sexta-feira, 1 de abril de 2011

O 1º de abril, o conto do Governador e o "vazamento bostal"



Minha ronda nos blogs de hoje, não foi muito proveitosa. Em primeiro lugar fui enganada pela A GAZETA DIGITAL, com a manjada estória do primeiro de abril, que é mais velha do que o hábito que o Poeta tinha de se limpar com sabugo de milho.

Aconteceu quando eu fui à AGD, pela manhã e vi o título da postagem do Zé Carlos: “Governador Eduardo Campos vai a Bom Conselho”(veja aqui). Fiquei toda pimpona, pensando, até que enfim a Judith conseguiu. Continuei a ler e vi que estava caindo mais um vez, nas estórias deste fatídico dia, que se chama também de "dia dos tolos".

Meu consolo foi ao ler um comentário, que o Altamir Pinheiro já havia caído antes de mim, no que ele chama de conto do vigário. Fiquei até alegre, pois vi que não só os burros caem nele, o “guerrilheiro” também caiu. Tive que postar o meu comentário:

“Não foi só o “guerrilheiro” que caiu neste conto, mais uma vez. A otária aqui cai todo ano. Desta vez tive até esperança de que ao chegar a Bom Conselho, longe do “guerrilheiro” e do Roberto Almeida ele ficasse mais a vontade prá falar do caso do D. Moura e sem receber uma vaia. Infelizmente, era o Zé Carlos, que está se revelando um exímio enganador, que me pegou no primeiro de abril. Dá até vontade de escrever mais, mas, se for o caso, o farei no Blog da CIT onde hoje estou cuidando do Bolsonaro. De qualquer forma parabéns à AGD, por pelo menos hoje, imitar muitos políticos que estão por aí, vivendo um eterno 1º de abril.”

Estou satisfazendo minha vontade, escrevendo mais sobre este dia, considerado o dia da mentira. Este deveria ser o dia da Walmart, com aquela propaganda de “preço baixo todo dia”, que meu neto repete feito um papagaio : "pêço bais todo dia". Me poupem.

Caro André Bernardo, que tem um Blog lá em Bom Conselho, me perdoe por citar seu texto sobre este dia. Vai me economizar um tempo enorme:

Cuidados com o dia de Hoje!!

Não esqueçam que hoje é o 1° de Abril.

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no dia das mentiras ou dia dos bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day, "Dia dos Tolos [de Abril]"; na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.”

A mentira do Zé Carlos me encheu muito de esperança. Pois penso que o único governador que esteve em Bom Conselho, sem ser em período eleitoral, foi o Dantas Barreto, e quando não era ainda governador. Quando ele foi governador, já havia batido as botas, lá pelos lados da fazenda de “Seu Caboquinho”, dizendo que não queria levar nos pés nem a terra da cidade. Já pensaram então, um governador jovem e bonito, como é o Conde Eduardo, se hospedando aos pés da Serra de Santa Terezinha. Judith poderia lançar até o Bizunga candidato a sua sua sucessão, que ele seria eleito.

Mas tudo não passou de uma sonho gerado por uma notícia premeditadamente falsa. Agoro já até rio dela, e até dou parabéns ao Zé Carlos, como fez o “guerrilheiro”.

Em segundo lugar, antes que me esqueça, fui ao Blog do Poeta, porque vi na página “Deu nos Blogs”, da AGD, a postagem que aqui transcrevo, pedindo desculpas aos leitores por algum mau cheiro que possa ocorrer quando o poeta derruba o barro.

“DERRUBAR O BARRO E FALAR AO TELEFONE FAZ BEM A SAÚDE

AS OPERADORAS DE TELEFONE INVESTIRAM PESADO EM TECNOLOGIA. COM A INTERNET NO CELULAR, VOCÊ "DERRUBA O BARRO" TRANQUILAMENTE E FICA SABENDO O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL E NO MUNDO SEM PRECISAR INTERROMPER O "VAZAMENTO BOSTAL". ANTES NO BANHEIRO SE LIA JORNAIS, HOJE, COM A ALTA TECNOLOGIA VOCÊ BATE-PAPO ATRAVÉS DO FACEBOOK, MSN, TWITTER, CHAT, MEEBO E OUTRAS FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS. JÁ IMAGINOU QUE NA ÉPOCA DA LUCINHA PEIXOTO APENAS UTILIZAVA O SABUGO PARA LIMPAR O FI Ó FÓ? O POVO AINDA ERA FELIZ E NÃO SABIA... VIVA A GLOBALIZAÇÃO!

Mais uma vez sou citada pelo Poeta, e sempre dentro de um posição vexatória. Não sei se ele quis me chamar de velha ou dizer que usava sabugo de milho, como disse acima, praticando certo dos seus hábitos. Fique sabendo, Poeta, que nunca usei desse expediente, mesmo quando estava em Bom Conselho. Naquela época já usava o papel que vinha enrolado no pão, como todo mundo. Quem disser que usava papel higiênico naquela época é fã do 1° de abril.

Eu até ri, como antes com as expressões usadas pelo poeta como “vazamento bostal”, tenho certeza agora que o Poeta nunca usou uma lata para "vazar". Lembro que, em minha época, e até mais recentemente com a desvalorização do dólar, aqueles que tinham um traseiro mais avantajado, usavam uma barrica de bacalhau.. Daí nasceu a expressão “bundão”, que todos pensam que é algo ruim mas, nem sempre é assim. O Poeta deve ter usado uma barrica.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

2 comentários:

Altamir Pinheiro disse...

POR NUNCA TER PERTENCIDO “AZELITE” NEM MUITO MENOS A “CRASSIMEDIA”, JAMAIS TIVE O PRIVILÉGIO DE USAR PAPEIZINHOS DE “MUXILA” DE PÃO RECORTADOS EM TIRAS E, REDUNDANTEMENTE PREGADOS NUM PREGO GRANDE AO LADO DA PRIVADA DE CIMENTO, A NÃO SER NAS CASAS DOS OUTROS. UTILIZAVA-ME MESMO ERA DO EXPEDIENTE DO “COSQUENTO” SABUGO ENCONTRADO ÀS TUIAS NOS “MUNTUROS” DA VIDA...

Lucinha Peixto disse...

Caro Altamir,

O papel de "muxila" recortado, já é mais moderno. Na minha época a "crassimedia", a qual pertenço até hoje (não subi com apedeuta), ainda tinha que cortar o papel de embrulho. Obrigada pelos comentários

Lucinha Peixoto