sábado, 26 de março de 2011

Energia Atômica e as Muriçocas de Bom Conselho



Quase todos já se manifestaram sobre o acidente nuclear no Japão, e, pelo que leio e ouço, já avisei meus filhos a parar de comer aquele peixe cru que eles chamam de comida japonesa, pois pode já vir com radiação.

Ontem vendo um programa na TV Brasil, onde penso ter sido a única tele-espectadora, e mesmo assim porque Insensato Coração terminou mais cedo, por causa do futebol, vi uma exposição de dois “experts” sobre o acidente japonês. O que conclui é que foi uma terrível fatalidade o que ocorreu. Fatalidade, no sentido de acontecimento cruel e inesperado. Segundo os especialistas, quase todas os possíveis “azares” foram previstos e planejados com o jeito japonês. Todos as usinas atômicas suportariam um terromoto até 8,2 na escala, veio de 8,9. Aguentariam tsunamis com ondas de 8 metros, veio um com 14 metros. Nem japonês seria capaz de prever.

Diante do acidente todo o mundo, usuários ou não de energia atômica, passaram a discutir seus programas presentes ou futuros. Ou seja, começaram a “botar as barbas de molho”. O grande drama que vi, para nós que somos “verdes” e que não gostamos muito de energia nuclear, é a situação brasileira, que segundo um dos participantes do programa, se continuarmos no mesmo ritmo de crescimento, em 2025, isto é, ali na esquina, quando meu neto ainda terá menos de 20 anos, o potencial hidrelétrico brasileiro estará esgotado. Ou seja, se quisermos continuar produzindo no mesmo ritmo e qualidade (ou falta dela), teremos que poluir mais ainda este nosso amado planeta. Não teremos como fugir do pré-sal, do petróleo, do carvão e outros poluidores naturais. Conclusão. Se quisermos sobreviver, a única fonte mais limpa de energia é a atômica, com todos os seus riscos.

Diante destes fatos, gerados pelo nosso modelo de desenvolvimento depredador do meio ambiente, que é amado até pelo PV pernambucano, que apoia o Conde Eduardo e por consequência apoia SUAPE e outros programas poluidores, existe um programa nuclear brasileiro que procura continuar levando em conta estes acontecimentos atuais.

Já ouvi falar que existe até um programação de uma usina para Itacuruba, cidade aqui de Pernambuco, que fica às margens do Rio São Francisco. Nunca vi o projeto, nem os detalhes discutidos pois não também não entenderia. Mas, por que em Itacuruba e não em Bom Conselho?

Eu sou a favor da continuação do programa de energia nuclear, sem bomba, pois ainda a acho a mais limpa de todas as fontes, para os padrões de desenvolvimento brasileiros. Dificilmente, poderíamos passar, mesmo não crescendo nada, a base de ventos, água, álcool, ou outro combustível não poluente. Sou contra o petróleo, carvão e outros poluidores já testados. O grande problema com a energia atômica, segundo dizem, não é o risco de acidentes como o japonês, pois azar também tem seus limites, mas sim os resíduos do programa, que são altamente radioativos e todos os governos querem uma solução para a forma e o lugar para guardá-los. Dizem que eles duram centenas de anos, e necessitam ficarem armazenados em compartimentos especiais por um longo tempo para evitar problemas com a radiação.

O que vejo hoje nos Blogs? Que o governo brasileiro vai oferecer dinheiro (royalties) a municípios que toparem receber o lixo atômico produzido nas usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ). Está aí uma grande oportunidade para os municípios que querem se desenvolver, a qualquer custo. Dizem que os depósitos projetados para os rejeitos tóxicos tem um prazo de validade de 500 anos. Vejam bem, se a Prefeita Judith aceitar receber os resíduos, receberá uma boa quantia da União, e transformará nossa cidade em notícia nacional. Receberia garantias de que por 500 anos, o município estaria seguro (se não houver um “recall” dos fabricantes dos depósitos), teria reeleição garantida, e todos os problemas de cidade seriam resolvidos.

Engarrafamento de trânsito? Viadutos. Falta de médicos nos hospitais? Faculdade de medicina. Baixa escolaridade? Ginásio São Geraldo. Faltam empregos? Pleno emprego para todos os habitantes para enxugarem os cilindros do lixo atômico. Açude da Nação estourado? Praia artificial. E por aí vai, todos os benefícios em receber o lixo atômico.

Além disso, se me decidir mesmo a ir em frente com meu projeto de entrada na Casa de Dantas Barreto, nem que seja para impedir as brigas, vou propor também a vinda de uma usina atômica para Bom Conselho. Não só porque é a energia mais limpa, mas, porque, segundo o Zé Carlos nos contou, só há uma forma de conter as muriçocas na cidade: uma bomba atômica. "Contra os insetos, pode, mas, só contra os insetos."

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Um comentário:

JAMPE - JORNAL DO AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO disse...

Oi galera do BLOG DA CIT ,gostaria de pedir a você um favor gostaria muito que vocês indicase o meu blog na sua lista de blogs.

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