segunda-feira, 7 de março de 2011

É Carnaval, ainda...




Penso que dei dicas suficientes para mostrar que, neste carnaval, estou aqui de plantão no Blog da CIT. Por ser o chefe, e não permitir que se tenham algumas atitudes pouco condizentes com a moral e os bons costumes, eu nem posso tomar as gorós sugeridas pelo conterrâneo Roberto Lira.

Penso, no entanto que não é muito impróprio responder ao seu comentário e aos do José Fernandes (JF) na minha postagem de sexta-feira (leiam aqui ) sobre o carnaval, especialmente sobre o carnaval de Bom Conselho, com aquele vídeo que me trouxe uma saudade danada da época em que a CIT ainda fazia computação gráfica, e que depois desistiu por deficiência neuronal.

Primeiro, a questão de descer do avião. Segundo o Zé Carlos, ele desistiu da computação gráfica quando assistiu a um filme de desenho chamado Toy Story, cuja versão 3, ganhou o Oscar este ano. Ele diz que se sentiu tão humilhado em saber que jamais iria chegar àquele nível, que desistiu. Ao fazer isto, também desistiu da própria firma e me passou o pepino. Nenhum "citeiro" desceu do avião, porque seria difícil fazer nosso rosto por computação, mas para isto JF já deu a solução num dos seus comentários: Usar máscara. Mas, quem via estes filmes do helicóptero na época em que a CIT ainda a eles se dedicava, sabe que dentro dele, partindo diretamente de Caldeirões dos Guedes para um sobrevôo por Bom Conselho, estava o governador do Estado. Poderíamos nós sugerir a ele usar máscara? Ele poderia se sentir ultrajado. Ontem no Galo da Madrugada, ele não queria usar nem chapéu, quanto mais, máscara. Mas, quem sabe, na Ilha de Pala, desceríamos numa boa? O Blog da CIT e a AGD firmaram um convênio para mostrar estes filmes, que envolvem a viagem. Aguardem.

O JF pergunta, cadê o monte de ferro retorcido do parque de diversão? Quando o filme foi feito, em 2008, ainda não tínhamos aquele troço bizarro no meio da praça. No entanto, se ainda tivéssemos fazendo computação gráfica, poderíamos fazer a mesma viagem tendo como pano de fundo musical aquela marcha fúnebre que seu seu Zé de Puluca tocava em enterros e na procissão do senhor morto. Estou com os acordes na cabeça, vou ver se acho na internet quem é o autor, acho que é Chopin.

A explicação outra que o JF nos dá, que é uma aula em sua área de atuação, sobre as consequências de sermos (no caso eu, e agora, o Zezinho de Caetés, que resolveu usar o pseudônimo porque o nome de batismo era horroroso) pseudonímicos, não é a melhor explicação, porque, naquela viagem, quem estava no helicóptero com o governador eram a Lucinha Peixoto e o Jameson Pinheiro, que não são pseudonímicos. Portanto, ela não procederia a não ser pela minha responsabilidade (irresponsabilidade?), sabendo que a Lucinha não tem “papas na língua”, em tê-la dado esta missão.

Mas, porém, todavia, contudo, o nosso conterrâneo, linguista e causídico de primeira, tocou num ponto que, neste carnaval, com máscara ou sem ela, vale a pena discutir. É a questão da pseudonímia. Explicar porque a adotei como minha prática, já o fiz mil vezes durante toda minha atuação no Blog. Eu cheguei a justificar, pasmem, ao O Andarilho, porque eu usava um pseudônimo, pois ele se achava um melhor pseudônimo do que os outros. Como penso, que todos os pseudônimos são iguais perante à lei, deixei-o de lado (O Andarilho), e graças a Deus, parece que Lucinha, com seu poder de oração, conseguiu que ele descansasse em paz.

Como sempre, o José Fernandes tem razão em tudo, inclusive quanto ao comportamento policial, apesar de eu não generalizá-lo. O fato inconteste do Disque Denúncia é apenas uma das justificativas que nós, pseudonímicos, temos para justificar, o que muitos chamam de covardia (no comentário, JF não o faz). Eu já tratei deste assunto também, mais recentemente (veja aqui), e devo citar outro artigo, do Zezinho de Caetés, com o qual concordo na questão do anonimato (veja aqui), que espero, sejam lidos ou relidos nestes dias de momo, e serão bons para esclarecer muitos pontos de vista que eu tenho.

Neste período de carnaval, se eu soubesse que iria ficar de plantão teria ido com a Lucinha Peixoto fazer retiro. E lembrei do seu argumento para não temer “anônimos do bem”, como assim ela nos chama, e mesmo incentivá-los, porque é deles os reinos do céu, em seu linguajar “católico praticante”. Segundo ela, quem primeiro incentivou o anonimato foi Jesus Cristo.

Não me lembro de toda a argumentação dela, mas, vale um resumo, e se algum dia ela puder, colocar no papel a ideia seria ótimo para este debate, que espero seja cristão e pacífico. Quando Jesus trata de anonimato, o faz exortando-o ao dizer que devemos praticar o bem sem nos vangloriarmos disto, ou seja, que a mão esquerda não saiba o que se faz com a mão direita, e que devemos fazer caridade em segredo para que Deus, que tudo vê, em segredo possa nos recompensar. E agora, eu digo, que isto pode ser tomado também no sentido inverso, se tudo o que fazemos é simplesmente para aparecer, já é um mal em si mesmo, e Deus também está vendo. Basta isto para eu ficar no anonimato.

