sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não tem jeito, vamos nos locupletar




O que escreverei seria um “Post Scriptum”, que quer dizer escrito depois, a um texto que publiquei ainda hoje mais cedo aqui. Logo pensariam que me esqueci de alguma coisa. Não. É que no Brasil, as boas notícias vem de mula e as ruins vem de jato francês. Mesmo ontem estava vendo os telejornais, onde se comentava uma notícia da Folha de São Paulo, que diz terem os filhos de Lula recebido passaportes diplomático.

Atualmente, como comentei ontem, os Lulinhas estão no Forte dos Andradas a convite do Ministro da Defesa. Eles são Luís Cláudio Lula da Silva e Marcos Cláudio Lula da Silva. O primeiro é o caçula e tem 25 anos e o segundo tem 39, e é filho do primeiro casamento de Marisa Letícia, tendo sido adotado pelo Lulão.

Segundo as normas do Itamarati só se concede este tipo de documento a dependentes de autoridades e que tenha até 21 anos ou sejam deficientes físicos. Como os Lulinhas são sadios e maiores de 21 anos, os passaportes foram concedidos pelo Ministro de plantão, o Celso Amorim, logo no início do primeiro governo Lula, que usou um decreto para respaldar sua decisão. Este decreto diz que ele pode fazer isto, “em função do interesse do país”. Então está tudo certo. Outra vez, não mais o Ministro da Defesa, mas agora o Ministro das Relações Exteriores, usa seu poder para beneficiar os Lulas. E por um motivo, muito mais forte do que o direito deles de descansar e pescar no quartel, com a minha vara dada pela Defesa, “o interesse do país”.

Não podemos nos precipitar e criticar esta decisão, pois os filhos do Lula podem ser agentes do serviço de espionagem do Planalto em missão no exterior. Se a imprensa começar com críticas mais severas, agora que eles já não estariam mais no cargo, o novo governo pode explicar e até condecorar os agentes 006 e 008, pelos serviços prestados ao país. Correm boatos de que foram eles que convenceram o Obama a chamar o Lula de “o cara”.

A explicação valeria se os vistos nos passaportes diplomáticos não tivessem sido estendidos até o fim do governo Dilma. Agora, mesmo sendo verdade, pelos cargos que ocupam no interesse do país, o Lula 006 e o Lula 008, não podem serem desmascarados, pois colocaria em jogo até a vida do 007, que é o único que tem licença para matar.

Para não fazer um novo P. S. a este texto, vou logo comentando outra matéria do Josias de Souza, publicada já hoje, cujo título me atraiu: “Lulinha faz troça das notícias: ‘Me coloquem no BBB’”. Lucinha Peixoto, em suas incursões novelísticas, uma vez citou um personagem, que ela até convidou para a Papacagay, que tinha um bordão muito adequado para minha reação quando li: “Choquei!!!” Vejam o texto do Josias:

“O ex-chanceler Celso Amorim invocou o "interesse do país" para prover passaportes diplomáticos a dois filhos de Lula.
Com isso, o Itamaraty criou um novo conceito de interesse nacional. Além do teor político e administrativo, adquiriu uma carga familiar.
Privilégios diplomáticos a filhos de ex-governantes não é coisa republicana. É coisa de monarcas.
Quando os filhos do ex-soberano não se enquadram nas regras que disciplinam a emissão dos passaportes, a coisa evolui para a monarquia absolutista.
Luiz Cláudio Lula da Silva, 25, caçula do ex-imperador e um dos beneficiários do privilégio não parece incomodado com a súbita notoriedade.
Ao contrário, Lulinha diverte-se com a própria fama. Escolheu a web como palco de seu deleite. Ele borrifou no twitter notas sobre o tema.
Comunica-se com a rede a partir do Forte dos Andradas, a instalação do Exército que Lula escolheu para transferir à Viúva a conta das férias da ex-primeira-família.
Apurada pelo repórter Matheus Leitão e veiculada na Folha, a novidade dos passaportes especiais ecoou no telejornal que sucede a novela.
Numa das notas que pendurou no microblog, Lulinha saboreou: “É isso aí.. Pelo jeito esse ano vou trabalhar no Jornal Nacional!”
A presença no departamento de telejornalismo não parece satisfazê-lo. Ambicona o núcleo de entretenimento: ‘...Podiam me colocar no BBB’.
Uma internauta que segue o filho de Lula no twitter provocou-o: “Lulinha pode ter passaporte diplomático, mas o que pega [mal] é ser europeu”.
Em timbre sarcástico, Lulinha respondeu com uma indagação: “Serve ter nacionalidade italiana?”
À época em que o marido ainda reinava, Marisa Letícia invocou as origens familiares para obter –para si e para os filhos— o reconhecimento da cidadania italiana.
Se quiser levar a diversão às últimas consequências, Lulinha pode emendar as férias na praia que costeia o forte do Guarujá numa viagem a Roma.
A dupla cidadania e, sobretudo, o passaporte diplomático lhe asseguram tratamento diferenciado na alfândega.
Nas ruas de sua segunda pátria, talvez precise ocultar o nome do pai. A negativa à extradição de Cesare Battisti fez de Lula persona non grata na Itália.
Ainda assim, Lulinha pode aproveitar a viagem para analisar as similaridades entre o sistema político brasileiro e o italiano.
A república, como se sabe, pode ser presidencialista (caso dos EUA), parlamentarista (caso da Itália) ou uma mistura das duas coisas (caso do Brasil).
O Brasil jura que é presidencialista. Mas a Constituição de 88, escrita para um parlamentatismo que o plebiscito sonegou, produziu um país híbrido.
Com algum esforço, Lulinha perceberá que há um traço comum a todas as repúblicas: a saudade da monarquia.
Quem obtém algum destaque no comando de uma república como a brasileira obtém alta popularidade e acaba assumindo ares de rei.
Renovado, o passaporte diplomático de Lulinha só vale por quatro anos, o mesmo prazo de validade do governo Dilma Rousseff.
É verdade que, mesmo numa falsa república, o pequeno grupo palaceano que (des)manda em tudo é mudado periodicamente –exceto pelo PMDB, que continua.
Mas Lulinha pode continuar se divertindo. Dilma é vista como mera transição entre a felicidade suprema de Lula e a volta da felicidade, em 2014.
De resto, o ex-monarca já avisou que, depois de “desencarnar”, continuará na política. Entre os objetivos que se autoimpôs está a reforma política.
Sem oposição, Lula pode negociar com os partidos a conversão da reinado disfarçado em monarquia real.
Por que diabos o Brasil deveria impor a si e a Lulinha limites à felicidade?”

O Twitter foi usado pelo Lula 008. Ele apenas quis mostrar que ainda continua no serviço secreto, agora com missão na Itália, onde o Lulão é esperado para ser homenageado no Coliseu, antes de o romanos soltarem os leões, enquanto a turba grita: Battisti! Battisti!, com o polegar para baixo. E viva a Republiqueta!!!

Agora sou eu quem diz: Se não se instaurar a moralidade neste novo governo, eu vou me locupletar, pedindo um passaporte diplomático, uma vara de pescar, e um número de 009, com licença, não para matar, mas para morrer de vergonha.

P.S.: Será que será o último PS? Agora já sei que o 009 já tem dono, é o neto de Lula, de 14 anos, e o 0010 é do Edir Macedo. Então me candidato ao 0800.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

Um comentário:

Blog Chumbo Grosso disse...

PARABÉNS AO BLOG DA CIT POR TER SIDO O ÚNICO DO AGRESTE MERIDIONAL A ESCREVER SOBRE ESSA TRAPALHADA DA MUNDIÇA DO LULA QUE ESTÁ DE FÉRIAS, NA PRAIA, NUM FORTE PERTENCENTE AS FORÇAS ARMADAS. NOTA DEZ PARA O BLOG DA CIT!!!