segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Senador Jarbas e a Oposição





Vi o senador Jarbas Vasconcelos falando no Senado, durante a sessão que fixou o Salário Mínimo em R$ 545,00. Peguei no YouTube (e mostro no fim deste artigo) uma parte do seu depoimento. Pelo menos neste trecho, ele é policamente impecável. Aliás com o foi na disputa para o governo do Estado. Um PMDB autêntico, talvez o único atualmente, pois o outro que eu considerava ainda desta forma, o Pedro Simon, pecou por pensamentos, palavras e obras, nesta questão de sua aposentadoria como governador. Se há um ditado que diz: “Macaco velho não ponhe a mão em cumbuca”, o Pedro Simon o mudou para: “Macaco velho sempre ponhe a mão na aposentaria”, e agora não consegue mais tirá-la.

Mas, voltemos ao Jarbas e seu discurso. Ele pergunta se o PT tem condições morais de pedir à oposição que vote, naquela sessão, como quer o governo, por um salário mínimo menor. E responde que não. Fazendo de conta que os partidos brasileiros, são iguais às pessoas que tem valores, eu diria que concordo com o senador. Não tem nenhuma moral. Da mesma forma que o seu partido o PMDB não tem, quando votou unido pela mesma causa. Diremos que os valores morais partidários são formados por um estatuto, como os valores nacionais são formados por sua constituição. Ambos PT e PMDB traíram seus valores e portanto não tem condição moral.

Não sei em detalhes sobre todos os estatutos e diretrizes dos partidos brasileiros, e aqui no Brasil, há tantos que não consigo saber nem o que certas siglas significam (o que é PTC?), e portanto fica difícil dizer quais tem condições morais e quais não tem, neste caso.

Para mim a maior imoralidade, quem está cometendo é o executivo, quando quer ferir a Constituição Federal tirando as prerrogativas do Congresso para fixar o salário mínimo. Por motivos já ditos aqui, eu não sou a favor do salário mínimo, por achá-lo um instrumento danoso ao trabalhador, no sistema em que vivemos. O tal instituto sempre foi um instrumento de populismo explícito para eleger pessoas que levam a fama e que não se responsabilizam por suas consequências. Principalmente, quando ele começa a ser tratado como parte da política social. Salário é a remuneração do trabalho e deveria ter mais a ver com produtividade do que com distribuição de renda. E não pensem que eu vá dizer que isto é um papel para o Bolsa Família da forma como está, tem mais a ver com educação básica. Lembrem sempre que o que o salário mínimo dá com uma mão, a inflação e o desemprego tiram com a outra.

Outro fato que não deve ser esquecido, é bem lembrado pelo senador. Desde 1997 que o salário mínimo vem tendo ganhos reais, e logo agora depois do governo do sindicalista Lula, um poste que ele ajudou a carregar gastando barbaridades, propõe quebrar esta tendência. Seria cômico se não fosse trágico. E, pasmem, grande parte dos ditos opositores, saíram da proposta (também, horrorosa) do Zé Serra, para outras que propunham valores intermediários. É incompetência política levada às últimas consequências, por parte das oposições. A não ser que alguns jornais estejam certos de que grande parte dos componentes da oposição vai mudar para o partido do Kassab (o PDB, que já estão chamando de Partido da Bosta), para em seguida se unirem ao cordão dos puxa-sacos da Dilma, esquecendo que agora a presidenta não tem nem saco. Assim, tudo pode acontecer. Até começar novo hábito na política brasileira, ao invés do “puxa-saquismo”, teremos o “puxa-saísmo”. E haja saia para a presidenta vestir e os "puxa-saias" puxarem.

Já no final, o senador diz o tradicional “senhor presidente” quando, quem estava na presidência era a Marta Suplicy. Imaginem o que ele não sentiu com este tratamento, se exige que os senadores tratem a Dilma de presidenta. Cortou o microfone do senador, logo quando ele estava falando, do que todos viram no ano passado, mas, não enxergaram, a criação de uma Ilha da Fantasia pelo meu conterrâneo, na qual só havia marolinhas, e que hoje está se configurando como o maior estelionato eleitoral da história deste país.

Jarbas pode ter seus defeitos, e os tem, mas está na oposição. Menos mal.




Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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