terça-feira, 31 de maio de 2011

E a oposição cada dia racha mais...



Hoje li no Blog do Villa, os comentários do Professor Marco Antônio Villa sobre a convenção do PSDB, a esperança que ainda resta para o oposição do Brasil. Eles estão ordenados e transcritos abaixo. Eu volto depois do tsunami.

“Se é possível falar de um ganhador, certamente foi o senador Aécio Neves. Articulou a permanência de Sérgio Guerra na presidência e manteve a secretaria-geral com um aliado. Os outros cargos são pura perfumaria. O mais estranho (e bizarro) é que perdeu as 3 últimas eleições presidenciais no seu estado mas dá a impressão de ser um vencedor. Faz este papel porque não encontra quem queira realmente "peitá-lo".Para o governo foi um resultado excelente. Sabe que Aécio é oposição light, que tem receio do embate, do enfrentamento.

O grande derrotado tem um nome: José Serra. Ele perdeu feio. Não conseguiu ser presidente do partido, não conseguiu colocar um aliado na secretaria geral, não (outro não) teve força política para ser eleito presidente do Instituto Teotônio Vilela (cargo de pouca relevância para um candidato que teve 44 milhões de votos e que ele desdenhou em fevereiro). Neste caso, o curioso foi que nos últimos dias ele lutou pelo ITV. E perdeu o Instituto para Tasso Jereissati (que- lembram-se? - , tinha encerrado a carreira política em outubro passado após ser derrotado para o Senado). Restou presidir o inexistente Conselho Político. Todo mundo sabe que este Conselho é para tucano ver, não vai existir. Não passou de uma manobra (primária) para dar a impressão que todos ganharam, inclusive Serra.

Geraldo Alckmin também perdeu. O estranho é que não estava no centro da mesa, onde os fotógrafos e cinegrafistas dirigem a atenção. O governador do estado mais populoso e importante da federação, onde o PSDB governa desde 1995, e que nas 3 últimas eleições presidenciais derrotou o candidato do PT, não mereceu aparecer nos registros das imagens do evento. Foi posto de lado. Por quem? Por Aécio Neves, o derrotado nas 3 últimas eleições presidenciais em Minas. Foi um claro sinal de que para ele (Alckmin) as portas estão fechadas para um eventual vôo nacional em 2014.

O maior vencedor foi o governo. O partido está rachado e continuará rachado. Desta forma, não será adversário hoje ou em 2014. Tudo pode mudar, óbvio, mas a convenção foi um desastre. Isto se pensarmos na tarefa histórica de liderar a oposição. Do jeito que as coisas vão, a liderança do PSDB não lidera nem o seu próprio partido.Em um momento de grave crise para o governo, o resultado da convenção do PSDB foi um sinal de alento. É o Brasil, triste Brasil”

Como meu pai dizia no interior, quando queria dizer que a vitória de alguém era uma “furada”, o que Aécio ganhou foi o que “Luzia ganhou na capoeira”. Até hoje não sei o que a Luzia ganhou, mas não deve ter sido boa coisa, pela entonação da voz do meu pai quando dizia a frase. Mas, não foi culpa do Aécio. Quem rachou o PSDB foi o Serra com sua mania de “bater o escanteio e cabecear ao mesmo tempo,” como sempre repete o Jameson Pinheiro. Para evitar a falência total, do ponto de vista político, depois das eleições, ficou alardeando que estava vivo o suficiente para levar outra surra em 2014. Igual ao João Cleofas aqui em Pernambuco e Lula no Brasil, alcançando também o título de Zé Três Quedas.

Perdeu a chance de passar o bastão para o Aécio Neves, que mesmo só sabendo fazer oposição à mineira, seria melhor do que nenhuma. Deu no que deu. Foi preciso até a reaparição do FHC, tentando conquistar a classe média. Poderia até ser bem sucedido se hoje não tivesse mais interessado em legalizar a maconha em nosso país e, entre a defesa de um “baseado” e outro, não lhe sobra mais tempo para nada. Este negócio de 44 milhões de eleitores é que nunca foi bem explicado, por aqueles que vêem o Serra desprezando-os. Na realidade, destes 44, 20 eram de Marina Silva e estavam interessados no projeto verde, 15 eram de pessoas que queriam derrotar o PT e só tinham o Serra como alternativa. O restante era de São Paulo que obedeceram ao Alckmim e alguns poucos de Minas que abandonaram o Aécio. Os 3 votos que sobraram, o da Mônica, o do próprio Serra, e o do Rafael Brasil, estes não se discutem.

Agora dizer que o governo ganhou, foi um exagero do Villa. Ele esqueceu o PSD que continua por aí pegando os cacos de todos os partidos falidos, e olhem que são muitos. E com um caquinho aqui e outro acolá, lá para 2014 o saco vai está cheio. Então vocês acham que o Lula vai trocar o PMDB pelo PSD? Claro que não. Nenhum presidente vai ter coragem de peitar o PMDB, pois como disse o Fernando Henrique, quem o fizer vai ter uma CPI toda semana, no Congresso. E se o PSD ficar forte o suficiente, o PMDB vem junto, pois “aonde a vaca vai, o boi vai atrás”.

Zezinho de Caetés

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pastoril, Poesias e a Política de Bom Conselho



Ontem fiquei de plantão outra vez no Blog da CIT. Quando isto ocorre, leio mais, e não necessariamente livros ou revistas de papel. Leio blogs e sites principalmente. Sempre leio agora a AGD e sua seção de Notícias e Deu nos Blogs.

Encontrei então uma postagem do Blog do Cláudio André, o Poeta. Seu título era uma pergunta (CADÊ A FORÇA POLITICA DE BOM CONSELHO?) e quase todo o texto é um punhado delas, que desafiam há muito tempo as mentes dos cientistas políticos voltados para Bom Conselho, que é uma terra com a maior densidade de políticos por metro quadrado do mundo.

Além do que aprendemos, todos nós aqui do Blog da CIT, com o colega e amigo Zezinho de Caetés, ele nos deu o que chamou de artigo Pastoril, que segundo ele é um diálogo entre pessoas, que para evitar citar quem está falando a cada linha, usamos as cores azul e encarnado para identificá-las. Não é uma ideia original, a não ser o nome. Um blog do sul já usa este artifício mas não o chama de pastoril por não conhecer a beleza deste folguedo popular.

Resolvemos ontem mesmo fazer um pastoril com o Poeta, que espero não seja o Pastoril do Velho Faceta. O Poeta é do cordão encarnado e eu sou do cordão azul.



O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, esteve em Bom Conselho no dia 20 de novembro de 2009, visitando a empresa Perdigão e de lá para cá não visitou mais a terra de Papacaça. Será que a vinda do governador será só no próximo ano?

A pergunta do Poeta é de um otimismo atroz. Por que o governador iria no próximo ano lá em Bom Conselho? Ora, se em 2010 ele não foi, quando era candidato a governador, por que ele iria agora? E não foi por que? Porque ele já sabe que em Bom Conselho já está tudo dominado. Igual ao Brasil a oposição é tão pouca que cabe num carro de boi. E veja o que deu. Quem deu a Judith os 4000 votos de dianteira do qual você tanto fala? O povo de Bom Conselho. E o governador, caro Poeta, é o homem mais pragmático, em termos políticos que já conheci. Igual ao seu avô que já sabia que “macaco velho não bota a mão em cumbuca”.

Será que o governador não tem sabido da realidade de nossa terra?

Tem nada, Poeta! Nem lhe interessa. A quase totalidade de votos que ele recebeu no ano passado, mais a crença bovina da oposição em termos municipais de que quem é contra Eduardo é contra Deus, é a única realidade que ele conhece. Para que conhecer outra?

Será que Eduardo não sabe que Bom Conselho está sem o Corpo de Bombeiros há trinta dias?

Eu realmente não sei a utilidade desta grande corporação em Bom Conselho, pois não me informei, se eles fazem mais do que tirar casa de maribondos ou gatos das árvores. Sei que algum dia a cidade poderá até ter incêndios maiores do que aquele que devastou as árvores da serra de Santa Terezinha, sobrando só a Igreja, deixando mais um morro careca. Mas, concedo o benefício da dúvida, dizendo que ela está pronta para o combate ao fogo. Agora, nobre Poeta, por que o governador deveria saber sobre o Corpo de Bombeiros em Bom Conselho, se as escolas estão sem merenda e os professores ganhando um miséria, e ele sabe e finge não saber?

Aonde está a força politica de Bom Conselho?

Onde sempre esteve caro Poeta. No passado. Que me lembre, sem querer ser historiador, a única época em que Bom Conselho teve força política em relação ao governador, ainda foi na época do Coronel Zé Abílio. E lhe confesso, não tenho muitas saudades, daquele tempo.

Cadê os ex-prefeitos que dizem que amam Bom Conselho?

