sábado, 30 de abril de 2011

Tá tudo doido demais...


A única coisa boa de ficar de plantão aqui no Blog é a liberdade de ver e publicar vídeos com esta abaixo. Eu estou rindo “diuturnamente” e até “noturnamente", com ele. Lucinha, tenho certeza, vai morrer de rir com a parte de Seráfia. Aproveitem:

Zezinho de Caetés

Seria um pássaro? Seria um avião? Ou seria o Senador Requião?



O bom de ficar de plantão aqui no Blog da CIT é publicar com liberdade e alegria. Hoje o dia está prá peixe. Se jogarmos o anzol na Agamenon Magalhães pegaremos vários bagres. Tenho vontade de pegar alguns e ir vender para o prefeito, que é um bagre maior ainda.

Também lemos muito e sempre aparecem coisas que nos despertam a atenção. Esta semana que passou mostrei o Senador Requião reclamando de ser bulingado pela imprensa (veja aqui). Eu não sei se a Paloma Amado, que escreve o texto abaixo, está falando do mesmo senador, pois com a proliferação de trogloditas na política, sempre há chance de ser outro. O nome do texto da filha do grande escritor baiano Jorge Amado é: “Odeio prepotência”. Aqui eu só digo: E eu também. Ele vem sendo publicado de blog em blog, agora é vez do Blog da CIT. Se não voltar até outra vez, tenham um bom Dia do Trabalho. Agora fiquem com Paloma:

“Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente, participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz.

De repente, uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig (que saudades) para Salvador.

Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas.

Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe.

Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um politico do Sul (não lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois que fica dificil lembrar).

A mulher parecia uma árvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim).

É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: "Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo."

Me armei de paciência e respondi: "Sim, senhora, eu sei."

Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso.

De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: "Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos".

Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais.

Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a putaquepariu, apesar de desejar fazê-lo. Educadamente disse não.

Hoje, quando vi na tv o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, eteceteraetal, fiquei muito retada, me deu uma crise de mariasampaismo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei.

Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada.”

Zezinho de Caetés

Ria, se puder (1)



Conselho de Ética


Casamento Real



Bandeiras




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(*) Charges de Nani Humor.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Oposição? Que oposição???



Neste dia de casamento real, tão bem parafraseado (e continua), pela Lucinha Peixoto em homenagem aos seus parentes de Brogodó, eu entrego meu espírito ao jornalista Sandro Vaia. Através do seu texto “A nuvem negra da oposição”, ele compõe um retrato do que é a atualidade da política no Brasil. Seria uma temeridade eu dizer que um jornalista de tal relevo, mesmo sem querer e sem culpa, repete algumas coisas que venho dizendo, sem enfatizar a distância que nos separa em termos de escrita. Mas, o leiam, e eu volto com o meu ramerrame no final.

““Política é como nuvem. Você olha, ela está de um jeito. Olha de novo, ela já mudou”.

A frase, atribuída ao lendário político mineiro Magalhães Pinto, pode ajudar a definir o cenário em que se move a oposição política brasileira neste momento.

A diferença é que, cada vez que você olha, a nuvem da oposição está cada vez mais negra.

Pode-se dizer também, já que estamos no terreno dos ditos populares, que tudo isso é uma releitura do velho provérbio que diz: “em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão”. O pão que falta, neste caso, é aquele que move as ambições, os sonhos e as aspirações dos políticos: o poder.

O PSDB, apesar dos esforços de seu guru espiritual Fernando Henrique Cardoso, que tentou abrir novas veredas por onde o partido poderia tentar reencontrar o seu “tônus vital”, se debate numa crise de autoextermínio fratricida, por onde se esvai não apenas a unidade de propósitos, mas também, de certa forma, a compostura pessoal e partidária.

O DEM, ex-PFL, vitimado por uma desastrada tentativa de “aggiornamento”, perdeu a sua identidade originalmente liberal-conservadora e não encontrou nenhuma outra para colocar no lugar. Resultado: o partido, que tentou livrar-se do estigma de ser “de direita” (que virou um verdadeiro palavrão pós-ditadura), não conseguiu vestir outro figurino e sangra, agonizante, em praça pública.

Para não ser de direita, nem de esquerda nem de centro, há um ator novo no pedaço, o PSD de Gilberto Kassab, que pelo menos tem a virtude da novidade e a latente promessa de transformar-se num abrigo de descontentes e consequentemente numa caixinha de surpresas, cujo rumo o tempo se encarregará de definir.

O resultado, trágico para a democracia brasileira, é que a oposição soma neste momento menos de 100 cadeiras no Congresso Nacional, está sem rumo e sem direção, e não consegue sequer articular um discurso coerente que dê eco e voz aos quase 44 milhões de brasileiros que investiram nela seus desejos e as suas aspirações.

O governo está atrapalhado, entre outras coisas, com a ameaça inflacionária, com a valorização do real, com o perigo da desindustrialização, com o fiasco administrativo na preparação dos grandes eventos esportivos, e a oposição não tem nem uma palavra, nem uma diretriz, nem sequer uma alternativa a oferecer a nenhuma dessas questões.

O governo, cujo núcleo duro é dirigido pelo PT e cujo entorno é sustentado por uma balofa e oportunista base fisiológica, não tem contraponto.

Há uma evidente e perigosa hipertrofia de poder, um desequilíbrio no sistema de “checks and balances” que constitui a essência de democracia.

O governo não tem nada com isso. Toda a culpa é da oposição, que não consegue sequer superar seus choques de personalismo nem as suas mesquinharias, quanto mais se dedicar a um projeto de País.”

Ou seja, nossa oposição está num mato sem cachorros, sem gatos, espingarda, sem luar e sem violão. O Zé Serra que arranjou os 44 milhões de votos de que fala o jornalista, ao invés de tentar assumir o papel de líder de oposição fica dizendo coisas que deveria ter dito durante a campanha, agora acusando a Dilma de não querer mais os discos voadores para fiscalizar nossas fronteiras.

O Aécio fica com a vida de bar em bar, dirigindo sem carteira de habilitação e sorvendo um whisky 12 anos, porque mais novo só quem toma é o Lula. Ainda mais se recusa a usar o bafômetro, com medo que ele acusasse seu “bafo de onça”. Fica fazendo discursos de conciliação como o fez sempre o Tancredo, noutros tempos, onde conciliação ainda era possível.

Os outros líderes que fizeram oposição ao PT, sucumbiram todos diante da avalanche lulista, que agora pousa de defensor e protetor dos postes desamparados, para curtir a abstinência de poder. Debandada geral para o PSD. Funde-se aqui e funde-se lá, partidos de todas as espécies e variedades. Até a Lucinha Peixoto quer fundar o seu, lá pelas terras de Papacaça (gostei mais da UDN). A confusão é geral.

Parafraseando o Zé Carlos, o Vovô FHC, quer entrar no páreo cooptando a classe média, mostrando que ela é um pobre sofredora. Mostrando a ela que é melhor ser pobre do que de classe média no Brasil, porque vai direto para a UPA, sem ter que pagar um plano de saúde, onde os médicos fazem greve. Poderia até ser um caminho se tivesse avisado aos “russos”. Agora quem está seguindo por esta via é o PT. Já começou até a privatizar a Copa do Mundo. Meu Deus, aonde estamos nós e para onde vamos nós. Seria melhor chamar logo o Hugo Chaves.

Zezinho de Caetés

Casamento em Seráfia - Cap. II



Meu neto acordou e tive que deixar este prazer de escrever sobre o casamento do século, para mudar a fralda dele. Hoje já ri á vontade com o fraldão do Zé Carlos na A Gazeta Digital (veja aqui). Continuo, já falando do vestido da Doralice.

Simplesmente deslumbrante. Sóbrio, severo, sem transparências chamativas, uma tiara linda e com um rabo, que faz jus a pessoas que vão se tornar nobres. Quando vejo as brasileiras com aqueles rabos imensos, que ainda estão no assento do carro quando ela já está no altar acho sempre que é coisa de plebeu. Ia dizer coisa de pobre, mas poderia haver algum petista próximo para me censurar, pois eles dizem que pobre em Brogodó agora é minoria. Dizem que agora somos iguais a Seráfia. Me engana que eu gosto. Pelo menos no rabo dos vestidos não são mesmos.

