sexta-feira, 29 de abril de 2011

Casamento em Seráfia - Início



Todos já sabem, inclusive o Josan Viana, que gostaria de me conhecer, e eu a ele, que agora estou vendo a novela de Brogodó, chamada de Cordel Encantado. Concordo hoje inteiramente com o Zé Carlos, que ela é muito parecida com Caldeirões dos Guedes, onde faz tempo que não vou mas já fui muito. Para mim aquele distrito é o próprio Brogodó. E hoje ele deve estar em festa, pois não é sempre que se casa uma filha da terra com um príncipe.

Hoje, o mundo todo se voltou para a capital do Reino de Seráfia. Mais de 2 bilhões de pessoas viram o casamento de uma plebéia, a Doralice Peixoto, com o príncipe Felipe de Seráfia, o primeiro na linha de sucessão ao trono. Eu conheci este reino, faz algum tempo, e lá voltei, como funcionária da CIT Ltda, há uns 2 anos. Parece uma terra encantada. Tudo gira em torno da realeza e eles exploram bem isto para ganha dinheiro com o turismo. Tudo é milimetricamente pensado para gerar grana. Mas, Seráfia tem seu glamour, histórico, cultural e natural.

Vi pela TV, o que estão chamando de casamento do século. A Doralice Peixoto, que dizem ser minha parente, mas custo a crer, pois o seu pai o Patácio Peixoto, prefeito de Brogodó, está mais prá Maluf com para o Major Zé Pedro, estava linda, e, não me importo com as comparações, principalmente, quando vejo uma festa como a de hoje.

Ela chegou na abadia de Seráfia num rolls-royce, de teto de vidro acompanha pelo seu pai. O meu marido, que não entende nada daquele reino perguntou logo:

- Por que não foi num Mercedes?

Eu nem respondi ao ignorante. A Mercedes é alemã, burro! Disse eu mentalmente, e os serafianos não dão ponto sem nó. Isto apenas mostrava que a Doralice era uma plebeia que fisgou um príncipe, o Felipe. Podemos não sermos parentes, mas nisso ela é das minhas. Eu só não encontrei o príncipe.

Os turistas, os serafianos e os estrangeiros, principalmente, os vindo de Caldeirões dos Guedes, apinhavam as ruas, com bandeirinhas do reino, enquanto o policiamento se comportava como fazem nos campos de futebol, de costa para o espetáculo, que era a passagem do carro ainda cheio de plebeus.

Ao chegarem na abadia, a noiva foi recebida por um padre na porta. Isto já mostrava a importância da cerimônia, e quanto uma plebeia pode alcançar quando se forma como advogada. Ninguém ali lembrava da princesa Açucena, cujos parentes ainda moram hoje em Caldeirões lá pras bandas da barragem. Dora fisgou o príncipe. E, o comportamento da população durante sua passagem mostrava que ela conquistou o coração dos serafianos, embora entre os que vi aplaudindo na rua, reconheci o Jorninho, que não é da realeza, pelo menos até onde estou informada.

Agora, senhores e senhoras das colônias de Seráfia, ao qual incluo o nosso amado país, pontualidade é eficiência. Lá em Seráfia o trem da 11:00 sai às 11:00, e a novela da 6:00 não é as 6:30. Por isso ele podem marcar encontros, pelo Big Bem, que marcava exatas 11:00 horas locais, quando a noiva Doralice aportou na abadia.

(Continua. Como estão me cobrando textos curtos aqui no Blog, eu tenho que escrever de várias vezes. Não percam depois, o vestido, a ornamentação, e outras coisas importantes, não com a Glorinha Kalil, que finge entender de moda, mas, eu sou mais eu)

Lucinha Peixoto


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(*) A foto, como outras que se seguirão nos foi fornecida pela A Gazeta Digital, que enviou um repórter fotográfico para cobrir a cerimônia em Seráfia.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tipo assim esse casamento aí não foi nada em Seráfia ok? Foi em Londres KKKKKKKK .-.