sábado, 27 de fevereiro de 2010

SALPICOS!




Amigos (as),

Primeiramente, agradeço aos que fazem o Blog da CIT, por acolher os pedidos desse escriba de meia tigela. Os pedidos são sempre para que a CIT publique os rabiscos do escrevinhador mal-acostumado.

Segundamente (lembrando Odorico Paraguaçu, sem rima rica). Segundamente, repito, dou as boas-vindas e também as boas-voltas ao pessoal que estava em Belém (porque voltou pra Recife) . Por outro lado (lá vem o defunto Carlos Lacerda) pelas palavras do Diretor Presidente, entendi que ele deixou o Cleómenes lá, só de propósito, por ele ser ateu. O DP quer é que o Cleómenes faça greve de fome, morra e vá para o andar de baixo, como fez o Zapata, lá na Cuba do grande Fidel. De minha parte, quero que o Fidel e o Cleómenes vivam mais 200 anos, cada um.

Agora, o que pegou mal nas palavras do Diretor Presidente, foi "discutir relação" e misturar com abstinência e dotes digitais! Que relação, que abstinência e que dotes digitais? É preciso ser mais preciso, tá, cara? Mas eles estavam tão à vontade pra "discutir relação", que resolveram sentar na mesa pessoalmente (sic)! - Agora, peço licença pra discordar dessa de "nossos péssimos escritores!" - Alto lá! Ao menos, houvesse posto entre aspas. Onde estão os escritores da CIT, que não reagem? Cadê a Lucinha, a nossa colunista social? Cadê? Quero que os escritores, funcionários da CIT, mandem os seus bons escritos para o Saulo publicar no portal de Bom Conselho!

Se o Saulo não tiver espaço para tantas peças, eu lhe peço que publique na coluna, que ele, cortesmente, cedeu a mim. A coluna é do Saulo. Mas, como eu sou fiel depositário dela, se ele concordar, eu concordo que os funcionários escritores da CIT, publiquem seus trabalhos nela, assinando o nome de cada um que escreva, claro. Se assim não fosse, eu já seria um depositário infiel. E ser depositário infiel, dá cadeia, na lei civil. E eu tenho medo de cadeia. Quem se sente bem em cadeia é o Zé Roberto Arruda e a gangue que o acompanha, lá em Brasília. Mas já comecei a tergiversar. Por isso, é bom concluir, pra não dizer mais besteiras!

E aquele "tá, cara?", lá em cima, faz-me lembrar do finado Jânio Quadros que, ao renunciar à presidência da República do Brasil, concedeu entrevista a um montão de jornalistas chatos e repórteres metidos. O Jânio era meio abusado. Então, lá para as tantas, uma mocinha, de certo jornal, saiu-se conta esta: "Presidente, por que você renunciou à presidência?". O Jânio não gostou do tratamento de você, para um sujeito culto, passado na casca do angico e que acabara de deixar a presidência da República. Então, disse o Jânio para a reportinha: "Minha filha, intimidades geram filhos ou problemas!" A pobrezita repórter, se calló! Todavia, se fosse o rei Juan Carlos, da Espanha, teria dito para a reportinha: "Por qué ¿no te callas?" - É ISSO./.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
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Caros Amigos,

Aproveito o escrito do José Fernandes, e o agradeço por isso, para me desculpar com os colegas por tê-los chamados de “péssimos escritores”, sem aspas. Já recebi várias e merecidas pauladas por ter assim me expressado. Lucinha me disse: “...seu besta! Quem é, não quer ser só!” O José Andando de Costas, que tem um rigor linguístico tão grande quanto o do José Fernandes (apesar de discordarem na reforma, mas concordarem quanto ao Lula, pelo menos até a morte de Zapata), me disse: “Se você se sentar na mesa pode quebrar os pés delas, tenha cuidado...” e, mais cuidado ainda com o pleonasmo, pois você só pode sentar à mesa “pessoalmente”. Eu ainda quis tergiversar dizendo que coloquei “pessoalmente” porque, depois que em reunião na A Gazeta nos tacharam de fantasmas, poderíamos estar sentados “espiritualmente”, mas, devo reconhecer, os professores, os dois “josés”, estão certos. Ponho minha viola no saco.

Não posso concordar é com a acusação de que deixei o Cleómenes lá de propósito, isto não procede. Ele ficou porque que é um mercenário e correu para melhor oferta de salário. A questão de ateísmo se pesou foi ao contrário. Em Bom Conselho tem tanto beato, que as vezes nem a beata Lucinha aguenta, é preciso chamar um ateu.
Quanto à “discussão da relação”, todo dia nos reunimos, num lugar ou noutro para trocarmos ideias e tudo está sendo muito proveitoso. Ainda não decidimos nada em definitivo, como diz o Galvão Bueno, mas já temos várias coisas alinhavadas e em estado avançado. Uma delas é fazer um concurso público para ampliar nossos quadros de funcionários. Isto está muito ligado ao que o amigo José Fernandes falou sobre a necessidade de ser mais preciso sobre as crises de abstinência na ausência dos nossos escritores.

Normalmente as empresas privadas não fazem concurso público, mas pelo e-mail recebido do Alexandre, ficamos sabendo que já nos tornamos há muito tempo, uma empresa de utilidade pública. Chegou-nos aos ouvidos a estória de um bom-conselhense do Rio de Janeiro, que teve uma crise de abstinência, na semana passada, por não poder ler coisas novas no Blog da CIT, que tomou uma medida extrema, tentou o suicídio, ficando em pé na Praça Saens Pena na Tijuca por um dia inteiro, esperando que uma bala perdida fizesse o serviço por ele. Para sorte dele, neste dia os traficantes estavam numa convenção no Morro de Santa Marta. Quando soube disso, telefonei a todos implorando que escrevessem qualquer coisa, o Zezinho colaborou, e eu também o farei. Dizem que ele só desistiu mesmo do ato insano depois de ler a bela poesia escrita pelo amigo José Fernandes.

Sabendo da mensagem do José Fernandes, e que iria respondê-la e colocá-la como postagem, Lucinha Peixoto, pede para agradecer a ele (e diz que quando tiver mais descansada escreverá alguma coisa para esclarecer) pela lembrança, e agradece ainda mais pelo oferecimento da sua coluna para que ela escreva. Ela disse também que, depois vai pedir para usar a última poesia na campanha de Marina Silva, pois se a mãe de Marina Silva se chamasse Sarah e o pai Tarciso, ninguém poderia negar que a poesia foi feita para ela. Por isso a poesia é universal como a beleza.

Termino agradecendo mais uma vez ao nosso bardo José Fernandes, e espero que ele não se importe pela publicação nesta forma de postagem. Confesso que, de vez em quando, eu queria usar Zé ao invés de José Fernandes, mas não quero ter "filhos" nem "problemas" com o nosso amigo e colaborador. Mantive o título que ele colocou como assunto no e-mail, por achar muito apropriado, inclusive para o que eu escrevo.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Lula e Cuba



Pedi permissão aos dirigentes da CIT Ltda para sair do nosso exílio voluntário, que é a discussão do que faremos na era DC (depois de Cleómenes) em nosso Blog. Ele era realmente um dos nossos mais inteligentes participantes. Eu não o culpo por ser ateu. Muitas vezes eu também duvido de minhas crenças, diante de tantos absurdos.

Hoje vi umas declarações de meu conterrâneo Lula, sobre a morte de um cubano preso pelo regime político daquele país, regime que já tem idade para está mais velho e esclerosado do que seu fundador, o Fidel. O preso político Orlando Zapata, fez greve de fome até a morte. Indagado sobre o fato, o meu amigo de infância simplesmente saiu-se com esta frase:

Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome. Eu, depois da minha experiência de greve de fome, pelo amor de Deus, ninguém que queira fazer protesto peça para eu fazer greve de fome que eu não farei mais”.

Eu realmente esperava mais dele. Aquela criança que conheci, que amava a liberdade até para matar passarinho e preá, e não passar fome, não podia ficar só nesta frase. Talvez ele esteja tão habituado ao seu país, este Brasilsão de famintos, que ele pensa ninguém mais morre de fome, porque tem o Bolsa Família. E, talvez pense que em Cuba também ninguém morra, porque 90% do povo vive no mesmo tipo de programa, ele acha que greve de fome é ilícita e asquerosa. O que sugeres então, oh! estadista mundial? Protestar queimando o corpo em praça pública? Pegar em armas e assaltar bancos como fizeram os grupos dos quais participava sua candidata a presidente? Ler um livro sobre a queda do Muro de Berlim em voz alta? Puxar a barba de Fidel até ele virar Raul? Gritar: Abaixo a Ditadura? Fazer greves em sindicatos no ABC de Havana? Fundar um novo Partido dos Trabalhadores, para enfrentar a ARENA castrista?

Não ouvimos do nosso Lula nenhuma sugestão para protestar contra uma ditadura muito mais cruel do que a que ele lutou um dia. No Brasil, quando se fala de esquerda e direita, é motivo de riso. Da esquerda se dizem as pessoas que lutam, contra as injustiças sociais, pela busca de liberdade, contra a miséria e a opressão. Da direita se dizem as pessoas que pensam tudo isto não passar de sonhos infantis, e que o mundo é realmente cruel e que se houver democracia, tem que ser “democracia à brasileira”. Aquela onde os poderosos detém a única noção de ordem e progresso na ponta da língua e manejam como ninguém esta bandeira.

Será Lula de esquerda? Será Lula de direita? Eu penso que este dilema nunca existiu para Lula. Para ele o mundo sempre se dividiu entre aqueles que estão “em baixo” e os que estão “em cima.” E já se foi o tempo em que ele, chorando, defendia o seu direito de roubar frutas maduras nos sítios de Caetés. Realmente, ele é paulista, e aprendeu naquela terra que a única ideologia válida é a dos que estão “em cima”.