Voltando, dizem que por tradição as noivas serafianas, pelo menos no meio nobre, tem que casar com vestidos de costureiros serafianos e os tecidos idem. Em Brogodó, os plebeus só casam com costureiros de fora, e tecidos de Seráfia. Ainda bem que a noiva Doralice Peixoto pode agora influenciar a patuleia daqui.

Ao chegar à porta da igreja, onde a esperava um padre, mesmo com meu serafiês (a língua falada naquele reino) nunca tenha sido tão bom, pois só o estudei para ser uma turista metida, fiz leitura labial, e ele perguntou a Dora:

- Minha filha, você está certa do passo que está dando? Está absolutamente convicta de sua decisão? Você ainda sente alguma coisa pelo Jesuino? Veja bem que ser plebeia tem suas vantagens. Você pode ir ver a Banda Calypso, Garota Safada, Basto Peroba, sem ninguém censurar. Já os nobres, só podem ver de Adriana Calcanhoto prá cima. Novelas da Globo, nem pensar, a não ser que seja “Amor e Revolução”, nos capítulos onde aparece o Zé Dirceu, que não são os de tortura, é claro.

A Dora respondeu adequadamente e partiu para sua entrada triunfal naquela incrivelmente linda abadia. Eu, quando estive em Seráfia, havia passado pela frente desta igreja, mas não entrei. Ela, como quase todas de 1000 anos naquela reino, é magnífica. Conheci a sede da religião de Seráfia, onde há uma catedral, onde entrei e fiquei por muito tempo. A Catedral de Canterbury, que chamam por aqui de Cantuária, onde tivemos por um tempo um escritório da CIT Ltda, vizinho a esta magnífica construção religiosa. São parecidas, e me trouxe muitas lembranças do tempo que lá passei. Lá é a sede da religião serafiana. Esta é muito parecida com o catolicismo. Talvez, a única diferença seja que seu chefe é o Rei de Seráfia e não o Papa de Roma. Há outras diferenças, que, do meu ponto de vista a torna mais moderna do que o catolicismo, como por exemplo, lá as mulheres já podem ser padres. E não precisam nem terem barbas.

A ornamentação da abadia estava um primor. Dizem que foi ideia da própria Doralice fazer uma decoração da nave com árvores. Deve ser a influência do PV, que aqui em Pernambuco só defende a defenestração de nossas matas e do nosso litoral de acordo com a política do Conde Eduardo, que estava presente à cerimônia em Seráfia. A TV Globo o mostrou, dizendo que ele era tio do noivo. Esta Globo só faz baixaria mesmo, erra até nas legendas. A TV de Seráfia deu um show de cobertura neste evento. Aquilo sim é que é TV, embora eu ache que as novelas globais são muito melhores, do que as que vi lá alguns capítulos. Tinha uma que estava há 30 anos no ar. Os serafianos são conservadores até nisto. Quando se apegam a uma “soap opera”, só a abandonam na próxima geração.

(Continua. Com as mesmas desculpas de antes e uma a mais. Esqueci de dizer no início do texto anterior que aqueles que não vêem Cordel Encantado, não deveriam ler estes comentários. Porque não têm cultura suficiente para entendê-los)

Lucinha Peixoto

Casamento em Seráfia - Início



Todos já sabem, inclusive o Josan Viana, que gostaria de me conhecer, e eu a ele, que agora estou vendo a novela de Brogodó, chamada de Cordel Encantado. Concordo hoje inteiramente com o Zé Carlos, que ela é muito parecida com Caldeirões dos Guedes, onde faz tempo que não vou mas já fui muito. Para mim aquele distrito é o próprio Brogodó. E hoje ele deve estar em festa, pois não é sempre que se casa uma filha da terra com um príncipe.

Hoje, o mundo todo se voltou para a capital do Reino de Seráfia. Mais de 2 bilhões de pessoas viram o casamento de uma plebéia, a Doralice Peixoto, com o príncipe Felipe de Seráfia, o primeiro na linha de sucessão ao trono. Eu conheci este reino, faz algum tempo, e lá voltei, como funcionária da CIT Ltda, há uns 2 anos. Parece uma terra encantada. Tudo gira em torno da realeza e eles exploram bem isto para ganha dinheiro com o turismo. Tudo é milimetricamente pensado para gerar grana. Mas, Seráfia tem seu glamour, histórico, cultural e natural.

Vi pela TV, o que estão chamando de casamento do século. A Doralice Peixoto, que dizem ser minha parente, mas custo a crer, pois o seu pai o Patácio Peixoto, prefeito de Brogodó, está mais prá Maluf com para o Major Zé Pedro, estava linda, e, não me importo com as comparações, principalmente, quando vejo uma festa como a de hoje.

Ela chegou na abadia de Seráfia num rolls-royce, de teto de vidro acompanha pelo seu pai. O meu marido, que não entende nada daquele reino perguntou logo:

- Por que não foi num Mercedes?

Eu nem respondi ao ignorante. A Mercedes é alemã, burro! Disse eu mentalmente, e os serafianos não dão ponto sem nó. Isto apenas mostrava que a Doralice era uma plebeia que fisgou um príncipe, o Felipe. Podemos não sermos parentes, mas nisso ela é das minhas. Eu só não encontrei o príncipe.

Os turistas, os serafianos e os estrangeiros, principalmente, os vindo de Caldeirões dos Guedes, apinhavam as ruas, com bandeirinhas do reino, enquanto o policiamento se comportava como fazem nos campos de futebol, de costa para o espetáculo, que era a passagem do carro ainda cheio de plebeus.

Ao chegarem na abadia, a noiva foi recebida por um padre na porta. Isto já mostrava a importância da cerimônia, e quanto uma plebeia pode alcançar quando se forma como advogada. Ninguém ali lembrava da princesa Açucena, cujos parentes ainda moram hoje em Caldeirões lá pras bandas da barragem. Dora fisgou o príncipe. E, o comportamento da população durante sua passagem mostrava que ela conquistou o coração dos serafianos, embora entre os que vi aplaudindo na rua, reconheci o Jorninho, que não é da realeza, pelo menos até onde estou informada.

Agora, senhores e senhoras das colônias de Seráfia, ao qual incluo o nosso amado país, pontualidade é eficiência. Lá em Seráfia o trem da 11:00 sai às 11:00, e a novela da 6:00 não é as 6:30. Por isso ele podem marcar encontros, pelo Big Bem, que marcava exatas 11:00 horas locais, quando a noiva Doralice aportou na abadia.

(Continua. Como estão me cobrando textos curtos aqui no Blog, eu tenho que escrever de várias vezes. Não percam depois, o vestido, a ornamentação, e outras coisas importantes, não com a Glorinha Kalil, que finge entender de moda, mas, eu sou mais eu)

Lucinha Peixoto


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(*) A foto, como outras que se seguirão nos foi fornecida pela A Gazeta Digital, que enviou um repórter fotográfico para cobrir a cerimônia em Seráfia.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Volta da Prefeita



Quando fala em voltar eu volto às antigas, e lembro da Volta do Boêmio. Nelson Gonçalves com aquele vozeirão espantava até os grilos da Praça Pedro II, deixando só nossos rostos embevecidos pela melodia e sua letra. Não me lembro de quem era a letra nem a música (ajuda Luis Clério):


"Eleitores, aqui me tens de regresso

E suplicante te peço a minha nova inscrição.

Voltei pra rever os amigos que um dia

Eu deixei a chorar de alegria; acompanhada do meu blogão.

Eleitores, sabendo que andei distante,

Sei que essa gente falante vai agora ironizar:

"Ela voltou! A Jutidh voltou novamente.

Partiu daqui tão contente. Por que razão quer voltar?"


É verdade, desde o carnaval o Blog da Prefeita, jazia inerte, mostrando a programação do nosso carnaval, ainda sem a Papacagay. Todos estávamos com saudade. Mesmo que o Felipe, com todo seu amor filial, e com o blog filial, nos enchesse de notícias, nem sempre de Bom Conselho, o que é um mal dos blogs distantes, não era a mesma coisa. Agora teremos notícias direto da fonte, do Palácio do Coronel. Esperamos que sejam boas.