Isto é muito fácil de responder, pois são todos, e tem endereço certo e sabido. Você já viu algum ex-prefeito dizer que não ama Bom Conselho? Ou melhor, você conhece alguém que nasceu aí na terra, fora Dantas Barreto, dizer que não ama Bom Conselho? Agora os que amam, podemos contar nos dedos da mão esquerda (ou direita?) de Lula.

Por que não se juntam a prefeita Judith Alapenha e pressionam o Governo do Estado para voltar com Corpo de Bombeiros?

A pergunta poderia ser feita ao contrário, por que a Judith Alapenha não convoca os ex-prefeitos, ex-vereadores, ex-padres, excomungados, todos enfim para pressionar o Eduardo a tomar providências a respeito do Corpo de Bombeiros? Tanto à primeira pergunta com à segundo a resposta seria: Porque seria inútil. As mangueiras de Eduardo estão todas voltadas para apagar o fogo em cidade maiores onde o PSB, ao ganhar em 2012, mostre visibilidade em sua campanha para presidente.

O governador sabe que o posto policial de Rainha Isabel está fechado?

Claro que não sabe e nunca quererá saber, e até deve ter raiva de quem sabe, pois nem os deputados que Bom Conselho ajudou a eleger sabem disto. Quer apostar?

Eduardo sabe da importância de Rainha Isabel para Bom Conselho?

Ora, se os próprios bom-conselhenses não sabem a importância que Rainha Isabel tem para Bom Conselho, pois ninguém até hoje contestou sua tentativa de emancipação, por que o Eduardo saberia? Ontem respondi, a contragosto uma enquete no Blog do Felipe Alapenha, que sucedeu o Blog da Prefeita, onde ele já coloca quais os candidatos que escolheríamos para ser prefeito do ex-distrito, sem antes perguntar aos bom-conselhenses se eles são contra ou a favor da emancipação (AGD, taí uma boa enquete, já que agora vocês entraram no ramo).

Cadê os deputados que foram eleitos com os votos dos bonconselhenses?

Não sei e nem é importante saber.

Cadê os deputados Isaltino Nascimento, Raquel Lyra, Leonardo Dias, Wolnei Queiroz, Ana Arraes e tantos outros que "mendigaram" os votos do povo de Bom Conselho?

Todos empenhados em livrar a cara do Ministro Palocci da enrascada em que ele se meteu, no plano federal e no plano estadual cada um interessado nos seus municípios de origem ou em brilhar com promessas nos seus cargos administrativos. O último deputado que nasceu em Bom Conselho, se não me engano, foi Walmir Soares, cujo partido, o DEM, luta para continuar existindo, mais vai ser difícil. Alguns outros, de Bom Conselho que o foram mais recentemente tinham sua força eleitoral noutros municípios. E não serviram muito para dar grande poder político a Bom Conselho.

Cadê a Câmara de Vereadores e a sua força como Poder Legislativo?

Ora, Poeta, pelas suas próprias postagens, pois você é único que traz notícias do poder legislativo da cidade, que não sejam notas oficiais, este poder, tem tudo menos força política, nem mesmo com o executivo municipal, que elegeu com uma facilidade incrível o seu favorito para presidir a câmara. Não é você que diz que em 2012 a chapa oficial será o Arlan e mais um?

Sumiu todo mundo?

Ver o cordão azul na dança da pergunta anterior.

Pelo o jeito mais uma vez o eleitorado de Bom Conselho, a exemplo de outros municípios brasileiros, foram ludibriados com promessas obsoletas.

Desta eu gostei, Cláudio André! Curto, grosso, direto e verdadeiro, com exceção do “pelo jeito”. Não é só pelo jeito. É assim mesmo. E se você mantiver esta linha de cobrança como imprensa livre que é, temos chance de mudar. Mas, será que amanhã você não irá publicar uma postagem dizendo que a prefeita é predestinada e que já está com milhares de votos na frente? Ou que os vereadores são leões no trabalho e são todos abnegados e trabalhadores do povo? Estamos mesmo precisando de uma imprensa mais independente dos poderes públicos. Responsável sim, mas, independente, também.

Você, caro leitor, deste humilde blog, não acha que está na hora de aprender a votar não?

Informar e até ensinar ao eleitor é uma tarefa da imprensa escrita falada, escrita e blogada de Bom Conselho. Inclusive, nossos blogs hoje tem uma grande responsabilidade nisso. E independência, ausências de proselitismo, lealdade aos fatos e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém, muito menos aos eleitores. Deixo o poeta finalizar com o outro poeta:

Finalizo com um trecho da poesia de Carlos Drummond de Andrade: " E agora, José? Cuspir já não pode mais..."

Diretor Presidente

domingo, 29 de maio de 2011

Quem tá com a roela do Eno? - Mais uma semana.




Diretor Presidente

sábado, 28 de maio de 2011

RECIFE - A SEGUNDA PÁTRIA



Esta semana recebi o seguinte e-mail, que reproduzo na base do Ctrl+C, Ctrl+V, sem nenhuma edição:

Olá, meu nome é Luciana Santana sou aluna da UFPE e estou escrevendo uma dissertação sobre o Ginásio Pernambucano na década de 1980, encontrei na internet, em um blog, um depoimento sobre esta instituição e gostaria de pedir sua autorização para publicá-lo. Caso autorize, perciso do seu nome para escrever abaixo do depoimento.

Desde já muito obrigada.

Luciana Santana.

Mestranda em Educação - UFPE.

Respondi com seguinte e-mail que reproduzo nas mesmas bases:

Prezada Luciana Santana,

Eu já escrevi sobre o Ginásio Pernambucano, pois estudei lá na época que já era CEP. Escrevi no Blog da CIT. Lá eu escrevo como Diretor Presidente, que é um pseudônimo. Infelizmente não posso dizer-lhe meu nome de batismo, por compromissos assumidos, mas, desde já você está autorizada a publicar o depoimento, citando o Blog da CIT, que é um blog da cidade de Bom Conselho. Se isto a ajudar na dissertação, é uma alegria imensa para aqueles que fazem o Blog da CIT.

Saudações

Diretor Presidente

PS. Talvez tenha escrito mais de uma vez, sobre o CEP. Você poderia mandar me dizer o título da postagem.

Até agora não chegou nenhuma resposta da Luciana, e nem mesmo sei se ela se chama mesmo Luciana ou não. Não importa, pois neste meio digital, o anonimato é regra e os nomes corretos são as exceções. Agora, como em outras coisas sigo o pensamento de Lucinha Peixoto, que até notícia já é: “Escrevo, logo existo”. Não é preciso nem pensar.

Em relação a isto, anonimato, pseudonímia, heteronímia e quejandos, eu estava lendo no Mural da AGD, um senhor que viveu em Bom Conselho chamdo Almir Frederico. Eu não me lembro dele, e o Zé Carlos diz que ele é seu cunhado. Ele fez uma obra lá em Águas Belas, onde mora atualmente, meritória por sinal. Se eu fosse ler as pessoas só quando sei que elas são de carne e osso, eu não leria o Almir Frederico, e estaria perdendo o bom causo que ele contou sobre Zé Trindade a quem também conheci. Não leria a Bíblia, pois ainda colocam dúvidas se Cristo existiu ou não, e se existiu, tenho certeza, não foi ele que ditou tudo que escreveram que ele disse. E assim por diante...

Voltando aos e-mails, minha reação primeira foi pensar: Será que eu já escrevi sobre o Ginásio Pernambucano? Antes da resposta eu fui ao Blog da CIT e vi que já havia escrito sim. Embora muito pouco. No artigo onde fiz isto, falei mais do Recife como um todo e de Bom Conselho, como sempre, em particular. Não gosto de ler o que eu escrevi, mas desta vez, fui lendo, lendo e cheguei ao fim. Descobri que já escrevi estórias interessantes. Reproduzo o texto logo abaixo, e que foi publicado originalmente em 2010 (aqui).

“RECIFE - A SEGUNDA PÁTRIA

No dia em que escrevo é o aniversário de Recife e de Olinda. Não vou historiar sobre estas duas belas cidades, que olham uma para outra há mais de 470 anos. Relação entre irmãs, nem sempre pacífica e sem desentendimentos. No final, como boas irmãs, elas se entendem. Vê-las-ei por outro ângulo. O de uma terceira cidade tão distante e tão perto. Bom Conselho.

Os vínculos entre estas três cidades são evidentes. Noves fora política partidária, Olinda teve dois dos seus melhores prefeitos vindos de Bom Conselho. Alguém já disse que uma das grandes vocações dos jovens de Bom Conselho era ser prefeito de Olinda. Este é um vínculo visível e real mas, o principal é aquele que por muito tempo, junto com o Recife, existiu, o de ser a Meca das pessoas de Bom Conselho, em busca de estudo e oportunidades.

