quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre os "gynaikothrips ficorum"




Quando tenho a chance de ler o Diário de Pernambuco, isto é, quando minha filha fica em casa, e não me joga meu neto no meu colo, e coincide que o Márcio Cotrim, escreve sua coluna, “O Berço da Palavra”, eu sempre o leio. Na última segunda feira, ele além de me esclarecer sobre o Tarzã e sua macaca “cheeta”, que vi algumas vezes no Cine-Rex, ainda tratou de um assunto que me inspirou de algum modo. Ele diz:

Azucrinar

Importunar, apoquentar alguém. Em linguagem bem popular, encher o saco. O berço dessa palavra tem a ver, acredite, com um diminuto inseto chamado azucrinol, de nome científico gynaikorthrips ficorum (sic), com cerca de 2 milímetros, verdadeira praga para as lavouras. É também conhecido como lacerdinha, vive em bando na copa das árvores, de onde se atira para picar as pessoas. Nos anos 50/60, era muito lembrado, sobretudo pelos cariocas, como apelido dado pelos adversários do jornalista e político Carlos Lacerda, que passou boa parte de sua vida pública azucrinando os presidentes e pregando golpes para derrubá-los, até que ele mesmo acabou cassado pelo governo militar. Feitiço contra o feiticeiro.”

Nos últimos dias fui rodeado por um bando de lacerdinhas, ou “gynaikothrips ficorum”, que já conhecia há muito dos pés de figo lá de Bom Conselho. A praga foi tamanho que algum prefeito, não me lembro qual, mandou derrubar as pobres árvores, que eles tinham como morada. Eles azucrinavam demais. Igual a algumas pessoas, eles tinha a capacidade de nos azucrinar, ou encher o saco, no popular.

O meu primeiro azucrinol que me roedeou foi uma jovem que achou por bem se vingar de alguém de pseudônimo Bom Conselho, que escreveu no Mural da AGD, dizendo ser ela, e família, insignificantes. O que observei é que quem dizia a verdade era o Bom Conselho, diante dos atos praticados por um carro de som a mando da família “azucrinólica”. Isto também foi contado pelo José Póvoas na AGD (Avisos e Comunicações). Penso que eles já se convenceram de que minha intervenção foi no sentido de esclarecer o episódio e pararam de me azucrinar.

Outro azucrinol foi mais difícil de lidar, porque ele já é falecido. Entretanto, usando os poderes mediúnicos de uma pessoa, que é chamada de “cavalo”, pois é ele que se comunica com os vivos em nome do ectoplasma, ele tentou denegrir o nome da AGD, site criado por pessoas responsáveis para servir ao povo de Bom Conselho, entre os quais me incluo. Eu já havia lidado com o ente, mesmo antes dele falecer, e já sabia todas as suas artimanhas. E ele não me decepcionou, mesmo depois de morto. Fez tudo igualzinho. A acusação infundada, sua defesa com argumentos idiotas, a evidência de que perdeu o debate e, finalmente, a fase de se fazer de vítima e culpar inocentes. Após esta última fase ele se recolhe, as pessoas esquecem dele e, quando todos pensam que estamos livres, ele volta a atacar, como qualquer lacerdinha, com se nada tivesse acontecido. Este falecido azucrinol encontra-se na fase de recolhimento. Eu declarei que ele teria encontrado a luz, mas eu duvido muito. Daqui a pouco ele está de volta. E haja coceira. Mas, se ele voltar, agora eu faço como prefeito de Bom Conselho, mando decepar o pé de figo, no qual o “cavalo” está amarrado.

O último azucrinol me azucrinou um pouco, porém, aperreia mais uma pobre jumentinha, do que a mim. É também um poeta, e como tal é dado a devaneios. Através de uma nota no mural da AGD, me acusa de estar falando demais numa jumentinha, e insinua que eu esteja desejando me usufruir do defenestrador da “jega”. Não fiquei chateada com a insinuação em si, mas com o sentido que o poeta deu a ela. Tudo soou como se ele estivesse me amedrontando com o defenestrador. Ou seja, ele pensou que eu ficaria calada para não sofrer mais estes ataques. Este é o azucrinol poeta. Finge tão completamente que se engana com as pessoas. Eu não tenho medo nem de comparações, nem de palavrões nem de ameaças infundadas. Apesar disto, este azucrinol poeta foi o que me deu maior prejuízo, pois desisti de algo que estava com vontade de fazer: ir ao Encontro de Blogueiros, em Bom Conselho. Não acredito, embora não deseje, que o administrador do Blog da Jumentinha tenha condições de coordenar um evento como este. É uma pena pelas mulheres. Espero que a prefeita represente nosso gênero, e que apareçam outras blogueiras na cidade para enfrentar poetas deste jaez e defender, sem medo, as jumentinhas.

Aproveitando o discurso sobre o “gynaikothrips ficorum”, alguém chamou minha atenção e eu fui ler um artigo na Academia Pedro de Lara, sobre as mulheres da nossa terra onde o autor fala delas e dedica a crônica a todas as Bias, Glórias, Socorros, Luizas, Ritas, Anas e Judiths. Esta minha tem a ver com mulheres também, e que podem muito bem se tornar blogueiras. Então tirando as Lucinhas, eu a dedicaria às Marias, Celinas, Sônias, Paulas, Isabéis, Narrimans, Januzillas e tantas outras, que podem mostrar e já estão mostrando a força da mulher bom-conselhense.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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