Óbvio, não adianta cobrir o sol com uma peneira, que a notícia mais esperada por todos, principalmente por mim, é se a Judith vai partir para a reeleição. Dizer como o Felipe que está tudo se preparando e se conduzindo para uma resposta positiva para sua reeleição, não adianta muito. Só aumenta a ansiedade. Não tá nada certo. Isto é angustiante para pessoas que como eu dependem desta decisão para tomar as minhas. Algumas pessoas de Garanhuns querem que eu apoie o Dr. Zenício, outros como o Zé Carlos, quer que eu vá para a vice-prefeitura, outros ainda querem que escolha o partido antes de tudo, já que o PV, para mim já era. Soube até que este partido está se organizando na cidade, mas para mim já são favas contadas a minha saída.


Mas, meu desejo seria conversar antes com a atual mandatária, para sondar as possibilidades de apoio e alianças, e isto só pode ser feito com sua definição, pois foi com este negócio de comandar grupo político que o João Paulo foi covardemente traído pelo João da Costa. Tenho medo que isto se passe lá também. Sei que já existem quase 100 candidatos a prefeito, mas se a Judith, tentar a reeleição este número baixará para uns dois. Ela e outro para ir para o sacrifício. Isto, se até as eleições, ela conseguir tirar o odor da quase renúncia e pelo menos mostrar à classe média que mulher também sabe das coisas. Pelo que sei de algumas pessoas correligionárias e amigas, não será tão fácil a reeleição, somente contando com o Conde Eduardo. Ele parece que está governando só de Caruaru prá trás. Este negócio de Seminário é prá prefeito pedir e não ver nada.


Eu espero é que na reunião da AMUPE, que tem uma chapa do Bolinha, a Judith já comece a mostrar para o Conde, do que ela será capaz, se ele não cumprir o prometido. Fale grosso com eles prefeita.


Ofereço a música do filme abaixo, a Judith, como prova de nossa amizade, que não é pessoal, mas é como se fosse, com a proximidade que tenho com seu filho Felipe. Digo até que se Bom Conselho fosse mesmo Brogodó, e a senhora fosse a Rainha, eu lhe pediria para abdicar do trono em favor do Felipe. Aquele menino vai longe.


Lucinha Peixoto

O controle de qualidade do Blog do Ronaldo César


Hoje vendo a AGD, o que faço sempre, como disse a Dilma, com o cuidado com a inflação, “diuturnamente” e “noturnamente”, vi uma postagem do Blog do Ronaldo César sobre um deputado de Garanhuns, o Izaías, sobre quem ele diz haver notado sua mudança de comportamento em relação ao Conde Eduardo, e assim este já estaria vendo-o com melhores olhos. Triste sistema político onde os políticos não são eleitos pela sua capacidade mas sim pelos “os olhos do dono”, como o gado é engordado.

Entretanto, como pré-neófita na política, querendo pelo menos passar a neófita, fui ao seu blog para ver se havia comentários à referida postagem, o que é muito salutar para um perfeito contraditório sobre o assunto. Havia um comentário de um chamado “especialistas”, de míseras 4 linhas, que não acrescentavam nada ao tema.

Como já estava lá mesmo, aproveitei para ler uma postagem com o título: “Os frequentadores do blog”, que dizia, entre outras coisas o seguinte:

“Depois da difícil decisão de diminuir ou moderar melhor os comentários de anônimos e pseudônimos aqui no blog, nós imaginávamos que teríamos uma queda de acessos, comentários e tudo mais relativos às visitas. Ledo engano. Sinceramente, acho que melhorou tudo. Tem mais gente seguindo, chegamos agora a 386. É gente demais, de todo canto.

Também qualificamos os comentários. Faz gosto! Gente que expõe sua opinião e que entende de tudo, focado no assunto. Com nome e sobrenome. Essa questão do suplente que o STF resolveu ontem, legitimando as coligações, a gente já havia discutido aqui, e foi em um comentário que se matou a charada: O parlamentar para se eleger precisa dos votos de todos os candidatos da coligação, para alcançar o quociente eleitoral.”

Quanto aos seguidores, que nem sei se sou um deles, o Ronaldo tem muitos, mas os comentários... Fui ver para crer. Nas primeiras 15 postagens havia apenas 3 comentários. Eu nem me dei ao trabalho de ir para as outras, pois já conclui que a política de censurar anônimos e pseudônimos está saindo pela culatra. Basta ver o Blog do seu “cumpade” Roberto Almeida. Dificilmente há um dia em que nas 10 primeiras postagens não haja pelo menos 20 comentários. E como sabemos, o que faz o blog bom não são os seguidores, que começam a seguir e o esquecem, são as postagens e os comentários, e não também os penduricalhos propagandísticos e estéticos.

A prevenção do Ronaldo contra os anônimos, pseudônimos e pessoas que ele não conhece como eu, foi fácil para eu explicar. Fui censurada e nem de longe me atrevo a comentar algumas bobagens colocadas em seu Blog. Mas é uma ilusão dele pensar e pior, é uma tentativa frustrada de tentar explicar às pessoas que é censurando quem o critica que ele vai ter mais credibilidade. Mais audiência pode até ter, mas como disse uma vez, e Roberto (que sabe da importância do contraditório para a sociedade, em contraposição ao pensamento único do blogueiro) publicou, “quem nasce para Ronaldo César, nunca chegará a Roberto Almeida”.

Caro Ronaldo, aqui neste blog você só será censurado se me chamar de gorda. E mesmo assim nosso conselho de publicação normalmente deixa passar só para me fazer raiva. Sem contraditório, sem anônimos, sem pseudônimos, resta apenas a barba do Ronaldo, que já deve valer muito no mercado.

Lucinha Peixoto

O senador foi bulingado?



Ontem vi o Senador Requião dizendo que sofreu “bullying” por parte da imprensa. O caso específico foi que ele tomou um gravador de um repórter porque achou que a pergunta não fora pertinente. Mesmo se fosse. Um dos papéis da imprensa é ser impertinente, pelo menos nos regimes democráticos. Nas ditaturas ela é uma servidora dos poderosos e das “autoridades”.

Para não dizer que sempre teve uma vocaçãozinha para ditador, o senador vem com esta história de “bullying”. Quem me lê sabe que odeio anglicismos e meu objetivo é tornar o português a língua brasileira, desde os tempos em que isto era discutido com um professor aqui no blog. Mas, confesso que não sei como aportuguesar ou abrasileirar esta palavra e manter o mesmo significado, sem está dando maiores explicações. Ficarei com búlingue. Este substantivo gerará o verbo bulingar e será muito mais fácil de explicar o que está por trás da palavra inglesa.

Bulingar significa chatear, bulir, sacanear, ofender, discriminar, ou tudo isto junto. É um problema para os que estão em idade escolar e tem problemas que podem levar a serem bulingados. Por exemplo, o assassino da escola de Realengo no Rio de Janeiro, justifica seu ato porque foi bulingado por seus colegas.

Agora o senador Requião alega que tomou e apagou a gravação de um repórter por ter sido bulingado. Isto não pode ser verdade. Pois o senador se defendeu muito bem, e se o repórter reclamasse, entraria no tapa (dizem que ele é valente). A idade do senador está mais para ser discriminado por obter vagas preferências no estacionamento, do que para o bulingamento. E o Senado, apesar de poder ser considerado uma escola, não se teve notícia anterior de bulingamento ostensivo.

Entretanto, o que aconteceu mesmo, foi o bulingamento da sociedade brasileira pelo presidente do Senado, Zé Sarney, tentando justificar o ato do colega. Eu me considerei bulingado, muito mais do que o Requião. Apesar do repórter registrar queixa contra o Senador Requião, até agora nada foi feito. O repórter deve ter alegado búlingue, na delegacia.

No fundo no fundo são quase todos uns bulingadores da sociedade brasileira. Vejam u vídeo abaixo, do Requião tentando bulingar algumas pessoas.

Zezinho de Caetés

A Lei de Responsabilidade Fiscal e o Tombinho



Ontem comentei um texto do Roberto Almeida (veja aqui) no qual ele salientava as agruras por que passam as prefeituras com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal. Esta a Lei Complementar 101 de maio de 2000. Em resumo:

“Art. 1o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição.

§ 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.”

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Ou seja ela estabelece normas e controles fiscais em todos os níveis de governo. No popular, gastou sem ter, vai pro pau. Pois ela estabelece sanções sérias aos governantes que não a cumprirem.

