terça-feira, 24 de maio de 2011

Crise? Que crise?



Governos em crise todos nós já vimos, mas com apenas 5 meses de idade já é mais de difícil de presenciar. Eu só não digo que, nunca na história de país, houve isto, porque não sou um bom historiador, e poderia estar enganado.

Como diz um amigo meu: "Pense no imbróglio sem tamanho em que se meteu a Dilma Rousseff". Não, não é só pela herança maldita do Lula, mas, também pela sua incapacidade tantas vezes antecipadas por mim (sem mesmo ser profeta), de que seria muito difícil tocar o barco quase à deriva deixado pelo meu conterrâneo, que agora, tem como única preocupação ficar rico. O Palocci teve esta preocupação muito antes, e agora está dando trabalho. Mas leiam o que hoje escreveu a Marisa Gibson no Diário de Pernambuco:

“Dilma Rousseff (PT) não quer entrar para história como a presidente que permitiu o desmatamento do Brasil. Por esse recado enviado à base aliada na Câmara dos Deputados, em meio às divergência sobre o Código Florestal, pode-se medir a preocupação da presidente com a sua imagem e com seu conceito. De fato, o conceito que a opinião pública tem de um governante é muitas vezes mais forte do que seus acertos e erros, sendo por aí que se chega à categoria de “blindado”, algo que Dilma ainda não é. E mais perigoso que o desmatamento do país para a imagem e conceito da presidente, posto que ela pode dividir a responsabilidade com o Congresso, é a evolução patrimonional de Antônio Palocci, ministro da Casa civil, cuja permanência no governo é uma decisão unicamente dela. Pelo o que se sabe, a dependência da presidente Dilma em relação a Palocci é enorme, não só sobre questões políticas. O ministro é consultado sobre quase tudo e essa é a garantia de sua sobrevivência no poder. Dentro do PT a convicção é que Palocci só perderá o cargo se surgir algo muito mais grave do que a multiplicação por 20 do seu patrimônio em quatro anos. E, se houvesse essa possibilidade, o próprio Palocci já teria dito à Dilma e sua saída do cargo já estaria sendo decidida. No Senado e na Câmara, apesar do esforço da oposição em querer explicações de Palocci, a oposição também tem consciência de que se não houver nada de mais grave, será difícil derrubar Palocci. Agora, mesmo permanecendo na Casa Civil, Palocci já está marcado pela suspeita e pela dúvida, o que é ruim para o governo e para a presidente Dilma Rousseff. “

Hoje mais cedo, escrevi, como venho fazendo há alguns dias, sobre a crise Palloci de uma forma jocosa, talvez imitando minha colega Lucinha Peixoto. Mas, agora é sério. E como já disse, ou o Brasil se livra dos espertos ou os espertos acabam como Brasil. O grande problema parece está sendo, neste governo do PT, saber se existe alguém que não seja esperto.

Pelo que estão configurado, a crise é muito braba, pois não só o Palocci e o Código Florestal que estão no colo da Rainha Dilma. A exigência do PMDB por cargos, mostrando seu apetite insaciável pelas benesses do poder. A pressão do prefeitos por mais verbas em relação a questão dos restos a pagar, uma das heranças mais malditas que o Lula deixou para o poste e ainda por cima, e talvez, por tudo isto, o dragão da inflação, que ameaça nos queimar a todos.

É muito difícil prever qualquer a reação do nosso poste, carregado por tanto tempo pelo Lula, quando ela está descobrindo que quem o Lula deixou como seu carregador inteirino até 2014, o Palocci, já está causando tantos problemas que é melhor deixar o poste no chão e ir andando. Pois do jeito que ele vai, o poste vai terminar quebrando.

Ainda por cima de tudo, os asseclas de plantão brincam com coisas sérias, escondendo a doença de Dilma, coisa que ninguém desejou, mas se aconteceu, tinha que ser dita ao povo que bem ou mal a elegeu. Sua pneumonia dupla não foi comunicada ao país de forma a evitar o que hoje se vê, a insegurança dos seus próprios eleitores que a sufragaram nas urnas. Enquanto isto o Michel Temer e a Marcela, com as roupas de posse já preparadas, desmentem todos os boatos, sejam verdadeiros ou não.

Sem a mesma capacidade do Sebastião Nery eu me valho do fecho do seu artigo, também hoje pubicado para terminar aqui, esta narrativa sobre nossa crise política:

E a Dilma, coitada, precisando desesperadamente de paz para cuidar de sua saúde, é obrigada a engolir tudo calada. Ela disse que faria “um governos das mulheres”. Mas, no primeiro rombo, jogou a Erenice Guerra barranco abaixo. Por que Erenice não podia ser corrupta e Palocci pode?

Zezinho de Caetés

Um comentário:

Altamir Pinheiro disse...

OS PETRALHAS SE ACOBERTAM UNS AOS OUTROS CUSTE O QUE CUSTAR, E ESSA É UMA DAS RAZÕES PELAS QUAIS ELES COMPÕEM UMA “SOFISTICADA ORGANIZAÇÃO”.