Depois desta demonstração de insensibilidade à morte de alguém que luta pelos seus ideais, eu que defendia a ideia do Roberto Almeida da estátua do Lula em Garanhuns, embora só quando ele morresse, agora não defendo nem quando ele estiver morto e enterrado. E já estou em dúvida se, mesmo morto, ele poderia ser o patrano da Academia Caeteense de Letras, como sonhei um dia. É uma pena que ele tenha deixado passar a oportunidade de se tornar, de verdade, um estadista mundial, fazendo um discurso de condenação à existência de presos políticos naquele país. Pode ser que ele não tenha feito aconselhado pelo grande “diplomata” Marco Aurélio Garcia e pelo Franklin Martins para não perder o apoio do PT que ele fundou para ser de esquerda no Brasil e da direita em Cuba. Tomara que tenha sido isto, e, longe deles, no escondinho do quarto, junto com o Ditador Fidel, tenha se passado o seguinte diálogo:

- Companheiro Fidel, por que você não manda soltar estes presos político? Me contaram que um deles está preso porque roubou uma galinha. Matou a penosa para comer, e depois se descobriu que a galinha pertencia a um membro do Partido. O cara pegou, 20 anos por isso!

- Isto é exagero desta imprensa americana, companheiro Lula. Eles nunca dizem a verdade. Foram 3 galinhas!

- 3 galinhas? Mesmo assim, não justifica mais de 6 anos de prisão por galinha. Embora que lá no Brasil, agora estão agindo quase tão discricionariamente quanto aqui. Imagine você, caro comandante, que o governador de Brasília está preso por ter resolvido usar verba pública para comprar panetone. Aí já é demais! Aqui em Cuba também é um exagero. Eu não falei nada em público para não manchar nossa velha amizade mas, dá um tempo companheiro!

- O que você quer então, que entregue o país aos reacionários revanchistas? Eles vão me matar no mesmo dia!

- Companheiro Fidel, isto vai ocorrer de qualquer jeito, todos nós morreremos um dia. Se você não concorda, faça um protesto, faça uma greve de fome, e quem sabe Deus lhe deixa vivo?

- Então, Lula você quer uma Cuba Libre?


- Já faz 51 anos que eu não sinto o gosto de Cuba Libre. Mas, tanto 51 como Cuba Libre é tudo de cana, vamos comemorar com os dois. Mas a “saideira” tem que com 51. Tim! Tim! comandante.

Neste momento entra no quarto o ministro Celso Amorim e diz:

- Presidente, já está na hora de ir para o Haiti. E como eu já lhe disse, se alguém perguntar a respeito das mortes naquele país, repita o que falou em Cuba, trocando greve de fome por terremoto. Diga apenas que lamenta alguém se deixar morrer por terremotos. E pelo amor de Deus, não mencione os 51 anos da revolução cubana e nem Cuba Libre. Assim não perderemos nenhum apoio!

E lá foi a entourage para o Haiti, que também é aqui e não precisava nem sair, sem querer ser poeta rimador.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Poesia com nome: Marina!


Sarah Augusta, Augusta Sarah
és mulher, foste menina.
Nessa lida, ninguém pára
e de ti nasceu Marina.

Marina traz alegria
seja no colo ou no piso.
É dom da Virgem Maria
e muito alegra ao Tarciso.

Dobrada satisfação
faz bem a alma da gente
Unifica essa união
e por que ser diferente?

Marina é cheia de graça
mas dá trabalho também.
O trabalho logo passa
e a recompensa convém.

Marina não é morena
é branquinha, sim senhor!
Como é linda essa pequena
orgulho do trovador!

Orgulho do trovador
mais ainda dos seus pais
Não é isso, seu doutor?
Sei que é isso e muito mais.

Como te chamam Marina
e Marina assim tu és!
E hoje és tão pequenina
todos estão aos teus pés.

Marina, tu és Augusta
e mereces reverência
A Justiça pra ser justa
faz coro com a ciência.

Por isso, és imponente
teu destino é majestoso
Imponência que se sente
no teu passo glorioso.

Saudemos tua chegada
e por aqui vamos ficando
E nessa noite enluarada
estamos comemorando.

Comemoro o teu sorriso
assim também os teus passos
Viva o sonho que é preciso
e que alarga os teus espaços.

Segue a tua caminhada
que a estrada te pertence
Não tira o pé da estrada
que vencedor é quem vence.

Que tu sejas vencedora
que Cristo sempre te veja
Que tenhas luz redentora
que Deus do céu te proteja.

José Fernandes Costa - Recife - jfc1937@yahoo.com.br

AS AVENTURAS DE NIÉ



Nunca perguntei seu verdadeiro nome, apenas sei que todos o chamam de NIÉ, isto é o bastante para este grande bom-conselhense responder ao chamado.

Oriundo da Barra do Brejo, onde morou por muitos anos, casado com uma filha de seu Luiz de Fio, sempre militou no comércio, sendo uma pessoa muito falante não tinha dificuldade de se comunicar com as pessoas, o juízo do nosso personagem é pouco, tem um parafuso a menos, isto não quer dizer que seja doido é o que nós podemos chamar de meio avexado.

Nosso personagem era dono da mercearia que tinha sido do finado Obadias, dentro do possível a mercearia ia bem, ele morava na casa que tinha por trás da mercearia, porém certo dia estava Nié rezando na cama antes de dormir, como um bom cristão estava ajoelhado sobre o colchão ao terminar a oração e fazer o sinal da cruz, ouve um estampido e um som de vidro quebrado, em seguida ouve um baque na parede é quando acende a luz e constata que uma bala tinha atravessado o seu quarto e se alojado na parede, a bala tinha passado a dois dedos da sua cabeça. Naquela época em nossa cidade todo mundo andava armado e não tinha um dia que não houve tiro na rua.

No outro dia vendeu a mercearia e foi embora para Maceió, quem comprou a mercearia foi Adelmo, que com esta mercearia terminou ficando rico, presume-se que se ele tivesse continuado com a mercearia teria ficado rico.

Nosso amigo depois de perambular por Maceió, tentado tudo quanto foi de profissão voltou para sua terra natal, daí por diante tem estado conosco todo este tempo levando alegria com suas conversas e opiniões, principalmente nas eleições, pois o mesmo é doente por política, iniciando sua participação votando em Manuel Luna.

Nié foi aproveitado no governo de Dr. Daniel, no cargo de chefe do almoxarifado, sempre competente e honesto.

Nosso personagem não perdia uma caminhada, sempre animado levantando os braços e vibrando com força e determinação, quando a coisa esquentava, ele agarrava uma neguinha, podia chover canivete que ele não perdia a caminhada. Certo dia numa caminhada na Rua José do Amaral, a animação estava acima do normal, a música da campanha tinha pegado, e nós estávamos vendo que o nosso candidato tinha reais condições de ganhar, e lá vai Nié levantando os braços com força, é quando por um descuido uma velhinha ia passando na hora em que ele ia levantando os braços, não deu outra a mão de Nié pegou no rosto da velhinha, o boné da velhinha voou longe, a dentadura da velhinha caiu no meio da multidão e o povo passou por cima, pense na bagaceira, e a velhinha gritando quero minha dentadura quero minha dentadura, que dentadura que nada, só tava o pó, pois a quantidade de gente era muito grande e passaram por cima dela.

Alexandre Tenório - tenoriovieira@uol.com.br

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Discutindo a Relação



Meus amigos leitores do Blog da CIT, e demais clientes da CIT Ltda. Quase todos nós, da CIT, já voltamos ao Recife. A estada em Belém foi muito proveitosa mas, mexeu, como não poderia deixar de ser, com nossas mentes. Eu escrevi quase todos, porque não vieram todos, como diria o Conselheiro Acácio. Faltou o nosso colega Cleómenes. Seus fãs, não se preocupem, segundo Lucinha ele ainda não embarcou para o "andar de baixo". Ele não voltou devido ao seu sucesso e pela sua capacidade de trabalho. Resolveu ganhar mais lá na Floresta Amazônica. Isto é, ele não se engajou na Campanha da Fraternidade. E diz que ainda pode, nas horas vagas contribuir com o Blog da CIT, entretanto, por agora, só podemos dizer: Que Deus o proteja por lá.

Outro que veio com a gente mas não definitivamente foi o Jameson Pinheiro. Veio buscar a família e vai exercer seus dotes digitais em Belém. Todos sentimos muito por um lado e ficamos alegres pelo sucesso dos colegas que tanto batalharam conosco.

Diante disto, com todas estas perdas de valores, resolvemos sentar na mesa pessoalmente, sem laptops, e “discutir a relação”. Enquanto o fazemos, daremos uma parada em nossas participações no Blog. Apesar disto, não ficaremos totalmente inertes. Se os nossos colaboradores externos quiserem publicar, a Eliúde se compromete a receber os artigos e notas no Mural e publicá-los. Esperamos voltar mais fortes e saudáveis para continuar servindo à nossa terra.

Eu vou logo avisando que o técnico não foi demitido. O time estava ganhando os jogos e com boa posição no campeonato. Talvez haja necessidade de contratação de novos jogadores, porque treinamos os nossos, e times melhores os levaram. Aguardem nossa volta.

Não esperamos que alguém tenha alguma crise de abstinência pela falta dos nossos péssimos escritores, mas se isto acontecer, leiam nossos colaboradores e releiam nossos escritos enquanto “discutimos a relação”. Espero que dela não surja nenhum cisma.

Todos nós concordamos, neste texto de “até logo”, sentindo saudade do que não vivemos, transcrever um belo poema o qual temos certeza, encherá de música seus corações:

Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo

Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
As "pás", os "lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir
A embriaguez do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé


Até a volta!