Deter-me-ei em Recife, pois este foi o meu caso. Terminado o Curso Ginasial no Ginásio São Geraldo, que sempre nos iluminou e prometia que nos daria no futuro o segredo da vitória. Mas, aonde? Ficar entre os quatro muros da terrinha era muito pouco para mim, embora reconheça que cada um tem seus objetivos e, assim alguns ficaram e fizeram lá sua vitória. Eu e outros que pretendíamos mais e tínhamos condições materiais para isto, emigramos, e, sem cálculo preciso, o destino de 90% era, inicialmente o Recife. Alguns ainda iam dar um passeio por Garanhuns, mas terminavam no Recife.

O Recife foi a segunda pátria de muitos de Bom Conselho. Uma pátria bonita, nem sempre generosa mas, sempre acolhedora. Cada um tinha a sua dificuldade específica. Alguns em seus apartamentos alugados em locais nobres, outros em pensões insalubres, outros em casas de parentes, outros ainda em casas próprias para onde traziam outros que não as tinham. E todos a procurar colégios, para estudar pela manhã, pela tarde, pela noite. Todos, de uma forma ou de outra conseguiam o seu canto. Para aqueles pouco estudiosos, mas com grana, ainda restava o Carneiro Leão, que diziam ser PP, pagou passou. O mais procurado era o Colégio Estadual de Pernambuco, o chamado Ginásio Pernambucano. Eu fui para lá mas, não foi fácil conseguir vaga. Era uma verdadeira Universidade, pela qualidade de seus professores, os quais encontrei muitos deles depois na UFPE.

Este colégio me dá saudade, não somente pelos colegas que tive ou pelas boas horas pelas quais lá passei. Me dá saudade maior é de uma educação pública de qualidade. Posso até dizer que ele foi um marco da educação pública no Brasil. Com a decadência do Colégio Estadual, perto da década de 80, a educação pública foi também a pique.

Mas não é só de educação que quero falar deste Recife mais do que quatrocentão. Havia o Gemba, na Rua da Aurora, que tinha um sorvete obrigatório para quem ia assistir a alguma filme no Cine São Luiz, e que tinha um paletó para entrar. O Art-Palacio, o Cine Trianon, o Cine Moderno, e mesmo o mais novo deles o Cine Veneza. Naquela época ainda existia um cinema em cada bairro. Em Casa Amarela podíamos ir para escolher entre três, inclusive o Albatroz.

As ruas calmas e tranquilas, mesmo nos dias de semana, com dois ou três fuscas passando pela ponte Duarte Coelho, os passeios entre as Ruas Nova e Imperatriz, com a visita obrigatória à Viana Leal, onde andei pela primeira vez numa escada rolante. Ali eu não sabia que ainda ia rolar tanto pelo vida e pelo mundo. Uma olhada na vitrine muito bem feita da Slopper e nos cartazes dos cinemas ali perto.

Esperar, em dias de competição que os barcos a remo singrassem o Rio Capibaribe, enquanto admirava as belezas do Teatro Santa Isabel e mesmo o modernismo do prédio dos Correios. Não havia assaltantes, ladrões, e nem mesmo víamos policiais.

Mas nem só do espírito vive o homem, principalmente o homem novo e hormonalmente instável. Barão do Rio Branco, Rua da Guia, Rua do Bom Jesus, enfim, Recife Antigo, hoje um ponto turísticos de nossa “quatrocentona” cidade. Naquela época não íamos lá para correr atrás do Bloco da Saudade, íamos para não fazer grandes esforços manuais e não ficar na saudade. Muitos dos bom-conselhenses machões que conheci na minha época, e que contavam grandes façanhas sexuais nas reuniões das praças e rodoviária de Bom Conselho, chegaram aqui mais virgens do que a Venus de Milo. Normalmente, esta virgindade era curada com uma doença venérea na Rua da Guia e adjascências.

Camisinha naquela época só de bebê pagão. Tínhamos a maior vergonha de chegar na farmácia de Ivan e comprar, e mesmo aqui em Recife, arriscávamos na loteria. Parece mentira mas nunca acertei no azar grande. Na pensão onde morava, meus colegas, depois do passeio, passavam três dias indo ao banheiro preocupados, e quando gemiam, eram logo alijados do convívio no banheiro. Tinha que começar no Benzentacil, e usar outro banheiro, até parar de pingar.

Atualmente é muito diferente. Mas, sabe de uma coisa, vamos ficar por aqui para não conspurcar nossa saudade de nossa bela segunda pátria.”

Depois disto tudo que escrevi, e dentro deste escrito falando em Educação Pública, o que chegou ao interesse de um mestranda em Educação, o que muito nos honra, eu pergunto: a quantas anda a Educação Pública em nosssa terceira pátria, o Brasil? Vendo o filme seguir, que foi muito divulgado, até em programas de TV, sendo verdade, penso, vai muito mal. E parece que tanto em minha segunda pátria, o Recife, como em minha primeira pátria, Bom Conselho, parece que a situação não é diferente.



Diretor Presidente

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Cândido Vagareza e o AI-5. Pode???



É isso aí, o Cândido Vagareza, líder do governo na Câmara Federal disse: “Esta Casa corre risco quando o governo é derrotado”, Com o cita o jornalista Sandro Vaia em artigo transcrito abaixo que ele intitula de Com qual presidente eu vou?

Voltamos ao tempo das ameaças institucionais, como na época do milititares? Será que o meu conterrâneo Lula voltou ao Planalto para aplicar o mesmo horror que ele já sofreu, ou o cândido vagareza, anda se arrastando pela história, para tentar liderar o iliderável? Uma corja de petistista e peemedebistas sedentos por cargos e benesses com que o poste parecia está contando para fazer o que quisesse, inclusive nada, como fez até agora.

Leiam o grande jornalista e eu lhes espero na Praça dos Três poderes, que corre o risco agora de voltar a ser os poderes dos três praças, pois já saí de frente da casa do caseiro. O violador parece que não se sustenta mesmo.

“Depois de um descanso de cinco meses, o presidente Lula reassumiu seu cargo na quarta-feira passada, foi almoçar com algumas eminências pardas na casa do sábio conselheiro Sarney, colocou ordem na casa da Mãe Joana em que se tornou o governo, deu um pito em alguns ministros, puxou as orelhas de Palocci e de Dilma Roussef por estarem maltratando a base aliada e foi embora para casa.

Não sem antes, claro, posar para as fotos com ar de Eisenhower pronto para comandar o desembarque na Normandia.

Na quinta, as prerrogativas do cargo voltaram às mãos de sua alter-ego eleita, que mandou arquivar os filmetes de propaganda anti-homofóbica que o ministro da Educação ia distribuir nas escolas públicas, dizendo que não cabe ao governo fazer propaganda de opções sexuais e nem interferir na vida privada das pessoas.

É certo que os filmetes só foram interditados depois que a bancada evangélica, com a sutileza elefantíaca de um Anthony Garotinho, ameaçou votar a favor da convocação de Palocci para depor na Câmara se os filminhos homoafetivos de Haddad não fossem retirados de circulação.

Ficou a impressão de que a presidente decidiu certo por linhas tortas, mas esses também são ossos do ofício presidencial.

Ao retomar seu cargo, a presidente ainda criticou aqueles que estão “politizando” o caso Palocci, como se a acusação de descomedido e rápido enriquecimento do ministro não fosse uma questão política, como se ela própria não fosse política , como se o acusado não fosse político, como se governo e oposição não estivessem aqui ou em qualquer lugar do mundo tratando de política e em qualquer hora do dia ou da noite travando um embate político, pois é de política que a política trata.

A República viveu uma semana divertida em sua primeira experiência multipresidencial desde que 3 militares dividiram a presidência, quando o marechal Costa e Silva sofreu uma trombose que o impediu de continuar governando.

Já na segunda-feira o governo sofrerá uma estrondosa derrota na votação da lei do Código Florestal, principalmente na votação da emenda que transfere aos estados a regulamentação de alguns artigos controvertidos do Código.

O PMDB, esteio numérico da base aliada, votou em peso na emenda, que a presidente Dilma chamou de “vergonhosa”, segundo o sutil aviso de Cândido Vaccarezza, o líder do governo na Câmara Federal, que foi atropelado em plenário e aplastado como um gato de desenho animado pelos seus próprios liderados.

Para completar a noite gloriosa, Vaccarezza deixou no ar uma advertência que horrorizou os deputados de almas mais sensíveis e que os distraídos jornalistas políticos deixaram passar batido como se fosse apenas uma banalidade: “Esta Casa corre risco quando o governo é derrotado”.

O que quis dizer Vaccarezza com isso? Ele estaria com um AI-5 no bolso ou foi apenas uma boquirrotice de um goleiro abalado pela bola que tinha acabado de passar por baixo de suas pernas?

