quarta-feira, 23 de março de 2011

O Sport e o Boi



Já faz algum tempo que não escrevo para o Blog. Falta de tempo, muitas demandas de todos, e ainda mais fui cair na besteira de dizer ao Zé Carlos que toparia compor um grupo de canto, o CajuPassa, para tirar a hegemonia do UvaPassa, em nossa faixa etária.

Eu já disse aqui, que morei muito tempo na Rua da Cadeia, como outros que compõem a CIT, e que conheci a Ana Luna e sua irmã Damiana. Minha adesão ao grupo CajuPassa foi de impulso, quando vi a Ana e suas amigas se apresentando no programa de TV. Algumas músicas do grupo eu já conhecia, mas sua performance no tubo de imagem foi imbatível. Agora querem que eu seja o compositor do grupo, apenas porque eu arranho um violão, como arranhava um surdo nos desfiles do grupo Mestre Laurindo. Estou tentando (sei que é difícil) corresponder às expectativas, mas, os desafios sempre me deram entusiasmo.

Também fiquei contente com a adesão de pessoas tão empolgada na arte do canto, como o Beto Guerra, o Roberto Lira, e agora, como o Zé Carlos nos contou, o Josan Viana, que está entusiasmadíssimo, para compor o grupo. Ainda, segundo o Zé Carlos, temos que reunir o grupo para votar se o aceitamos ou não, pois ele é um jovem, e talvez, o grupo, só aceite gente que está entrando na “andropausa”. Vamos ver.

Porém, não era sobre o CajuPassa que queria escrever. Comecei a digitar para expor uma notícia sobre uma área que sempre admirei e ainda participo, como torcedor, que é o futebol. Hoje ao encontrar-me com o jornal diário, vi a foto que encabeça este texto e a seguinte manchete: “SPORT PAGA BOI A BABALORIXÁ”. Seguia-se o seguinte texto:

A diretoria do Rubro-negro repassou ontem R$ 5mil a Pai Carlos (foto) como pagamento por um boi que o clube “devia” a Exu desde a conquista da Copa do Brasil em 2008. A dívida estaria por trás da má fase no PE2011, que ameaça o hexa.”

Não contive meu riso, quando lembrei daquela piada, que diz, “se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado”. Da forma como foi estruturado o campeonato pernambucano, simplesmente para caçar níqueis, e não para mostrar os melhores times, o Sport ainda tem chances de ganhar o campeonato. Esta história do G4, pode levar a uma grande distorção quanto à qualidade do clubes que estão envolvidos.

Náutico, Santa Cruz, Central, Porto, ainda poderiam se sagrar campeões de forma justa, num torneio bem estruturado, mas, neste formato, o Sport, além de está jogando um péssimo futebol, e por cima velhaco, pode ainda ser hexa. Para isto, a diretoria está apelando para os orixás. Já não basta mudar o técnico, que agora não é mais Hélio dos Anjos, mas Hélio do Boi, para tentar reverter a situação.

E o boi ofertado é de primeira qualidade, pelo valor pago. Resta saber se o Exu, nesta altura do campeonato, ainda aceita o pagamento da dívida, sem juros e correção. Talvez, ele exija mais, pois pela qualidade dos jogadores, ele queira, não um boi só, mas uma boiada.

Uma outra solução, talvez mais barata, se Exu quiser uma boiada, é trazer o Mano Menezes e os convocados para seleção brasileira, exigindo a presença de Ronaldinho Gaúcho, para fazer as comemorações dançando frevo na Ilha. Mas, pensando bem nem isto pode dar resultado porque, sem pagar o boi, não tem hexa, e como disse o Pai Carlos: “Nem o pagamento do boi vai garantir o desejado título, pois o boi não entra em campo nem ganha jogo”.

O problema parece ser outro, que o Pai Carlos, em nome de Exu, pode resolver, e, certamente, cobrará mais alguns bois. Para se certificar que “hexa é luxo”, um presidente do Náutico, mandou enterrar um timbu na Ilha do Retiro, e outro no Arruda. Dizem até, que por medida de precaução, já tem um enterrado no Lacerdão em Caruaru. O problema é descobrir onde estão os ossos do timbu. Isto é um trabalho para o Pai Carlos.

Por enquanto, com o timbu enterrado, fiquemos tranquilos alvi-rubros, “Hexa é Luxo”.


Jameson Pinheirojamesonpinheiro@citltda.com

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