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

domingo, 21 de fevereiro de 2010

TEREZINHA / PE

ABÍLIO ALVES DE MIRANDA

“Consta da documentação territorial do IBGE, ter sido o Sr. Abílio Alves de Miranda nos idos de 1933, já com o propósito de organizar um povoado, montado uma mercearia no Sítio Limeira. A idéia vingou.
TEREZINHA nasceu.
Foi distrito de Bom Conselho, emancipado pela lei estadual número 4958 de
20 de Agosto de 1963.
Dados gerais:
Gentílico: Terezinhense
População: 6300
Zona urbana: 1880
Zona rural: 4420
Área: 150 km
Região Agreste Meridional
Distante 260 km da capital "

Dados “Pernambucânia” de Homero Fonseca

Hoje em TEREZINHA há uma rua e uma escola com o nome do meu avô ABÍLIO, o carismático JOCA PAIXÃO.
Imagino as dificuldades passadas por ele e o reconhecimento das pessoas para com sua bondade e honradez. Sabe aquelas pessoas acima do mal? Assim era meu avô. Não há uma pessoa que o tenha conhecido que não diga isso.
Gostaria que além da rua e da escola, as pessoas o admirassem pelo caráter, bondade e que a juventude se mirasse no exemplo do homem simples e correto.
Pai amoroso de muitos filhos: João, Zilda, Daria, Josefa, Marinita, Terezinha e José..
Casado com Maria Paixão. Deles, muitas estórias ouvi e aprendi logo cedo que meu avô foi um grande homem. Daqueles a se admirar. A se querer bem. A desejar estar perto.
Minha mãe, Josefa, a querida Zefinha dizia: - Papai nunca elevava a voz e nunca bateu nos filhos......
Acabei de voltar de Bom Conselho e recebi de tia Daria, nossa matriarca guerreira, a incumbência de escrever um artigo sobre TEREZINHA
Dos seus guardados ela me apresentou uma folha amarelada pelo tempo com uma linda caligrafia. É a letra de um dos sobrinhos de meu avô, o querido por todos de Bom Conselho, Manoel Barros de Miranda, nosso Manezinho que deixou muita saudade..... doce Mané...
Disse-me tia Daria que esses escritos foram feitos pelas pessoas que sabiam da história da fundação, pelas pessoas que viveram e conviveram com os acontecimentos.
Em algum lugar do passado, algumas pessoas se reuniram para contar, para perpetuar o nome de Abílio Alves de Miranda.
Li emocionada o relato e vi que o artigo estava pronto.
Nada a acrescentar.
ERA UMA VEZ. ..........

FUNDAÇÃO DA CIDADE DE TEREZINHA

“A cidade de TEREZINHA acha-se situada no local outrora denominado
“Olho D’água da Mata”, do município de Bom Conselho.
Em princípios de 1933, o local onde hoje se ergue a cidade, era uma capoeira, cortada pela estrada de rodagem, único marco de civilização na região, época em que comprando uma pequena fazenda nas proximidades do local, veio ali residir o Sr. Abílio Alves de Miranda, natural de Bom Conselho e filho do capitão Urbano Pinto de Miranda e Emilia Alves de Miranda.
Vendo que o local era muito habitado e favorável a negócios, estabeleceu-se com o comércio de secos e molhados. Notando a grande afluência de povo e começando a participar e sentir as necessidades primárias daquela gente, forçada que era a percorrer grandes distâncias para aquisição do necessário, resolveu fazer uma feira defronte á sua residência. A feira teve tal êxito econômico e social, chegando a chamar a atenção do governo municipal de Bom Conselho e seu então prefeito, cel. JOSÉ ABÍLIO, foi ver a dita feira, onde recebeu queixas de um outro bodegueiro, estabelecido umas centenas de metros do Sr. Abilio Miranda, que se sentia prejudicado. Resolveu-se então, colher através de uma eleição, a opinião pública. Apurado o resultado, a feira seria por grande maioria defronte a residência do Sr. Abílio Alves de Miranda, porém como este não era possuído de egoísmo, resolveu que a feira se fizesse num local que satisfizesse a ambos. Escolheu então o local onde hoje desenvolveu-se a cidade, por ser plano e propício de clima. Inicialmente, então, o desbravamento do terreno, construindo uma casa e também levando em consideração as necessidades espirituais da gente que para ali começou a transferir-se, construiu uma pequena capela, onde mensalmente mandava celebrar o santo sacrifício da missa, para o qual, era festivamente recebido em sua residência, o Bispo D. Joaquim de Almeida, paraibano, residindo em Bom Conselho, por motivo de saúde. Nos dia de missa sua casa acolhia a todos e ,não eram poucos os batizados e casamentos ali realizados.
Aos poucos, o povoado começou a crescer e Padre Alfredo, pároco de Bom Conselho, sentiu a necessidade de se construir uma verdadeira Igreja, para o que muito trabalhou Abílio Alves de Miranda, apontado que foi, o “pai dos pobres”, dado a sua maneira bondosa e “mão aberta” para todos.
Ao término da construção da Igreja, nascia-lhe mais uma filha, na qual por influência de Pe. Alfredo pôs o nome de TEREZINHA, dando como padroeira do povoado “SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS” e no próprio povoado o nome de Santa Terezinha, hoje, ”TEREZINHA”!

Fim da estória que virou história.
Ora.. ora...ora.....não é para me orgulhar?
Não é para amar a terra dos meus antepassados??
Não é para cair de amores pelo Abílio que virou Joca?
No final dos escritos de Manezinho Miranda, existe com outra caligrafia, creio que de tia DARIA, o seguinte:
DADOS BIOGRÁFICOS de ABILIO ALVES DE MIRANDA
NASCIDO EM: 26 DE FEVEREIRO DE 1895
FILHO DE: URBANO PINTO DE MIRANDA E EMILIA ALVES DE MIRANDA
CASADO COM: MARIA PAIXÃO DE MIRANDA
PAI DOS SEGUINTES FILHOS: ZILDA, JOÃO, DARIA, JOSEFA, MARINITA, TEREZINHA E JOSÉ MARIA.

Mais abaixo, e a letra conheço muito bem, minha mãe, Josefa, a querida Zefinha, acrescentou:

FALECIDO EM 22 DE NOVEMBRO DE 1945, EM
BOM CONSELHO, SUA TERRA NATAL.................

Vi que meu avô era do signo de PEIXES assim como eu....
Vi também que tudo o que me contavam sobre ele era verdade. Não que eu duvidasse, nada disso, mas é bom , muito bom constatar de fato, o que se sabe por AMOR.
Quantas vezes no caminho de Bom Conselho a Garanhuns, fui ouvindo as estórias das meninas de Mariazinha....... bom , mas essa é para uma outra vez......quem quiser que conte outra !
Fiz minha parte.
Agradeço ao meu avô a perseverança que teve.
Miro-me nele.
Salve, Abílio Alves de Miranda.
Salve, JOCA PAIXÃO.

obs. TEREZINHA MIRANDA, a filha que nasceu em 1933 no sítio que hoje é TEREZINHA cidade , mora hoje em São Paulo e mantém afetiva convivência com Bom Conselho e Terezinha e orgulha-se de suas raizes.
Gostaria muito que ela fosse nomeada cidadã de TEREZINHA. Seria uma justa homenagem a ela e ao pai dela, fundador da cidade de TEREZINHA.
obrigada

ANA MARIA MIRANDA LUNA - SÃO PAULO - anammluna@yahoo.com.br


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(*) Fotos enviadas pela autora.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

História do Brasil Politicamente Incorreta - Os Índios



Fiz minhas provas finais no curso e se conhecimento engordasse eu estaria com mais de 120 quilos, e nem ligaria para nem invejaria a Giselle Budchen. A gordura intelectual é localizada na cabeça. Infelizmente, muitas de nosso sexo fazem lipoaspiração até no cérebro. Marina Silva nunca quis saber disto.

Continuo comentando o livro do Leandro Narloch: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. (Ver http://www.citltda.com/2010/02/historia-do-brasil-politicamente.html). Num dos capítulos ele trata dos habitantes deste Brasil antes do nosso Descobrimento: os Índios. Lembrei logo que há uma tribo de índios numa cidade vizinha de Bom Conselho, Águas Belas, de onde vieram muitos deles habitar em nossa cidade. Minha memória funciona para lembrar uma família que morava na Rua Joaquim Nabuco, dos quais me lembro dos pais, e dos filhos, mas, só me lembro o nome de dois deles: O Valderêdo e o Paulo Índio. O Diretor Presidente me assessora e diz que se lembra também de seu Pedro Índio, que era pai de Almir, e que estudou no Ginásio. Diz que ele era amigo do Paulo Índio, e contou ao ele a seguinte estória:

"Almir e Paulo Índio foram almoçar num restaurante em Recife, o Alvorada, que ainda hoje existe. É uma “galeteria” lá prás bandas dos 4 Cantos, nas Graças (que saudade!). Chegando lá pediram um galeto completo. Começaram a comer e carregaram demais nos acompanhamentos de arroz, feijão e farofa, não aguentando comer o galeto todo. Um pouco envergonhados de pedir ao garçom para enrolar o resto do frango para levar para casa, Paulo Índio disse para o garçom:

- Por favor, você pode embrulhar este resto de frango num papel prá gente levar para o nosso cachorro. Ele adora galeto!

Ficaram conversando e rindo por ter saído daquele embaraço, para comer o frango “sobrante” depois. Após alguns minutos chega o garçom com um pacote que dava dois do que eles pensavam. Então o garçom disse:

- Como sei que cachorro adora um ossinho de frango, juntei ao frango de vocês o resto de alguns outros almoços. Hoje o cachorro de vocês engorda!

Saíram Almir e Paulo Índio, com um pacote enorme de ossos procurando o primeiro cachorro que encontrasse. "

Saiamos de nossos índios particulares e voltemos aos nossos índios gerais, os antigos habitantes do Brasil. O que o autor do livro acima tem como objetivo básico é desmistificar acontecimentos que de tempos em tempos mudam, para beneficiar o grupo A ou o grupo B, politicamente. Um destes mitos é que os nossos índios tenham sofrido o pão que o diabo amassou nas mãos dos portugueses, nossos colonizadores. Muito pelo contrário, os nossos índios é que foram beneficiados na historia e que as transformações por que passaram os silvícolas durante o período colonial foram feitas pelos próprios índios e não pelos colonizadores.

Por exemplo, em 1646, os jesuítas que tentavam evangelizar os índios no Rio de Janeiro tiveram um problema. As aldeias onde moravam com os nativos, pela proximidade dos engenhos que produziam a malvada da cachaça, levavam os índios a ingeri-la, o que provocava “ofensas a Deus, adultérios, doenças, brigas, ferimentos, mortes” e ainda fazia o pessoal faltar às missas. Sem a Lei Seca para contornar o problema os missionários resolveram mudar as aldeias para um lugar mais longe dos engenhos, evitando que os índios “tomassem umas”. “Não deu certo. Foi só os índios e os colonos ficarem sabendo da decisão para se revoltarem juntos. Botaram fogo nas choupanas dos padres, que imediatamente desistiram da mudança.” Penso que hoje acontece o mesmo com a FUNAI.

