quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Nobreza na Política


Passando a vista nos Blogs recomendados pela A Gazeta Digital, deparei-me como artigo do Blog do Kotscho, cujo título era “Quando a política pode ser nobre” e que transcrevo abaixo:

“Quem teve a felicidade de participar da homenagem prestada neste 25 de janeiro pela cidade de São Paulo ao mineiro José Alencar foi testemunha de que, depois das baixarias da recente campanha eleitoral e em meio às bandalheiras generalizadas denunciadas nos últimos dias, a política também pode ser nobre.

Ao final da cerimônia, pareciam todos felizes com o que tinham acabado de assistir no improvisado auditório montado no saguão da sede da Prefeitura no Viaduto do Chá. Enquanto Alencar era rapidamente retirado em sua cadeira de rodas por médicos e enfermeiros, políticos de todas as tendências conversavam como se fossem todos do mesmo partido.

“Este é o nosso Brasil, olha aí, hoje veio todo mundo, tem de tudo”, resumia com alegria o tucano histórico José Gregori, na garagem do prédio, no momento em que o ex-vice-presidente se despedia dos convidados para voltar ao hospital.

Foi um encontro ecumênico que emocionou a todos, deixando uma brava lição de coragem de alguém que luta para continuar vivendo e é capaz de sorrir mesmo nos momentos mais difíceis, reunindo à sua volta adversários políticos de todos os partidos.

A presidente Dilma, o ex-presidente Lula, o governador Alckmin, o vice Temer, o prefeito Kassab, petistas, tucanos, democratas e peemedebistas, ali eram todos apenas amigos de José Alencar, um raro exemplo de nobreza na vida política brasileira. Durou só uma hora, mas valeu o dia. Vida que segue.”

Volto, dando os parabéns atrasados para São Paulo, o local das atitudes políticas que o Ricardo Kotscho achou um verdadeiro gesto de nobreza. Quando se trata do nosso ex-vice presidente, tudo é nobre. Sempre um lutador pela vida e um exemplo para os brasileiros. O engano do jornalista é supor que a política deixa de ser nobre quando, agimos como os mineiros, de quem o Nelson Rodrigues dizia que só eram solidários no câncer. Eu digo que a política pode ser uma nobre arte mesmo, com diz o Blog Acerto de Contas (leia aqui) quando agimos como o PT de Pernambuco, que não é solidário nem no câncer.

A nobreza vai depender sempre do objetivo que se tem quando se aplica uma rasteira no adversário. No ato de homenagem ao José de Alencar o objetivo de cada político que lá se encontrava era apenas evitar que o outro passasse por nobre sozinho, e assim todos se tornaram nobres. As rasteiras vieram uma hora depois e continuarão até a próxima homenagem. Mas a política continua nobre, se o que se tenta obter vale a pena.

Parece até que isto é uma defesa do princípio de que “os fins justificam os meios”. Não é uma defesa e sim uma constatação dentro de uma democracia representativa, em cujo sistema os políticos se tornam profissionais do poder. Nobre é o poder. E a nobreza vem da capacidade que o poder confere de influenciar a vida dos cidadãos, tanto quanto como qualquer profissional. Um médico não é menos nobre quando segue os procedimentos cirúrgicos que os ensinaram, mesmo quando o doente morre. Isto faz parte de sua atividade profissional. O político não se torna menos nobre por não ter ido a uma solenidade em homenagem ao seu adversário, se isto envolve os seus objetivos de alcançar o poder. Esta é a sua arte.

Quando se diz que a política é para profissionais, isto significa a mesma coisa que dizer que a engenharia, a medicina a advocacia é para profissionais. Não há nada mais pernicioso para uma sociedade do que a falta de políticos qualificados, e cientes dos seus deveres. Muitas vezes isto envolve atitudes com aparência antiéticas, como muitas vezes um médico tem que escolher entre quem deve morrer, em casos de calamidades.

Então vem a pergunta óbvia. Quando a política pode se tornar não nobre? Basta olharmos para outras profissões e a resposta é encontrada com facilidade. O profissional da política deve estar sempre orientado para o bem da comunidade que o elegeu. Isto é o que dá legitimidade ao seu poder, e seu ar de nobreza. Muitas vezes os sentimentos chamados “nobres”, como chorar em solenidades, fazer discursos emocionados em cemitérios, abraçar beijar as criancinhas, não são sinais de nobreza da atividade política, mas apenas acessórios da profissão, como a de vendedor que não pode começar sua atividade dizendo que o produto oferecido causou danos materiais. A nobreza disto está no fato de tanto o vendedor quanto o político, ter sua visão voltada para o mal que pode está causando em seu público alvo. Isto é individual e intransferível como a adoção de qualquer princípio moral.

Eu penso que na referida solenidade o único nobre era o próprio José de Alencar, com seu humor e simpatia diante do seu quadro de saúde. E ele nem precisou chorar para ver a sua sinceridade e nobreza. Espero que ele supere mais esta fase, e volte a ser nobre na política outra vez.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

Um comentário:

Altamir Pinheiro disse...

JORNALISTAS PERTENCENTES AO PIG(PARTIDO DA IMPRENSA GOVERNISTA) COMO AQUELE DE BOTINHAS ROSAS O TAL DE PAULO HENRIQUE AMORIM, O ABILOLADO DO NASSIF E ESSE BABA DO RICARDO KOTSCHO, ESSES, NÃO PODEM SER CHAMADOS DE JORNALISTA(EM QUE PESE SEUS RESPECTIVOS DIPLOMAS). NA VERDADE, SÃO DELIQUENTES VENDAIS. E, POR FALAR NISSO, GARANHUNS TÁ POLUÍDA DE BLOGUEIROS QUE, SE NÃO SÃO DELINQUENTES VENDAIS, ASSUMEM COM MUITA GALHARDIA E PROPRIEDADE A POSIÇÃO DE PERTENCEREM AO PIP(PARTIDO DA IMPRENSA PETISTA). E O PIOR É QUE A PRAGA É TÃO CONTAGIOSA QUE JÁ ESTÁ SE ALASTRANDO PARA TUDO QUANTO É LUGAR. ATÉ LÁ PRAS BANDAS DE BOM CONSELHO A INFESTAÇÃO TÁ TERRÍVEL. LÁ, TEM UM REBELADO COMENTARISTA QUE NÃO É JORNALISTA, PORÉM UM BOM ARTICULISTA POR NOME DE JOSÉ FERNANDES COSTA QUE É UM ADEPTO INCONDICIONAL DO PID(PARTIDO DA IMPRENSA DILMISTA). AONDE VAI PARAR TUDO ISSO, ESSE PESSOAL QUE ADERE CEGAMENTE A DOUTRINA FANÁTICA?!?!?! ENQUANTO ISSO, A GENTE APERTA O CERCO E RASGA O VERBO E, AINDA POR CIMA, PINTA e BORDA, CHULEIA, CASEIA E PREGA BOTÃO EM CIMA DELES.