segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quousque tandem abutere, Andarilho, patientia nostra?




O título deste artigo é uma frase do famoso Senador romano, Cícero, em um dos seus discursos contra Catilina, chamados em seu conjunto de Catilinárias. Catilina era um nobre romano que chefiou uma conjuração contra o Estado. Lendo Catilina, onde eu coloquei Andarilho, mostrando o meu objetivo com mais clareza, uma tradução poderia ser esta: “Até quando abusarás, Andarilho, de nossa paciência?”.

Eu gostaria de saber onde é o terreiro que o “cavalo” recebe O Andarilho, para presenciar uma de suas sessões e talvez aconselhar a este espírito, que vaga na escuridão, sobre o caminho para alcançar a luz. Mas, atualmente, estou tão longe de Salvador que nem cogito desta possibilidade. Quando me avisam que ele, em alguma manifestação, usa o “cavalo” para citar meu nome, algum espírito de porco (agora é o Zé Carlos), me avisa para eu perder meu precioso tempo, indo à coluna no SBC onde o “cavalo” psicografa o desafortunado.

Desta vez O Andarilho admite que está errado em seu julgamento falso moralista e ingênuo sobre um famoso texto de um grande escritor brasileiro. Claro que ele sabia que estava errado mesmo antes de escrever a primeira vez. O que ele queria era apenas reaparecer, depois de um descanso de meses que ele nos deu, a nós, e ao povo de nossa terra. Isto eu digo e posso provar, porque seus argumentos foram tão débeis que até o “cavalo”, deve ter desconfiado. Por isso, ninguém deu atenção a ele, e agora, graças a Deus, ele admite sua besteira.

Claro que ele não para de dizê-las, é de sua índole, isto eu já sabia. Fala numa tal de Democracia Anárquica, com saudade da Democracia Relativa do Geisel e do Médici, onde a censura agiu, vetando a publicação do texto do Rubem Fonseca. Ele implica até com um foguete que o pobre do Jameson teve um trabalho danado para fazer e serviu para ilustrar o texto Feliz Ano Novo. O que é que ele viu no foguete? Só Freud explica. E eu sei, porque estou estudando o Freud para fazer minha última análise de Passione quando tiver um tempo, aguardem.

Depois desta capitulação, só me resta agradecer a Deus, se realmente ele me atendeu, e fez com que O Andarilho alcançasse a luz. Que Deus o tenha, em paz. Mas, não poderia encerrar sem fazer uma paráfrase das últimas palavras dele:

DANE-SE À HIPOCRISIA!
DANE-SE O PRECONCEITO!
VIVA! A LIBERDADE CULTURAL!
LUCINHA ESTÁ CERTA!
DIZ: "O SILÊNCIO!"...
BOAS REFLEXÕES!

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Um comentário:

José Fernandes Ccsta disse...

Lucinha, o seu "cavalo" deve ter visto no foguete do Jameson, a mesma coisa que a mulher do Roberto Magalhães e o próprio Robrto Magalhães viram na estrovenga do Francisco Brenand (a estátua, claro!) - Lembra-se de que o Roberto Magalhães invadiu a redação do Jornal do Commercio, revólver em punho, para atirar no finado veado Orismar Rodrigues? Por causa de uma nota do Orismar, no JC. Os Magalhães pensaram que aquela estátua, daquele tamanhão, eram os "documentos" do Brenand! Pode???