Outra concepção errada da história, segundo o autor, é pensar que tudo que se fez no Brasil foi feito pelos portugueses sozinhos. Na verdade, basta pensar em números para saber que os portugueses precisavam dos índios amigos para a maioria das suas missões. Isto começava na descida dos navios. Se não houvesse participação amiga dos indígenas seria quase impossível chegar à terra. E este apoio não foi tão fácil de adquirir como contam nossos livros com espelhos e miçangas, nem com objetos de ferro. Isto só pôde ser feito através de alianças com chefes de tribos contra outras tribos, auxiliando-as nas guerras. “Naquela época, um tupinambá achava um botocudo tão estrangeiro quanto um português. Guerreava contra um tupiniquim com o mesmo gosto com que devorava um jesuíta.

Ele mostra que, como os europeus também gostavam de guerras, o potencial bélico interno, entre os índios, se multiplicou, e todos queriam o apoio dos portugueses, fazendo prisioneiros entre outras tribos para oferecê-los aos estrangeiros. “O extermínio e a escravidão dos índios não seriam possíveis sem o apoio dos próprios índios, de tribos inimigas”. Ele conclui: “Quem mais matou índios foram os índios”.

Prosseguindo com sua história politicamente incorreta, o autor pergunta: Onde estão os índios hoje? Para responder a isto ele começa com um exemplo. “Durante os três primeiros séculos da conquista portuguesa, nenhuma família teve mais poder na vila que deu origem a Niterói, no Rio de Janeiro, quanto os Souza ....O homem que criou a dinastia dos Souza de Niterói chamava-se Arariboia. Era o cacique dos índios temiminós, que ajudaram os portugueses a expulsar franceses e tupinambás do Rio de Janeiro.” Foi assim, com outros índios, que com o passar do tempo não se reconheciam mais como tal, e assim foram se integrando à sociedade brasileira, sem nenhuma menção às suas origens indígenas. A história simplista da extinção dos nativos não passou de uma mistura racial saudável. Por análise genética, chega-se a conclusão que atualmente temos mais de 15,2 milhões de ameríndios, que é mais de quatro vezes a população indígena de 1500. Extinção que nada...

Outro fato verdadeiro, e contrário à historiografia oficial, é que os índios ficaram fascinados com os europeus. “Até a chegada de franceses, portugueses e holandeses ao Brasil, os índios não conheciam a domesticação de animais, a escrita, a tecelagem, a arquitetura em pedra.” Quando viram uma galinha, quase tinha medo dela. Estavam assentados em jazidas enormes de ferro, mas não tinham chegado nem a Idade do Ferro e dependiam da sorte nas caça e na coleta de vegetais, e por isso passavam períodos de fome. “Não desenvolveram tecnologias de transporte. Não conheciam a roda. A roda.” Mas, eles não eram idiotas completos como conta a história, que eles se vendiam por quinquilharias. O que eles queriam e admiravam era outro tipo de riqueza, ferramentas e costumes que os portugueses trouxeram e que haviam sido conquistados de outras culturas e civilizações. As facas, os machados, a domesticação de animais, reduziam o seu tempo de trabalho e aumentavam sua certeza no futuro. “Os índios adotaram não só a tecnologia européia. Assim como os portugueses ficaram encantados com as florestas brasileiras, eles se fascinaram com a natureza que veio da Europa. Vocês sabiam que a banana não é uma fruta brasileira, assim como a jaca, a manga, a laranja, o limão, o café, a tangerina, o arroz, a uva, e até mesmo o coco (não havia coqueiros no Brasil antes do descobrimento)? Além disso, galinhas, porcos, bois, cavalos e cães eram novidades revolucionárias, que os índios não demoraram em adotar. “Poucos anos depois de conhecerem a galinha, os índios já vendiam ovos para os portugueses.” Igual fazemos hoje com os programas de computadores.

O que achei mais importante foi a desmistificação do índio puro e em harmonia com a natureza, que o José de Alencar nos deixou. Quando os portugueses chegaram os índios já tinham feito um belo estrago no meio ambiente. As pragas e as ervas daninhas quando apareciam, e já existiam naquela época, acreditem, sem enxadas e pestecidas, sem saber adubar o solo, simplesmente procuravam outras matas virgens para queimar e transformar em roças. E lá iam eles criando as capoeiras. O autor diz que os índios caipós usavam tanto o fogo que daí veio o nome da tribo – “caiapó” que significa “que traz fogo à mão”. Na verdade, em cinco séculos, não se pode dizer quem fez mais mal a mata, se os índios ou os não índios. Foi por causa de leis ambientais portuguesas que se conseguiu preservar centenas de espécies nativas. “Os portugueses ensinaram os índios a preservar a floresta.” O Peri do Guarani de José de Alencar escondia o fogo.

Outro ponto importante de que trata o livro é sobre o que sofreram os índios, nos primeiros contactos com os colonizadores, em termos de doenças trazidas por eles como a gripe, varíola e sarampo, que foram a principal causa de morte entre os índios. No entanto isto não aconteceu só no Brasil, nem só aos índios. Os portugueses já vinha sofrendo este contágio de outras partes, tanto da Europa como Ásia e África, e quando chegaram ao Brasil, pensavam que eram eles que ficariam doentes. “Ao chegarem à América, espanhóis, franceses, portugueses e holandeses, penaram com doenças novas e as transmitiram pelo mundo.” Entre elas estavam o purupuru, bouba e a sífilis. “A sífilis causou tragédias na Europa.”

E, seria cômico se não fosse trágico, um dos maiores problemas encontrados pelos portugueses pelas bandas de cá foi o bicho-de-pé americano. Eu quando menina, tive bicho-de-pé, pego andando descalça pelos quintais de Bom Conselho. Minha mãe usava uma agulha para extirpar o parasita, e ela sabia que o remédio preventivo era manter os pés limpos e arejados. Os índios também já haviam descoberto a lidar com o bicho-de-pé, mas muitos europeus perderam o pé antes de assimilar a tecnologia autóctone. Para concluir, nossos índios tinham o hábito de fumar tabaco e é provável, que a primeira plantação de tabaco para exportação do mundo tenha sido uma roça paulista de 1548. Hoje a “Organização Mundial de Saúde estima que o fumo vai matar 1 bilhão de pessoas no século 21”. O autor conclui:

Culpa dos índios? Claro que não. Os índios e seus descendentes não têm nenhuma responsabilidade sobre um hábito que copiamos deles....Da mesma forma, quem hoje se considera índio poderia deixar de culpar os outros por seus problemas.”

Vocês sabiam que Zumbi teve muitos escravos? Aguardem. E repito, se a ansiedade for muita, comprem o livro, vale a pena.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CINZA



Uma quarta-feira sem fantasias e sem ilusões. O Brasil é um país expert em fabricar ilusões e vestir muitas fantasias. Talvez, essa afirmação seja uma grande verdade, pelo menos quando observamos o quadro real da nossa realidade contemporânea, neste país que tanto amamos.

A alegria estava nas ruas! Mas, que alegria? O que festejávamos? Hoje, diariamente, milhares de crianças lotam as esquinas dos grandes centros urbanos, desfiguradas e sem fantasias, tentando sobreviver no País das ilusões. Nossa juventude, infelizmente, está sendo consumida pela ilusão das drogas, vestindo, assim, a fantasia do êxtase produzido pelos psicotrópicos. Os idosos, estes sim, são os que mais conhecem o gosto amargo da ilusão, pois acreditaram na fantasia da previdência social e no sonho de uma velhice tranquila.

Enfim, parece que têm razão os que afirmam: tudo é fantasia, é tudo ilusão. Senão vejamos: a policia na rua e a ilusão da segurança; escolas abertas e a ilusão da educação para todos; a expansão imobiliária e a ilusão da casa própria para todos; o aumento do salário mínimo e a ilusão de poder comprar; hospitais construídos e a ilusão da saúde; a instalação da CPIs e a ilusão da justiça social.

Na verdade, este é o cenário da realidade brasileira: a fantasia no corpo e a angústia n´alma; o bloco na avenida e a solidão nos lares; a música nos salões e o silêncio nos quartos solitários; as ruas ornamentadas e a vida desfigurada.

O caráter festivo é típico do povo brasileiro. Isso faz com que o clima carnavalesco contagie a todos. Observa-se que uns tempos pra cá o carnaval traz as marcas da vida mercantilizada. Também foi encampado pela competitividade comercial como acontece com tantas outras datas comemorativas. A naturalidade da diversão, tão útil e necessária para o psiquismo humano e coletivo, cede ao esquema consumista.

Já disse Vinicius de Moraes:

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval.
A gente trabalha o ano inteiro,
Por um momento do sonho.
Pra fazer a fantasia de rei, pirata ou jardineira.
E tudo se acabar na quarta-feira
.”

Ao meu leitor, desejo uma santa Quaresma.

Maria Caliel de Siqueiramcaliel@hotmail.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Uma Estátua para Lula



Ontem, no excelente Blog de Roberto Almeida (http://robertoalmeidacsc.blogspot.com/2010/02/uma-proposta-para-o-prefeito-luiz.html) ele propõe que sejam feitas estátuas de várias personalidades de Garanhuns, inclusive uma do presidente Lula. Tendo Lula quase como um irmão, sempre que falam nele me acendem as candeias da emoção. Fiz um comentário ao texto, que foi gentilmente, publicado pelo Roberto, e que, muito educadamente o respondeu. Reproduzo nosso diálogo abaixo.

“Caro Roberto Almeida,

Eu concordo com o resultado da enquete do Blog do Ronaldo César, 55% para não construir a estátua do Lula. Isto é até agouro. Estátua é prá gente morta. Quem merece uma estátua é Dilma, que, como candidata a presidente, já nasceu morta. E se o Lula continuar nesta loucura não terá estátua nem em Caetés, nossa terra. E, pelo amor de Deus, esta ideia de estátua para Lula, parece até programa do Raul Gil: “Aí vem as eleições, vamos faturar!”. Meu conterrâneo merece coisa melhor.

