sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Antes e o Depois




Hoje estou fazendo as malas para voltar ao Recife e ficar mais perto do meu Bom Conselho querido. Entre um nó e outro de minha bagagem eu vi o vídeo e o texto a seguir, dos jornalistas Edna Simão e Tiago Décimo do Estado de São Paulo (Estadão.com), do dia 20 de janeiro. Coloco-os na ordem que deveriam estar, como aquelas propagandas de dieta de emagrecimento onde há o Antes e o Depois. Aqui, ao contrário da propaganda, a mentira é o Antes. Vejam.

O Antes



O Depois

“FEIRA DE SANTANA, Bahia - Apenas seis meses depois de entregues as chaves, o primeiro empreendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida para famílias de baixa renda tornou-se uma espécie de assentamento urbano com comércio ilegal de apartamentos e abandono dos imóveis por falta de pagamento das prestações de R$ 50, colocando em xeque o programa xodó da presidente Dilma Rousseff.

O Residencial Nova Conceição, em Feira de Santana (BA), foi o primeiro empreendimento para famílias com renda de até R$ 1.395 entregue no País e recebeu duas visitas do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na campanha presidencial, Dilma levou ao ar no horário eleitoral gratuito o condomínio como exemplo bem-sucedido de política pública para os mais pobres.

De lá para cá, desligadas as câmeras da campanha, o "condomínio" apresenta personagens com dramas reais. O presidente da Associação de Moradores do Residencial Nova Conceição, Edson dos Santos Marques, 27 anos, diz que o calote tem aumentado no empreendimento porque boa parte dos moradores tem como renda apenas o benefício do Bolsa Família.

De acordo com ele e com entrevistas realizadas pelo Estado, das 440 unidades do residencial distribuídas em 22 blocos, 50 já foram ilegalmente negociadas pelos ocupantes de direito, escolhidos pela Prefeitura de Feira de Santana em parceria com a Caixa Econômica Federal. Eram pessoas que tiveram as casas condenadas depois da enchente que atingiu o bairro periférico de Feira X, a cerca de dez quilômetros dali, em 2007.

"Houve quem vendesse a unidade a R$ 500, antes de receber as chaves", conta Marques. Em média, cada apartamento tem 37 m², dois quartos, cozinha e banheiro. "Hoje, os valores estão por volta de R$ 15 mil." Como rege a lei da oferta e da procura e há demanda para as unidades, os preços dos apartamentos estão subindo.

Contas

Para Anália Barbosa dos Santos, de 62 anos, a entrega das chaves do apartamento 2, do bloco 16, depois da visita presidencial e da então candidata parecia encerrar uma vida de necessidades. Agora, ela pensa em se mudar. "Tenho dificuldades para pagar todas as contas que chegam", conta a idosa, que sonha comprar uma casa no bairro de origem com o dinheiro da venda.

A inadimplência já preocupa a Caixa. Isso porque, a entrega do empreendimento é recente e há o temor de que essa situação se repita em outros locais.

Com a "expulsão" dos beneficiários originais, o residencial que era para ser destinado, principalmente, aos inscritos no Bolsa Família que moravam em áreas de risco está sendo "colonizado" por famílias com renda familiar superior.

Mãe solteira de três crianças, Cristiane Lopes, 30 anos, deixou de pagar, há quatro meses, as parcelas da casa própria à Caixa. Desempregada, ela conta apenas com a renda de R$ 134 do Bolsa Família para manter a casa. "Paguei as duas primeiras parcelas com R$ 100 que ganhei da minha tia. Depois não consegui pagar mais", lamentou Cristiane. Ela já recebeu cartas da Caixa cobrando o débito e teme perder o imóvel por inadimplência.

Lançado por Lula em 2009, o Minha Casa, Minha Vida foi um dos principais trunfos de Dilma na campanha. Na ocasião, ela prometeu entregar 2 milhões de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 até 2014.

O objetivo do programa é reduzir o déficit habitacional no País, que é de quase 6 milhões de moradias - concentrado entre as famílias que recebem até um salário mínimo. Mas quando foi lançado, o Minha Casa, Minha Vida também serviu de estímulo econômico em momento em que o País sentia os efeitos da maior crise financeira dos últimos 80 anos.

De abril de 2009 a dezembro de 2010, a Caixa assinou 1 milhão de contratos, como era esperado. O número de imóveis entregues, no entanto, não chegou a 300 mil unidades. A expectativa é de que as entregas se acelerassem no decorrer de 2010. Isso porque, um empreendimento demora, em média, 18 meses para ser construído.”


.......

Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero la la iála la iá iá iá
Porque eu tô voltando

Ouçam a música no vídeo e desconsiderem o macho no final. Não é eu.



Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

4 comentários:

Altamir Pinheiro disse...

ANTES DE ME APONTAREM O DEDO, EU EMPURRO O MEU DEDÃO TODINHO (não é o Fura-bolo, nem o Cata-piolho é o Maior-de-todos), NA FUÇA DESSES DESTRAMBELHADOS PETRALHAS. ESSE É O EXEMPLO MAIOR DO FRACASSO DO GOVERNO LULA TABAJARA. A MENINA DOS OLHOS DO GOVERNO PETRALHA VAI SE TRANSFORMANDO NUM ELEFANTE BRANCO. AS "CONQUISTAS" DO GOVERNO LULA POUCO A POUCO VÃO SE DISSSIPANDO FEITO FUMAÇAS AO VENTO(É o efeito Páqui). ESSE TIPO DE TRAMBICAGEM DEVERIA SER TRATADO E PUNIDO SEVERAMENTE. SIM, É UM ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS. ASSIM COMO OS BADERNEIROS DO MST QUE DEPOIS QUE CONSEGUEM OS SEUS DEVIDOS “CHÃO DE CASA E TERRA PRO TRABALHO” OS VENDE A PREÇO DE BANANA PODRE DE MEIO DE FEIRA. O MAIS PRÁTICO SERIA PASSÁ-LHES A ESCRITURA COM UMA CLÁUSULA REZANDO QUE, AQUELE IMÓVEL ERA INTRANSFERÍVEL E, QUEM O CEDESSE(COM EXCEÇÃO PARA O PAI, MÃE e FILHO) SERIA PUNIDO SEVERAMENTE E SERIA LEVADO AS BARRAS DO TRIBUNAL. QUER DIZER: O IMÓVEL EM HIPÓTESE ALGUMA PODERIA SER VENDIDO OU MESMO ALUGADO. AGORA, COM FISCALIZAÇÃO CONTÍNUA!!! ERA SÓ QUERER E COLOCAR ISSO EM PRÁTICA....... MAS, LIDAR COM ELEITOR DESSE NAIPE, DÁ NO QUE DAR!!! ALIÁS, ELES SE MERECEM!!!

Henrique Veras disse...

Com sua língua ferina e afiada, sarcasticamente, o Altamir diz que a culpa é do "PÁQUI". Todos nós acompanhamos que antes da eleição era tudo Alice no País da Maravilha. Logo após é que estamparam os podres: fissuras nas paredes, janelas emperradas, tinta da cor de defunto, portas que não fecham e a galera que votou nela sendo enganada e ludibriada sorrateiramente.

José Fernandes Ccsta disse...

Essa de "... o macho no final. Não é eu." - E outras "pérolas" portuguesas do altamir, torna-se impossível algum comentário. - São "gênios" impiedosos de todos os tempos. - Viva a deslumbrada de Gramado!!!!/.

José Fernandes Ccsta disse...

A Caixa Econômica Federal e outros entes destinados ao crédito, sempre foram pais de empreiteiros. E padrastos dos que teimam em ser classe média. No seu elitismo, esses "financiadores" querem mais distância dos sem-nada. 2. Durante dez anos participei de reuniões em grupos de trabalho que tentavam encontrar uma forma para que os grandes devedores pagassem ao Banco do Brasil, BANDEPE, Caixa Econômica, SUDENE, Banco do Nordeste etc. Os caloteiros eram sempre os mesmos, em todos esses órgãos creditícios. - Nós suávamos os colarinhos das camisas. E as nossas discussões eram infrutíferas. - Por quê? - Porque o que decidíamos aqui, em seis ou mais horas de reuniões diárias, dias após dias, os donos das empreiteiras e dos cotonifícios cancelavam em Brasília, com um simples telefonema para os presidentes dessas entidades ou para um ministro. Aí vinham as ordens da Sede para fazermos as "cínicas composições". Ou seja, rolar as dívidas por mais dez anos, sem nada recebermos. E emprestar mais alguns milhões aos devedores contumazes, para não "prejudicar mais" as suas atividades criminosas. - Mas isso NÃO foi no Governo Lula, NÃO. Quem detém um pouco de informação, sabe dessas coisas. - E hoje vem um dirigente qualquer, da própria Caixa Econômica, mostrar preocupação por causa de uma prestação de R$50,00 de uma favelada. - Para evitar tantos danos impostos à classe dos sem-nada, os governos devem construir unidades decentes, mandar assinar um contrato etc. Mas NÃO tem motivos para preocupações por não receber. Porque o povo pobre, além de não poder pagar, aprende a furtar, vendo os "empresários" furtarem! - Quanto à fiscalização para que eles não vendam o imóvel financiado, cabe à própria entidade emprestadora./.