segunda-feira, 18 de abril de 2011

A saída é o Bom Velhinho




Estou tão contrariada hoje. Recebi um memorando do Diretor Presidente, dizendo que tenho que ser menos prolixa e escrever o que ele chamou de artigos rápidos. Eu quase rapidamente dizia a ele que aumentasse rápido o meu salário. Rápido, prá ele, quer dizer curto, e sei, o recado foi quase só para mim.

Por que? Por causa da audiência do Blog do Poeta. O DP diz que não adianta muito explicar ao “povão” (assunto que abordarei em texto que não pode ser tão rápido) que a audiência de um blog deve ser medida pelo número de visitas dividido pelo número de postagens. Por exemplo, se o cara escreveu uma única vez e foi lido por 1 milhão de pessoas. Sua audiência é de 1 milhão. Se ele foi lido só por ele mesmo. Sua audiência é de 1. Se o cara escreveu 1 milhão de postagens e foi lido apenas por ele mesmo, sua audiência é de um milionésimo de pessoas (bem baixinha), se foi lido por um milhão de pessoas, sua audiência foi de 1.

Isto não é exato, segundo ele, que explicará melhor depois, pois o texto já está ficando não tão rápido, pois alguns visitantes lêem mais de uma postagem sem passar pelos mecanismos de contagem. Mas, deixa isto prá, que o texto é rápido. Entendi aonde ele quer chegar. O nosso blog lança, quase sempre textos longos, que até aperreavam o Einstein (meu comentador contumaz no Blog do Roberto Almeida, mas que tem medo de aparecer por aqui) e outros não muito afeitos à leitura (segundo o Zezinho, o próprio Lula). E, quando o “cabra” acabava a leitura, na qual passou 30 minutos, neste mesmo tempo, 30 pessoas já visitaram as 30 postagens do Blog do Poeta, levando apenas 1 minuto para ver a jumentinha em atividade.

Meu Deus será que consigo? Eu sentei aqui para comentar o texto do Zezinho aí embaixo, onde ele já continua com as críticas ao PSDB, porque o partido ainda admite que o Estado ainda pode entrar no setor produtivo de maneira eficiente (em certos casos). Dias atrás, e voltarei ao ponto, defendi o Fernando Henrique, ou melhor, suas ideias, por mandar o partido “usar” o povão de uma forma diferente que o PT o usa. Eu as achei magistrais e ainda estou ruminando sobre elas.

Por enquanto, só posso dizer que o PSDB está se tornando tudo de bom. Pois temos o Bom Rapaz, o Aécio Neves, e agora temos o Bom Velhinho, o FHC. E neste artigo curto e grosso, com o meu cacife político de ainda pretendente em alisar os bancos da Casa de Dantas Barreto, como vereadora, lá em Bom Conselho, lanço a candidatura do Bom Velhinho a presidente em 2014. Pois ele é, até agora, o único capaz de destronar o PT do Planalto. Como ele mesmo diz, de uma forma diferente, ao Lula:

“Se você quer brigar, e acha que com isto estou sofrendo,

Se enganou meu, pode vir quente que eu estou fervendo.”

Chega de 51. Hoje o vinho francês já chega à “nova classe média”. E o poste, pelo jeito vai acabar com a farra. Antes que ela o faço, que venha o Bom Velhinho.

Lucinha Peixoto

6 comentários:

Ilha de Pala disse...

Cara amiga Lucinha bons dias!!!!
Outro dia ia fazer um comentário no seu texto sobre as muriçocas, onde você me atribui capacidades tenísticas que eu não possuo, mas esse comentário, como diz o ditado, já era.
É sobre sua manifestação de hoje que vou meter minha colher, mesmo sabendo que em briga de companheiros de trabalho não se deve meter a bendita colher. Primeiro quero manifestar que eu sou fã de sua prolixidade. Prefiro textos prolixos, mas que tenham conteúdo do que textos tipo ejaculação precoce sem conteúdo. Fala para o Diretor Presidente que o Blog da CIT não pode ser comparado com os blogs de mensagens rápidas. Penso que os leitores da CIT de ontem e os de hoje sabem que os textos publicados neste blog são mais elaborados, portanto é preciso ser paciente e não ser leitor de "carreirinha". Como eu sou “povinho” e não “povão”, exijo meus direitos de minoria: QUERO TEXTOS ELABORADOS, SENÃO VOU RECLAMAR PARA O BISPO.
Roberto Lira

Lucinha Peixoto disse...

Caro Amigo Roberto,

Sempre é um prazer ler seus comentários. Veja meu amigo, eu com esta idade mudar o meu estilo. É a modernidade e treinamento no Twitter, que parei um pouco, que me dão esperança de manter o emprego. Mas quando o DP cochilar, eu me estendo.

Obrigada pelo comentário. E, cuidado se você for contar ao Bispo, ele pode lhe pegar para lhe ensinar o catecismo outra vez. D. Helena iria adorar.

Um abraço

Lucinha Peixoto (Talvez parente do Patácio Peixoto. Nunca se sabe)

Ilha de Pala disse...

Lucinha, depois que o ZéCar insinuou que você pode ter parentesco com o capitão Heculano de Brogodó eu fiquei pensando se esse parentenco não seria com outro militar que é de Macéio (pertinho do Bulandin), o Marechal Floriano Peixoto. Aí seria o parentesco perfeito, genes de político e de militar. Então seus projetos poderiam ser bem mais alto do que a Casa de Dantas Barreto. Que tal?
Roberto Lira

PS. Só estou tendo tempo de ver "Cordel Encantado" nos sábados, nos outros dias quando chego em casa do clube a novela já terminou. Mas eu vou começar a companhá-la pelo resumo do site da globo.
RL

Anônimo disse...

