sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Um Dia Aziago




Aziago segundo o dicionário que o professor José Fernandes quer me comprar significa aquilo que traz má sorte; de mau agouro; azarento, infausto, nefasto. É esta a descrição para o dia de hoje na imprensa, no que se refere ao jornal que peguei no meu laboratório preferido. Se eu soubesse não teria nem ido. Comentarei as manchetes de primeira página.

A manchete principal: “O Caos Voltou”. Ele se referia à situação dos aeroportos, já periclitante em épocas normais, agora com uma greve oportunista dos funcionários. Meu colega Lula, que entende do ramo, disse que era um pena o prejuízo que poderiam sofrer os viajantes neste final de ano. Nem se manca para o fato de que ele é um dos grandes responsáveis pelo que está acontecendo, e mais especificamente, sua candidata eleita, responsável pela área por um longo tempo. Ainda bem que em Caetés não tem aeroporto, vou de ônibus mesmo e só posso falar das estradas.

Bingos clandestinos de luxo funcionavam numa mansão nos Aflitos e em um casarão do Espinheiro, bairros nobres de nossa capital. A polícia fechou os locais e apreendeu mais de 117 caça-níqueis. E haja níqueis, como também haja impostos para custear a farra de aumento de deputados. Esta eu vi até pela TV. Os nossos parlamentares, aproveitando a maré de desfaçatez vinda de Brasília, aumentaram seus salários de 12 para 20 mil reais. Visivelmente, os deputados apareciam constrangidos. E o pior, só um votou contra, e dizem, porque não foi eleito. Foi pior a emenda do que o soneto, além de receber o aumento, ainda deve ter arranjado alguns inimigos entre os farristas. Outros que não foram eleitos não quiseram “pagar este mico”. Vi o presidente da assembleia declarar que era absolutamente a favor da medida, pois as pessoas precisam serem bem remuneradas para trabalhar bem. É o verdadeiro socialismo no poder. Fixar os próprios salários e também o salário mínimo, que vai ser de 540 reais, porque a produtividade do nosso esdrúxulo capitalismo/socialista, não tem produtividade para pagar mais aos trabalhadores de menor renda, mas, para os nossos governantes, sim.

Logo abaixo vem um caso terrível. Sob a foto de um pistola moderníssima uma simples manchete diz: “Pai do noivo entrega a arma”. Para quem não acompanhou o caso, esta foi a história de um casamento que terminou numa tragédia danada. O noivo matou a noiva e padrinho, depois se matou, logo após a cerimônia de casamento. Li só para cumprir o ritual e completar este dia aziago.

Mas, não terminaria aí. Ainda se mostra o drama pelo qual vem passando o nosso vice-presidente da república, José Alencar. É, como se diz, “de cortar coração”. O homem é um heroi no enfrentamento da morte. Nunca vi alguém tão lutador. Merecia viver para sempre, embora não merecesse ser o vice de Lula, pois a luta deste, atualmente, é outra. É tentar mostrar que nem só o nosso Ariano Suassuna pode dar aquelas “aulas espetáculos”, ele também pode. Lucinha disse outro dia, que para Lula, agora cada despedida é um “flash”, igual repetia uma moça de uma novela a respeito do Piscinão de Ramos.

Parei de ler o jornal e fui para casa curtir o Natal, e esperar o professor José Fernandes, a quem desejo um feliz natal extensivo a todos, voltar de viagem para continuar nosso debate.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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