Zezinho de Caetés


"Meu Caro Zezinho,

A minha proposta, como você pode perceber no texto, não é simplesmente se fazer uma estátua de Lula na cidade, como sugeria a enquete do compadre Ronaldo. Seriam estátuas de diversas personalidades importantes ligadas a Garanhuns, como o escritor Luiz Jardim, os músico Toinho Alves e Dominguinhos, o bispo Dom Expedito, Monsenhor Adelmar e a jornalista e deputada Cristina Tavares. O fato de Dominguinhos e Lula estarem vivos não seria motivo de impedir a homenagem, pelos que eles representam como filhos naturais dessa terra. No caso do presidente, garanhuense de Caetés. E um projeto desta envergadura, caso fosse levado adiante, poderia muito bem ser realizado em 2011, quando Luiz Inácio já seria ex. Por que não aproveitar esse filão que Garanhuns tem nas mãos?”


Aí no Agreste Meridional (estou em Recife), se o IBGE entrar em campo, descobriremos que temos a maior densidade de Blogs por habitante. Se considerarmos o cálculo por cidade, eu diria que Garanhuns sairia na frente, seguido por Bom Conselho, que tem dois, se considerarmos o de Jodeval um Blog duplo, por ele se dedicar mais às coisas de Garanhuns mas ter nascido em Bom Conselho, e logo a seguir, minha terra Caetés, com o do Rafael Brasil. O Blog da CIT é de Bom Conselho, eu só o uso. Talvez, se eu admirasse menos o Lula, o Rafael me chamasse para dar umas “bicadas” no dele. Mas deixa isto prá lá, porque leio todos e quase todos são de bom nível.

O que acho bonito é quando os Blogs conversam. Falam um com o outro e um do outro. Se elogiam e se criticam mutuamente, e quem ganha com isto são aqueles que nos lêem. Eu acompanhei o Blog da CIT falando com Blog do Roberto, sobre o do Jodeval a respeito de Deus e de religião, através do amigo Cleómenes Oliveira, do Roberto Almeida, do Jodeval Duarte, do Nivaldo Tenório, e de outros, como pessoas montadas em seus Blogs. Hoje falamos de estátuas, homenagens, política, turismo e muitas outras coisas. Eu acho isto lindo.

Por isso eu tive medo quando me reli hoje e tive a triste impressão de, no calor da caneta ou da tecla, ter dado a impressão de ter comparado a ideia do Roberto com o programa do Raul Gil. Se esta impressão ficou, meu caro Roberto, me perdoe. Você esclarece, de forma educada, na resposta ao nosso comentário, que estava pensando isto para depois das eleições, lá para 2011.

E eu, o que realmente quis dizer, é que, se o Lula continuar com a Dilma como candidata, tentando fazer o milagre de transformar uma pessoa que confunde “bom dia” com “boa noite” porque está usando óculos escuros, numa candidata popular, vai “dá com os burros n’água”. Isto acontecerá se ela vencer ou não as eleições. Se ela vencer e vier inaugurar as estátuas, vai confundir a de Lula com a do Cristo do Magano, porque já esqueceu do Lula, e a de Dominguinhos com a do Teixeirinha porque é único sanfoneiro que ela conhece. E se perder, tenho certeza, não haverá estátuas para inaugurar, por pelo menos uma década, em nossas terras. Porque não teríamos o filão, do qual Roberto fala para explorar.

Eu continuo sendo contra a fazer estátuas para pessoas vivas, pois elas podem sentir o efeito da ação dos pombos. A não ser aqueles que já tem o produto dos pombos na cabeça, estes não se importariam. Atualmente, mesmo os mortos não tem o respeito que merecem com monumentos de pedra e cal. Já roubaram o óculos de Carlos Drumond de Andrade umas 10 vezes. E o Parque de Dona Lindu, mulher brava e merecedora, depois de anos, não passa de dois tambores de concreto que dizem ser um projeto do Niemeyer.

Uma vez escrevi que se o Lula já tivesse morrido seria mais fácil realizar meu projeto da Academia Caeteense de Letras, ela já teria um patrono, que prá mim tem que estar morto. Mas, o Lula está vivo e eu estou procurando outro patrono. E, por isso mesmo, sou contra sua estátua.

Ao dizer ao meu amigo Jameson Pinheiro que estava escrevendo sobre este tema, ele me enviou a foto abaixo, dizendo que é uma sugestão, caso o povo de Garanhuns decida mesmo pela construção da estátua. Eu adorei a sugestão, pois se for a Dilma que venha inaugurá-la não chamará o João Capão de João da Costa. O som é muito diferente.



Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

História do Brasil Politicamente Incorreta - O Samba



Por conta deste troca-troca de presente de Natal caiu em minhas mãos um livro que eu comecei a ler e não parei. Seu título é: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil. Quando o começamos a ler parece que aquilo que seu Waldemar Gomes, Frei Romeu Perea, Armando Souto Maior, e outros professores de História do Brasil, nos ensinaram, não valia mais nada. E o pior de tudo é, quanto mais avançávamos na leitura, mais suspeitas tínhamos dos livros tradicionais, e o autor, Leandro Narloch, um jornalista de 31 anos mostra que fez uma pesquisa, que penso ser séria, pela citação adequada das fontes, para mim confiáveis. Não posso comentar todos os capítulos aqui, mas o farei ao longo do tempo, de acordo com a oportunidade. Só espero que os jovens que nos lêem não sejam reprovados em História no Vestibular. Então continuem acreditando nos seus professores até passar nele. Depois...

Parece que hoje é uma oportunidade para começar meus comentários do citado livro. Como tenho obrigação li o Blog da CIT, e o assunto do momento é carnaval, e especificamente, o carnaval de Bom Conselho. Eu quero ir mais longe um pouco, entretanto, tenho que parabenizar os que trataram do tema. Eu penso que o que falta é liderança social e política, para resgatar nossos valores, não só carnavalescos, mas culturais em geral. Saímos de uma cidade que era líder da educação no Estado, para uma que esperava ser líder na produção de salsicha, e nem isto está sendo. A programação do chamado “carnaval do povo”, pelo que vi, vai ser ao som do “detonation” baiano, e o povo, garanto vai rebolar prá valer. E se o Alexandre Tenório e Diretor Presidente estiverem corretos nossos “líderes”, estarão detonando em Tamandaré. Mas, não vim aqui para comentar isto, e sim, talvez, ser mais politicamente incorreta ainda.

Num dos artigos fala-se em Escola de Samba em Bom Conselho, lembram até da Deusdete, e eu me lembro também da irmã dela, cujo nome não me lembro, Zezé Miranda, Nadja e Neide de Dona Gilda, e outras moças da “sociedade”. Sempre falo em “sociedade” a qual não pertenci, e hoje fala-se em Carnaval do povo, enquanto a “sociedade” vai para Tamandaré. Enquanto houver esta divisão horrorosa, a História será sempre a história da “sociedade”. Em termos nacionais, tivemos nestes últimos anos uma verdadeira chance histórica para superar isto, e o nosso apedeuta-mor quer estragar tudo tentando eleger a apedeuta-sub-mor para presidente. Eu não estou em campanha ainda. Paro por aqui.

O que quero dizer é que há um capítulo no livro só sobre o samba. O autor começa mostrando as origens do carnaval e seu rebatimento no Brasil, dentro de sua concepção correta (do carnaval) de virar um pouco as coisas pelo avesso. Era uma espécie de catarse coletiva onde os costumes eram questionados, no entrudo, no mela-mela, na irreverência, etc. E isto ainda existe em muitos lugares como existiu em Bom Conselho um dia, e foi contado por nossos articulistas. Entretanto, ele pergunta: “Como seria o carnaval organizado por Mussolini?” É fácil de imaginar. Seria um espécie de desfile patriótico com todos marchando em linha reta, e um grupo de pessoas sentadas dando notas aos participantes. Ontem vendo o glamoroso desfile das escolas do Rio de Janeiro, não tive como não associar ideias com o que havia lido, e o autor também o faz.

Em 1937, ano em que o governo de Vargas se tornaria uma ditatura bem parecida com a italiana, foi instituído que todos os sambas-enredos deveriam homenagear a história do Brasil”. O autor levanta a ousada hipótese de que se não fosse a influência do fascismo italiano, o famoso desfile do carnaval brasileiro não existiria, e o samba que conhecemos hoje seria muito diferente. Nos seus primórdios o samba era perseguido por ser uma manifestação cultural dos negros, depois da influência fascista, o governo passou a incentivá-lo, o carnaval e as músicas populares. Na realidade os primeiros sambistas tiveram mais influência européia do que dos negros, ou de outro grupo social ou étnico, e isto se aplica, principalmente aos primeiros sambistas: Pixinguinha e Donga, que em 1917 registrou o primeiro samba gravado na história. E estes sambas que hoje animam a Sapucaí tinham pouca relação com os seus ancestrais.

Até a ideologia nacionalista ficar forte no Brasil, depois do Estado Novo, o samba brasileiro era mais inspirado em novidades européias e americanas e formado por instrumentos de sopro ou piano. Da mesma forma que na Europa o nacionalismo unia os intelectuais, e por este nacionalismo, eles descobriram que deveriam buscar uma alma nacional, da autêntica raiz da pátria, e começaram a valorizar o folclore, recuperando canções, danças, e vendo no mestiço, no caboclo, no popular esta autêntica raiz.

Para dar exemplos, em 1936, a Ação Integralista Brasileira, criada nos moldes do partido facista italiano, tinha 1 milhão de filiados. E o autor comenta, de uma forma que me soa bastante atual em termos de popularidade de governantes, que “o impressionante é que quase todos os outros 38 milhões de brasileiros levavam os integralistas a sério.” Isto levou a alguns intelectuais, seus integrantes, como Luiz da Câmara Cascudo, a escrever 31 livros sobre folclore. O líder do integralismo, Plínio Salgado, junto com o poeta Menotti Del Picchia e o escritor Guilherme de Almeida, “divulgou o movimento Verde-Amarelismo ou Escola da Anta. Defendeu ali, sem ironia, a anta como símbolo nacional.” E eu pensava que o tucano tivesse algo de originalidade. Com estas e outras, nos foi inculcado o “complexo de Zé Carioca”, que nos leva a um mal-estar com expressões culturais que não pareçam genuinamente brasileiras.

