domingo, 26 de dezembro de 2010

A LEVEZA DO SER REVISITADA




Nas minhas andanças pelas ruas do Recife, principalmente, pelo bairro de São José e o da Boa Vista, lugares onde vivenciei o burburinho local em tempos passados, volto de vez em quando àqueles locais para recordar os bons momentos que ali vivi.

Nesta tarde, dia 17 deste mês de Dezembro, fui até ao centro do Recife, com os seus milhares de transeuntes, enchendo as lojas comprando os seus presentes para o Natal e outros apenas passeando pelas ruas da Imperatriz, Nova e Duque de Caxias, muitos evitando passar pela Avenida Guararapes, que outrora era o cartão postal do Recife, hoje, devido à fedentina, a sujeira e a feiúra dos edifícios sem nenhuma conservação, mostrando o descaso da Prefeitura Municipal do Recife, com este logradouro.

A Pracinha do Diário, como sempre, com muitas mulheres sentadas a beira dos canteiros esperando os seus “clientes” do meio dia, os megafones dos evangélicos a toda altura anunciando a palavra de Jesus, os relojoeiros embaixo das marquises vendo os seus produtos a preços baixos, algumas moças trajadas de vermelho, azul e verde distribuindo panfletos e abordando as pessoas para o empréstimo, sem consulta ao SPC ou mesmo comprando o seu débito. Em frente à igreja de Santo Antonio, um agrupado de aposentados batendo o seu papo no final da tarde ensolarada e com temperatura elevada, enquanto o enfermeiro vestido com a sua bata branquíssimo, porém amassada com o seu estetoscópio e o Aparelho de Pressão Arterial auferindo a pressão das pessoas ao preço de um real. Este era o panorama que visualizei nesta tarde.

Segui o passeio da tarde.

Fui e não me furto de visitar sempre, nem que sejam por alguns minutos, os livreiros de “livros usados” ao lado do abandonado edifício que em tempos atrás foi o centro do Desenvolvimento Regional do Nordeste a SUDENE e a Praça do Sebo por trás da Rua Siqueira Campos.

Ali naquele centro de cultura de livros usados e desprezados por muitos existem muitos livros raros e valiosos que estão entulhados ou nas prateleiras daqueles pequenos Box. São obras de Joaquim Cardoso, Manuel Bandeira, Nilo Pereira, Potiguar de Matos, Gilvan de Lemos, Alexandre Santos e tantos outros, inclusive obras de autores estrangeiros.
Percorro devagarzinho, olhando e folheando e às vezes perguntando o preço, que de acordo com o freguês é elevado pelo interesse daquele volume usado.

Nesta tarde, tive a sorte de visualizar no meio de alguns livros, um bom livro com o titulo deste comentário, “A Leveza do Ser Revisitada” do nosso conterrâneo SEBASTIÃO GOMES FERNANDES, que imediatamente me interessei e o adquiri para ler e meditar os poemas deste grande bom-conselhense, que o já o conheço por fazer parte da Academia Virtual Pedro de Lara, e com grande chance de torna-se um imortal/mortal da ACADEMIA BOM CONSELHENSE DE LETRAS – ABCL, que um dia vai surgir em nossa querida cidade de Bom Conselho, terra de gente culta.

Chegando a casa, sentei-me na minha cadeira do “papai” e comecei a folhear o belo livro do Sebastião. Li de uma só vez e sem tomar fôlego. Gostei e admirei bastante os poemas e a dedicação que o Sebastião dedica a Deus e a sua família. Como tenho netos, vibrei com os poemas que o Sebastião dedica aos seus netos Robertinho, o seu primeiro neto, com uma estrofe “O primeiro neto é como o primeiro filho, / nos deixa atônitos e alegres. / Você, meu netinho, foi esperado, / por nós, com muito amor e carinho” eu, que o diga.

Do Gabriel Victor, acolhido com a seguinte estrofe “Gabriel Victor, meu neto, seja bem vindo. / Sei que não foi por acaso que chegaste até nós, / Tens, com certeza, uma missão a ser trabalhada / Portanto te acolhemos com carinho e muito amor”.

Ao Guilherme ele dedicou o seguinte “Treze de março de dois mil, você chegou / Você sabia, meu querido, que sua chegada / foi esperada com muitas expectativas, / por todos: avós, pais, tios e primos. / Seja bem-vindo, meu querido, porque há muito que fazer”.

Para sua princesinha Ana Cecília ele dá um Alô com o seguinte: “Ana Cecília, como foi boa tua chegada / vinte e quatro de setembro de dois mil e dois, / terceiro milênio / Hoje estás, entre nós, a nos proporcionar alegria”, muitos outros poemas maravilhosos contido no livro são de grande reflexão, como, “Alvorecer de um novo dia”, “Uma noite em claro”,”Mãe”, “Mãe, o Dom da Vida!”, “Reflexão para um Final de Ano’ e “É Natal”, o qual transcreve para conhecimento dos nossos conterrâneos:

É NATAL

É Natal.
Data máxima da cristandade.
A humanidade toda reverencia o seu Salvador
Trezentos e sessenta e cinco dias do ano
Nós cristãos persistentemente, insistentemente,
Procuramos afirmação:
Nos problemas e dificuldades que enfrentamos,
Nas alegrias e tristezas que comungamos,
Nas experiências positivas e negativas que vivenciamos,
No trabalho que realizamos.
No relacionamento sempre difícil a dois,
E no convívio em sociedade,
Na disposição do momento presente,
E na incerteza do instante futuro.
É Natal.
E o bom Deus nos presenteia
Com o nascimento do Messias,
Jesus! Nosso irmão, nosso amigo,
Missionário e reverenciador,
Dos propósitos e do plano de Deus
Para a humanidade.
Ser que é luz e carisma
Mostrando-nos o caminho da verdade, da fraternidade
E do Amor!
Somos gratos, Senhor
Por esta davida
Que nos enriquece e nos engaja no processo
De desenvolvimento e crescimento,
Que reservaste para nós.
Crescimento não só individual...
Porque fazemos parte do Todo,
E o Todo não pode ser dividido.
É Natal!
Festejamos como amor, fé e alegria,
Aquele que, com humildade, bondade
E propósito, nos anunciou o evangelho.
Aquele que, acima de tudo é REI.
Parabéns, irmão, companheiro, amigo, filho e
Pai, JESUS CRISTO!
É NATAL

Natal do Senhor, 24 de dezembro de 2010.

José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

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