Alguns deputados esbravejaram da tribuna, mas nenhum jornalista se deu ao trabalho de perguntar ao líder o que ele quis dizer com aquilo.

A semana agitada parece se encaminhar para um final menos turbulento, ainda que com uma dúvida pairando no ar: qual presidente governará na semana que vem?”

Dá até medo, para quem tem a minha idade e já viveu no Brasil em tempos não saudosos. Ainda por cima vemos o Zé Dirceu louvando a internet como meio político de comunicação, e já a está usando. Será que o fogo amigo vai sobrar para todos os brasileiros como está sobrando na Venezuela? Ou na Líbia? Ou na Síria? Não posso responder, mas quando Dirceu Borboleta bate asas, segundo a teoria do caos pode gerar uma catástrofe.

E o pior de tudo é a fragilização do poste. Ela nunca foi boa de fala nem de inteligência. E agora, infelizmente, doente, aí é que a coisa não vai mesmo. Vejam abaixo o filme onde ela critica os políticos por serem políticos, o que prova que quem nunca foi política foi ela. Não quero aqui pousar de profeta de coisas que aconteceram, mas, que já sabia, isto já!

E que o meu conterrâneo não saia de Brasília, com tanta crise que provêm de sua herança maldita. Ele agora vai ter que resolver. Por falar em crise: Onde está o Mantega? Dando assessoria também?

Zezinho de Caetés

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(*) Imagem do Blog de Josias de Souza.

Postagem Genérica



Estava eu como sempre faço durante o dia, quando não estou resolvendo questões contenciosas do Blog, e fui na AGD, na página "Deu nos Blogs", incentivado pela nota da Lucinha Peixoto no Mural, que insinuava que o Zé Carlos havia entrado na área de negócios imobiliários como sócio do Cláudio André, o blogueiro lá de Bom Conselho.

Fui lá, peguei o link e fui direto ao Blog do Poeta para ver a foto do imóvel. Eu estou interessado em um para instalar um escritório da CIT Ltda na cidade, já que em Caldeirões, nesta época as estradas começam a ficar intransitáveis. Infelizmente, não cheguei nem a telefonar, pois o imóvel é grande demais para nossas necessidades atuais.

Em compensação encontrei algo postado por um blog que só poderia ser o do Cláudio André que prima pela inventividade. Uma postagem genérica. Ou seja, é um texto que serve para todos os Blogs do Brasil, e com a devida tradução, para os do mundo inteiro publicarem, sem tirar nem por uma vírgula.

Vejam como funciona. Eu agora estou pensando em alguém que parece ser daquelas pessoas chatas e que pensam que são a dona do mundo. Então eu escrevo e publico a seguinte matéria:

“REI NA BARRIGA SÓ PARA OS TOLOS...

Muitas vezes a vida nos apresenta certas e determinadas situações que há sempre motivos para se questionar. Geralmente aquelas pessoas que se sentem a "tampa da panela", tem um "rei na barriga", acha que nunca pode desmoronar ou pisar numa caamundé.

Desde os tempos bíblicos já existiam pessoas com este tipo de comportamento. Um dos personagens da bíblia que todo mundo conhece é Paulo, que antes se chamava Saulo, perseguidor dos cristãos. Saulo, considerava intocável, perseguia a todos, realmente tinha um "rei na barriga", mas certo dia(diz a bíblia), que numa viajem a Damasco, uma visão forte bateu diante de Saulo ele caiu do cavalo... Daí por diante parou de perseguir os cristãos e posteriormente se tornou Paulo e parou de se achar a "bala que matou o Rob". Em trocados e miúdos, queremos dizer que é inútil querermos enganar a todos o tempo todo com falácias, mentiras e comportamentos totalmente obsoletos. Pense bem, não menospreze ninguém. Todo mundo tem sua importância.”

Veja o efeito imediato. Não só os leitores do Cláudio André, mas do nosso blog, que se consideram rei da cocada preta”, agora já sabe que todo mundo tem sua importância. Sendo assim ele procurará ser mais humilde e aceitará com prazer que eu é que sou o “rei da cocada preta”, e como foi eu quem escreveu, eu sou o mais importante.

Obrigado Cláudio André pela excelente postagem. Se você cobrar algum direito autoral pelo uso, fale com Zé Carlos, que ele poderá descontar da comissão dele na venda do imóvel. Ele é um amigão.

Diretor Presidente

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(*) A foto ilustrativa também foi do Blog do Cláudio André.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ele voltou, o apedeuta voltou novamente...



Ontem, enquanto dava o “gagau” a meu neto, esperando Insensato Coração, para ver as peripécias do Léo, até ele chegar ao Congresso, vi uma cena horripilante, terrorífica, catastrófica mesmo. O Lula saindo da casa do Sir Ney, sim, aquele mesmo que acha que o porquinho não fez nada de errado, e posando para uma foto.

Lula, o ex-apedeuta-mor, não porque fala ou escreve mal, mas porque se vangloria disso e incentiva nossas crianças a falarem nossa língua de forma errada, como se isto fosse uma condição sine qua non, para ser presidente, estava ao lado do anfitrião, Sir Ney, notou aquela figura apagada lá por trás, enquanto ele brilhava à frente do pelotão.

Era nada mais e muito menos o Vice-presidente da República, o Michel Temer. O que fez o boêmio em sua volta? Como um Carlinhos de Jesus, pega o marido da Marcela pelo braço, puxa-o contra si, aí eu gelei... Meu marido já olhava para mim e eu já nem via o meu neto, pois o bichinho já sugava a mamadeira vazia. Ambos, nós três, eu, meu marido e meu neto se ainda estivesse acordado, estávamos em estado de choque pela perspectiva do que iria ocorrer:.

Iria o Lula dá um bofetão no vice-presidente por ele não ajudar a presidenta (coitada!) na crise? Iria ele dá um beijo carinhoso por acreditar no que o Temer diz, que a ajuda diuturnamente e até noturnamente? Iria ele jogá-lo nos braços do Sir Ney, dizendo, toma que o filho é teu, ou “quem pariu mateu que balance”? Iria dançar com ele a Valsa da República Distraída ou atacaria com Nelson Gonçalves, com a “Volta do Boêmio”?

Graças a Deus, nossas feições melhoraram bastante quando vimos que ele apenas puxava o Temer para sair melhor na foto. Não havia nada a temer. Mas, eu pergunto: será que não?

Não estaríamos nós já entrado no Terceiro Reich, ou melhor, Terceiro Reinado do Lula? Pelo menos, pose de rei ele já tem. Ou já começou, ou ele fez este papel com tanta desenvoltura que nada tem a dever ao Carlos De La Vechia, representando o Rei Augusto de Seráfia, em suas andanças por Brogodó.

É uma pena que há tanto tempo eu esteja querendo pagar a promessa que fiz ao Alexandre Marinho, que parece ser o melhor candidato a prefeito de Garanhuns (sem queirer me meter, como sempre na política interna de outros países), que seria a primeira a falar bem de Dilma, se, por acaso algum dia ela merecesse. Até pensei no início do governo, pela sua postura recatada em relação ao apedeuta, sua firmeza em algumas questões, seria questão de pouco mais de 100 dias para dela falar bem e cumprir minha promessa. Infelizmente, era tudo uma ilusão. O Lula sempre esteve puxando os cordões por trás, como já estava tudo combinado. Primeiro de forma discreta. Agora, depois do Palocci aprontar mais uma, e da desorganização política em que se encontra o governo, não houve jeito: O Boêmio voltou novamente.

E já está saindo bem na foto outra vez. Sem gravata, despojado, risonho, mandão, como o diabo e a patuleia gosta. Meu Deus, para onde iremos agora? Só chamando o Horácio Cortez.

Lucinha Peixoto

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(*) A foto animada foi obtida no Blog do Josias de Souza.

Sonhos e Pesadelos



Encontrei nas minhas leituras matinais um artigo do ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias (Folha de São Paulo), que parece que foi eu que escrevi. Meu Deus, o que escrevi eu? Quanta petulância, quanta pretensão. É claro que, tanto pela falte de conhecimento quanto pela pequena capacidade de manejo da letras, eu jamais o poderia ter escrito.

Disse isto apenas para mostrar que tudo que está escrito nele, eu concordo em gênero, número e grau, no plural e no singular. Ontem escrevi aqui sobre a crise política que nos ronda, e nada pior para o Brasil do que uma crise política agora. Vejam lá como está enrolada a Dilma. De tão enrolada, ontem com a acachapante derrota na Câmara em relação ao Código Florestal, prometeu, numa atitude de Czarina dos Trópicos, vetar tudo que foi aprovado com que ela não concorda.

Agora chegou a hora desta gente não bronzeada mostrar seu valor. O Congresso, pretenso representante do Povo, em última instância, através de seus chefes, dizerem: “Se você quer brigar e pensam que com isto estou sofrendo, se enganou meu bem, pode vir quente que estou fervendo”, derrubaremos todos os seus vetos.