Foi instituída no governo de Fernando Henrique Cardoso, e provocou uma mudança substancial na maneira como vinha sendo conduzida a gestão financeira dos três níveis de governo. O Planejamento tornou-se indispensável na execução das políticas públicas, pois deve haver controle de custos e receitas daquilo a a que se propõem os governantes. Ela fez parte do esforço feito para estabilizar a economia, a partir do Plano Real. E muitos dizem, inclusive, modestamente, eu, que sem a sua existência dificilmente teríamos saído da situação de descalabro inflacionário em que vivíamos.

Hoje já se fala em sua modificação ou revogação pela onda ufanista que se abate sobre o Brasil. Brasil sem miséria. Brasil sem desemprego. Brasil das Copas e Olimpíadas. Brasil do “cara”. Brasil da Inclusão Social. Isto se propagandeia a torto e a direito, sendo fato ou boato. Mas sendo um ou outro, foi feito sob a égide da LRF.

Entretanto, num país onde existem as leis que pegam e as que não pegam, nada mais fácil de transformar uma que pegou numa que não pegará mais. Basta acenar com eleições e reeleições para que os prefeitos, que de tudo sabiam, se esqueçam, e reclamem de uma lei moralizadora de nossas finanças. Hoje, se quiséssemos, exerceríamos um controle sobre nossos gastos e receitas, pelo menos no nível federal de governo. Mas parece não querermos.

Nossa presidenta anuncia um corte de despesas de R$ 50 bilhões, e alardeia um conjunto de obras imprescindíveis que beneficiam seus programas antigos. Para isso restringe o crédito com uma mão através de medidas pontuais e amplia com a outra através de bancos oficiais.

Ontem houve uma reunião de cúpula das autoridades econômicas lideradas pela presidenta. Estava lá a nata dos que mexem com o nosso combalido bolso. A presidenta, ela própria, o Ministro da Fazenda, o Presidente do nosso Banco Central. Eu nunca, na história deste país (já estava com saudade de usar isto) vi tanta mistificação junta, para não dizerem ou fazerem nada.

Disseram para um bando de empresários ávidos para exercerem sua função social, que é aumentar seus lucros, que está tudo dominado. O Tombinho, presidente do Banco Central disse que a inflação está aumentando no Brasil porque está também aumentando em outros países. Enquanto o Manteiga, nosso Ministro da Fazenda, repete a mesma coisa e o Poste, nossa presidenta, apenas diz que travará um combate acirrado contra o inimigo comum, a inflação.

Ninguém diz o que vai fazer para que o Real não se valorize mais do que agora, e leve de roldão nossa já enfraquecida indústria e agora já serviços também, pois até japonês está achando o Rio de Janeiro caro. E ao mesmo tempo leve a nossa nova classe média ao paraíso das viagens ao exterior. Como diminuir o crédito que acaba com nossas rodovias e meio ambiente, com o aumento de automóveis, sem também colocar em risco mesmo a indústria que não exporta? O que deve ser feito para curar isto sem trazer de volta a inflação, que ao contrário de todo mundo, tem seus efeitos agravados aqui no Brasil pelo grau que se vive aqui de indexação (quando um preço sobe outro tem que subir para não haver perdas)? Ou seja, eu vi ontem nos jornais o que é um fato de rotina neste Brasil, capitalista e socialista só no bordões da esquerda e da direita, que ao subir a gasolina, vem junto o pão, o táxi, o gás, etc. não pela proporção que eles entram no custo ou pela pressão de demanda, mas pelo hábito que o brasileiro obteve um dia, que o deixou com a boca ainda torta de “levar vantagem em tudo”, e que a LRF, junto com outras coisas, como Banco Central independente, política fiscal austera, ajudou a desentortar um pouco.

No entanto, não estamos curados desta boca torta. E aí já vem um aumento de salário mínimo previsto com um ano de antecedência, que os empresários e outros agentes econômicos já tentam compensar a partir de agora. O setor público, controlado pela LRF, sonha e gostaria de poder gastar tanto com os funcionários como os da iniciativa privada gastam com os seus empregados. Querem os bônus mas não querem os ônus. Que são diminuição de despesas que podem e devem ser comprimidas. Começam a gritaria e daqui a pouco vem o dragão da inflação. Se vem da China ou de outro lugar qualquer, não é importante, o importante é que ele come gente mais dolorosamente aqui do que lá.

Tudo isto ainda é uma herança da crise da “marolinha” de 2008. Abriram os cofres e esqueceram de fechar depois da crise, pois havia um poste a carregar até o planalto. Todo mundo votou no PT e aliados, e todos os incluídos socialmente, deram uma brilhante vitória a Lula, que deixou um baita presente de grego para a presidenta. E eu prevejo, embora reze para está errado, que, de Tombinho em Tombinho vamos levar um tombão outra vez. E o tombo será tanto maior quanto maior for a mexida nos controles de gasto do governo, em todos os níveis, principalmente na LRF.

As autoridades não estão fazendo isto por que querem. Estão fazendo isto para manter a aparência do “tudo de bom” que se criou para batizar o governo Lula. Deus queira que eu minta, mas parece que o único beneficiado foi o Lula, que não precisará nem vender a barba, pois ganha mais por palestra.

Zezinho de Caetés

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Barbas, bigodes, PSD, UDN e PTB



Ontem escrevi sobre barbas e bigodes. Hoje escrevo sobre suas consequências. O Altamir Pinheiro, jornalista brilhante de Garanhuns, blogueiro inveterado, e pecador idem, fez um comentário à minha postagem que não poderia deixar passar em branco. Vejam o texto aqui .

Não poderia entrar no assunto principal sem antes dizer que hoje, o Zetinho publicou um artigo na A Gazeta Digital, sobre o mesmo tema aqui (isto já está virando uma epidemia), propondo também vender barbas. Pelo índice de humor, o Zetinho sempre foi um “citeiro”, e será um bom “gazeteiro” (escreve na AGD). Combinamos com o Zé Carlos, já que ele só manda os textos para lá, que ele o publique, pois se não o fizer nós o faremos com todo prazer.

Voltando ao comentário do “guerrilheiro” de Garanhuns, que graças a Deus ainda continua vivo, apesar do silêncio dos blogs regionais sobre as ameaças por ele sofridas. Espero que tudo sejam águas passadas. O comentário foi o seguinte:

APESAR DAS MULHERES SEREM PRIVILEGIADAS POR NÃO POSSUÍREM BARBAS, E SEUS PÊLOS SE ALOJAREM APENAS NAS “PARTE DE BAIXO” E NO “SUVACO”, EM BOM CONSELHO, CONHECI UM CASO DIFERENCIADO. TIVE UMA PARENTA, QUE POR RAZÕES DE EXCESSO DE TESTOSTERONA, ELA APRESENTAVA UM QUADRO DE DESEQUILÍBRIO HORMONAL E, ACREDITEM, - COM MENTIRA E TUDO - ELA TINHA UMA “FOIA DE BIGODE” DE FAZER INVEJA A MEXICANO. A PROPÓSITO, ESSA MESMA PROLE ESTÁ COMPROMETIDA COMIGO(EMPENHAMOS UM FIO DE BIGODE) E VAI VOTAR FECHADO PARA PREFEITO DE BOM CONSELHO EM Dr. ZENÍCIO E POR TABELA AINDA VAI SOBRAR UMA LAMINHA MUITO BOA PARA ENCARCAR O DEDO NA URNA E VOTAR NO NÚMERO DA VEREADORA LUCINHA PEIXOTO. VAMOS EMPURRAR COM CABELO E TUDO. VOTOS, NA URNA, CLARO!!!”

Mesmo com mentira e tudo, eu também conheci um mulher em Bom Conselho que tinha um bigode maior do que o do Barão de Rio Branco, e que foi a primeira que vi usar calças compridas, por baixo da saia para andar a cavalo. Não sei se é a mesma descrita no comentário do guerrilheiro. Esta característica é de pessoas provenientes de Portugal e adjacências. Dizem que com elas nem o diabo pode. Cruzes!

Mas, o que me fez descansar os meus pelos nesta cadeira em frente a esta máquina infernal, foram os outros assuntos mencionados no comentário. O primeiro é a candidatura do Dr. Zenício, que não conheço pessoalmente, talvez porque é um pouco mais jovem. Sondei meus correligionários políticos, e iguais ao Altamir, dizem que o Doutor seria um excelente candidato a prefeito.

