segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Resoluções de dia novo




Hoje pela manhã, aproveitando esta maravilha de tecnologia, que me permite ler o Diário de Pernambuco, no Rio Grande do Sul, primeiro do que alguns pernambucanos no próprio Estado, li um texto da Tereza Halliday, com um pouco de inveja, porque como escritora, quem nasce para Lucinha nunca chega Tereza, com o mesmo título que dei a este artigo. O artigo vem logo abaixo, mas antes eu apresento minhas resoluções de hoje.

O Zé Carlos, me repassou um e-mail que recebeu de O Andarilho, que falava sobre um texto, publicado na A GAZETA DIGITAL, o qual ele dizia que feria a moral e os bons costumes. O Zé Carlos me perguntou se eu havia encontrado este texto na AGD. Fui lá, fucei de “riba” a baixo e não encontrei nada. Primeiro, me refiz do choque do “cavalo” do Andarilho ter se comunicado com o Zé Carlos. Será que ele é “médium”? Pois todos sabem que o andante moralista desencarnou há muito tempo. E sabem também que ele baixa em Salvador em um “cavalo” que escreve por ele. Ainda vou verificar qual é o terreiro e depois eu conto.

Segundo, como no e-mail ele fala da Arcádia de Bom Conselho, supus ser esta a Academia Pedro de Lara, que agora também publica o “cavalo” do Andarilho, dando seguimento “post mortem” à sua coluna. Estavam lá dois textos. E como hoje já começam outra vez minhas atividades escolares, sob Tarso Genro (argh!!!), me apressei em ler. No primeiro, o de baixo, ele chama um texto que o Zé Carlos publicou na AGD, no dia de ano, de “cultura do lixo” e diz que o autor é “um tal de Rubem”, e o trata como um escritor da “boca do lixo”.

Meu Deus, isto só poderia ser mesmo escrito por um “cavalo”. E um “cavalo” bem cavalo mesmo, em termos de literatura brasileira, por não conhecer o Rubem Fonseca. Um dos melhores escritores do nosso pós-modernismo. O conto publicado, vem de um livro que já foi publicado em vários línguas e foi várias vezes premiado. Eu fico me perguntando é se O Andarilho, quando vivo, nos idos de 1975, quando este livro foi publicado, não teria sido o censor “revolucionário”, que o censurou pelo mesmo motivo: “ofensa a moral e aos bons costumes”? O Andarilho tem tudo a ver com censura, moralismo, hipocrisia, “carolismo” e ignorância artística, como em nossos debates, quando ele era vivo, eu já falava, e nesta época, quando ainda não sabíamos que éramos adversários políticos, o José Fernandes também já dizia. Mas, o seu “cavalo” continuar da mesma forma, é demais.

Se realmente existisse reencarnação, o que não aceito, porque ainda acredito na religião católica, que quando morremos, morremos mesmo, eu diria que O Andarilho, vem de uma linhagem de reencarnações, que levam ao autor da proeza de vestir o Adão de Miguel Ângelo, na Capela Sixtina, ou ter quebrado o pinto do Davi, por achar que eram obscenidades. Senhor “cavalo”, dê vez aos artistas. Voltarei ao assunto, pois hoje não tenho tempo para citar aqui os trabalhos acadêmicos sobre a obra do Rubem Fonseca. Por enquanto, nos poupe, “cavalo”!

E agora vamos ao texto da Tereza Haliday, sobre como devemos nos comportar em cada dia do ano:

“No espírito do Ano Novo, proponho cinco resoluções válidas por um dia. Carecem de renovação quotidiana. São conhecidas como os ´Princípios do Reiki` - sistema de transmissão da energia vital universal através das mãos, disseminado por MikaoUsui (1865-1926). Seus alunos eram aconselhados a repeti-las em silêncio, duas vezes por dia. Cada uma começa com: ‘Somente por hoje...’

- Serei pacífico - Isto significa evitar a raiva, a irritação, agressões físicas e verbais. Atitudes e ações pacíficas evitam doenças, causam bem-estar em si e nos outros e não poluem o ambiente.

- Serei confiante - com esta postura, aprende-se a saber agir quando necessário, mas sem ficar preocupado nem aflito pelo estado e rumo das coisas que escapam a nosso controle.

- Serei grato - agradecer, sempre, pelo que a Vida nos dá e ensina é uma postura curativa, segundo Usui e vários terapeutas contemporâneos. Ver, p.ex., o livro, O Poder da Gratidão, de M.J. Ryan, editora Sextante. Gratidão, implica em humildade e reconhecimento.

- Trabalharei com dedicação - ´Trabalho`, nesta resolução reikiana, abrange os afazeres quotidianos, o exercício da profissão e o ´trabalho interior`: dedicar-se com afinco ao aperfeiçoamento pessoal através da prática dos cinco princípios. Inclui a noção de trabalhar honestamente, em si e no mundo.

- Serei gentil - Isto implica em respeito e bondade para consigo mesmo, com os outros e com a Natureza. A gentileza melhora o ambiente, o curso das coisas e a nós mesmos.

Para Usui, estes princípios são a chave da saúde do corpo, da alma e do planeta. Receita instigante para experimentar a cada novo dia do ano inteiro.”

Ufa!!! Depois do que escrevi acima, é difícil seguir os princípios, mas quem pode ser gentil, quando um “cavalo” começa a dar coices prá todo lado? Tem que ser domado. Agora já estou mais pacífica, grata aos que nos lêem, confiante na AGD, mais gentil, e trabalharei com dedicação para informar ao povo da minha terra e protegê-la de coices.



Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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(*) O trabalho de arte na foto é do Jameson Pinheiro, mas, ele também é contra à bolinha no pinto de Adão.

3 comentários:

José Fernandes Ccsta disse...

Amiga Lucinha: o fato de sermos adversários políticos, NÃO signinica que eu deixe de lhe dar razão, quando você TEM RAZÃO! Adversário é uma coisa. Inimigo é outra. E NÓS NÃO somos inimigos, NEM adversários. SOMOS SÓ DISCORDANTES POLÍTICOS. - Portanto, RECONHEÇO A SUA RAZÃO EM TODO O SEU TEXTO SOBRE o "cavalo". - É ISSO./.

Lucinha Peixoto disse...

Caro amigo José Fernandes,

Os gaúchos já estão me dizendo que sou eu que carrego a seca comigo. Aqui ela está braba, pior do que aí no Nordeste pois eles ainda não tem cacimbas. Mais difícil, no entanto, é lidar com o “cavalo” do O Andarilho.
Fiquei alegre com o seu comentário, e não esperava outra coisa de você. E você, mais uma vez, diz a natureza de nossa relação: Discordantes políticos. Como diziam em nossa terra, “diz-me com quem andas e te direi quem és”, eu, quando quero me vangloriar, digo que ando com você. Um abraço

Lucinha Peixoto.

José Fernandes Ccsta disse...

Lucinha: os gaúchos não podem dizer que você levou seca para o RS. De tempos para cá, é comum faltar chuvas no Sul. Então, isso é a seca que já chegou aos três estados ricos, há algum tempo. 2. Concordo ser fácil lidar com os gaúchos, que são hospitaleiros. Difícil mesmo é lidar com o "cavalo"! 3. Se você ficou alegre com as minhas palavras, ISSO TAMBÉM ME ALEGRA! E reafirmo: somos só discordantes políticos.
4. Todavia (sou danado pra gostar de entrar nessas vias.) Então, todavia, quanto à sua vanglória, SOU suspeito pra opinar. - Forte abraço, José Fernandes Costa./.