Estou sonolento, dormi neste último parágrafo e sonhei, como sonhei. Um sonho bom, daqueles que realizam todos os nossos desejos, e acordamos mais felizes. Volto a dormir, para ver se o sonho continua. Acordo já.

“Incluo-me entre os que, não tendo votado na presidente Dilma, torcem por ela por torcer pelo Brasil. Não quero, portanto, deixar de expressar minha inquietação quanto ao rumo que está tomando o caso Palocci e a falta de esclarecimento sobre o enriquecimento de seu patrimônio nos últimos anos. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, segundo esta Folha (24/5), disse não ver razão para que se duvide do ministro Antonio Palocci. Na véspera, afirmara que a Polícia Federal não iria investigar os fatos. Isto porque, hierarquicamente, a PF está subordinada ao Ministério da Justiça.

É extremamente preocupante ouvir de um constitucionalista, como é o ministro da Justiça, assim como outros políticos o fizeram, que nada há a ser explicado. Não se está afirmando que Palocci teria praticado crime e deva ser punido, não se está a dizer que nódoas do passado devem estimular presunção de malversação criminosa de dinheiro. O que parece inquestionável é que um homem público deva prestar contas à opinião pública, para que não pairem dúvidas quanto à sua honorabilidade, quanto à origem legítima de seus haveres, para que a empresa Projeto, de propriedade do ministro, não possa vir a ser comparada à EPC, de PC Farias, que se apresentava como uma empresa de consultoria destinada a alimentar o esquema de corrupção do governo Collor.

Se a Projeto prestou serviços, claro está que deve ter declarado seus rendimentos à Receita Federal. Não há como alegar confidencialidade quando o interesse público prevalece. Se a atividade exercida por Palocci por meio de empresa de consultoria se revestiu de caráter ético ou não, se houve prática de lobby vedado, se houve quebra de princípio de natureza deontológica ou se a ilicitude alcançou tipicidade penal, são questões que precisam ser esclarecidas de forma cabal. Nem se está a exigir que se esmiúce o que há de estritamente confidencial nos serviços que teriam sido prestados pela Projeto, mas que se esclareça para quais empresas prestou serviços e quais os proventos auferidos. Não se está pedindo a revelação de fatos que integram o universo da intimidade.

Palocci ocupa o mais importante cargo no governo Dilma. Segundo divulgado, o montante de R$ 20 milhões teria sido recebido quando era deputado, metade quando coordenava a campanha e a outra após a eleição presidencial, fatos que merecem investigação. A presidente tem dado mostras de ser discreta e firme. Deve, pois, determinar que a nação seja esclarecida. É seu dever; perante a República não há segredos. Temos direito de saber, desconfiar, indagar. Não se trata de lembrar o aforismo do benefício da dúvida favorecendo o réu. Palocci não é réu, pelo menos por ora. A dúvida é extremamente prejudicial ao próprio ministro porque suscita suspeitas, precipita ilações. Estamos, por enquanto e pelo menos, num processo político em que se espera do político transparência nos seus atos.

Tomara que tudo se esclareça o quanto antes. O tempo passa, as marolas vão crescendo e isso positivamente não é bom para ninguém. No âmbito do Legislativo, do Ministério Público e da PF, não há porque eximir-se o Estado de descobrir o que está por trás do pano. Não se concebe que o ministro da Justiça exclua a PF do papel de investigar. Se é indiscutível que, no plano funcional, está hierarquicamente subordinada à Justiça, deve ser preservada sua função constitucional de apuração de delitos. Se o ministro Palocci é honesto, e torcemos para que seja, tem que parecer ser honesto. Que mostre à nação que merece confiança. Que mostre as cartas, abra o jogo... Fale, Palocci. Torcemos para que o jogo seja limpo, porque todos nos beneficiaremos com isto.”

Acordei sobressaltado com artigo do José Carlos Dias. Foi um pesadelo, pois pensava eu o Palocci já havia falado. Ele falou? Uma voz me diz ainda: Ele falou em 2006, no caso do caseiro, agora ele ainda não falou. Voltarei a dormir. Espero quando acordar outra vez ele já tenha falado, ou escrito um livro de auto-ajuda: “Como ganhar 20 milhões em 2 meses – Sucesso garantido ou seu dinheiro de volta”.

Eu serei o primeiro a correr às livrarias.

Zezinho de Caetés

TREZE DE MAIO



Há dois dias que o sol aparece com seus raios brilhantes em nossa cidade de Olinda. A chuva desapareceu, prometendo voltar a qualquer momento. É o meu tempo, diz ela. Apenas uma trégua para que as cidades metropolitanas se recomponham e escoam as águas. Aproveitei este pequeno tempo favorável, fui até o calçadão do Bairro Novo, fazer a minha caminhada de seis quilômetros. Passei pelos septuagenários e octogenários sentados no seu banco de cimento a rir e soltar piadas. Desta vez não parei para escutá-los, apenas os cumprimentei e segui em frente.

Nesta sexta feira treze tirei o dia para comemorar três datas importantes – O aniversário da minha neta Geovanna Taveira, com os seus três aninhos, que logo cedo liguei para sua casa em Natal.

Atendeu com a sua voz doce.

- Alo?

- É Geovanna?

- É. Quem é?

- É teu avo José e tua avó Maria.

- Oi vovo, como vai?

- Estou te ligando para te dar os parabéns pelo seu aniversario. Vai haver festinha?

- Vai vovo. Na escolhinha. E a tarde vai cantar parabéns, eu, papai, mamãe, e Tavinho e umas meninas minha vizinhas. Venha com vovó. Estou esperando!

- Eu desejaria mais é muito longe. Fica para o próximo ano.

- Um beijo para o senhor e vovó, que eu estou indo para a escolhinha. Tchau.

- E um beijão para você que Deus lhe conceda muita felicidades.

O aniversário do querido SPORT CLUBE DO RECIFE que completa 106 anos de gloria no Estado de Pernambuco, que deixa seus milhares de aficionados feliz da vida. Estamos prestes a completar o quadragésimo titulo estadual, independente, se é hexa ou não, o que interessa é ser campeão neste próximo domingo e colocar mais um troféu em sua galeria de vitórias em sua sede social. Nesta manhã houve uma salva de fogos saudando o dia do Leão do Norte, o rubro negro da Ilha do Retiro e o hasteamento da bandeira com as suas cores vermelho e preto e o tradicional símbolo do leão.

E por fim a LEI ÁUREA e conseqüentemente a comemoração da ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA, interrompendo um ciclo de angustia, aflição e sofrimento para os seres humanos de raça negra, graças à benevolência da PRINCESA IZABEL assinando em 13 de maio de 1888 finalizando a escravidão no Brasil. Já em 1850 foi dado o primeiro passo com extinção do tráfico negreiro. Vinte anos mais tarde foi declarada a LEI DO VENTRE-LIVRE, assinada em 28 de setembro de 1871. Esta Lei tornava livres os filhos de escravos que nascessem a partir da promulgação. Em 1885, foi aprovada a LEI SARAIVA-COTEGIPE ou SEXAGENÁRIO que beneficiava os negros de mais de 65 anos. Os grandes defensores e abolicionista JOSÉ DO PATROCÍNIO e RUI BARBOSA, entre tantos outros nomes que defendia com muita garra a abolição da escravatura.

Depois destas lembranças, passei a manhã ouvindo as bonitas e saudosas músicas do Anízio Silva, “Me leva em teus braços / aqui não posso mais ficar / por ti tudo faço / prá não te ver chorar”... depois, “Alguém me disse / que tu andas, novamente / de novo amor / nova paixão / toda contente / conheço bem / tuas promessas / tuas juras iguais a essa / esse teu jeito / de enganar / conheço bem”... mais outra, “Quero beijar-te as mãos minha querida / fica junto de mim / vem por favor / és o maior enlevo / da minha vida / és o reflorir e a minha flor / cada melodia trazia recordações do tempo que morava por aquelas bandas, Bom Conselho, principalmente em Garanhuns, ouvindo pelo rádio Difusora de Garanhuns e, interpretando, se é que interpreto, as musicas deste cancioneiro sentimental. Ouvi o Nelson Gonçalves e o Altemar Dutra e por fim para encerrar com chave de ouro, abri uma cerveja bem geladinha, no ponto, solvi a pequena lata em três goles, vendo e ouvindo o último show de Valdick Soriano, sempre com o seu chapéu, terno e óculos escuros, tomando o seu uísque com gelo a cada intervalo. cantando “Amigo se esta cartinha falasse / prá dizer aquela ingrata / como está meu coração / e o coração cheio de magoa / esta morrendo de paixão / pois homem quando chora / tem no peito uma paixão”... e encerrando, “Eu não sou cachorro não / pra viver tão desprezado / eu não sou cachorro não... Tomei o ultimo gole e me preparei para assistir a nossa peça teatral da nossa Galharufas Produções, O MULATO do consagrado escritor Aluizio Azevedo, que encenamos para milhares de estudantes no Teatro da Boa Vista.

