quinta-feira, 24 de março de 2011

A Coleira de Crianças e Elizabeth Taylor



Não é novidade que sempre leio os blogs diariamente. Agora o faço a partir da A Gazeta Digital. O pessoal está sabendo escolher os blogs, e mais, estão produzindo duas colunas, que para mim, que não tenho muito tempo, estão sendo fundamentais: “Deu nos Blogs” e “Notícias”. Às vezes eu vou na seção de piadas, que o Zé Carlos disse que é de publicidade, parece que é: “Comprando e Sorrindo”, ou alguma coisa assim. Tem umas em que ele exagera. Isto se o meu neto acessasse o Blog.

Hoje, na coluna notícias vi duas, que me chamaram a atenção. A primeira falava de uma coleira para crianças, que está sendo lançada no Brasil. O início da reportagem diz:

“Nos shoppings, praças e supermercados, está virando moda encontrar mães e filhos com uma companheira inseparável: a ‘mochila-coleira’. De acordo com os vendedores, ela é a solução para frear as crianças fujonas e levadas. É um acessório que garante a tranquilidade das mães e o limite dos filhos que, ao menor movimento brusco, podem ter os passos freados por uma alça fixa na mochila e presa à mão do responsável. A novidade é uma nova versão da ‘coleira infantil’ que está há anos no mercado, mas continua trazendo polêmica.”

Eu ainda não a tinha vista, a coleira, amarrada à bolsa. O que penso ser uma evolução daquelas que presenciei na Inglaterra, que também inicialmente estranhei, mas depois vi quanto ela é útil, em certas ocasiões. Lá, a criança é amarrada pela barriga, e encontramos famílias enormes, todas recebendo o “Child Benefit”, que é uma espécie de Bolsa Família deles, e que podem ser confundidas com aqueles passeadores de cachorros, que também vemos por lá.

Semana passada levei meu neto ao Shopping. Ele adora sentar naqueles carrinhos e ficar mexendo na direção, como um pequeno Airton Senna. Ali ele está protegido e não são necessários muitos cuidados em seus movimentos. Entrei numa loja, ele se atracou lá com um brinquedo, já sabendo que avó não nega nada, e terminei comprando-o para ele. Enquanto pagava o presente, num piscar de olhos, o danadinho sumiu.

Só quem já passou por esta situação, começa a dar valor a uma coleirinha básica, macia, carinhosa e nem pensa se a criança vai parecer um cachorrinho ou não. E se parecer, os pobres animais não são tão feios assim. Nestas horas uma coleirinha é fundamental. Pode evitar até enfarte do miocárdio, pois foi quase um início dele que tive no desespero ao chamar meu neto, e correr para fora da loja a sua procura. O danadinho já ia longe com o brinquedo na mão e já olhando outros para atacar a pobre avó desesperada.

Quando o encontrei, se tivesse ali uma camisinha de força eu teria colocado nele, de tão apavorada que estava. Que venham as bolsas coleiras. Serei a primeira a comprar.

Esta notícia não foi triste. Foi só apavorante, a outra que li lá na AGD, me entristeceu bastante. Soube da morte da Elizabeth Taylor. Não pensem besteira pensando que somos contemporâneas. Contemporâneos meus são seus filmes. Até hoje nunca vi uma mulher tão bela, no sentido de uma beleza clássica, grega, de escultura. Tinha 79 anos, e ainda bem que na reportagem não há nenhum foto dela no momento atual. Deixem-me ficar com a sua beleza da eterna Cleópatra, e seu também belo Richard Burton, o eterno Julio César.

A reportagem traz uma filmografia que reproduzo aqui parcialmente, com apenas aqueles filmes a que assisti:

The Flintstones – O Filme (1994)

Ana dos Mil Dias (1969)

A Megera Domada (1967)

O Pecado de Todos Nós (1967)

Os Farsantes (1967)

Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966)

Adeus às Ilusões (1965)

Cleópatra (1963)

Gata em Teto de Zinco Quente (1958)

Assim Caminha a Humanidade (1956)

A Última Vez que Vi Paris (1954)

Ivanhoé – O Vingador do Rei (1952)

Quo Vadis (1951)

Um Lugar ao Sol (1951)

Príncipe Encantado (1948)

A lembrança dos detalhes dos roteiros já se foi há muito tempo. Ficaram, no entanto, as recordações de um cinema, que tinha na beleza dos atores sua maior arma, e isto nos cativava. Sofri um pouco ao saber que o Rocky Hudson era “gay”, mas ainda continuei com a paixão platônica por ele. Hoje vejo que, e concordo, a orientação sexual é apenas um detalhe nas personalidades das pessoas. Ser "espada" ou "bainha" não nos torna mais ou menos bonitos como espécimes que somos, do gênero humano. A Liz Taylor era um desses exemplares que admiramos por sua beleza tanto quanto a invejávamos.

Mesmo sendo do mesmo gênero, me atrevo a julgar nossa beleza dizendo apenas que prefiro a de Elizabeth Taylor, à de Sandra Bullock. Do outro lado do gênero, prefiro a beleza do Richard Burton à de Lázaro Ramos. Devo lembrar ainda que, a Liz era talentosíssima e foi uma mulher lutadora por diversas causas, que só orgulham o nosso gênero.

Peguei o filme seguinte como uma homenagem à atriz. Vejam e relembrem da época em que Bom Conselho tinha cinema.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Um comentário:

Altamir Pinheiro disse...

ALÉM DE SUA FORMOSURA EIS A LINDEZA DESSA FRASE FILOSÓFICA DITA PELA ATRIZ DE FEIÇÕES ARMONIOSAS: “O PROBLEMA DAS PESSOAS QUE NÃO TÊM DEFEITOS É QUE, COM CERTEZA, TÊM VIRTUDES TERRÍVEIS.”