Depois de tudo isto, foi um passo para “folclorização” do samba. “O marketing da pobreza deu certo”. O samba seria, em seu novo estilo a imagem de expressão cultural dos morros e dos negros. Era folclore, e deveria ser preservado de influências externas. “Já nessa época, Carlos Lacerda falava de música dos pobres como se ela fosse o samba original, que luta para não ser deformado pelo capitalismo. Na verdade, aconteceu o oposto. O samba nasceu com músicos que queriam ganhar a vida e agradar o público, e não fazer autoetnografia.”

O capitalismo “selvagem” continua a imperar. Não foi superado. E nem o nacionalismo tacanho, que de uma forma ou de outra, nos faz louvar o Galo da Madrugada por tocar só frevo, ou somos contra o axé baiano. “Mea culpa!” Mas, viva o Carnaval de Olinda, e seja o que Deus quiser!

Vocês sabiam que a origem da feijoada é européia? Aguardem. Se a ansiedade for muita, comprem o livro, vale a pena.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Percy Jackson - O Ladrão de Raios



Neste dias de carnaval, quem não é um folião como eu, tá “ferrado”. Pior ainda quando não é um folião nem um religioso, como o Pedro Simon, a Lucinha Peixoto, e, penso o Frei Beto, que ainda podem recorrer aos retiros espirituais. Já que falaram tanto últimamente que Bom Conselho não tem mais carnaval, e eu sei que tem as mais lindas igrejas do Brasil, por que não tentarmos durante este período fazer alguns encontros religiosos. Tenho certeza, até o quixó do Padre Alfledo teria lotação esgotada.


Mas quem não se enquadra em quase nada da vida, a não ser nas artes e na cultura, tem que apelar para as artes. Ler e escrever. A propósito recebi vários imeios sobre meu artigo O Galo da Madrugada (http://www.citltda.com/2010/02/o-galo-da-madrugada.html). Alguns publicáveis e outros não. Mas arte é isto, mexe com as pessoas de alguma forma. Um dela dizia:

“Caro Zezinho,

Entendi o seu recado e sua homenagem ao grande artista Sávio Araújo. O problema é que sonhei que eu era um galo e passei a noite gritando Cocorocóóóó, e batendo as asas. Quando minha mulher pensava que queria dar uma de galo, me acordava, e eu voltava a ser o de sempre.

Anônimo”

Outro foi mais artista e usou um pouco da nossa própria arte conceitual:

“Zezinho,

Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu!

O Besta”

Eu também aderi às artes e fui ao cinema, a chamada 7ª Arte. As opções eram poucos diante de minha capacidade locomotiva em Recife, para andar de chópingue em chópingue. Fui ver então o filme: Percy Jackson – O Ladrão de Raios.


Como sempre faço, vejo uma sinopse e vi que a película é baseada num livro de Rick Riordan, que é uma série chamada de Percy Jackson e os Olimpianos. São cinco livros, para adolescentes e o filme também é, mas, como todos os adolescentes estavam brincando o carnaval nas ladeiras de Olinda, não vi um dentro da sala. Só adultos e o que é pior, quase todos da terceira idade. Como pagamos meia-entrada, pensem no tamanho do prejuízo para as casas exibidoras.


Básicamente o filme tem um enredo que envolve a mitologia grega. No final do filme tem uma reunião de deuses no Olimpo, onde haviam, levando em conta o metro quadrado do Olimpo, mais de 2 milhões de deuses. Segundo o Blog do Jodeval, foi assim que Francisco José da Globo, começou a contar os 2 milhões que acompanham o Galo da Madrugada.


Em resumo Percy Jackson é um garoto de doze anos diagnosticado com dislexia e síndrome de déficit de atenção, que é constantemente expulso das escolas, não por culpa própria. Na realidade ele não era o que aparentava, ele tinha poderes que ele mesmo não conhecia. Ele era filho do deus grego Poseidon, o senhor das águas e terremotos. Certa época, ou em todas as épocas, o enredo não deixa claro, os deuses do Olimpo, procuram mulheres da terra, mortais, e com elas tem filhos, que são semi-deuses, algumas nem sabem que isto aconteceu, e como era de se esperar, no filme, os deuses só pegam as americanas. Eu penso que o Bill Clinton é filho de Afrodite (Deusa do amor e do sexo) e George Bush filho de Ares (Divindade da Guerra).


Tudo gira em torno de um roubo de um raio de Zeus, e que ele pensa que foi roubado pelo semi-deus Percy Jackson, com a coninvência do pai dele, Poseidon. O garoto passa o filme todinho, cheio de efeitos especiais, usando seus super poderes, tentando recuperar o raio, para mostrar ao avô que não foi ele. Finalmente consegue, e Zeus fica satisfeitíssimo, pois agora pode evitar que seus filhos, saiam lançando raios, e terremotos a torto e a direito, como fizeram com o Haití.


O que me intrigou não foi o filme e enredo em sí, embora que, de mitologia grega ainda goste mais dos 12 Trabalhos de Hércules do Monteiro Lobato. O que me deixou mesmo encafifado foi não haver menção a nenhum semi-deus brasileiro. Parece até que há um preconceito do autor contra os nossos super-heróis.


Para ficar na história recente, tivemos o Collor que deveria ser filho de Hades. O Fernando Henrique é irmão de Bill Clinton, com certeza era filho de Afrodite, e agora que andam falando de uma filha sua fora do casamento, já está comprovado. A Dilma é, sem dúvida filha de Eunômia (que herdou só o louvor pelo Estado), e Sarney, poderia muito bem ser filho de Deimos.


Mas, atualmente na política brasileira há uma enredo melhor do que o do filme americano, envolvendo dois semi-deuses. O Fernando Henrique e Lula, que com todo certeza é filho de Dionisius. O primeiro acusa o segundo de ter roubado, não o raio, mas algo que tem o poder dele, em política e eleição: O Bolsa Família. O Fernando diz que o raio, digo, o bolsa família é dele, e exige que ele seja entregue a José Serra (filho de Hades, irmão de Collor, mas herdou só a feiúra), enquanto Lula sai brandindo por ai o raio, digo, o Bolsa Família, dizendo que vai entregá-lo a Dilma e ninguém tasca.


Esta briga promete lances cinematográficos, e eu lhes digo com minha experiência, quem ficar como o raio ganha a eleição. E eleição daqui vai virar uma briga de raios. O meu conterrâneo Lula, desde pequeno já fazia milagres, eu nem sabia que era um semi-deus. Agora está comprovado, segundo o Jodeval Duarte, das terras de Bom Conselho, o Lula já faz milagres. Trouxe de volta o Carnaval de rua no Rio de Janeiro. Quando encontrá-lo me ajoelherarei e pedirei por Caetés e Bom Conselho.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

domingo, 14 de fevereiro de 2010

CARNAVAL DE BOM CONSELHO - COMPLEMENTO



Os artigos sobre carnaval estão fidelíssimos ao tema. Reporto-me ao de Alexandre, pela atemporalidade. De fato o nosso carnaval já foi um dos melhores. Recordo, além do que ele dimensionou, aquilo que mais mexia comigo: A TURMA DO FUNIL. Eu ficava encantado com aquele turbilhão de energia pura, regada ao lança-perfume que, na época, era permitido e dava uma emoção diferente para os usuários. Normalmente, eu permanecia a distancia. O maior motivo era o medo da multidão, eo empurra-empurra, mas me lembro de um FUNIL enorme que chegava a caber uma criança dentro, salvo engano. Outro lado que me recordo é o mela-mela, pois fazia parte daquela forma de se brincar e melar ou molhar quem estivesse por perto. Voltando a Turma do Funil, lembro que havia casas que recebiam os foliões com comidas e bebidas de graça até umas horas.

No viés da tarde, gostava muito de ir ao centro da cidade ver AS MORENINHAS, O PAGA NADA, BOLA DE OURO e outros blocos que não me recordo mais. De fato, o nosso carnaval retrocedeu. A globalização não só acabou com muitos carnavais, como o fez com os cinemas, o Cine Brasília que nos diga. Mas faz parte, pois não se pode fazer omelete sem quebrar os ovos. Este é o preço do progresso, de uma Bom Conselho "NETada", plugada com o mundo, eivada pelas “Lan House”. Quem sabe no próximo carnaval a gente não tem aí o bloco "PEDIDÃO" na folia? Ou então a gente sai, cada um, como seu próprio bloco: DA ILUSÃO, DESEMPREGADOS EM FOLIA, BESTETU, OU VAI OVÃO, DEZ DENTADOS, DEZ ARMADOS, DEZ TITUIDOS, DEZ METIDOS, DEZ TUDO...

O importante é ALEXANDRISAR, quero dizer, resgatar a crônica dele e investir em criatividade. Claro que o passado já passou e fique bem, obrigado. Mas é preciso reconstituir uma nova proposta para a CARNE COM O AVAL de todos. Neste sentido, ouçam um Bom Conselho: felicidade custa pouco e vale a pena. Coloquemos nosso bloco na rua, mesmo que seja o do EU SOZINHO, acompanhado de ilusões por todos os lados.

Daqui, em plena efervescência do GALO, preparo-me para dar uns bordejos. Tenho medo, pois a nossa cidade está muito violenta e o carnaval é um terreno fértil para isto. Mas irei ver o povo na rua em sua maior expressão de naturalidade, inclusive tentando romper alguns paradigmas mantidos durante o ano. Vou ver o povo "soltando a franga" em todos os sentidos e fora dele. Mais no "fora dele", porque sou irreverente e acredito que as estruturas não só são feitas para manter um "status - co", mas para serem quebradas. Senão o mundo não teria chegado aonde chegou, a despeito de tanto preconceito que ainda existem e minam nossas estruturas.
Feliz carnaval para todos.

Carlos Sena - csena51@hotmail.com

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Galo da Madrugada



Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó!.

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Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó!.

Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó!.

Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó!. Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó! Cocorocóóóó!