José Antonio Taveira Belo / Zetinho

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nem no céu nem na cadeira abaçaí



Normalmente, quem vive nesta vida de labutar no meio digital e comunicação eletrônica pela internet recebe e-mails aos montes. Agora nem as classifico por assunto e sim pelo mandante. Veio de fulano, lixeira. Veio de sicrano, arquivo morto. Veio de beltrano, leio. E vindo da Prefeita Judith Alapenha, ou “Mamãe Juju”, como está mais conhecida agora, eu leio e medito.

A última que ela me mandou, não só para mim, não tenho este prestígio todo, mas, para uma lista enorme, tinha como assunto DEZ COISAS QUE DEUS NÃO VAI PERGUNTAR NAQUELE DIA, que eu presumo seja no dia em que batemos as botas e vamos falar com uma entidade lá em cima. A Mamãe Juju, sendo prefeita, não me mandaria umal ista sobre perguntas que o Diabo faria, se por ventura o meu destino fosse outro, além do céu. Eu agradeço a prefeita pela deferência. Embora, não saiba se farei a entrevista no purgatório. Mesmo sendo católica praticante, talvez faça um estágio por lá.

Mas vamos às perguntas de Deus, e tenha todo o cuidado. Dizem que o Diabo não faz nem perguntas. É ferro e fogo direto.

1... Deus não vai perguntar que tipo de carro você dirigiu. Ele vai perguntar quantas pessoas você levou que não tinham transporte.

2... Deus não vai perguntar o tamanho da sua casa. Ele vai perguntar quantas pessoas você recebeu na sua casa.

3... Deus não vai perguntar sobre as roupas que você tinha no seu roupeiro. Ele vai perguntar quantos você ajudou a vestir.

4... Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário. Ele vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

5... Deus não vai perguntar qual era o nome do seu trabalho. Ele vai perguntar se você fez o seu trabalho da melhor maneira possível.

6... Deus não vai perguntar quantos amigos você teve. Ele vai perguntar de quantas pessoas você era amigo.

7... Deus não vai perguntar em que bairro você vivia. Ele vai perguntar como você tratou os seus vizinhos.

8... Deus não vai perguntar sobre a cor da sua pele. Ele vai perguntar sobre o conteúdo do seu caráter.

9... Deus não vai perguntar por que você levou tanto tempo para procurar a Salvação. Ele irá amavelmente levar você para a sua mansão no céu, e não para os portões do Inferno.

10... Deus não vai precisar perguntar para quantas pessoas você enviou esta mensagem. Ele já sabe a sua decisão.

Eu recebi isto de alguém que pensa. Eu sou um 'guardião', assim eu enviei-a para as pessoas. Eu penso da mesma maneira... Agora é a sua vez de enviar isto para aquelas pessoas que são 'guardiães‘ na sua vida. Bons amigos são como as estrelas... você nem sempre as vê, mas você sabe que elas sempre estão lá. Mantenha-os por perto! “

Graças a Deus, como eu não enviei a mensagem para ninguém, Deus não vai me perguntar sobre isto. Eu só consideraria uma pergunta a mais, se o entrevistado fosse um candidato, talvez a Mamãe Juju.

Antes disto, para os eleitores entenderem a pergunta, eu transcrevo um bom texto do Zé Roberto, que agora está dando uma melhorada no Blog do Poeta, em sua Tribuna Livre (de jumentinhas e cabritinhas):

“TRIBUNA LIVRE: JOSÉ ROBERTO PROCURA...

EU PROCURO!

O filósofo e sábio grego Diógenes acendeu uma lanterna, em plena luz do dia e saiu pelas ruas de Atenas. Alguém o questionou: “Diógenes que estás a fazer com esta lanterna acesa já que estamos com o sol a pino?

Resposta do sábio: “Eu procuro um homem de CARÁTER.

Estamos há 18 meses das eleições municipais de Bom Conselho e alguns pré-candidatos(as) já estão se apresentando. São bons nomes e todos querendo o nosso desenvolvimento. O que me preocupa é o fenômeno da CADEIRA ABAÇAÍ, a cadeira do gestor municipal. Na grande maioria quem senta naquela cadeira muda o comportamento, muda as atitudes, esquecem os companheiros (as), esquecem os partidos e governa apenas para si, alguns amigos e agentes financiadores da sua campanha. Infelizmente campanha política em Bom Conselho se faz a base de muita cachaça, carros carregando o povo como se fossem gado e um pseudo plano de governo apenas para maquiar o discurso.

Eu procuro um candidato(a) que dê continuidade as obras da administração anterior (um exemplo marcante é a ponte que liga a COHAB ao centro de Bom Conselho que nunca foi concluída);

Eu procuro um candidato(a) onde todos as diretorias das escolas municipais sejam eleitas pelos alunos e funcionários daquela escola;

Eu procuro um candidato(a) que faça um governo itinerante visitando com secretários e vereadores há cada mês um distrito do Município;

Eu procuro um candidato(a) que tenha coragem cívica para que pelo menos uma vez no mês, vá até a Câmara Municipal explicar ao povo o que foi feito no mês anterior;

Eu procuro um candidato(a) que faça realmente um governo participativo onde todas as obras sejam feitas de acordo com o povo;

Eu procuro um candidato(a) que crie uma sub-prefeitura em cada distrito descentralizando a administração;

Eu procuro um candidato (a) que tenha preocupação básica com nossa educação, cultura e valorize nossos artistas e artesãos;

Eu procuro um candidato(a) que priorize as indicações dos vereadores de maneira clara e transparente;

Eu procuro um candidato(a) que faça um grande pacto social entre os proprietários de terras e o pequeno agricultura transformando nosso município auto-sustentável em agricultura.

Eu procuro um candidato(a) que tenha preocupação com o meio ambiente.

Eu procuro um candidato(a) que não dependa apenas dos governos Federal e Estadual para trabalhar.

Eu procuro um candidato(a) que diminua os cargos comissionados.

Eu procuro um candidato(a) que não corra dos debates nas emissoras locais durante a campanha eleitoral. Debate frente a frente e que o povo escolha o melhor.

Eu procuro um candidato(a) que evidentemente tenha um plano de governo de acordo com nossa realidade. Este candidato(a) com certeza terá não só o meu apoio como o apoio da nossa sociedade. Por enquanto estou igual ao filosofo Diógenes.

Em tempo Abaçaí na língua Tupy significa: “Objeto que tem espírito maligno.”

Agora voltemos com a última pergunta, agora já compreensível para maioria dos mortais:

11... Deus não vai perguntar quantos anos você passou na prefeitura ou na Casa de Dantas Barreto. Ele vai perguntar se você se comportou como o candidato que o Zé Roberto procura.

Eu, como candidata potencial a vereadora, não teria como responder afirmativamente a esta pergunta a Deus, seria inferno direto. Não sei a prefeita nem o próprio Zé Roberto, se for candidato o fariam. Arriscaria até a dizer que o quem Zé Roberto está procurando, não é gente, é um Santo. Vejam bem, eu disse um Santo. Pois nem mesmo o Beato Miguezim, de Brogodó, diria sim a esta pergunta divina.

Lucinha Peixoto

terça-feira, 24 de maio de 2011

Crise? Que crise?



Governos em crise todos nós já vimos, mas com apenas 5 meses de idade já é mais de difícil de presenciar. Eu só não digo que, nunca na história de país, houve isto, porque não sou um bom historiador, e poderia estar enganado.