O ex-presidente Fernando Henrique sugeriu à oposição concentrar seus esforços em atrair o voto da classe média. O governo, com a ajuda dos chamados movimentos sociais, ganhou o povão para seu lado.

Lula aconselhou dirigentes do PT que com ele se reuniram ontem em São Paulo, a disputar as eleições municipais do próximo ano em aliança com partidos que ampliem a base social do governo.

Ampliar só pode ser na direção da classe média, onde o PT esbarra em dificuldades.

Portanto, Lula e Fernando Henrique estão de acordo quando apontam a classe média como o novo alvo preferencial dos seus respectivos lados. Certo?

Em termos.

Com uma diferença substancial: o povão está com o governo. Basta atrair uma fatia da classe média para que o governo se fortaleça ainda mais, desestabilizando de vez o que resta da oposição. Hoje, ela já é a menor das últimas décadas.

Ganhar a maior fatia da classe média não garantirá à oposição a volta ao poder central. Sem o povão, tachau e benção.

antonio filho/Jucati

Lucinha Peixoto disse...

Caro Antonio Filho,

Esta análise simplista do Ricardo Noblat se estivéssemos tratando de aritmética e não de política. Não esqueça que, qualquer deslize do governo central, o "povão", cai nos braços da oposição (lembra do Plano Real?). E, além do mais, as próximas eleições são municipais, e apesar do adesismo geral, ainda restam alguns governos locais de oposição. O importante e a classe média se politizar e mostrar que Lula não é e nunca foi o pais dos pobres. Quem fez dos pobres gente, neste país foi os Bons Velhinhos, Itamar e FHC, com o plano real, que conseguiu acabar com a inflação, a grande inimiga da pobreza. E parece que ele está ai de volta. Será que vão encontrar uma outra mãe para ela a não sei o poste?

Obrigada pelo comentário

Lucinha Peixoto

Anônimo disse...

Quantos somos, afinal, os brasileiros desta classe média tão badalada nas últimas semanas, cortejada por todos os partidos políticos?

Segundo estudo do professor Marcelo Nery, da Fundação Getúlio Vargas, divulgado no final do ano passado, 29 milhões de brasileiros foram incorporados à classe C, a chamada “nova classe média”, entre 2003 e 2009, ou seja, no governo Lula. No mesmo período, a classe E, que abriga o “povão” tão falado, encolheu 11,3%.

Para o IBGE é considerado de classe média todo cidadão com renda entre R$ 1.126 e R$ 4.854, o que constitui um contigente de 94,9 milhões de pessoas e corresponde a 50,5% da população.

Pela primeira vez em nossa história, somos um país predominantemente de classe média, o que pode demonstrar o apetite demonstrado pelos partidos de todas as latitudes pela conquista desta gorda fatia do eleitorado.

Só faltava o PT. Antes, o moribundo DEM e o recém-nascido PSD, ambos herdeiros do velho PFL, já haviam adotado a classe média como público alvo. Em seguida, foi a vez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apresentar seu manifesto “O papel da oposição”, em que recomenda ao PSDB esquecer o “povão”, já cooptado pelo PT, e investir também na nova classe média.

Só faltava o PT. Pois nesta terça-feira, reunido com 32 prefeitos do partido em Osasco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu que o PT também dispute o voto mais conservador da classe C, incluindo os orfãos do malufismo e do quercismo.

Mirando-se no bem sucedido exemplo de José Alencar, o seu vice nos dois mandatos, com quem compôs uma chapa capital-trabalho para atrair setores mais conservadores da sociedade, em 2002 e 2006, Lula quer que o PT também amplie seu leque de alianças mais à direita em São Paulo, onde a classe média tradicional se mostra refratária ao PT.

Do jeito que as coisas estão caminhado, com esta geléia geral partidária sem limites nem hora para acabar, será difícil o eleitor descobrir quem é quem nas eleições municipais no ano que vem.

Vai faltar classe média para todos. E quem vai cuidar dos ricos e dos pobres, as duas pontas esquecidas do losângo que substituiu a nossa pirâmide social? Com tanto partido, não sobrou nenhum pra dizer que é de direita?

Até outro dia, por exemplo, os eleitores tucanos e petistas devem se lembrar que malufistas e quercistas eram, afinal, seus principais adversários.

Enquanto o conservador PSD de Gilberto Kassab e Guilherme Afif incha, sonhando em se juntar ao progressista PSB no ano que vem, o DEM e o PSDB começam a debater a fusão entre os dois partidos antes que eles acabem. O PMDB, impávido, só assiste a tudo de camarote.

A perda de seis vereadores tucanos esta semana, em São Paulo, levou o PSDB a convocar uma reunião de emergência na sua sede em Brasília. Para Sergio Guerra, o presidente tucano, em dois meses a fusão com o DEM deverá estar concluída. Dos dois lados, porém, há resistências.

Com os ex-presidentes FHC e Lula de volta à ribalta, e o veterano José Agripino Maia à frente do DEM, escoltado por Ronaldo Caiado, as imagens desta salada de siglas revela um outro problema dramático da politica brasileira: a falta de renovação das lideranças, e do interesse dos jovens em participar da vida partidária.Antonio filho/Jucati