Para ter pelo menos uma base cito o Blog do Poeta, que está fazendo tantas enquetes, que já poderia fazer uma sobre, se os bom-conselhenses gostariam de vender a barba, ou se preferem mulher com barba ou sem barba, aumentando sua audiência com fatos mais relevantes do que falar da vida de jumentinhas recalcitrantes. Esta enquete foi sobre os médicos de Bom Conselho:

DR. ZENÍCIO É O PREFERIDO PARA DISPUTAR ELEIÇÃO COMO CANDIDATO A PREFEITO DE BOM CONSELHO

QUEM DESSES MÉDICOS MERECE DISPUTAR A ELEIÇÃO PARA PREFEITO DE BOM CONSELHO EM 2012?

DR. ZENICIO - 46%

DR. SÁVIO - 35%

DR. ZÉ ALIPIO - 10%

DR. PETRÚCIO - 8%

VOTOS APURADOS: 406

CONTINUE PARTICIPANDO E VOTANDO DE NOSSAS ENQUETES.”

Com vemos, dentre os médicos nem o marido da prefeita, que dizem, muitas vezes não se comportou como a “mulher de César”, e talvez seja por isso mesmo, conseguiu bater o Dr. Zenício. Se o Dr. Raul fosse vivo não teria mais para ninguém, mas...

Fui informada que o Dr. Zenício, está com mais dúvidas do que eu, quanto à candidatura. Por isso ainda não entrei em contacto, como o farei com os outros 96 candidatos ao Palácio do Coronel, em nossa terra. Falarei até com o Bizunga, pois parece que ele foi preso mas ainda não foi julgado e condenado, pois não se sabe se apenas fazia como o Bill Clinton, que fumou mas nunca tragou, ou como o Tarso Genro que disse que os “outros” acham muito gostoso. Mas, falarei com ele também, pois em enquete de intenções de votos para 2012, feita pelo Blog Gustavo Pereira, ele ganhou mesmo para a prefeita Judith.

Dentro desta barafunda toda, e ainda mais com indecisão da prefeita, que está deixando o blog do filho Felipe quase sem assunto, sobre sua candidatura a reeleição, é normal que estejamos, nós pré-candidatos, com muitas dúvidas. Vamos dar tempo ao tempo no caso da prefeitura.

Quanto à promessa de apoio a minha candidatura em Bom Conselho a vereadora eu agradeço de coração. Aliás, eu acho que esperarei até 2014, para disputar a deputança, se não disputar agora a vereança, pois dizem que em Garanhuns só não votam em mim o Einstein, a Telma e Ronaldo César. O resto vem de porteira fechada, modéstia a parte. O grande problema sou eu mesma com minhas crises político/existenciais.

Estou decepcionada com o meu partido atual, o PV. Quase todos em Pernambuco, com exceção do Daniel Coelho, tornaram-se vermelhos e sucumbiram aos cantos do Conde Eduardo. O dirigente máximo do nosso partido foi cooptado por um secretaria e 15 pontos na carteira, que não sairão nunca do papel, pelo arrastão destruidor do meio ambiente que o Conde vem adotando. Parece até aquela história antiga, de quando se pensava que o comunismo era ainda alcançável, e que não sei a que ponto ainda atinge o nosso “guerrilheiro” que é fã do Che. “Verde por fora vermelho por dentro”. Só que agora por dentro, não tem mais a foice e o martelo, mas um trator e uma fogueira para dizimar nossas matas em nome de um crescimento perverso e de uma inclusão social desestruturadora.

Os outros partidos não me cabem. Estou assuntando na criação do PSDEMB, se a fusão do DEM e do PSDB vier, pois ainda acho melhor um Bom Velhinho do que um Bom Velhaco. O PSD, que tantas lembranças nos traz, basta olhar prá frente que vai ser outro saco de gatos de rua, doidos para receber um leitinho do Planalto. Restou criar o PLP, o Partido da Lucinha Peixoto, mas parece que a reforma política não deixará passar os candidatos com partidos de uma pessoa só. E eu reconheço que estava sendo um pouco egoísta, com sua criação.

Mas o PSD me deu uma ideia. Se o Kassab, que não sabe nada deste Brasil, pode, por que eu não posso criar um partido. Hoje, aproveitando o ensejo, estou lançando a UDN, ou a União dos Decepcionados Nacional. Além de reviver um confronto político eleitoral histórico, tenho certeza, arranjarei mais filiados por este Brasil afora do que o PSD.

Daqui já chamo o Altamir, e mais os 100 milhões de decepcionados com a política neste país a se engajarem nesta luta. Caro “guerrilheiro”, enquanto eu não posso ir a Bom Conselho, você já fica com a missão de convencer o Dr. Zenício a trocar de partido, a não ser, como ele é do PTB, prefira reviver o confronto histórico PSD/PTB/UDN de forma completa. Nem o Coronel faltaria, pois já está no Palácio.

Lucinha Peixoto

O anonimato, "peruas" e "perus"



Por motivos bastantes claros eu sempre volto a este tema porque sou um pseudonimista contumaz. Como diz o professor José Fernandes, sou também um anônimo, pois não tenho registrado em cartório meu pseudônimo. Eu até poderia fazê-lo, para ficar com mais liberdade de escrever, sem as ameaças legais que pairam sobre nós, previstas em nossa Constituição. Entretanto, como sou um “anônimo do bem”, espero sempre ter como me defender em casos de maior sensibilidade por parte daqueles que eu menciono ou, algumas vezes, faço sobre eles juízos de valor. Dia desses, fiquei mais tranquilo, pois soube que a Marta Suplicy perdeu a causa, num processo onde pedia indenização por ter sido chamada de “perua”. Vejam alguns trechos de como o Josias de Souza descreveu o caso, em seu blog:

"Veja-se o caso de Marta Suplicy. Rica e bem-nascida, ela não é uma petista de mostruário. Foge do modelo militante prêt-à-porter.

..........

Ela havia sido criada para viver num mundo de donzelas burguesas, matriarcas austeras e machos opressivos.

Traçaram-lhe um destino de horizontes acanhados: entregaria seus olhos azuis a um marido de boa cepa, teria filhos e administraria o lar.

.........

Invadia os lares, no matinal "TV Mulher", falando em masturbação, orgasmo e homossexualismo. Fez-se misturando ousadia e ideias.

Súbito, Marta decidiu encrencar com uma notícia de revista. Abespinhou-se por ter sido tachada no texto de “perua”. Foi à Justiça. Exigiu indenização.

Pois bem. Marta acaba de perder o processo no STJ, última instância do Judiciário para as causas infraconstitucionais.

O tribunal considerou "incabível" um recurso especial da senadora, que já havia sido derrotada na Justiça Federal de São Paulo.

O desembargador convocado Vasco Della Giustina achou que o Tribunal de Justiça de São Paulo dera ao processo um tratamento adequado.

Para ele, o recurso de Marta, chamado tecnicamente de "agravo de instrumento", visava apenas revolver os autos. Algo que não é atribuição do STJ.

Assim, prevaleceu a sentença do tribunal paulista. Uma sentença que anota o seguinte:

“Não se entrevê [...] carga ofensiva suficiente no emprego da referida expressão (perua) a ensejar o reconhecimento de lesão moral indenizável...”

“...A expressão ‘perua’, no contexto da matéria, foi nitidamente empregada para destacar o estilo pessoal da apelada [Marta]...”

Um estilo “...marcado [...] pela elegância no vestir. Note-se, a propósito, que a veiculação trata a recorrida como a ‘esfuziante ex-prefeita’...”

Algo que reforça “...a ideia de que a expressão [perua] foi utilizada para fins de simplesmente ressaltar o estilo pessoal da autora, nada mais”.

Ou seja: ficou entendido que chamar Marta Suplicy de perua não constitui crime, não ofende a honra da senadora e, portanto, não é passível de indenização.

......."

E o que isto tem a ver com anonimato? Tudo, homens de pouca visão! Vejam, se neste blog agora, eu chamar a Marta Suplicy de “perua”, ninguém poderá dizer que me transformei em um “anônimo do mal”, e ter que pagar indenização. E eu já aproveito o ensejo e digo, que o diálogo entre o espelho e a rainha má da Branca de Neve poderia ter sido:

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais perua do que eu!?

- Existe sim, minha ama, a Marta Suplicy ainda não morreu!

Eu vou mais além e me aventuro a dizer, com a proteção da justiça, que o diálogo poderia ser também o seguinte:

- Espelho, espelho meu! Existe alguém mais antipática do que eu!?

