quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O "cavalo" e a "égua"




Ano passado O Andarilho pôs na boca do seu “cavalo” um epíteto para mim: “A Naja do Agreste”. Eu irei utilizá-lo em minha campanha, sem dúvida. Preciso de ajuda até do além para me eleger e lutar para que o povo de Bom Conselho fique tão esclarecido, que jamais volte a ler o que o “cavalo” do O Andarilho escreve. Agradeço pelo seu papel de cabo eleitoral, mas, não terei vaga para “cavalo” como meu assessor na Casa de Dantas Barreto.


O apedeuta-mor, o Lula, andou dizendo que só repete a frase “nunca na história deste país”, porque sabe que alguns ficam chateados com ela, então, de maldade ele a repete diuturnamente. Eu, sendo uma naja em favor da cultura, da luta contra os prenconceitos, contra o “carolismo”, contra o apedeutismo e contra outros “ismos”, perniciosos a nossa sociedade, como o petismo, etc. vou imitar o Lula neste caso. Mas só algumas vezes, pois “cavalo” que tenta subir escada, além de cavalo é burro, e longe de mim a intenção de quebrar perna de animal, ou fazê-lo parar de relinchar.


Outra vez o “cavalo” do O Andarilho escreve, para defender seu valores morais, como se estes fossem os mesmos valores de todos os bom-conselhenses. Quanta pretensão deste pobre animal. Se O Andarilho ainda fosse vivo, eu diria que se vocês vissem uma liteira, levada por vários escravos, atravessar o portal da cidade, não deveriam ter dúvida, seria ele. Graças a Deus, depois de morto ele só pode baixar na Bahia, em algum terreiro, não muito frequentado.


Como eu sei que só quem lia a coluna do O Andarilho, era o Etiene e o Pedro Ramos (que espero se restabeleça logo para proporcionar momentos de alegria, com o Quarteto Papacaceiro, aos bom-conselhenses), e agora, se é verdade o que o “cavalo” escreveu, apenas o Etiene continua lê-lo, vou pinçar algumas ideias dos últimos seus 3 escritos, simplesmente, igual ao apedeuta-mor, para chateá-lo. Onde quer que ele esteja, pois o “cavalo” é apenas um instrumento para sua manifestação. E como já disse, eu soube que quando ele para de incorporar o espírito errante, não se lembra de nada. Então não esperem um dia, conhecer o “cavalo” do O Andarilho.


No primeiro texto ele apelou para o bom-senso da A GAZETA DIGITAL, pedindo para retirar um artigo que aquele opiniático/noticioso da cidade publicou. Era um texto do Rubem Fonseca, a quem já me referi em artigo anterior. O “cavalo” comete o mesmo ato de bom-senso da AGD, e transcreve o belo artigo do Rubem, do ponto de vista literário, e depois cita um texto do Zé Carlos, onde ele escreve sobre o sucesso do empreendimento, ao que agradecemos ao “cavalo”, pelo que nos toca da AGD. O Zé Carlos tem boca e mão para responder a ele, se quiser e quando quiser.


Não houve nenhuma reação, e como sabem os adeptos do camdomblé, “cavalo” que não dança e dá seu show no terreiro, não serve. Ele tinha que aparecer e escrever outro texto, enviando a Zé Carlos por e-mail, que o encaminhou a mim. Talvez pensando que eu soubesse tratar melhor com animais, e isto é verdade, mas com animais normais, “cavalo” de terreiro eu tenho é medo. Fui no Pai Dantas uma vez, e estou relutante em voltar. No texto ele levanta uma hipótese sobre uma “contradição midiática” entre alhos e bugalhos. “Cavalo”, alhos são alhos e bugalhos são bugalhos, como já dizia o Zezinho e Conselheiro. O Zé Carlos estava falando do Mural, onde a escrita é livre, e não dos textos escolhidos pela equipe para serem publicados. Ainda assim, ele poderia está se referindo às demais publicações. Pois como já vimos, os textos publicados até agora não ferem nenhum dos princípios por ele afirmados.


Como “cavalo” não lê blogs, só escreve o que a entidade manda, foi O Andarilho que leu as outras publicações da AGD. Se tivesse lido tudo com sua moral da idade média já haveria escrito que o conto de Machado de Assis era racista, porque apresenta uma menina negra sendo judiada por uma branca. A obra de arte supera muitas coisas que os textos comuns e as mentes comuns e muitas vezes mais sujas do que pau de galinheiro, acham que são uma afronta ao bom-senso e aos princípios morais. Eu já falei que algum Papa mandou cobrir as vergonhas do Adão de Michelangelo na Capela Sistina do Vaticano. Ainda bem que nossa Igreja evoluiu um pouco. Nós católicos já podemos até pensar em usar preservativo para evitar um mal maior. Tenho certeza que ele não só permitiria a leitura do Rubem Fonseca, como o recomendaria. Espero que este grande escritor escreva sobre pedofilia e ajude os católicos, como nós, a encarar o nosso tempo, não como era do pecado, mas uma época de esclarecimento.

O que acontece é que O Andarilho, depois que morreu, pensa que seu “cavalo” é capaz de escrever coisas que ele não sabia nem quando vivo. Pois no terceiro texto ele apenas diz que existem muitos “Rubem”, como existem muitos Machados, Portinaris, Rubens, Michelangelo, Picassos e até Maicons. Mas, quando uma pessoa entende de futebol (obrigada Jameson), jamais irá pensar que o Maicon que está jogando é o Michel Jackson. “Cavalo”, quando está escrito “Rubem” em um texto como aquele, quem tem um mínimo de noção de literatura brasileira sabe que é o Rubem Fonseca, ou mesmo o Rubem Braga, e não o Rubem de Miguel Gordo, bom rapaz que conheci em minha mocidade, em Bom Conselho.


Eu penso que por hoje eu já acendi muita vela para defunto ruim. Mas, não se engane “cavalo”, não deixarei você distribuir seus coices com os bom-conselhenses, sem defendê-los. As fotos que acompanham este texto são para ferir a moral e os costumes de O Andarilho, os dele, não os nossos e nem da maioria de nossa população. Quando passar a sugerir, à AGD, obras de literatura, por favor não me peçam para publicar gente da Academia Brasileiras de Letras, pois eu iria direto no João Ubaldo Ribeiro, para O Andarilho não baixar mais em terreiro nenhum.


Ainda mais, ele, O Andarilho, coloca na pena do seu “cavalo” que eu sou uma égua da língua desembestada. Será que isto foi para elogiar o “cavalo” dizendo que sou a mãe dele? Já disse que não posso pedir para um morto abrir sua mente. Seria contra os meus princípios religiosos. Então apelo para o “cavalo”, se ele tem pelo menos alguma consciência de está sendo usado por um espírito que vaga pelos terreiros baianos procurando intimidar quem gosta de ler alguma coisa, além de bula de remédio, se não for de Viagra ou de consistência de preservativo, pois isto seria um pecado maior do que ler o Rubem Fonseca. Como já está disseminado em todos os terreiros baianos, “cavalo” só faz bem o seu trabalho se o espírito não for burro. Então não culpem o “cavalo”, neste caso quem zurra é o desencarnado.



Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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