terça-feira, 19 de abril de 2011

Teremos de volta o PSD em Pernambuco?



Quem acompanhou política no Brasil em geral e em Pernambuco em particular, já ouviu falar em PSD, e em UDN também. Pessoas com um pouco mais de idade como meu contendor, o professor José Fernandes (ele parece que desistiu mesmo do diálogo fraterno que mantínhamos), viveram a saga destes partidos e mais o PTB, neste Estado, e a podem relatarem como partícipes da história.

Eu só vivi em parte esta luta passada mas não estou aqui para narrá-la. O que me fez escrever foi a leitura, hoje mais cedo do Blog do Josias de Souza, numa postagem, que ele intitula: “Pupilo de Maciel deixa DEM para presidir PSD em PE”. Como onde há fumaça há fogo, ou pelo menos, houve, leiam o texto e eu volto depois (preservei até o vídeo que faz parte da postagem), eu encontro vocês logo em seguida:

“Em fase de franco emagrecimento, o DEM sofreu em Pernambuco uma baixa surpreendente.

Fiel seguidor do ex-senador Marco Maciel, o ‘demo’ André de Paula, deputado federal até 2010, bandeou-se para o PSD de Gilberto Kassab.

Candidato à reeleição no ano passado, André levou Maciel à sua propaganda televisiva (veja no vídeo).

Tornaram-se parceiros de infortúnio. Maciel naufragou na briga pela recondução ao Senado. André afundou na disputa pela cadeira na Câmara.

A migração do pupilo de Maciel para a legenda de Kassab ocorre sob o patrocínio do governador pernambucano Eduardo Campos.

O anúncio se deu depois de uma reunião de André com Eduardo, que preside o PSB federal, legenda associada ao condomônio pró-Dilma Rousseff.

Até o ano passado, André e Eduardo eram adversários políticos. Encontraram em Kassab uma confluência de interesses que inspirou o estreitamento de inimizades.

Interessado em reforçar o PSB em São Paulo, praça em que a legenda vegeta, Eduardo projeta alianças futuras com Kassab.

No esforço para refazer um futuro que as urnas de 2010 lhe sonegaram, André vai ao PSD escorado na estrutura do PSB, que em Pernambuco é vistosa.

A negociação entre Kassab e André passou por Eduardo. O governador abençoou a conversão do ex-demo em comandante estadual do novo partido.

E Kassab cuidou de assegurar a Eduardo que, em Pernambuco, o seu PSD será, desde logo, um aliado do protogovernista PSB.

Instado a comentar a súbita conversão de adversário em aliado do governador de Pernambuco, André soou pragmático a mais não poder:

“Não há problema nisso. Fui colega de Eduardo na Câmara dos Deputados e sempre tivemos uma relação respeitosa, franca, transparente e de admiração recíproca...”

“...Nunca tivemos uma parceria política por circunstâncias que hoje são diferentes”.

A rendição do ex-deputado oposicionista aos encantos do neogovernismo fez brotar uma pergunta obvia: Marco Maciel vai seguir as pegadas do pupilo?

No oficial, diz-se que não. No paralelo, a especulação é ilimitada. Maciel tricotava com Kassab até bem pouco.

Numa fase em que o prefeito de São Paulo ainda pegava em lanças pelo controle do DEM, Maciel era sua opção para a presidência da legenda.

O ex-senador terminou se compondo com o grupo de José Agripino Maia (RN), hoje no comando do DEM.

Integrado à chapa única de Agripino, Maciel tornou-se presidente do Conselho Político do DEM. Até quando?, eis a pergunta que ressoa em Pernambuco.”

O que está no texto é muito sabido dos pernambucanos, quanto ao passado, a novidade é o presente e o futuro. Só eu imaginar uma união política entre o Eduardo Campos e o Marco Maciel aqui no Estado, eu fico todo arrepiado. Política não seria mais como nuvem, e sim como um pratada de cocô de boi, como as que eu via no calçamento nas feiras no interior. Um dia cai de um jeito e noutro já cai de outro. É impossível prever o que aparecerá a cada cagada do boi.

Mas, nada é impossível para o pragmatismo destes dois políticos. O que seria uma união entre o DEM, que está nos seus estertores, com o PSB, que é o partido socialista mais capitalista jamais visto? O PSD. No fundo no fundo, tudo não passa de tentar seguir a máxima, que alguns políticos, do tipo, ainda seguem: “Feio é perder!”, e ninguém quer fazer feio, porque fazer bonito é está no poder, com todos os prazeres e benesses que ele proporciona. É isto que se chama “pragmatismo”.

Zezinho de Caetés

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