Zezinho de Caetés – jad67@citltda.com

P.S. – Sou de Caetés, ex-distrito de Garanhuns, e o texto acima é uma homenagem ao meu conterrâneo Sávio Araújo, pela sua obra de arte conceitual, o Galo que abrilhantará o desfile do Galo da Madrugada, neste sábado. Só aqueles que não entendem nada de arte é que falaram mal de sua obra. O mesmo se aplica a quem falar mal do meu texto acima. O importante é ideia, o conceito. Oh, plebe ignara!

ZC

O Carnaval de Bom Conselho



Estamos tão longe mas não saímos de Bom Conselho. Nosso Blog é dirigido à nossa terra e, como não poderia deixar de ser, nesta época, ao seu carnaval. Recentemente lemos dois dos artigos nele publicados que falam da folia de Momo na terra do Coronel Zé Abílio e do Zé Bebinho, para abarcar todos os espectros sociais. Nosso colega Jameson Pinheiro escreve sobre um possível renascimento do carnaval de rua (http://www.citltda.com/2010/02/carnaval-no-beco-do-dr-raul.html), enquanto o nosso conterrâneo Alexandre Tenório descreve a falta que ele faz (http://www.citltda.com/2010/02/o-carnaval.html).

Aqui em Belém deve existir carnaval também, mas como eu não o procuro, fico fazendo de conta que não existe, e refletindo sobre o que se escreveu e sobre meus carnavais em Bom Conselho.

Eu nunca fui um grande folião. Nem também era totalmente imune aos festejos desta efeméride que, como sabemos se fortaleceu pela influência da Igreja Católica na Idade Média, com a criação da Quaresma. Como todos sabem a Quaresma são os 40 dias de jejum que antecedem a Semana Santa. Ora! Como iria se passar 40 dias sem muitas diversões, e ninguém é de ferro, as pessoas daquela época resolveram se divertir antes e fundaram o Carnaval. Portanto, o carnaval é uma festa de respeito, ou era, até que em Olinda se resolveu entrar Quaresma a dentro.

Na minha infância e adolescência em nossa terra o carnaval era animado. Ainda menino, lembro das Moreninhas, que meus pais diziam que era formado por mulheres de “vida fácil”. Naquela época nunca entendi o que era isso, e hoje sei que ele estava totalmente errado, porque Oh, “vidinha” difícil! Tínhamos o Paga-Nada, cujo gerente era o Brás, que saia junto ao bloco, não dançando, mas com um terno branco, chapéu e óculos escuros. Um amigo de meu pai saía nele e um dia eles foram lá em casa comer uns quitutes que minha mãe preparou para a ocasião e tomar uma “zinebra gatinho”, uma espécie de cachaça estilizada. O Paga-Nada era verde-amarelo. Até hoje quando vejo um jogo da seleção brasileira me lembro deles, formando duas filas de passistas, uma sanfona atrás tocando um frevo do ano que passou, o estandarte na frente, e mais na frente um homem que era o “baliza”, fazendo piruetas e rodando um macete na mão com uma bola na ponta.

Todos tinham esta formação e me lembro do O Vencedor, cujo organizador era Zé Pelo Sinal. Era, se não me engano, Encarnado, Azul e Branco. Era o maior rival do Paga-Nada nas demonstrações de eficiência carnavalesca. Eu não vi, mas conta-se que quando eles se encontravam numa rua, cruzavam as bandeiras, e, às vezes pela inconsequência de algum comentário dos figurantes, “o pau comia no centro”, e, as balizas serviam de porrete.

Havia outros blocos, menos tradicionais que surgiam e depois desapareciam, como o Vera Cruz, o Amigo da Onça, no qual uma vez eu quase saí. Era só para meninos. Havia as Escolas de Samba, formadas por moças da sociedade bom-conselhense. Lembro de uma, a Deusdete, mas havia muitas outras todas orgulhosas de participar do carnaval de rua.

Ah! Pela manhã saiam blocos também. Era o entrudo ou mela-mela. Lembro da Tiririca, dos pobres, gerente Frederico, e da Turma do Funil, dos ricos, gerente Ivan Crespo. Uma das cenas mais vivas que tenho na memória dos nossos carnavais, foi aquela onde Ivan Crespo colocou um menino dentro do funil, e fazia o passo, enquanto a multidão se melava e delirava. Inclusive eu, totalmente vermelho de “roxo-rei”, aquela tinta de parede.

O carnaval do Clube dos 30, e das sedes dos blocos, eram a apoteose. A cena que o Alexandre descreve da multidão descendo seguindo seu Zé de Puluca, enquanto ele tocava Quarta Feira Ingrata era antológica:

É de fazer chorar
Quando o dia amanhece
E obriga
O frevo acabar
Oh Quarta Feira ingrata
Chega tão depressa
Só pra contrariar.....


Mas, o que vemos nos artigos citados, que se referem ao Bom Conselho de hoje? O Alfredo Camboim, e o cito, por que o Beco leva o nome do seu pai, fazendo um esforço para resgatar nosso carnaval de rua. Entretanto, por que no dia 6 de janeiro, e não nos próprios dias de carnaval? A resposta está no outro artigo, do Alexandre, que lamenta a morte do carnaval de rua em Bom Conselho. Todos saem da cidade e vão para as praias. Eu também lamento e me penitencio por não fazer como ele, e ir para nossa terra no período de Momo. Isto não acontece somente com Bom Conselho, embora algumas cidades tenham se salvado desta decadência momesca. Eu penso, que daí do Agreste Meridional, se alguém quiser ter um carnaval animado, junto dos seus conterrâneos, tem que ir para Tamandaré. Da última vez que fui, tinha tanta gente de Bom Conselhos e adjacências, que não seria difícil formar o Paga-Nada e O Vencedor outras vez.

Em artigo anterior o Alexandre sugeriu que a Papacagay saísse no carnaval e não no Encontro de Papacaceiros. Eu pergunto, porque o próprio Encontro não é no Carnaval? Penso que o Trio Papacaceiro estaria lá do mesmo jeito, animando algum bloco, e ajudando a restaurar nosso carnaval.

Bem, o que posso dizer, finalmente, é que é uma pena eu não poder acompanhar a folia solitária do Alexandre, vestido de árabe. No próximo ano, me espere que estarei a seu lado vestido de judeu, para brincarmos juntos, em paz e harmonia.

Bom carnaval e boas reflexões!

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL



Nosso carnaval foi durante muito tempo um dos melhores do interior de Pernambuco, vinham pessoas de varias cidades e de outros estados para brincar aqui em nossa cidade, logo de manhã já se ouviam os carros com os seus apitos no cano de escape que faziam um barulho peculiar, aos poucos iam se formando os grupos que formariam os blocos, pois a parte da manhã e tarde eram dedicada ao mela-mela, cada turma com a sua camisa, um mês antes era mandado para as casas das pessoas com condições financeiras um convite para receber o bloco, e do domingo até a terça-feira era nestas casas que iríamos beber e comer, então íamos fazendo o roteiro, subindo rua e descendo rua até chegar a ultima casa do dia, isto já era para lá da 4 horas da tarde, então todos se concentravam na praça Dom Pedro II e aos poucos íamos para nossa casa para nos prepararmos para o baile no clube dos 30, que começava às 22 horas, esta maratona durava até a manhã da quarta-feira de cinzas quando descíamos do Clube dos 30 para levar o presidente em casa, e digo aos senhores quando a orquestra VILLAS LOBO de ZÉ Puluca tocava a música QUARTA-FEIRA DE CINZA, nós chorávamos porque sabíamos que estava chegando ao fim mais um carnaval.

Com o não incentivo do poder público o nosso carnaval chegou ao final, e infelizmente não entra um só prefeito com vontade de resgatar a mais importante festa popular de nossa cidade, parece que eles nunca viveram isto que eu escrevi no parágrafo acima, a tristeza que se abate no meu peito em ver o nosso carnaval chegar aonde chegou, tudo isto com o a conivência dos nossos governantes, pois pegam seus carros e vão para as praias.

Para finalizar digo, não venham com a conversa mole que carnaval no interior acabou, pois é mentira, como exemplo cito os bons carnavais de PESQUEIRA, VITORIA DE SANTO ANTÃO, BEZERROS, TRIUNFO ETC.

Nos meus 48 anos de idade nunca sai de nossa cidade para brincar o carnaval em outro lugar, continuo aqui tentando de qualquer maneira dar um pouco de ânimo aqueles que como eu não saíram para passar o carnaval fora de nossa cidade e novamente no sábado de Zé Pereira colocarei minha fantasia de árabe e tocarei no som do meu carro os velhos frevos que não se ouvem mais.

Alexandre Tenório - tenoriovieira@uol.com.br
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(*) Fotos do álbum de Marlos Urquiza no SBC.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval No Beco do Dr. Raul



Hoje fui ao SBC (Site de Bom Conselho) e vi um link: “Carnaval Beco Dr. Raul Camboim”. Não tive mais dúvidas, cliquei nele. E o fiz por ter passado centenas, senão milhares, de vezes pelo Beco do Dr. Raul. Tive uma namorada pelos lados da Praça da Bandeira (antes que maldem, não era a Lucinha) e saía de minha casa, na Rua da Cadeia, descia pelo Beco de D. Júlia, passava em frente da casa de meu amigo de infância Mané Catita, filho de seu Mané Chagas, ia bater na casa de Abílio Alapenha, atravessava a rua, passava pelo Posto e adentrava o Beco de Dr. Raul, e de lá para Praça da Bandeira era um salto. A trajeto de volta era o mesmo.

Os becos eram e são lugares por onde se corta caminho. Sua eficiência geográfica já foi largamente comprovada para locomoção de pessoas. Normalmente, onde os automóveis ou grandes veículos não entram viram becos. O de Dr. Raul era uma dos mais famosos de nossa terra. Fiquei alegríssimo quando soube que ele agora tem uma finalidade nobre que é o de resgatar o Carnaval em nossa terra. Se tivesse podido ir ao Encontro de Papacaceiros, teria ficado para o Carnaval no Beco do Dr. Raul. Vi que o Trio Papacaceiro ficou.

