quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PASSIONE 2 (A Missão)




Todos que acompanham minha triste sina de escrever para este blog sabe muito bem que o meu vício são as novelas. Recentemente, fiz uma análise científica da novela Passione, da Rede Globo de Televisão, mostrando um trabalho que foi escrito por uma telespectadora, viciada como eu. Lá eu dizia (leia aqui) que qualquer análise que se faça deste gênero literário, no caso específico, sem levar em conta as associações brilhantes que o autor faz entre seu roteiro e a situação política brasileira, não tem serventia nenhuma.

Eu já previa que depois da bonança do comportamento de Clara, voltaria a tempestade, e coitado do Totó. Como disse antes o autor quis colocar em Clara todos os problemas que envolvem o PT e sua candidata, hoje presidenta eleita, e sua relação com o povo brasileiro, cópia fiel do personagem Totó. Na ficção novelística, é óbvio que a Clara vai já se tornar má outra vez como eu previa, enganando completamente o povo brasileiro, digo, o Totó. Este mais uma vez vai ficar no ora veja.

Na vida real o PT ainda vive, junto com a Dilma, a fase de “boazinha” da Clara, mas, desde a formação do seu ministério, já está causando problemas em quem nela votou e tanto a defendeu. Um exemplo forte disto é a composição mais paulista do que nunca deste mininistério. E pasmem, meu senhores, quase que o Ciro Gomes vinha aí, La, La, La , o Ciro Gomes vinha aí. Mais um de São Paulo, travestido de nordestino. Enquanto parecia que o D. Eduardo iria levar uma rasteira, que não esqueceria jamais. Parece que o Ciro correu da raia e o nos Dom Governador, emplacou o Bezerra Coelho.

Teria muita coisa para dizer sobre esta relação analítica/novelística, mas meu assunto hoje é só Passione. Pois sábado, prevendo a morte de Diana, perdi a neve artificial desta cidade maravilhosa onde estou, Gramado, para durante uma hora, assistir ao capítulo do folhetim, de modo a não curtir nenhuma crise de abstinência no final de semana.

Para mim foi a maior decepção de minha vida. Eu nunca, na história deste país, havia visto algo tão ruim do que a dramaturgia, direção, roteiro e tudo mais da cena da morte de Diana. Tenho certeza que aquela morte não estava no roteiro original, pois, se estivesse, o Conselho Federal de Medicina deveria ter sido avisado, para não deixar aquilo acontecer de forma tão deprimente. A TV Globo, que se gaba do seu padrão de qualidade avacalhou com a classe médica na cena.

Vou dizer o que aconteceu, na certeza de ser redundante, por que quem me leu até aqui, é um noveleiro contumaz. Uma jovem vai dar à luz seu primeiro filho, prematuro, e sofre de pressão alta, sendo decidido pela equipe médica, fazer uma cesariana de emergência. O menino recém nascido tinha mais cabelo do que o Totó, e já ria às bandeiras despregadas. A jovem tem uma crise e fica à beira da morte. Ao invés de a levarem para UTI ou coisa semelhante, chamam o pai da criança, que entre um soluço de choro e outro, na qual devem ter sido usados mais de 20 frascos de colírio Moura Brasil, ver a mulher morrer em seus braços.

Se não fosse este vício insano que me consome os sentidos, eu teria mudado de canal. Nestas horas é que faz falta um neto chorão. Mas, o meu, estava dormindo feito um anjo, enquanto meu marido fingia que dormia, desde a novela Ti-Ti-Ti. Mas, nem ele mesmo agüentou e disse:

- Oh, mulher! Como é que tu vês uma porcaria dessas?

- E tu estás vendo é, velho fingido!? Eu sei, tu e todos os machos mentirosos deste país, fora o Roberto Lira, que é macho mas não é mentiroso.

Havia escrito antes o que está escrito acima, quando fui na minha caixa postal e estava lá um e-mail do Zé Carlos, onde ele me manda uma imagem de uma matéria da A GAZETA, que ele diz que fala de mim, e de minhas análises novelísticas. Depois a lerei e comentarei. Agora o meu neto precisa de mim.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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