sábado, 19 de fevereiro de 2011

Novas Regras para a Presidenta




Poucos minutos atrás, lendo os Blogs, fui ver um filme que a A Gazeta Digital publica, sobre a semana que passou. O Zé Carlos parece que está aprendendo e mostrando que foi formado, modéstia à parte, aqui na CIT Ltda, que ainda tenta proporcionar aos seus clientes, risos e emoções. Tá certo, hoje, mais emoções do que risos. Mas, o filme me fez rir no final, apesar de que alguma tristeza me bateu ao ver a figura do Vicentinho, com a língua presa e tudo, enfrentar aquela situação.

Todavia, o assunto que me fez sentar mesmo foi a coluna do Sebastião Nery, no Diário de Pernambuco de hoje. Espero que o Zezinho não o tenha encontrado antes (encontrou nada! Aquilo, no sábado, dorme até meio-dia), e o comentado também. Vou citar apenas os trechos relevantes, para mim, no momento:

“Marta

A elegante, simpática e desbocada senadora Marta Suplicy resolveu inaugurar-se no Senado corrigindo o cochilante presidente José Sarney, porque ele chamou a presidente Dilma Roussef de ´presidente`. - Não é ´presidente` não, senador. É ´presidenta`. Sarney deu-lhe uma resposta cordial mas irônica: - Senadora, prefiro a formula francesa: - ´Madame le President`. A senadora pensa que a língua é botox, que cada um embute como quer. Como diria dona Marta, não sei quem inventou essa babaquice de ´presidenta`. Deve ser baianada do João Santana, para Lula conseguir falar. Queria ver o que faria a senadora no Rio, encontrando-se com anova chefe de polícia civil, a charmosa e competente delegada Marta Rocha. Iria chama-la de ´competenta chefa de polícia`? Podia receber voz de prisão.

Dilma

Indignados, leitores mandam pencas de exemplos, toda vez que a Presidência da Republica anuncia na TV ou nos jornais a presença da ´presidenta Dilma`. A lingua é um dos símbolos da unidade nacional. O que a Dilma está permitindo que seus puxa-sacos repitam é uma agressão. Se o país todo fala ´a presidente`, por que querer ser exclusiva e ´diferenta`? Já não bastam a retumbância física e o cabelo em espiral? As ´gerentes` dos programas do governo ela chama de ´gerentas`? As ´serventes` de seu cafezinho são ´serventas`? E as ´estudantes` da Universidade de Brasília ou da escolinha da Ceilandia são ´estudantas`? As jovens das baladas do Lago Sul de Brasilia são ´adolescentes` ou ´adolescentas`? Quando a presidente vai ao médico é uma ´paciente` ou uma ´pacienta`? Ela prefere ser chamada de ´elegante` ou ´eleganta`? Ora, presidente Dilma, não deixe que, só para rimar, a chamem de anta.

´Presidenta`

O filólogo e professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), José Bones, pôs na internet esta frase absurda e palaciana: - ´A presidenta se comporta como uma adolescenta, pouco pacienta, imaginando ter virado eleganta depois que se tornou nossa representanta. Esperamos vê-la sorridenta numa capela ardenta, pois nossa dirigenta não tem o direito de violentar o pobre português só para ficar contenta. Pior é que a Voz do Brasil já fala presidenta. Caramba! Além de estropiarem o país estão a estropiar nosso idioma, desrespeitando seus fundamentos etimológicos. Infelizmente ela não é nossa ´ouvinta`.”

Eu já tratei do tema aqui, e hoje já é uma regra em muitos lugares minha sugestão de que, havendo formalmente a palavra “presidenta” nos dicionários, não sei porque não se acatar o desejo do poste, de chamá-la por este substantivo. Mas, também devemos respeitar as normas e costumes de nossa nossa língua, que em todos os países que a falam, isto é, nunca na história destes países, apareceu uma “presidenta”. Ora, se a Dilma quer marcar território político propondo chamá-la de presidente, vamos fazê-lo e manter a denominação normal para outras presidentes. Por exemplo, diremos que a Cristina Kirchner, presidente da Argentina recebeu a Dilma Roussef presidenta do Brasil. Então ninguém irá confundir as duas. E assim por diante.

Vamos além e propomos que, quando nos referirmos á presidenta (vejam como é prático, ninguém vai pensar que me refiro à Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, ou a Mireya Moscoso Rodrígez, ex-presidente do Panamá, ou a Benazir Bhutto, ex do Paquistão), é chamá-la, como fez o filólogo José Bonés, citado acima, pelos femininos de todas as palavras, que normalmente chamamos no masculino. Por exemplo, quando nos refirmos ao novo retrato, na galeria dos presidentes, no qual a presidenta se encontra rindo, basta dizer: “Ela está sorridenta”. Quantas mulheres teriam a audácia de serem sorridentas? Claro. Não haverá ambiguidade.

Eu só fico em dúvida é se, quando eu quiser me referir à fêmea do elefante, eu a deva chamar de elefanta, pois já ouvi isto muitas vezes. Por exemplo, aquela cantora está parecendo uma elefanta! Será que alguém poderia pensar que eu me referia à presidenta? Já "estudanta", eu não teria dúvida. Seria ela. É, realmente, estas terminações em “anta” podem dar muita confusão. Mas, serão apenas um exceção para confirmar as minhas regras (não tripudiem com trocadilhos).


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Um comentário:

Altamir Pinheiro disse...

VIVEMOS NUM PAÍS EM QUE SÃO OS CARGOS QUE DIGNIFICAM AS PESSOAS E NÃO ESTAS QUE DIGNIFICAM OS CARGOS. OS PETRALHAS E ADJACÊNCIAS DA BRUXA DO 71 CHAMAM ELA DE PRESIDENTA SOMENTE PARA PUXAR O SACO. MESMO SABENDO ELES QUE, PUXAR O SACO DA PRESIDENTA MULHER É ANATOMICAMENTE EMBARAÇOSO. É PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL EXIGIR-SE COMPOSTURA DE SUBALTERNOS QUANDO A DEFORMIDADE DE CARÁTER MANIFESTA-SE EXATAMENTE NA CHEFA. DIGO MELHOR, PRESIDENTA...