sexta-feira, 8 de abril de 2011

E a Judith, vai ou não vai?



Li o texto do Diretor Presidente (DP) sobre a decisão da Judith Alapenha em relação a sua sucessão em 2012 (aqui), levada ao ar pelo seu filho, meu amigo Felipe, a quem já era para ter agradecido pela publicação de um artigo meu em seu blog, mas a falta de tempo, agora entre um neto e outro não me deixou fazê-lo. Faço-o agora. Tenho que confessar que estava também ansiosa, e ainda continuo, para saber a decisão de Judith, e agora, depois do artigo do DP, não sei em que teoria acreditar.

Quero antes de tudo parabenizar o DP pelo texto, sua lógica e seu respeito aos fatos. Hoje, se aqui na CIT houvesse democracia e eleições eu sufragava o seu nome. Só não posso concordar com sua teoria de que a prefeita não vai sair para a reeleição. Penso até que sua teoria é apenas uma ironia para se contrapor àquela do Felipe sobre anúncios políticos, ou seja, a propagando do “vai não vai”. O Jameson, o nosso homem da bola conta que, perguntado como ele consegui driblar determinado zagueiro, um jogador do meu time (parece que era Zaqueu ou Dedeu), do Roberto Almeida e do Valfrido Curvelo (ainda bem que Ronaldo Cesar é Santa Cruz), o Náutico, ele respondeu:

- “Fiz que ia, fiz que não ia e terminei fondo”.

Eu penso que igual ao nosso atleta, a prefeita vai terminar “fondo”. Óbvio que ela tem alguns problemas pela frente, alguns citados pelo DP, outros, como a capacidade de persuasão dos formadores de opinião através da imprensa (falada, escrita, blogada e radiolada), mesmo que, como sabemos, o recurso de ir à exposição de animais para o leilão de cabos eleitorais, já começou a funcionar, como disse o Poeta, isto não é tudo.

De minha parte, escrevo isto apenas para desopilar um pouco meu fígado, depois das notícias da tragédia do Rio de Janeiro. Adorei o artigo de Zé Carlos, porque ao lê-lo, já li todo um resumo do que a imprensa disse posteriormente, ou seja, nada. Pois nada poderia ser dito diante de tão chocante acontecimento. Pela primeira vez, senti que a Dilma foi sincera ao chorar em público. Ela, agora é avó, e eu sei o que é isto.

Mas, voltando à decisão de Judith, temos que esperar. Embora eu sinta tanto pela possível situação em que se encontra sua família. Pelo que Felipe falou, com seu inigualável amor filial, os problemas que sua família já passou depois que entrou na política, não foram nada em relação a esta decisão da Judith. Além, de ter que vir a público e decidir, pelo que o Felipe falou, mesmo ninguém da família sabe ainda. Sem, querer me meter na intimidade do sacrossanto lar da Judith, que deve ser preservada até o ponto em que ela não interfira nas suas funções públicas, posso relatar um pouco da minha, pois, se decidir me candidatar, serei uma mulher pública em todos os sentidos (menos aquele que você pensaram), em relação à minha decisão.

Como todos sabem, a decisão ou não de me candidatar a vereadora jamais teria o mesmo impacto que a da atual prefeita de nossa terra, mas, igual a ela, eu também já me decidi, mas não contei nada para ninguém, nem para o meu marido e filhos. Estou passando um perrengue dos diabos. Se isto estiver acontecendo com a Judith, amiga, sei o que você está passando.

- Bom dia, Lucinha!

Diz meu marido na cama ainda se espreguiçando. E continua:

- Como é, tu vais ou não vais?!

Como já sei de que se trata, nem fico imaginando coisas e respondo:

- Já disse que não digo, e pronto!

- Mas, véia, tu sabes que isto vai influenciar a vida de nossa família. Por que, nem eu posso saber?

- Já te dei esta resposta mais de mil vezes. Com tua boca de caçarola se eu te disser, tu vais dizer aos meninos, e hoje mesmo a notícia vai está no Twitter. Esquecesse que eles agora todos estão pendurados nas redes sociais, menos tu que és um ciberfóbico!?

- Mas, mulher, até quando tu vais manter o segredo?

- Até quando Deus der bom tempo.

- O que tu queres dizer com isto? Desembucha!

- Tu pensas que exista em Bom Conselho, uma mulher tão boa política como Judith? Talvez a Bia Ferro, mas ainda não tem nem blog. Ela está esperando o tempo certo também para falar até prá família. A situação dela ainda é pior pois tem um filho blogueiro. Falou, Bom Conselho todo sabe.

- E eu, o que é que faço? Ora, véio, agora a Mulher de César és tu. Chegou a nossa vez. Embora tenho certeza de que, quando o Felipe voltar de pasárgada, terá boas notícias.

Sei não, diante de tantas dificuldades, se Judith não for para a reeleição eu terminarei também não “fondo”. O que seria uma pena para nosso gênero. E pior seria se não tivéssemos a Socorro Godoy.

Lucinha Peixoto

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