Como diz um amigo meu: "Pense no imbróglio sem tamanho em que se meteu a Dilma Rousseff". Não, não é só pela herança maldita do Lula, mas, também pela sua incapacidade tantas vezes antecipadas por mim (sem mesmo ser profeta), de que seria muito difícil tocar o barco quase à deriva deixado pelo meu conterrâneo, que agora, tem como única preocupação ficar rico. O Palocci teve esta preocupação muito antes, e agora está dando trabalho. Mas leiam o que hoje escreveu a Marisa Gibson no Diário de Pernambuco:

“Dilma Rousseff (PT) não quer entrar para história como a presidente que permitiu o desmatamento do Brasil. Por esse recado enviado à base aliada na Câmara dos Deputados, em meio às divergência sobre o Código Florestal, pode-se medir a preocupação da presidente com a sua imagem e com seu conceito. De fato, o conceito que a opinião pública tem de um governante é muitas vezes mais forte do que seus acertos e erros, sendo por aí que se chega à categoria de “blindado”, algo que Dilma ainda não é. E mais perigoso que o desmatamento do país para a imagem e conceito da presidente, posto que ela pode dividir a responsabilidade com o Congresso, é a evolução patrimonional de Antônio Palocci, ministro da Casa civil, cuja permanência no governo é uma decisão unicamente dela. Pelo o que se sabe, a dependência da presidente Dilma em relação a Palocci é enorme, não só sobre questões políticas. O ministro é consultado sobre quase tudo e essa é a garantia de sua sobrevivência no poder. Dentro do PT a convicção é que Palocci só perderá o cargo se surgir algo muito mais grave do que a multiplicação por 20 do seu patrimônio em quatro anos. E, se houvesse essa possibilidade, o próprio Palocci já teria dito à Dilma e sua saída do cargo já estaria sendo decidida. No Senado e na Câmara, apesar do esforço da oposição em querer explicações de Palocci, a oposição também tem consciência de que se não houver nada de mais grave, será difícil derrubar Palocci. Agora, mesmo permanecendo na Casa Civil, Palocci já está marcado pela suspeita e pela dúvida, o que é ruim para o governo e para a presidente Dilma Rousseff. “

Hoje mais cedo, escrevi, como venho fazendo há alguns dias, sobre a crise Palloci de uma forma jocosa, talvez imitando minha colega Lucinha Peixoto. Mas, agora é sério. E como já disse, ou o Brasil se livra dos espertos ou os espertos acabam como Brasil. O grande problema parece está sendo, neste governo do PT, saber se existe alguém que não seja esperto.

Pelo que estão configurado, a crise é muito braba, pois não só o Palocci e o Código Florestal que estão no colo da Rainha Dilma. A exigência do PMDB por cargos, mostrando seu apetite insaciável pelas benesses do poder. A pressão do prefeitos por mais verbas em relação a questão dos restos a pagar, uma das heranças mais malditas que o Lula deixou para o poste e ainda por cima, e talvez, por tudo isto, o dragão da inflação, que ameaça nos queimar a todos.

É muito difícil prever qualquer a reação do nosso poste, carregado por tanto tempo pelo Lula, quando ela está descobrindo que quem o Lula deixou como seu carregador inteirino até 2014, o Palocci, já está causando tantos problemas que é melhor deixar o poste no chão e ir andando. Pois do jeito que ele vai, o poste vai terminar quebrando.

Ainda por cima de tudo, os asseclas de plantão brincam com coisas sérias, escondendo a doença de Dilma, coisa que ninguém desejou, mas se aconteceu, tinha que ser dita ao povo que bem ou mal a elegeu. Sua pneumonia dupla não foi comunicada ao país de forma a evitar o que hoje se vê, a insegurança dos seus próprios eleitores que a sufragaram nas urnas. Enquanto isto o Michel Temer e a Marcela, com as roupas de posse já preparadas, desmentem todos os boatos, sejam verdadeiros ou não.

Sem a mesma capacidade do Sebastião Nery eu me valho do fecho do seu artigo, também hoje pubicado para terminar aqui, esta narrativa sobre nossa crise política:

E a Dilma, coitada, precisando desesperadamente de paz para cuidar de sua saúde, é obrigada a engolir tudo calada. Ela disse que faria “um governos das mulheres”. Mas, no primeiro rombo, jogou a Erenice Guerra barranco abaixo. Por que Erenice não podia ser corrupta e Palocci pode?

Zezinho de Caetés

A estória dos três porquinhos: Palocci, Dutra e Cardozo



Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.

A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.

Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:

-Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.

A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.

Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos:

-Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.

Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.

Cada porquinho queria usar um material diferente.

O primeiro porquinho, o Palocci, um dos preguiçosos foi logo dizendo:

- Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas. Vou trabalhar dando assessoria às empresas da floresta, que é um trabalho leve e rende muito dinheiro. Vou pedir a mamãe para ficar na Casa Civil da floresta.

O porquinho mais sábio, o Cardozo, advertiu:

- Uma casa de palha não é nada segura.

O outro porquinho preguiçoso, o Dutra, o irmão do meio, também deu seu palpite:

- Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar. Mesmo longe de mamãe, vou está protegido.

- Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o Cardozo - Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger? Você pode não conseguir um ministério.

- Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?

-Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. – Respondeu o Cardozo. Vou exigir de mamãe o Ministério da Justiça da floresta, e de lá poderei cuidar melhor da casa.

O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar.

Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando.

-Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos preguiçosos.

Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas.

O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.

Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.

-Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.

O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem para a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda! E ainda ganhou o Ministério da Justiça.

Os dias foram passando, até que um lobo, o Dirceu, percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.

Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha, o Palloci. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.

O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:

- Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o apedeuta Lula! - mentiu o porquinho cheio de medo.

- Lula é? Não sabia que Lula era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador.

O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.

-Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu ou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar. Os 20 milhões que você ganhou com a assessoria, vai cair na boca de toda a floresta.

O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou uma vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão, Dutra.

O lobo correu atrás.

Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.

-Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.

Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta.

Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:

-Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho! - De forma alguma Seu Dirceu, vá embora e nos deixe em paz. - disseram os porquinhos.

- Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não aguentou e caiu.

Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.

Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.

-Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho.

Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:

- Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!

-Pode esperar sentado seu lobo mentiroso. - respondeu o porquinho mais velho.

- Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.

Soprou novamente mais forte e nada.

Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.

O lobo resolveu então voltar para a sede do PT e descansar até o dia seguinte.

Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.

- Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprender uma lição.- Advertiu o porquinho mais velho.

No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.

- Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.

Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: -- Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do Dirceu, surja um vendedor?

Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco.

O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:

- Frutas fresquinhas, quem vai querer?

Os porquinhos responderam:

- Não, obrigado.

O lobo insistiu:

Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.

- Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui.

O lobo Dirceufurioso se revelou:

- Abram logo, poupo um de vocês!

Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor.

De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.

Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.

O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.

--AUUUUUUU!- Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto na esplanada da floresta.

Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.

Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não aguentando as saudades, foi morar com os filhos. Pois mesmo que o Palocci tenha ganho dinheiro ilicitamente, e o Dutra ficado um pouco doente, pelo medo que ficou do lobo, “mãe é sempre mãe”, e ainda tinha o porquinho Cardozo para defendê-los, no Ministério da Justiça.

Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos, a beira do Lago Paranoá.

Zézinho de Caetés.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Lulismo e o Pastoril Chinês



Faz muito tempo que não faço um “pastoril” neste blog. Para quem não sabe, um “pastoril” é o nome que se dá a um dialógo entre dois autores, ao escreverem deslocado no espaço/tempo, onde se dá a cor vermelha e azul a cada um. Sem nenhuma conotação de valores sobre as cores. Algumas vezes quando entra uma Diana ou um Anjo, usa-se mais de duas cores. E nunca na história deste país, fiz um “pastoril” quase todo dentro de uma harmonia de ideias, só quebradas raras vezes.

Neste caso me arrisco a fazer um “pastoril” com o Alon F. (não forcem a ir copiar e colar seu segundo nome estranho), mas podem ir em seu Blog (aqui), no artigo intitulado “Exemplo a imitar”. Vamos ao “pastoril”, o Alon é do azul e eu sou do encarnado.

Em qualquer avaliação séria, a comparação do desempenho escolar de estudantes brasileiros e chineses dá um resultado, digamos, comparável ao que seria o placar de um eventual jogo de futebol entre o catalão Barcelona e o pernambucano Íbis.

Eu só senti pela parábola futebolística, esporte que não acompanho muito, mesmo o que se pratica em Pernambuco. Quase que pedia ajuda ao craque Jameson Pinheiro, mas esperei ler o próximo parágrafo.

Antes que me acusem de preconceito, defendo-me argumentando que o Íbis é paradigma de propaganda da própria ruindade. Deve haver algum time da Catalunha que perderia fácil para Santa Cruz, Náutico ou Sport, mas infelizmente não conheço.

O Alon ainda se fixa no caso dos times pernambucanos, e agora eu entendi tudo. Inicialmente, pensei que ele fosse se referir ao caso do Boi do Sport que ninguém aguenta mais ouvir berrar pelos blogs afora. O que ele quer dizer é que comparar o desempenho escolar do estudante brasileiro com o do estudante chinês é a mesma coisa que comparar Jesus Cristo com Zé Buchudo. E nisto eu concordo, já que ele mostra no segundo parágrafo que está falando de média

Voltando à coluna, a supremacia chinesa sobre nós não chega a espantar, pois aquele país disputa com os Estados Unidos e os melhores centros europeus e japoneses a liderança em formação e educação.

Alguém, fora o Fernando Haddad e seus petistas voadores, discorda? Penso que não. E é por isso que eles estão se achando “inadequados”, pois “errados” nunca podemos ser.

Enquanto isso nós patinamos.

