segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

"Passione 3" - O Fiasco.




Esta é a terceira vez que escrevo sobre a novela global Passione. Então, os novelafóbicos não continuem a leitura. Se as vidas de Saulo, da Mirna, do Totó, do Fred, da Clara, nada representam para vocês, por favor sigam seus rumos, lendo outras postagens ou outros blogs. Prometi e estou cumprindo minha promessa de fazer, ao seu fim, uma análise profunda desta trama, usando meus conhecimentos de Psicologia, obtidos da mesma forma que o apedeuta-mor obteve os seus para governar um país como este. Ambos temos nossas limitações reconhecidas, mas, não é por não ter tido um acesso a um diploma de nível superior, que devemos ficar inutilizados.

Minha teoria fundamental sobre esta novela é que o autor, procurou fazer um paralelo entre os personagens e a história contemporânea do Brasil. Basta um pouco de observação e um pouco de imaginação para ver que o personagem da Clara foi inspirado nas chamadas esquerdas brasileiras, mas com um viés petista. Vejam sua trajetória. Quando criança era uma menina simples e boa, sendo usada pela avó para, através de favores sexuais, obter lucros financeiros. Aqui é apenas uma hipótese, mas tenho certeza que a avó, não foi inspirada em Chapeuzinho Vermelho, mas no moderno sindicalismo brasileiro. Basta trocar o termo “sexuais” por “eleitorais”, e a semelhança torna-se realidades.

A Clara, depois do primeiro encontro com o “tio”, parece ter gostado da atividade, igualzinho ao que aconteceu com o PT, no governo. A Clara começou a querer cada vez mais, e o PT também. Aquela menina pura e inocente, que criticava tanto as outras, quando em atividade, se tornava uma pessoa totalmente diferente, igualzinho ao PT. Até quando ela encontrou um “pato” para resolver todos os seus problemas e satisfazer todos os seus desejos, a esta altura, mesquinhos e egoístas, era o Totó.

Senhores e senhoras, o Totó é a representação pura e fiel do povo brasileiro. Vivia esperando alguém que realizasse os seus sonhos de felicidade, e a Clara lhe prometeu isto. Por um bom tempo ele ficou alegre e feliz acreditando no seu amor e em suas histórias. Mesmo que a Clara houvesse cometido alguns deslizes que o deixou desconfiado, ele continuou acreditando. Isto durou alguns meses para o Totó e alguns anos para o povo brasileiro com o PT.

Até chegar uma crise, e as eleições, tudo ia bem, então o Totó descobriu que a Clara não era muita católica. E tentou romper com ela. Igual ao povo brasileiro com o PT e Dilma. Entretanto, a astúcia e habilidade de Clara fez o Totó cair outra vez na enganação dela. A Clara fingindo-se de boazinha mata o Totó. Na vida real o PT tentar matar o povo brasileiro com o Bolsa Família, mas igual na novela, o povo fingiu acreditar na Clara e Dilma venceu as eleições, e o povo brasileiro ficou a mercê de Clara outra vez.

O restante do roteiro é apenas uma previsão do que acontecerá. Aí está o fiasco. Depois de cometer todas as atrocidades contra o Totó, e pasmem, matar o Saulo, a Clara, depois que descobriu que Totó estava vivo, vai para a cadeia e será punida pela vergonha da esmola que não matou o cidadão, Totó, ou o povo brasileiro, o Bolsa Família. Entretanto, termina seus dias em Porto de Galinhas, tomando conta de um pernambucano, e curtindo as mordomias do nosso Sol, fingindo está no Caribe.

Todos sabemos que a Clara está com os dias contados, mesmo sendo eleita presidenta do Brasil. O Totó dará o troco em 2014. Ou seja, aproveitando o escrito na A GAZETA 269, pelo Cícero Ranzi, que é Ranzi mas pode haver ranço (sem ser ranzinza), o povo brasileiro mostrará que tem votos de valor, e não votos com valor.

Ainda teria muitos dados para comprovar minha tese chave. O Sílvio de Abreu escreveu sobre política, mas é um neófito neste campo. Se alguém tem algo contra esta análise, veja daqui alguns anos o Vale a Pena Ver de Novo, e me contradiga, e se souber quem é o pernambucano de quem a Clara está cuidando, bota a boca no mundo. Teria ele um "Insensato Coração"? Veremos a partir de amanhã.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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(*)Arte na foto de Jameson Pinheiro.

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