terça-feira, 31 de maio de 2011

E a oposição cada dia racha mais...



Hoje li no Blog do Villa, os comentários do Professor Marco Antônio Villa sobre a convenção do PSDB, a esperança que ainda resta para o oposição do Brasil. Eles estão ordenados e transcritos abaixo. Eu volto depois do tsunami.

“Se é possível falar de um ganhador, certamente foi o senador Aécio Neves. Articulou a permanência de Sérgio Guerra na presidência e manteve a secretaria-geral com um aliado. Os outros cargos são pura perfumaria. O mais estranho (e bizarro) é que perdeu as 3 últimas eleições presidenciais no seu estado mas dá a impressão de ser um vencedor. Faz este papel porque não encontra quem queira realmente "peitá-lo".Para o governo foi um resultado excelente. Sabe que Aécio é oposição light, que tem receio do embate, do enfrentamento.

O grande derrotado tem um nome: José Serra. Ele perdeu feio. Não conseguiu ser presidente do partido, não conseguiu colocar um aliado na secretaria geral, não (outro não) teve força política para ser eleito presidente do Instituto Teotônio Vilela (cargo de pouca relevância para um candidato que teve 44 milhões de votos e que ele desdenhou em fevereiro). Neste caso, o curioso foi que nos últimos dias ele lutou pelo ITV. E perdeu o Instituto para Tasso Jereissati (que- lembram-se? - , tinha encerrado a carreira política em outubro passado após ser derrotado para o Senado). Restou presidir o inexistente Conselho Político. Todo mundo sabe que este Conselho é para tucano ver, não vai existir. Não passou de uma manobra (primária) para dar a impressão que todos ganharam, inclusive Serra.

Geraldo Alckmin também perdeu. O estranho é que não estava no centro da mesa, onde os fotógrafos e cinegrafistas dirigem a atenção. O governador do estado mais populoso e importante da federação, onde o PSDB governa desde 1995, e que nas 3 últimas eleições presidenciais derrotou o candidato do PT, não mereceu aparecer nos registros das imagens do evento. Foi posto de lado. Por quem? Por Aécio Neves, o derrotado nas 3 últimas eleições presidenciais em Minas. Foi um claro sinal de que para ele (Alckmin) as portas estão fechadas para um eventual vôo nacional em 2014.

O maior vencedor foi o governo. O partido está rachado e continuará rachado. Desta forma, não será adversário hoje ou em 2014. Tudo pode mudar, óbvio, mas a convenção foi um desastre. Isto se pensarmos na tarefa histórica de liderar a oposição. Do jeito que as coisas vão, a liderança do PSDB não lidera nem o seu próprio partido.Em um momento de grave crise para o governo, o resultado da convenção do PSDB foi um sinal de alento. É o Brasil, triste Brasil”

Como meu pai dizia no interior, quando queria dizer que a vitória de alguém era uma “furada”, o que Aécio ganhou foi o que “Luzia ganhou na capoeira”. Até hoje não sei o que a Luzia ganhou, mas não deve ter sido boa coisa, pela entonação da voz do meu pai quando dizia a frase. Mas, não foi culpa do Aécio. Quem rachou o PSDB foi o Serra com sua mania de “bater o escanteio e cabecear ao mesmo tempo,” como sempre repete o Jameson Pinheiro. Para evitar a falência total, do ponto de vista político, depois das eleições, ficou alardeando que estava vivo o suficiente para levar outra surra em 2014. Igual ao João Cleofas aqui em Pernambuco e Lula no Brasil, alcançando também o título de Zé Três Quedas.

Perdeu a chance de passar o bastão para o Aécio Neves, que mesmo só sabendo fazer oposição à mineira, seria melhor do que nenhuma. Deu no que deu. Foi preciso até a reaparição do FHC, tentando conquistar a classe média. Poderia até ser bem sucedido se hoje não tivesse mais interessado em legalizar a maconha em nosso país e, entre a defesa de um “baseado” e outro, não lhe sobra mais tempo para nada. Este negócio de 44 milhões de eleitores é que nunca foi bem explicado, por aqueles que vêem o Serra desprezando-os. Na realidade, destes 44, 20 eram de Marina Silva e estavam interessados no projeto verde, 15 eram de pessoas que queriam derrotar o PT e só tinham o Serra como alternativa. O restante era de São Paulo que obedeceram ao Alckmim e alguns poucos de Minas que abandonaram o Aécio. Os 3 votos que sobraram, o da Mônica, o do próprio Serra, e o do Rafael Brasil, estes não se discutem.

Agora dizer que o governo ganhou, foi um exagero do Villa. Ele esqueceu o PSD que continua por aí pegando os cacos de todos os partidos falidos, e olhem que são muitos. E com um caquinho aqui e outro acolá, lá para 2014 o saco vai está cheio. Então vocês acham que o Lula vai trocar o PMDB pelo PSD? Claro que não. Nenhum presidente vai ter coragem de peitar o PMDB, pois como disse o Fernando Henrique, quem o fizer vai ter uma CPI toda semana, no Congresso. E se o PSD ficar forte o suficiente, o PMDB vem junto, pois “aonde a vaca vai, o boi vai atrás”.

Zezinho de Caetés

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