

Diga a Lucinha que adorei a ideia do CITLeaks. Eu estou pronto para cooperar. Você sabe que coisas do arco da velha, se eu puder manter meu anonimato, a diplomacia de Bom Conselho vai ficar muito mal. Aquela do professor Waldemar dizer que o professor Arlindo parecia meio doido, todo mundo sabe, mas o que o professor Arlindo respondeu, eu sei, mas só conto com no CITLeaks. E minha lista de cornos, mesmo desatualizada, só mando criptografada, que dizem ser algo que se coloca para embaralhar as letras e ninguém pode ler.

Caro Diretor Presidente, por hoje já me estendi demais, agora vou enviar. Já sei fazer tudo isto sozinho. Um abraço, do seu amigo “tecnologizado”

Salviano”

Sempre é um prazer receber estas mensagens do Seu Salviano. Espero que ele pare um pouco de ler os arquivos “Power point” e as receitas para uma vida melhor, e escreva mais para gente, dando notícias fresquinha da terrinha. Estamos esperando não só dele mas, de todos os bom-conselhenses de dentro e de fora.


Diretor Presidente- diretorpresidente@citltda.com