quinta-feira, 7 de abril de 2011

O Beijo Gay



Ontem vi no Blog do Roberto Almeida uma postagem com o título “Beijo Gay na Novela. Como estou dentro desta discussão que envolvem os usos de “espadas” e “bainhas” de forma não convencional, eu pensei em escrever sobre o tema. Para isto fui lá hoje e pensei em escrever em um comentário. Entrentanto, o Roberto já deve está tão zangado comigo, pela minha prolixidade e querelas com seu “cumpade”, que achei justo trazê-lo para cá, mesmo correndo o risco de ser menos lida.

O tema é recorrente como o foi o primeiro beijo no cinema, na TV, no teatro e outros quando envolvem pessoas do mesmo sexo. Vi um dos comentários, do messias (este é o nome que assina o comentário) que diz o seguinte:

“deve ser uma boa novela essa pena q no horário ñ tô em casa, quanto ao beijo "daqui uns dias" vamos ver na vida mesmo !”

Caro messias, já estamos vendo e não tem nada demais. Já está mais que provado que ser gay (ou lésbica), não é doença, não é sem-vergonheza, não é sinônimo de promiscuidade, é apenas uma orientação sexual ainda de origem tão inexplicada, quanto outras coisas que vem da natureza física ou social. Como também pode ser tudo isto, dependendo da atitude de quem o é. E você tem toda razão, mesmo que ainda você não veja beijos gays aí pela Avenida Santo Antônio, você um dia verá.

Eu espero que durante o desfile da Papacagay (Parada Gay de Papacaça), lá em Bom Conselho, ou mesmo do Festival Gay de Inverno (FGI) aí em Garanhuns, pois vocês sempre estão a nossa frente em avanço social, meus amigos gays não exagerem nas manifestações amorosas, conselho que dou, da mesma foram aos héteros. Pois, quem já tem a minha idade e viveu um dia por estas bandas sabe que, há pouco tempo atrás, até as mãos dadas eram sinônimos de desonra para as mulheres.

Levada pelo comentário do Roberto Almeida, que agora incluo entre os meus novelistas amigos, junto com os meus conterrâneos Roberto Lira e o Beto Guerra, ontem fui ver, igual a eles, tenho certeza, depois de Insensato Coração, a dita cuja novela. Realmente, o roteiro é interessante, embora não saiba ainda que lado ele vai tomar, se aquele da Comissão da Verdade, ou aquele da Lei da Anistia, ou o do bom senso. Ontem, vi alguns trechos que refletem um pouco aquele passado sórdido, e eu mudei de canal, a pedido do meu marido que quis ver a derrota do Santa, embora, mudei mais por causa da cena de tortura terrível e mal feita que foi apresentada. Mas já que mostraram um lado, devem mostrar o outro, de uma forma mais bem feita, como por exemplo, uma cena de terrorismo explícito, como a que tivemos, também neste período sórdido. Sordidez por sordidez, eu fico com o beijo gay.

De uma coisa tenham certeza, a moça bonita (a pernambucana Giselle Tigre que está na foto que o Jameson pegou no Blog do Roberto) que, com está previsto, protagonizará o beijo gay, e a outra que também é uma moça bonita, continuarão a usar suas “bainhas” da mesma forma que sempre o fizeram, sem inveja das “espadas”. E que venham os homens.

Tenho que terminar, pois lembrei que que hoje é dia de confissão. Amanhã estarei pura como sempre, pois, como já disse, meu confessor é católico, mas igual a mim, não é ovelha.

Lucinha Peixoto

2 comentários:

Blog do Roberto Almeida disse...

Belo texto Lucinha. Sua ironia fina sempre delicia quem a ler. Pena que o Raulzito não tenha essa classe.

Lucinha Peixoto disse...

Obrigada pelo comentário, Roberto. Já fui uma vez no Raulzito, mas o cara peca mais do que o Blog Chumbo Grosso dia de sábado. Ambos são devassos contumazes. Os devassos aqui da CIT gostam deles. Inclusive eu certas vezes, embora, mais do "guerrilheiro" por afinidades políticas, e pelo menos ele avisa os dias de devassidão, aí eu corro, é no sábado. E no Raulzito?

Lucinha Peixoto