Patinamos porque não precisamos mais de educação formal, nem para ser presidente, e nem educação doméstica para ser senador ou senadora. Vejam o caso Requião e do Sarney. O cara toma um gravador de um jornalista, tira a fita, entrega-o de volta e diz muito obrigado, e o outros diz que ele ainda foi muito educado.

As melhores universidades chinesas já ombreiam em qualidade com as do assim chamado Primeiro Mundo. A ultrapassagem é apenas questão de (pouco) tempo.

Alguma discordância? Claro que não, porque os Perfeitos Idiotas Latinos Americanos (PILA), ainda pensam que os Estados Unidos são o alvo a abater. Se não podemos nós por que não a China?

As nossas? Vêm muito atrás.

E põe atrás nisto. O Brasil apesar de ter ultrapassado nos últimos anos a Holanda e a Rússia na produção de artigos científicos no mundo, está apenas na 13ª posição no mundo, abaixo de países com a Índia, Austrália e Coreia do Sul. Como o jornalista quis dizer, os Estados Unidos vem em primeiro e a China em segundo. Talvez, pelo modo petista de argumentar se diga que evoluímos em relação ao governo de FHC. Pois faz tempo que eles não olham para frente.

O moderno progresso chinês não brotou espontaneamente. É resultado também de uma ruptura política. A ruptura com a Grande Revolução Cultural Proletária dos anos 60 e 70 do século passado.

E o grande problema é o que poderíamos ser se tivéssemos feito como os chineses. Não é possível resumir aqui o que foi a revolução chinesa e o autor merece continuar.

Resumir é sempre complicado, mas aquele movimento decorreu de uma luta interna no Partido Comunista, entre o então líder Mao Tse-tung e os adversários “direitistas”. Resumindo, Mao radicalizou a revolução para concentrar poder.

Aqui, mutatis mutandis, o Lula abrandou o petismo, gerando o Lulismo para concentrar o poder nas mãos de uma esquerda decaída e de uma direita arrendida. Esta luta, apesar de perto do round final, com a vitória das hostes lulistas, com o advento do poste, espera-se que para o bem do Brasil, haja uma reação, dos brasileiros.

Segundo os conceitos da Revolução Cultural, a luta de classes que penetra todas as esferas da atividade humana se manifesta, em consequência, também no campo da cultura.

Isto é, a classe que está no poder, quando dele é apeiado por uma revolução, não perde todo seu poder, pois todos os tecidos sociais, e neles a cultura e os processos de educação estão eivados de odor da classe antiga. A lógica então é retirar item por item do arcaísmo ideológico anterior, pela as novas classes dominantes.

E é necessário produzir uma nova cultura, das classes oprimidas, para contrapôr à das classes opressoras. Mas aí surge o problema. O que seria essa tal cultura dos opressores, a cultura a eliminar?

Aqui no Brasil, o lulo-petismo ainda não tem uma definição clara do que é ruim ou do que é bom para ficar ou seguir com ele. Somente, no último governo Lula, houve um conhecimento de que o que tem valor para ficar é o pobre, e quem deve perecer é o rico. Gerou-se o “pobrismo”. Para não dá uma impressão bíblica às suas ideias, eles evitam dizer, como Jesus disse que pobres sempre existirão na face da terra. Então chamam os pobres de povo. Então é governo do povo pra lá, governo do povo prá cá, e nada mais passa debaixo dos céus do que o povo. O que vem a ser esta entidade é de pouca importância.

Bem, já que segundo o marxismo a ideologia dominante numa certa formação social é a ideologia da classe dominante, o critério maoísta-reducionista -bem desenhado na Revolução Cultural- deixa sob suspeição todo conhecimento pré-existente.

A mesma coisa passa-se com o lulo-petismo. Ideais preexistentes, sobre homossexualismo, raça, gênero, igualdade, poder, etc. são inadequadas para o momento em que o Brasil adentra o rol das nações que odeiam os Estados Unidos e amam o Irã. Fidel sim, Obama não. Daí, para propor criminalizar tudo que a classe antiga achava certa, é um passo. Enquanto não houver o completo domínio da classe agora dominante, haverá um soldado petista pronto para lhe espinafrar, onde você, já cinquentão, meio caduco e ainda querendo aprender o português na escola dentro da norma culta. É um preconceituoso linguístico. Imagine, eu que defendo a criação de uma língua brasileira não sofrerei, se descobrirem que esta ideia venha de FHC. Deus me livre. E já com medo de tudo digo: Nada contra o livro que diz que “os livro” está certo, mas pelo menos que não se ensine isto nas escolas, nem aplaudam o Lula por falar assim. "Menas, companheiros, menas!".

Não será exagero dizer que hoje a China é o que é porque lá atrás enterrou esse dogmatismo, e bem enterrado. Quando Mao morreu o PC chinês rompeu com o maoísmo, e o entorno mais próximo do ex-líder foi removido das posições de poder.

Aqui no Brasil, estamos longe de enterrar o dogmatismo lulo-petista. Também não parecemos nada com a China. Lá com a morte de Mao o país adota a política das Quatro Grandes Modernizações (da indústria, da agricultura, da ciência e tecnologia e das Forças Armadas). São criadas Zonas Econômicas Especiais (ZEE), abertas a investimentos estrangeiros, e é incentivada a propriedade privada no campo. As reformas propiciam à China vigorosa recuperação econômica, com o crescimento médio de 10% a partir de 1978.

Aqui, foram propostas a duas grandes modernizações, o Bolsa Família e o Fome Zero, e foram fechadas as portas aos americanos, porque não trataram bem o Lula nos encontros internacionais. E tivemos o “boom” de consumo e de ascensão das classes menos favorecidas que mantiveram o lulismo no poder com a Dilma Roussef.

Tudo para que o país pudesse avançar.

Claro que aqui o avanço é de um tipo diferente. A nova presidenta prometeu colocar todo mundo na classe média.

Quem tiver curiosidade deve pesquisar pela trajetória da “Gangue dos Quatro”.

Não é preciso nem pesquisar a “Gangue dos Quatro” para entender o que se passa no Brasil, pois o meu conterrâneo Lula, que dizia na época nada saber, agora diz mesmo que ela não existiu. Aqui deve-se pesquisar a “Gangue dos Quarenta”. Hoje, além de não perderem o poder, agora eles estão ainda mais forte. Tanto que, em nossa cidade, minha e do Lula, agora quando alguém está fraco e deprimido, receita-se elixir de “mensalão”. Este sim, dá poder e fidalguia.

Os resultados da experiência chinesa ajudam a defender por que o Brasil precisa se livrar rapidamente de um certo maoísmo tardio, inclusive no terreno educacional. Para o qual a libertação dos explorados e oprimidos passa não pela superação da ignorância, mas pela revelação da beleza nela contida.

Como dizia meu pai: “Palavras loucas, ouvidos moucos”. Não se mexe em time que está ganhando. Quando apreciamos a beleza do congresso que elegemos, e que ajuda a “Gangue dos 40” a comandar nossos destinos, para que mudar?

Daí que falar português errado seja bonito, por expressar a condição cultural dos oprimidos, enquanto explicar para a criança pobre que existe o certo e o errado, no falar e no escrever, é preconceito de classe.

Dizer que o Lula é um apedeuta é um crime de lesa pátria. O adequado é louvar suas qualidades e mostrar a mobilidade social pelo qual pode passar um operário no Brasil. E se para isto o Estado tem que financiar e indicar livros que só ensinam bobagens, tudo bem. E ainda tem gente que ainda critica minha proposta de uma língua brasileira. E como o Alon está correto até aqui, também está certo no restante do texto. Ganhou o azul. E o encarnado sai do “pastoril”. Voltando lá no final para os cumprimentos ao distinto público.

Em termos práticos, o resultado é o reforço das diferenças sociais. O culto do pobrismo só atrapalha mesmo é os pobres.

Quem tem dinheiro pode procurar para o filho uma escola particular que ensine bem português, matemática, ciências, história, geografia. Quem não tem e depende da escola pública vê diariamente o filho voltar para casa sabendo o mesmo tanto que sabia quando saiu pela manhã.

O resultado prático do pobrismo é o pobre servir de cobaia no laboratório do relativismo. Claro, pois não consta que os espertos defensores do vale-tudo pedagógico deixem seus próprios filhos, netos ou sobrinhos à mercê.

E assim o suposto impulso revolucionário revela o que é, na essência: o culto da acomodação e da inércia. Ainda que arrogantes. Uma autêntica pedagogia da opressão.

E mascarada da forma mais cruel, com tintas libertárias.

Os chineses, que inventaram essa coisa, decidiram livrar-se dela rapidinho. Talvez devêssemos imitá-los nisso. Os resultados recomendam.

Boa noite meus senhores todos e boa noite senhoras também. Até agora só imitamos Hugo Chaves e Fidel. Enquanto este último já começa a imitar a China. E nós na rabeira.

Zezinho de Caetés