- Exista sim, minha rainha, a Dilma ainda não morreu!

Não poderia dizer que a presidenta faz o estilo “perua”, como a Marta. Aí talvez fosse um caso de indenização, pois a presidenta, nas poucas vezes que apareceu em público, em termos de vestuário, está muito longe da “peruagem” habitual. É sóbria tanto no vestir com no falar (aliás, não é uma boa “concatenadora” de palavras), e não fica fazendo evoluções como a Marta. Mas, aí eu já estou deixando a questão do anonomimato para enveredar pelo mundo do colunismo social, que não é a minha praia.

Voltando ao assunto, o pseudo e o não pseudo anonimato, tema que voltarei ainda noutros textos, eu apenas terminaria dizendo que o masculino de “perua” é “peru”. E agora quando eu falar de “peru”, as conotações mais genitais que esta palavra tem, não serão aceitas aqui. “Peru” é apenas um homem que possui as mesmas características da “perua” Marta Suplicy. Gosta de aparecer e só ele está certo. Se for um “metrosexual” é mais “peru” ainda. E se for de esquerda, é a cópia fiel da “perua”. Quando é de direita, é mais parecido com um “pavão”, que todos sabemos o que é, mas não chega nem aos pés da “perua”. Se for machão, não é “peru” é “faisão”, e repete todo tempo: “Eu sou o bom, sou o bom, sou o bom...

Entretanto, o diálogo da Branca de Neve, não serve mais para o “peru”. O melhor seria a fábula da A Raposa e as Uvas, do Esopo:

Um “Peru”, morto de fome, viu, ao passar diante de um pomar, penduradas nas ramas de uma viçosa videira, alguns cachos de exuberantes Uvas negras, e mais importante, maduras.
Não pensou duas vezes, e depois de certificar-se que o caminho estava livre de intrusos, resolveu colher seu alimento.
Ele então usou de todos os seus dotes, conhecimentos e artifícios para pegá-las, mas como estavam fora do seu alcance, acabou se cansando em vão, e nada conseguiu.
Desolado, cansado, faminto, frustrado com o insucesso de sua empreitada, suspirando, deu de ombros, e se deu por vencido.
Por fim deu meia volta e foi embora. Saiu consolando a si mesmo, desapontado, dizendo:

"Na verdade, olhando com mais atenção, percebo agora que as Uvas estão todas estragadas, e não maduras como eu imaginei a princípio..."

Aumentando um pouca a moral tradicional desta história que é: “É fácil desprezar aquilo que não se pode obter”, eu diria que todos nós já fomos “perus” alguma dia, o que não justifica continuar na “peruagem”.

O ruim disto tudo, é que se me chamarem de “peru” anônimo, não posso recorrer ao judiciário, será uma causa perdida.

Diretor Presidente

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu não tenho barba, o que venderei?



Neste fim de semana li no Mural da AGD, que se está se tornando um espaço de comunicações curtas e interessantes, uma nota do Zezinho de Caetés sobre as barbas de algumas pessoas. A nota era a seguinte:

“Hoje de madrugada foi dia de malhar o judas. Vou malhar aqui, de leve, pois vi aqui nesta AGD, no "Deu nos Blogs", que Jacques Wagner vendeu sua barba por R$ 500.000,00, à Gillete. É inacreditável, mas é verdade. Vejam na página. Um dos blogs aventa a hipótese do Lula pensar em vender a sua. Pelo preço que ele está cobrando por palestra, uma raspada daquela barba horrorosa, deve valer até a dívida que ele diz que pagou ao FMI, só prá gente pagar juros mais caros e dá mais trabalho ao Guido Mantega. E quanto vale a do Fidel? E a do Jodeval? E a do Humberto Costa? E a do meu conterrâneo Rafael Brasil? E pensar que eu tinha uma barba muito vistosa, e para tirá-la, a Gillete não deu nem o barbeador, tive que comprar. E as mulheres, vão vender o quê? Coitada da presidenta!”

Faltou muita barba por fazer. Mesmo ao preço da do Jacques Wagner, aqui no Brasil ainda se obteria um bom dinheiro por estes pelos ideológicos. E se bigode for barba, e eu acho que é, os bigodes do Sarney devem valer também alguma coisa. Juntando com o do Tarso Genro, os dois devem apurar, mais da metade do que o Zetinho disse que valeria a sua em comentário no mesmo Mural, ou seja uns 50 centavos de cruzados novos. Quanto a esta nota do Zetinho, onde ele diz que a barba dele não vale nem “hum real”, ele está enganado. A do Machado de Assis vale muito e a de Zetinho que será o primeiro presidente de nossa Academia Bom-conselhense de Letras, vale muito mais. O problema é conseguir que a Academia saia do papel. Pelas porradas que deram num vereador lá, talvez se crie primeiro uma Academia de Box. Cruzes!

Frei Betto, vendeu a dele logo quando era jovem, mas o Leonardo Boff tem uma barba que parece o Papai Noel com gripe. Valeria também uma boa grana. A do Humberto Costa, ele parece que está vendendo aos poucos, pois tem aparado tanto, agora como Senador, qualquer dia desses ela some, e o Estado vai perder a chance de adquirir uma barra de exercício para a a Academia da Cidade, quem sabe a de Bom Conselho, pois é isto que ela vale.

Já a do Jodeval, por ser bom-conselhense vale ouro, ou pelo menos vale mais do que sua ideologia e sua admiração pelas barbas cubanas. Mas, dizem que a Gillete colocou “beard hunters” para encontrar pessoas que forneçam bons filmes publicitários. Esta empresa não quer mais ninguém barbado no mundo. Desde os Aitolás, passando pelo presidente do Irã, e incluindo Fidel Castro, todos entrarão na gillete. Ainda há dúvida se outros pelos do corpo, como bigode, pernas, axilas e.... serão contemplados. Será com esta ideia que o Zezinho diz na nota “Coitada presidente!”?

Da forma como está avançado o mundo da publicidade, não tenho dúvidas de que eles criarão brevemente, anúncios de lâminas de barbear para todos o lugares do corpo. Quando adolescente, já aqui no Recife, onde descobri as delícias do papel higiênico, eu ficava imaginando se algum dia seria possível fazer propagando deste produto, sem ofender a moral e os bons costumes. Hoje tenho certeza que sim. Até um mordomo bem bonito já vi levando uma marca para as moças necessitadas do produto. Hoje isto é comum. Propaganda para depilar axilas com suavidade de pluma já existe aos montes. Para chegar a outros lugares, é apenas uma questão de imaginação.

Penso ser o bigode o mais difícil para fazer propaganda da Gillete, pelo menos em terras como a minha, de Papacaça, onde os negócios e acordos eram feitos no “fio do bigode”. Hoje não sei se continua assim, se os homens de lá venderão até os próprios bigodes.

Nós mulheres, neste caso ainda somos privilegiadas, não temos barba e nunca fizemos acordos usando outros pelos do corpo, a não ser nos cabeleireiros.

Lucinha Peixoto

Contribuindo com o Jornalismo, mesmo sem notícias



Recebi a mensagem abaixo, já a alguns dias. Respondi a Caroline que estava um pouco sem tempo para responder as questões que ela me fazia, mas achava extremamente interessante sua pesquisa sobre ciberfobia e iria respondê-las depois.

Aproveito hoje, Sexta-Feira da Paixão, com o meu feijão de coco e bacalhau já na panela prontos para serem devorados, mesmo sabendo que poderei estar incorrendo em pecado mortal, se considerasse, estas respostas um trabalho. Também não são um prazer, pois estaria caindo também em pecado, pela falta de respeito que isto representaria para os dias. Encará-las-ei como um dever de minha parte “jornalista”. Leiam a mensagem da Carol e vejam as respostas mais abaixo.

Andes de cumprir o meu dever, quero dizer que fiquei extremamente alegre, por nosso blog ir até o Rio Grande do Sul, onde estive no fim do ano passado. No Brasil, só não é melhor do que Pernambuco.

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Olá!

Meu nome é Caroline, eu sou estudante de jornalismo da UFRGS. Estou fazendo uma matéria sobre ciberfobia e, procurando na internet, encontrei seu post [ leia aqui ] sobre o assunto.

Estou justamente procurando ex-ciberfóbicos (ou ciberfóbicos)! Será que você poderia me responder algumas perguntas? Esta matéria é para a revista Três por Quatro, que faz parte da disciplina de Jornalismo Impresso III.