Quanto ao encontro de blogueiros em Bom Conselho, o Zé Carlos já tem minha procuração, não passada em cartório, para me representar, e assim o Blog da CIT, lá no evento, já que os outros (da CIT) parecem que estão todos com medo da jumentinha do poeta (o Zé Carlos disse que agora está com medo que ele leve o maracujá). Ela (a procuração) é verbal, e aí está o sentido da amizade que tenho com o Zé Carlos, e isto já foi por ele lembrado várias vezes. Se o José Fernandes estiver lá e exigir algum documento, ele (o Zé Carlos) diz que aguenta as consequências, mas, eu digo, se isto chegar a este ponto, não tenham dúvida, eu deixarei meu “anonimato do bem”, e me apresentarei para o devido castigo.

Por falar em anonimato, hoje li uma crônica do Luís Fernando Veríssimo publica uma carta da Dora Avante. Eu sempre achei muito errado ele andar publicando mensagens dos outros, principalmente, as da Dora, que muitas vezes não respeita muito as autoridades. Será que ele tem procuração dela para fazer estas publicações? Vejam a carta:

“Caríssimo! Beijíssimos!

Sim, estarei na avenida de novo, recordando meus velhos triunfos.

Você se lembra da vez em que desfilei completamente nua com apenas um retratinho do Fernando Henrique como tapa-sexo, para protestar contra a política econômica do seu governo? Como eu ia saber que a política econômica do Lula seria igual à do Fernando Henrique, só que de barba? Pensei em repetir a fantasia trocando o retratinho mas um tapa-sexo barbudo poderia ser mal interpretado.

Minhas manifestações políticas não foram em vão, no entanto. Até hoje tenho certeza que aquela minha alegoria sobre a necessidade de renovação na política, usando a renovação dos meus seios como exemplo, foi responsável pelo afastamento do cenário nacional de figuras como José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho, de quem nunca mais se ouviu falar, se é que não estou mal informada.

Minhas companheiras do grupo de pressão Socialaites Socialistas, que luta pela instalação no Brasil do socialismo no seu estágio mais avançado, que é o fim — Tatiana (“Tati”) Bitati, Betania (“Be”) Steira, Cristina (“Kika”) Tástrofe e as outras — formarão uma ala toda de tailleur e carregando motosserras, simbolizando a Dilma e os cortes no Orçamento.

Não pretendo ser abalroada de novo pela bateria, mas se acontecer já combinei com o Gustavão, que toca surdo de repique, para me salvar. Estou chegando naquela idade em que o repique começa a ser um conceito interessante. Ainda se diz ziriguidum?

Beijão da tua Dorinha.”

Ainda bem que desta vez ela não usou o retrato do Lula, pois se o fizesse, não tenham dúvida, eu levaria os dois as barras dos tribunais, ele por publicar coisas alheias sem permissão e ela por atentado ao pudor. Eu gostaria de ver com que roupa a Dora se apresentaria ao juiz. Mas, pensando bem, será que a Dora é um pseudônimo de alguém? Do Veríssimo não é, eu sei, porque ele não seria maluco de escrever contra a política econômica do Lula com pseudônimo.

Neste mundo virtual, no fundo no fundo, todos somos anônimos ou pseudônimos. Será que foi o José Fernandes Costa, quem escreveu estes comentários? Seria ele o mesmo que escreveu o poema: “A Viagem da Índia”? (veja aqui na íntegra). No qual ele diz:

"Onde vae, Tejo em fóra, a lusa armada?..
Naus altivas, possantes caravelas!
Vae em busca da India enfeitiçada,
Sobre as ondas azues, pandas as vélas."

Claro que não foi, pois o conheço pelo estilo, que não é “oitocentista”. Mas de fato foi alguém chamado José Fernandes Costa que o escreveu. Atualmente, é muito mais fácil acreditar no que se ler do que pensar em quem escreveu. O CPF, RG e demais Atestados, só serão mostrados posteriormente, se for o caso. Eu prefiro sorrir com as cartas da Dora e com os artigos do Zezinho de Caetés.


E como o carnaval ainda continua, naveguem pela capital do Galo da Madrugada. (Quem estava no Aero CIT era o Zé Carlos e a Lucinha. Subiram e desceram na torre do Jequiá, mas não foram filmados).



Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

P.S.: Já havia terminado o texto acima quando lí o outro comentário do José Fernandes. Agradeço mais uma vez por nos comentar. É sempre um prazer lê-lo.

DP

Um comentário:

Ilha de Pala disse...

Sr. DP,
Agradeço a gentileza de disponibilizar para nossas escrevinhações todas as seções da CIT. Agradeço, ainda que tardiamente, pelo estágio que a empresa me proporcionou realizar na companhia do ex-funcionário Cleómenes de Oliveira.
Agora, as lamentações: 1) Lamento você não poder tomar uns gorozinhos. Se estivesse na minha situação (em Berlândia), com dez dias de chuva (que restringe meu tenisinho) e sem um carnaval decente, você chutaria o pau da barra e gorosava; 2) Não é justo que por ser o presidente da empresa o senhor venha furtando-se de nos brindar com seus escritos. Vou encaminhar um abaixo assinado aos conselheiros da CIT para que lhe dêem uma “prensa”.
Quanto à questão dos anônimos e pseudonímicos. Não gosto do primeiro, pois fico sem referência para seguir um raciocínio. O segundo, se não é um caluniador ou falseador, penso que o importante é o que ele diz. Se o que diz é besteira, eu as largo pelo caminho. Se o que diz é útil, eu carrego comigo./É ISSO.
Roberto Lira