Pena que só posso olhar as fotografias, mesmo que sejam de Alfredo Camboim, um dos nossos bons fotógrafos (aliás, parece que é genético, a Niedja também é excelente). Conheço o trajeto como a palma de minha mão, embora, tenha havido muitas modificações arquitetônicas e de pessoas moradoras. Entretanto, Praça Pedro II, Rua do Caboge, Manoel Borba e Beco, jamais quem nasceu e viveu em Bom Conselho pode esquecer. Esquecemos as pessoas, pois, mesmo em nossa ausência a cidade não para. Nascem jovens e mais jovens. Lindos e lindas nas fotos. Numa delas, o Alfredo aparece com duas delas, admiro suas belezas e fico em dúvida, serão netas dele?

Noutra não tenho dúvida é a Nelma, já a tinha visto nas fotos do encontro. Se ela soubesse do meu apelido, se lembraria, que um dia tivemos uma paquera. Isto foi antes dela namorar um rapaz loiro, lá do alto do colégio, que tinha um nome estranho. Revi Terezinha Miranda, Juanita (ou seria Juraci?), e o Prof. Clívio (mostrei a Lucinha e ela disse: "esta foto ficou muito mal tirada, o Seu Clívio é muito mais bonito") que não foi meu professor mas o conheci no Sport de Bom Conselho, time que ele e Zezinho Sá Barreto fundaram.

Vi também, e se estiver enganado me perdoe, Sônia de Seu Zé de Puluca. Eu a vi ainda jovem, e com todo respeito digo, era uma das moças mais bonitas de Bom Conselho, e na foto atual, todos poderão ver que não estou mentindo. Mesmo que a Lucinha Peixoto diga que ser cronista de fotos, é a "treva", é melhor tê-las para falar sobre elas do que ficar na completa escuridão. Parabéns Alfredo pelas fotos e parabéns ao SBC por publicá-las. Valeu!

Jameson Pinheirojamesonpinheiro@citltda.com

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Estadista Mundial e o Fêmur Quebrado



Dias atrás eu descrevi, neste Blog, um comício de inauguração de uma Unidade de Saúde em Paulista-PE, onde estavam o meu conterrâneo Lula e sua candidata Dilma. Lá, no palanque, já era visível o sofrimento físico do meu amigo de infância, pela sua cor e pelo suor que jorrava pelos seus poros presidenciais. Lembrei de nossas partidas de bola de meia, com a meninada nos sítios de Caetés, onde nossas cútis pareciam as de peles-vermelhas, aqueles índios americanos, que víamos no cinema.

Cheguei até a comentar com a minha amiga Eliúde, o aspecto anormal do Lula. Mas pensei com os meus botões: que nada, o cara é forte como um touro. Deve ser o efeito de uma cálice de 51 que ele tanto gosta, e eu também. A gente fica queimando por dentro e para os outros parece que também estamos queimando por fora. Aquilo não era nada.

Algumas horas depois vi estampada nos jornais a notícia de que ele havia passado mal, quando já estava no aeroporto. Ele teve, segundo os noticiários, uma crise hipertensiva, gerada pelo estresse, e que no artigo anterior, num acesso crítico, disse que foi devida às “gafes” em profusão, cometidas pela ministra candidata. Sei lá.... Arrependimento também causa bilouras.

No dia seguinte estava eu fazendo uma compra num supermercado, numa dessas lojinhas que ficam fora dele para aumentar o lucro das redes americanas, com o seu aluguel. A mocinha que estava em via de me atender, atendia nervosa uma chamada telefônica. Ela estava tensa e com ar de tristeza ao ouvir o outro lado da linha. E de quando em vez dizia:

- Não é possível!

Eu, esperando estava, esperando fiquei, e mesmo sem querer ouvia os lamentos da pobre moça. Término do telefonema, telefone no gancho, e leve lacrimejar nos olhos da triste mocinha. Não me contive e perguntei:

- O que aconteceu, posso ajudar?

Ela respondeu que não, mas começou a contar o que aconteceu.

- Imagine o senhor. Minha avó tem 84 anos. Quinze dias atrás, levou uma queda e fraturou o fêmur. Ela mora só com uma filha, que, na hora, não estava em casa. Ao chegar ela havia se arrastado até uma cama e estava lá gemendo. Minha tia então telefonou para o SAMU. Depois de horas veio uma ambulância e ela foi levada para o Hospital Miguel Arraes. Até ontem, ela ficou por lá esperando uma cirurgia. Ontem, até que enfim, a cirurgia foi marcada para hoje. Prepararam minha avó para a operação. Ficou até sem comer, a pobre, desde ontem. Hoje minha tia foi lá e encontrou minha avó comendo outra vez e sem nenhuma cirurgia. O médico que ia operar faltou ao plantão por algum motivo. Agora é esperar outro outro dia.

Ouvi calado e depois comprei o que tinha que comprar e não disse nada a não ser talvez, uma interjeição de espanto, como Nossa Senhora! ou Virgem Maria! Entretanto, a biloura de Lula ainda estava fresca na minha cabeça e não podia deixar de fazer comparações.

Eu soube que fizeram tantos exames em Lula, que lá para o fim ele já gritava: “Aí não, Aí não, aí vocês já furaram! Vocês querem me dar uma overdose de exame?” “Não façam isso, olhem que eu sou o presidente da república, mais respeito comigo! Aiiiiiii!”
“Pelo amor de Deus, eu juro que não fumarei mais esta maldita cigarrilha! Talvez, só um cigarrinho de fumo de corda, enrolado em papel de seda como meu pai fazia!”

Em suma foram muitos exames para dizer que nosso mandatário maior teve uma crise hipertensiva. E se ele tivesse quebrado o fêmur? Certamente, ele seria levado de helicóptero para o Hospital Miguel Arraes. Lá chegando passaria pelo leito da pobre velhinha de 84 anos, com o mesmo problema que ele. E, mesmo com o fêmur quebrado, sabendo de seu amor pelos pobres e doentes públicos, o seguinte diálogo poderia acontecer:

- Companheira da terceira idade, soube que você também quebrou o fêmur. Você já foi atendida?

- Ainda não, mas prometeram para amanhã, farei uma cirurgia, já estou até sem comer!

- Doutores, eu não posso passar na frente desta velhinha, só vou fazer meu tratamento depois do dela. Há quanto tempo ela está aqui?

- Quinze dias!

Respondeu uma das enfermeiras de plantão.

- Companheira da terceira idade, neste caso eu tenho que passar à sua frente, você entende, companheira, hoje vou ser Estadista Mundial!

- Que Deus o proteja!

Disse velhinha, sem ainda desconfiar que o médico faltaria ao plantão no dia seguinte. Não sei nesta hora que escrevo, se ela já foi operada, sei que o Lula já é Estadista Mundial, com biloura ou sem biloura.

José Andando de Costasjad67@citltda.com

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A RÁDIO PAPACAÇA



Ainda estou em Belém. Por promessas presidenciais estaremos voltando após o carnaval, ou mesmo um pouco antes, se entregarmos nossos trabalhos de final de curso ainda esta semana. Eu já estava correndo para esta entrega. Mas, no meio do caminho tinha uma “rosa”. Ontem me enviaram uma mensagem com o endereço da RÁDIO PAPACAÇA “on line”. Fazia tanto tempo que não recebia notícias da terra com a frescura que esperamos, que fiquei eufórica.

As notícias do SBC são servidas frias, não é um site de jornalismo, como cobramos tanto ao Luiz Clério. As notícias da A GAZETA, pela sua natureza quinzenal, e com o atraso dos Correios, já vem embebidas em formol. Na TV aberta Bom Conselho só apareceu, mesmo em Recife, quando Pedro de Lara morreu, e só aparecerá outra vez quando ele for eleito o patrono da Academia.

Entretanto, hoje temos a RÁDIO PAPACAÇA. Não conheço os seus donos pessoalmente mas estão de parabéns pela iniciativa. Mesmo que, agora com um fone de ouvido para despistar os professores, eu a fique ouvindo. Sinto-me uma adolescente, quando eles me perguntam:

- Está ouvindo o quê, Lucinha?
- Nada não professor, é só a música que estou tentando colocar neste “clip”.

E continuo ouvindo e sorrindo. Ontem terminou a festa de Santa Quitéria, na Barra do Brejo. Nada demais se não tivesse sido dito pela voz de Paula Dantas, com quem me comuniquei anteriormente através do SBC. Descobri que além de ele ser um cavalheiro tem uma voz de cavalheiro, belíssima. Eu já fui, muitos anos atrás a uma festa na Barra, e penso que era esta mesma.

Lembro ainda da cavalhada. Ficava observando a passagem de homens paramentados em cima dos seus belos cavalos e com uma vara na mão tentando enfiar numa argola à sua frente. Tinha uns que tinham uma pontaria danada, cruzes!!!

E continua ouvindo a rádio, e sei que o trabalho de fim de curso vai para o beleléu. Deverei voltar mesmo só depois do carnaval.

Ouvi também uma notícia obtida no Cartório Eleitoral, por Geninho Tavares, que me entristeceu um pouco, porque quando fazemos planos intempestivos só sofremos as conseqüências. Tai o Lula com sua candidata forjada que não me deixa mentir. No meu caso é a minha candidatura para Vereadora em Bom Conselho em 2012. A responsável pelo cartório disse que para transferir o Título de Eleitor tenho que apresentar atestado de residência na cidade de pelo menos três meses atrás. Sei que farei isto, mas para o meu neto vai ser um transtorno e para mim por causa dele. Mas, são os ossos do ofício.

O importante agora é ouvir Bom Conselho e tentar fazer meu trabalho, mas sabendo que hoje se comemora aniversário Ana Lúcia Oliveira Camboim. Será neta de Niedja? Parabéns Ana.
Quando vou desligando, vem a música cantada pelo Altemar Dutra:

“De que é feito afinal
Este teu coração...”

Ai não desligo, continuo a ouvir, aparece Miltinho em Amélia, Laranja Madura..., e vai por ai, até chegar o Dejaci Cabral com o giro policial. Confesso que não gosto de programas policiais, mas sendo da RÁDIO PAPACAÇA, gostei até de sua voz.
Já ia esquecendo, esta maravilha que leva Bom Conselho para falar com o mundo, está no link:

http://www.papacacaam.amaisouvida.com.br/

Parabéns outra vez.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com