As perguntas são:

1) Qual era o seu sentimento e conhecimento em relação ao computador e à internet?

2) O que provocou sua aproximação a esta tecnologia? Teve incentivo de alguém?

3) Como foi a adaptação?

4) Agora você tem blog, está nas redes sociais. Como foi essa evolução?

5) Como é sentir-se a parte deste mundo e depois estar incluído nele?

6) Algo ainda causa desconforto, principalmente em relação à internet?

É isso!

Desde já, agradeço.

Um abraço,

Caroline Berbick

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Minhas Respostas:


1) Qual era o seu sentimento e conhecimento em relação ao computador e à internet?

Conhecimento nenhum. Sentimento, pavor. Às minhas filhas dizia que tivessem cuidado com aquela coisa e que talvez elas não aprendessem, como achava difícil os meninos aprenderem a fazerem contas usando as “maquininhas” de calcular. Até hoje eles sabem fazer todas as operações no papel. Já meu neto tenho certeza, sem uma calculadora ele não vai somar nem 45 + 25, que será no número do novo partido que resultará da fusão do PSDB com o DEM, o PSDEMB.

2) O que provocou sua aproximação a esta tecnologia? Teve incentivo de alguém?

Tive o incentivo dos meus filhos. Foi através deles que consegui me aproximar do bicho e descobrir que ele não mordia, embora hoje saiba que pode provocar crises existenciais, sociais e políticas que podem serem terríveis.

3) Como foi a adaptação?

Segura, lenta e gradual. Igual a abertura política que vivemos no século passado. Apesar de ter curso de datilografia, o que tenho certeza a Carol nunca teve, teclar numa computador, se comunicar com ele não é a mesma coisa. Existiam, antigamente uns processadores de texto, que não tinha nem os acentos da língua portuguesa, como até hoje os endereços de internet recusam a tê-los. Ainda vamos nos sites do “...domingaodofuastao” ou “...ministeriodaeducacao”, e outros de cacófatos horrorosos. Então a adaptação foi lenta, mesmo porque, já estou um pouco perto da boa idade (mas, não exagere na interpretação Carol), e tudo tem que ser gradual. Agora já estou muito segura.

4) Agora você tem blog, está nas redes sociais. Como foi essa evolução?

Esta é uma longo história, mas tenho todo o prazer em contar. Eu comecei trabalhando numa empresa de um conterrâneo que pensava em se especializar em computação gráfica. Eu era mais uma secretária de luxo, mas dava minhas ideias e trabalhava muito. Isto já foi quase que um desafio, para curar, o que não sabia na época meus achaques ciberfóbicos. Venci-os, e depois que o Diretor da Empresa, viu que, depois de uma certa idade, computação gráfica seria demais para os seus neurônios, eu vi que isto era verdade, e junto com meus companheiros (desculpe o ar de jogador de futebol) partimos para o Blog da CIT. Era algo voltado para nossa cidade (Bom Conselho em Pernambuco), mas, como é próprio dos blogs ganhou o mundo. Eu fui nesta onda, e hoje, já dou até ideias para criar outros blogs dirigidos para o município, como a A GAZETA DIGITAL, no qual participo algumas vezes.

As redes sociais foram, e ainda estão sendo um desafio. Mesmo que o Blog da CIT não seja só meu, ele me dá um trabalho danado, não larguei minhas panelas e agora cuido de um neto. Às redes sociais dedico hoje a sobra do meu tempo. Por isso não estou tão presente. Minha maior dificuldade é o Twitter que nos obriga a escrever mensagens de 140 toques. É uma tortura. Mas estou resistindo.

5) Como é sentir-se a parte deste mundo e depois estar incluído nele?

Uso meu treino no Twitter e o linguajar dos meus filhos, para responder a esta questão: “É um tremendo barato!”

6) Algo ainda causa desconforto, principalmente em relação à internet?

Quanto a mim, é a lerdeza de minha conexão. Sou classe média mas não sou aquinhoada o suficiente para colocar uma conexão rápida em casa e na empresa que trabalho a coisa está mais preta ainda. Penso que um grande investimento em educação neste país seria prover internet rápida para todos, e fazer com que as escolas levem todos os estudantes a este meio, na mais tenra idade possível. Sei quanto isto é custoso, pelos problemas que temos ainda a enfrentar neste país. Mas, entre um Programa Fome Zero e um de Analfabetismo Digital Zero, ficaria com o segundo. Pelo menos porque ele não correria o risco de se transformar num instrumento eleitoreiro, pois quem navega é mais capaz de distinguir o que bom e o que é ruim prá ele.

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Prezada Caroline Berbick,

Espero que tenha ajudado na sua pesquisa. Peço permissão para você me deixar publicar minhas respostas no meu Blog da CIT, para o qual peço sua divulgação com os seus. Estou à sua disposição. Um abraço

Lucinha Peixoto

P.S.: A Caroline, além de me dá permissão para publicação me prometeu mandar uma cópia de sua pesquisa. Quando chegar teremos o prazer de publicá-la.

LP

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Os Dilemas de um poste enganado



Todos estão vendo hoje que andar de automóvel ficou mais caro. A gasolina, sim, aquela mesma que foi motivo de tanta confusão lá pelos anos 70, e mais recentemente, por algumas guerras nas regiões produtoras, está começando a pressionar a inflação. Fala-se já em um apagão de combustível. Acho um exagero, mas não custa ficar de olho.

Dizem que o aumento não é nem pela gasolina em si, mas pelo aumento do preço do álcool. O pessoal do exterior está comendo mais açúcar, o preço sobe, os produtores deixam de produzir álcool para produzir o doce produto e falta álcool para misturar na gasolina. Não dá outra. Para colocar combustível no “flex” comprado confiando “no compre que o governo garante”, já não contamos com o nosso álcool. Mesmo, sem ainda faltar este produto para produzir a Caninha 51, tão a gosto do meu conterrâneo Lula, sua sucessora já começa a se preocupar.

Em meus cursos de especialização em Economia, havia um professor que sempre citava um economista americano (sempre eles) que dizia: “Não há almoço grátis!”. Quando alguém não paga pelo almoço é porque outro pagou por ele. É por isso que uma grande parte do Governo, vive comendo às nossas custas, e o que é pior, distribuindo almoços gratuitos, e que é pago com o nosso dinheirinho de impostos. Teríamos uma revolução neste país se as pessoas entendessem este simples fato, que é a base da Economia como campo de estudo, e dizem que é fazer escolhas dentro de um ambiente de escassez. E isto se aplica ao governo e aos políticos.

Hoje vi no Blog do Roberto Almeida que em minha terra, Caetés, está havendo um recrudescimento da violência devido à ausência do prefeito, e alegando que isto é quase uma lei, citando também o caso do prefeito de Recife, João da Costa, que enquanto as pessoas morriam debaixo de chuva ele saracoteava lá pela Espanha. Quando voltou, foi questionado no meio da rua por um senhor, que o criticou publicamente, pelo seu comportamento. O que o jornalista acha que é um vergonha. Eu não sei o que ele quis realmente dizer com “vergonha”. Se foi vergonhoso porque ele passou um pito no prefeito, ou se por ele só ter feito isto. Pois nos países mais civilizados costumam jogar ovos e tomates neste caso. Por que? Porque todos sabem que o João da Costa está gastando nosso dinheirinho, e o eleitor merece respeito, e diante da situação, faltou tomate. É uma vergonha.

Comecei esta texto para dizer que a Dilma, com a herança maldita, está numa armadilha em relação ao precioso combustível poluidor. Já há algum tempo os acionistas da Petrobrás estão pagando o subsídio da gasolina. Tudo bem. A empresa é pública e apenas os acionistas minoritários, que são de maior e vacinados compraram suas ações. Podem até pagar para conter a inflação. Mas agora, para Dilma não ficar conhecida como a mulher que trouxe a inflação de volta, o que vai irritar mais ainda a Lucinha Peixoto, pois prá ela mulher só deveria trazer coisas boas, cogita-se em reduzir a CIDE, que é a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, que nada mais é que um imposto sobre combustíveis, só para a gasolina não subir. Esta contribuição ou imposto cobrado sobre os combustíveis financia investimentos em melhoria de infraestrutura de transportes.

Qual a mágica então? A Petrobrás aumenta o preço da gasolina que é cobrado as distribuidoras e o impacto é neutralizado com a queda da CIDE. Antes de continuar, me lembrei, e quem viu também se lembra, que este imposto foi motivo de uma pegadinha do Garotinho para Lula num debate entre candidatos tempos atrás. O Lula não sabia o que era isto e enrolou na resposta o tempo todo. Penso que hoje quem não sabe é a Dilma. Ora, isto seria perfeito. A Petrobrás não perde e o consumidor não paga mais.

No entanto isto só estaria perfeito mesmo, se o economista americano estivesse errado. Aí alguém está almoçando de graça? Claro que não. Os usuários das estradas brasileiras, onde tantos seguiram o Cristo na Semana Santa, morrendo com ele, embora não para nos salvar, é que pagaremos o almoço. Enquanto os donos de carros, não arcarão com os custos do aumento por um lado, por outro pagam com sua vida em rodovias esburacadas. É uma questão de escolha. Na situação de escassez em que nos encontramos, um erro nas prioridades podem nos levar à falência como civilização. Já erramos adotando, num país enorme como o nosso, quando enfatizamos as rodovias em detrimentos das estradas de ferro e hidrovias. Os otimistas dizem, mas agora vamos ter o pré-sal, nadaremos de braçada no petróleo, num período em que o mundo civilizado já se mobiliza por uma alternativa viável, até para sobrevivência do planeta. E ainda vamos subsidiar a gasolina com atitudes mirabolantes, enquanto, pasmem, algo que foi a prioridade número 1 deste governo, os biocombustíveis, está sendo relegado, em prol de um sonho que está embaixo da terra.

Rezemos para que o tamanho do almoço que este governo está comendo não seja tão grande que não possamos pagar com o nosso trabalho. Mas, se assim continuar, brevemente, pagaremos este repasto com a nossa Amazônia. Pois não existe almoço grátis!

Zezinho de Caetés

Desenterraram o Timbu. Missão quase impossível.




Ontem fui à casa da Lucinha, sendo um convidado especial para o almoço e posterior olhadela no jogo entre o Náutico x Sport. Não vi todo. Quando o Sport fez o segundo gol, eu tive que me afastar. Não foi pelo placar, mas por uma obrigação familiar. Penso que não perdi muita coisa do jogo neste intervalo, pois quando cheguei em casa ainda continuava 2 x 0 contra o Timbu.

Eu já tinha observado, e aqueles mais antenados também, a grama de outra cor perto de umas da baliza na Ilha do Retiro. Tenho certeza, ali era o jazigo do timbu e ele não estava mais lá. O trabalho de exumação havia sido feito na calada da noite, e a grama replantada para não mostrar a fúria assassina dos caçadores de hexa.

Mesmo assim, ciente do que pode acontecer, ainda vibrei com o único gol do alvirubro. Era uma pequena esperança de que os restos mortais do timbu tenham sido procurados, mas não encontrados. Esta esperança durou até o Ciro, que já fazia 5 anos que não marcava gol, marcasse novamente. Aí não tive dúvida mais nenhuma. Ali não jazia mais o timbu que nos garantia o luxo de sermos os únicos hexa campeões.

Em entrevista logo após o jogo o técnico do Náutico disse, ofegante como convém mesmo a um técnico, que o retrospecto de jogos nos Aflitos permitia afirmar que o time ainda tem grandes possibilidades de reverter o resultado. O que ele não sabia, ou fingiu não saber, igual ao que Zezinho diz do Lula e do mensalão, era que haviam desenterrado o timbu coroado no silêncio da madrugada.

Eu vi, e talvez muitos tenham visto o pai de santo recebendo o dinheiro na cabine de honra, da Ilha pois já considerava que ele honrou a classe, desfazendo o que foi feito há mais de 20 anos atrás. Eu notei um certo rebuliço na entrega do dinheiro e depois me foi relatado que o babalorixá saiu reclamando e com raiva, do encontro. Então alvirubros, ainda resta uma esperança que o Sport tenha repetido o que fez no passado, dando um xexo na divindade, como no caso do boi. Se isto realmente aconteceu, a divindade, que recebeu o boi com muito tempo de atraso, agora pode se vingar, e no próximo domingo, passar por cima do babalorixá e do Sport, mandando o Náutico para a final contra o Santa Cruz.

Então amigos não desesperem, pois mesmo sem o timbu enterrado ainda poderemos manter o hexa exclusivo. Vocês perguntarão, e o Santa Cruz não conta? Eu respondo depois que o Fernando Bezerra Coelho foi seu presidente, implantou-se uma urucubaca tão forte no Arruda, que mesmo que o timbu tenha saído da cova cantando e dançando lambada, o Santa Cruz não é páreo para mais este campeonato. E, se o Sporto não pagou direito o trabalho, mesmo que o Náutico perca, ainda seremos exclusivamente hexa, pois quem vai está protegido pela divindade é o Santa Cruz. Não tem divindade que aguente dois xexos consecutivos sem reação.

O jogo já havia terminado e a Lucinha me telefonou para saber se eu havia resolvido o problema pelo qual sai e fio prá minha casa. Ela estava mais pessimista do que eu e disse:

- Jameson, o Fernando Bezerra Coelho é tão pé frio, que mesmo afastado para ser ministro do poste, sua ziquizira ainda está fazendo efeito no Arruda. Eu tinha esperança que ele a levasse para o governo do PT, e ele levou, pois a coisa parece que já está dando água. Mas, era tão grande o pé frio dele, que ficou o calcanhar, ou o chulé no tricolor. Sinto muito pelo nosso hexa, mais, soube que o Santa Cruz é o time do censurador Ronaldo César. Pelo menos se o Santa perder não ficarei tão triste com a perda do hexa.

Eu, que não entendo de política, nem nada, desconversei, disse que estava tudo bem e espero que ela esteja errada. Quarta-feira veremos. Por enquanto, hexa ainda é luxo.

Jameson Pinheiro

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O que é Páscoa?



Estou em casa folgadão e recebo da amiga Maria Caliel uma mensagem. Achei tão interessante e adequada para esta época de semana santa, que se tivesse de plantão no Blog da CIT, já a publicaria direto. Mas, hoje graças a Deus é a vez da Lucinha para quem estou enviando com a esperança que ela, depois de “empaturrá” seu netinho de feijão de coco, a veja, e a publique.

Obrigado a minha amiga por me associar ao grande cronista gaúcho. Gentileza sua. Um abraço e Feliz Páscoa.

Segue a mensagem.

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Prezado amigo Zezinho,

Outro dia eu disse que achava seus artigos parecidos com os de Érico Veríssimo. Eu havia trocado, não era de Érico, e sim do filho: Luis Fernando Veríssimo.

Só hoje, estou retificando. Por isso, estou lhe enviando este texto porque é a sua cara. (morri de ri e pensando: só pode ser Zezinho que escreveu)

Um abração e Feliz Páscoa.

Maria Caliel

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Páscoa


- Papai, o que é Páscoa?

-Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!

-Igual ao Natal?

-É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressureição.

-Ressurreição?

-É, ressurreição. Marta , vem cá !

-Sim?

-Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

-Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

-Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?

-O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!

-Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

-É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

-O Espírito Santo também é Deus?

-É sim.

-E Minas Gerais?

-Sacrilégio!!!

-É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo?

-Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a

professora explica tudinho!

-Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?

-Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

-Coelho bota ovo?

-Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?

-Era... era melhor,sim... ou então urubu.

-Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia ele morreu?

-Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.

-Que dia e que mês?

- (???)

Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sabado de Aleluia.

-Um dia depois!

-Não três dias depois.

-Então morreu na Quarta-feira.

- Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!

-Como?

- Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no Sábado?

- Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

-Ai...

- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

-Cristo. Jesus Cristo.

-Só ?

-Que eu saiba sim, por quê?

-Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

-Ai coitada!

-Coitada de quem?

-Da sua professora de catecismo!

Luiz Fernando Veríssimo.

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Zezinho de Caetés

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P. S.: Se eu tivesse recebido antes a mensagem do Zezinho já a teria publicado antes da minha que publiquei mais cedo. A amiga Caliel, que, infelizmente, não está escrevendo com frequência para o nosso blog, além do texto brilhante tem um senso de humor aguçado, e para nós continua uma honra publicar o que vem dela. Para ela e todos uma Feliz Páscoa., da escrava de plantão

Lucinha Peixoto