segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PRESENTE DE NATAL





Eu recebi como alguns vizinhos meus o presente de Natal dado por uma turma de vândalos que mereciam passar o Natal e o Ano Novo no xadrez, o que infelizmente não acontece quando são pegos de surpresa com a “mão na massa”, são os “pequeninos pichadores adolescentes” brincando de pintar os muros e portões das residências, prédios, lojas e tantos outros locais onde eles praticam sua “arte” e a sua “habilidade” com o pincel.

Mereciam ganhar um prêmio “Nobel da Pintura”, pois, são obras de artes. “Ninguém de sã consciência refuta esta habilidade criminosa de que estes “pequeninos pichadores” enlameiam, ou melhor, dizendo, enfeitam a cidade com sua “arte maldita” que chocam os transeuntes.

A justiça não tem poder para esta classe de “pequeninos pichadores adolescentes” de punir, e quando dá uma punição, vem com tal de “socializar” o infante.

Vi uma reportagem mostrada pela NE/TV da Rede Globo, ao meio dia, quando o repórter entrevistou o Comandante do Batalhão da Policia Militar, em Olinda e o Delegado da Policia Civil, quando estes afirmaram ser problema insolúvel dos “pequeninos pichadores adolescentes” que praticam estes atos de vandalismo deixando a sua marca nas escolas, nos monumentos históricos, nas residências, quando eles afirmaram mais uma vez, ser um “caso difícil” de solucionar, falando e informando, que a maioria destes “pichadores” é menor de idade (pequeninos adolescentes, quanta inocência nestas criaturas) e quando pego que poderia ter uma pena, de um ano a dois anos de reclusão, mas a lei que vigora é de três a seis meses, o qual dificilmente é aplicada e sim, um ressarcimento do prejuízo ou prestando serviços na comunidade.

Eu pergunto companheiros e companheiras, plagiando o nosso Presidente Lula, quem vai querer um pequenino delinqüente lhe prestando serviço?

- Quem é?
- Quem é?
- Acho que ninguém.

Eu tive o prazer de comprar tinta no Armazém Coral / Achaqui, como os meus vizinhos o fizeram, para pintar o muro e portões da minha residência, em preparativo para a festividade natalina. Fui alertado pela possibilidade dos “pequeninos adolescentes” picharem em poucos dias e eu fiz “ouvido de mercador” para tal alerta, como tanto os outros. Contratei o pintor e o mesmo começou imediatamente. Ficou a aquela belezura. Tudo limpinho como “manda o figurino”. Os outros vizinhos o fizeram, pareciam mais uma ação social “todos por um, e um por todos” deixarem a rua mais clara e assim todos pintaram o muro e os portões da sua residência.

Passou-se um pequeno tempo para que as coisas acontecessem. A primeira casa que recebeu a “obra prima” foi à de dona Sheila e do Senhor Edson; em segundo lugar veio à casa de dona Zélia, com figuras extravagantes em forma de “V” e uns dizeres “louco” e assim a maioria das casas; até aí, eu vinha me gloriando, perante as reclamações dos vizinhos e diziam, a “tua vez há de chegar” lembrei-me de alguma música de Silvinho, nos tempos áureos da “roedura” e “dor de cotovelo” e das “musicas internas do bar nas “radiola de fichas” com as suas luzes extravagantes.

Um belo dia ensolarado, o azul do céu com poucas nuvens brancas o vento brando do mar, abro o portão e me assusto com a “pintura” a obra de arte feita pelos “pequeninos adolescentes” e, ainda bem, como sou rubro negro “doente” eles, estas “crianças” providas de uma sapiência fora do comum riscaram com dizeres emblemáticos e risco que somente um “artista plástico” poderia analisar alguma coisa em “vermelho” e “preto” com o fundo na cor “cimento”. Que bela obra de arte. Corria para o meio da rua para admirar aquela beleza, aquela pintura que eu não sabia traduzir. Chamei o vizinho para contemplar aquela beleza e, ele rindo, disse a tua pintura ficou mais bonita do que a minha. E ainda “me insultaram eu que sou “tricolor”, pintaram com a cor “branca” e vermelha” do Náutico, veja que ousadia?

Entrei conformado depois que agüei as plantas sentei-me na poltrona para ler as notícias do Diário.

Enquanto estava naquele devaneio, lembrei-me que certa vez em “carta” dirigida ao Diário, pois, esta pintura era pela segunda vez, dei uma dica para este “pequeninos e malditos adolescentes” de um local prazeroso e de uma localização perfeita por onde passa milhares de pessoas, tanto para o trabalho como para o lazer, com um muro todo “branquinho”, próprio para o uso deste desenhos extravagantes e com uma extensão de mais ou menos quinhentos metros, onde, estes “pequenino adolescentes” poderia exercitar na “calada da noite” toda a sua criatividade no manejo do pincel e das cores da tintas: este lugar seria e ainda é: ESCOLA DE APRENDIZES MARINHEIROS, o HOSPITAL NAVAL e o CRO/7 do Exercito, toda esta tela na Avenida Cruz Cabuga.

Naquele pedaço especial para pintura e desenhos os “Boyzinhos bandoleiros” fariam um grande trabalho para a população, mas o quê? Eu pergunto?

- Eles são loucos?
- Nem pensam em realizar esta façanha.
- E sabem por quê?
- Advinhas?

Por isso que o meu pai Antonio Zuza, de saudosa memória, dizia meus filhos: “O boi sabe a cerca que arromba”, não é verdade?

- É sim, papai! Dizíamos uníssono. Quando acontecia alguma estripulia na cidade, e que não dava em nada.
- Cadê que estes pichadores exercitam o seu “trabalho” nestes locais?
- Dá para entender, não é?

Deixa-me comemorar o meu Natal e o meu Ano Novo em paz, desejando a todos esta paz com um FELIZ NATAL e um prospero ANO NOVO.


José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

Nenhum comentário: