quarta-feira, 6 de abril de 2011

Judith não vai partir para a reeleição



Alguém disse que política é como nuvem, a gente olha agora, ela está de um jeito, minutos depois ela está de outro. O mesmo eu digo de escrever sobre políticos ou sobre política. Há muito tempo estou “bestuntando” em escrever sobre um artigo do Felipe Alapenha, o qual ao ler, matei um pouco a saudade de quando ele escrevia aqui no nosso Blog da CIT. O artigo se refere à política de Bom Conselho em termos “processuais”. Ou seja, ele orienta os interessados em se candidatarem em nossa cidade, de como deve funcionar a coisa, obviamente, baseado em sua experiência ao acompanhar a sua mãe, desde que nasceu. Figuradamente, podemos dizer que o Felipe é político desde que nasceu. Até hoje, eu não sei porque ele optou pela profissão do pai, e não pela da mãe. Penso até que teremos um novo Juscelino.

Antes de começar comentar o artigo do Felipe, eu transcrevo uma postagem do Blog do Cláudio André que trata, mais ou menos, do mesmo assunto:

“QUANDO 2012 CHEGAR

Os eleitores de Bom Conselho não são diferentes do resto do Brasil, mas, algo chama atenção, é o comportamento de certos e determinados politicos da Terra de Papacaça. Já existe uma procura por cabos eleitorais. Aqueles que vão intermediar o valor do voto do eleitor. Quanto cobrará um cabo eleitoral para eleição de prefeito de Bom Conselho? Um carro? Um salário? Um emprego na prefeitura se o candidato ganhar? Ou apenas mais uma bela promessa de campanha?

Será que o eleitor lá do meio do mato quer saber de Ficha Limpa? Será que o eleitor da cidade que se acha civilizado saberá votar ou escolher algum tipo de ficha? Uma coisa é certa: o voto do homem do mato tem a mesma importância do homem da rua. Agora, o valor é diferente. Pode ser uma dentadura, um saco de cimento, um colchão, uma carona... Obras? Serviço prestado? Já são outros quinhentos...”

São dois estilos diferentes de escrever e eu gosto de ambos. O Felipe sempre fazendo mais rodeios do que o Cláudio, mas, no fundo, ambos dizendo a mesma coisa, senão vejamos. Depois de mencionar alguns problemas que virão com a eleição de 2012, o Felipe faz seus aconselhamentos:

Nenhuma maioria é construída sem um grupo, e acredite, no jogo democrático, maioria é fundamental.

O segundo desafio a ser enfrentado é o financeiro, e é justamente o que ainda segura o grito de “eu sou candidato(a)” de muita gente por aí.

Para você que tem grupo político, e vai quebrar o porquinho para iniciar a sua campanha, saiba que ela precisa ser regulamentada pela justiça. Para isto, você vai precisar de um partido político, e esta é a terceira meta de um pré candidato.

Agora que você já tem um grupo forte, dinheiro no bolso, partido pra entrar na disputa, e já está comprando o terno pra posse, infelizmente ainda falta mais um degrau a ser superado, e, atente bem, esse é o principal fator que interfere na disputa, desequilibrando o jogo para qualquer um dos lados, QUALQUER UM! Eu falo do timming, que em uma tradução apropriada nós podemos chamar de momento, ocasião. Já dizia Roberto Magalhães, “toda candidatura política tem que surgir com uma dose de espontaneidade”.”

Penso ter transcrito os parágrafos que sintetizam bem o pensamento do Felipe. Não podemos dizer que o seu teor seja, detalhadamente, igual ao do Cláudio, mas que tem suas semelhanças isto tem. Tanto a formação de um grupo, os problemas financeiros, quanto a necessidade de definição de um partido estão em ambos. Se não são totalmente iguais, pelo menos eu diria que não entram em contradição. Seguindo um ou outro, o cara pode se tornar prefeito, pelo menos, ambos assim esperam.

Minha pouca experiência política da cidade, acompanhando de longe, mas, com interesse, encontrou prefeitos que já seguiram todos os itens colocados por ambos os analistas. Eles se distinguem só num ponto. O que o Felipe chama “timming”. Isto é uma palavra inglesa que eu traduziria livremente, como a “hora de entrar no bonde”. Se se corre demais não se entra nele pois as portas estão fechadas, se se anda devagar demais, não entra por que ele já partiu. Há o momento certo para fazer as coisas.

Mas, o que vi de mais substantivo no artigo do Felipe, e talvez o Cláudio André não o tenha feito a mesma coisa porque não tem mãe na prefeitura, é sua promessa de um próximo artigo para responder a pergunta: “Judith vai partir para a reeleição?”, e que estará disponível em breve no Blog (do Felipe). E promete que: “Até lá, nenhuma teoria será censurada!

Se o Felipe Alapenha colocasse propaganda no seu blog, como o faz o Cláudio André, alguém poderia dizer que ele, com a promessa, estaria tentando vender os produtos anunciados, e talvez, nossa colega Lucinha Peixoto, não o perdoasse, como não perdoa o Ronaldo César. Eu já não sigo por aí, mas digo que o Felipe, como qualquer filho que se preza está tentando vender um produto mais nobre, que é a reeleição de Judith. E eu não tenho nada contra isso, digo logo, apenas constato um fato.

Por isso, mesmo tendo vontade de comentar antes o seu artigo, eu me recusei a fazer teoria, não porque tivesse medo de ser censurado, mas porque, eu estava esperando o tão prometido artigo, que responderia a pergunta que hoje movimenta o mundo político de Bom Conselho: “Judith vai partir para a reeleição?”.

Não sei se foi hoje ou se foi ontem, pois não sei quando este meu texto será publicado, depois de aguçar nossa curiosidade por dias, o Felipe publicou um artigo com o título: “Judith vai partir para a reeleição?”. A audiência do seu Blog deve ter “bombado”, como dizem os mais jovens. Claro que fomos ler, eu e todo o pessoal do Blog da CIT.

Já fiquei um pouco cabreiro com o título em forma de pergunta, e não de afirmação. Adoraria começar já sabendo se vai ou não vai. E não demorou muito para eu verificar, o óbvio. Não havia decisão nenhuma.

Depois de fazer uma breve história sobre a política de Bom Conselho e as tentativas de reeleição, depois de louvar os feitos da mãe, porque é mulher e não porque foi uma boa prefeita, o que até a Lucinha estranhou, depois de descrever as dificuldades vividas pela Judith no processo de quase renúncia (que penso ser calcanhar de Aquiles de uma sua possível candidatura), depois de mostrar que a coisa agora não está assim tão preta, o Felipe conclui:

“Agora, a bola do jogo está com Judith Alapenha. Pesquisas de consumo interno já apontam um crescimento consistente da aprovação da atual gestão. A prefeita está com a faca, o queijo e o guardanapo pra limpar a boca na mão, e pode tranquilamente partir para a reeleição se assim desejar, e será um páreo difícil, como historicamente tem sido. Mas, relembrando, a decisão está com ela, e tenho certeza que ela vai comandar o seu grupo político com maestria, optando ou não pela sucessão.

Até que a prefeita anuncie a sua decisão, aguardemos...”

Ou seja, nenhuma resposta para a pergunta do título. Vamos aguardar o próximo artigo do Felipe, ou a prefeita vai utilizar seu próprio Blog para comunicar a decisão? Eu nem sei se isto é legalmente possível, com tanta antecedência, os juristas me auxiliem. O que não vou fazer é esperar mais pelo próximo artigo do Felipe. E como neste ponto também, nenhuma teoria vai ser censurada, vou fazer a minha, usando os conselhos do Felipe. Judith tem um grupo? Não! Judith tem dinheiro? Não. Judith tem um partido? Não. Então, Judith não será candidata à reeleição.

A justificativa para esta teoria será dada a qualquer momento, neste blog. Aguardemos....

Diretor Presidente

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