terça-feira, 24 de maio de 2011

A estória dos três porquinhos: Palocci, Dutra e Cardozo



Era uma vez, na época em que os animais falavam, três porquinhos que viviam felizes e despreocupados na casa da mãe.

A mãe era ótima, cozinhava, passava e fazia tudo pelos filhos. Porém, dois dos filhos não a ajudavam em nada e o terceiro sofria em ver sua mãe trabalhando sem parar.

Certo dia, a mãe chamou os porquinhos e disse:

-Queridos filhos, vocês já estão bem crescidos. Já é hora de terem mais responsabilidades para isso, é bom morarem sozinhos.

A mãe então preparou um lanche reforçado para seus filhos e dividiu entre os três suas economias para que pudessem comprar material e construírem uma casa.

Estava um bonito dia, ensolarado e brilhante. A mãe porca despediu-se dos seus filhos:

-Cuidem-se! Sejam sempre unidos! - desejou a mãe.

Os três porquinhos, então, partiram pela floresta em busca de um bom lugar para construírem a casa. Porém, no caminho começaram a discordar com relação ao material que usariam para construir o novo lar.

Cada porquinho queria usar um material diferente.

O primeiro porquinho, o Palocci, um dos preguiçosos foi logo dizendo:

- Não quero ter muito trabalho! Dá para construir uma boa casa com um monte de palha e ainda sobra dinheiro para comprar outras coisas. Vou trabalhar dando assessoria às empresas da floresta, que é um trabalho leve e rende muito dinheiro. Vou pedir a mamãe para ficar na Casa Civil da floresta.

O porquinho mais sábio, o Cardozo, advertiu:

- Uma casa de palha não é nada segura.

O outro porquinho preguiçoso, o Dutra, o irmão do meio, também deu seu palpite:

- Prefiro uma casa de madeira, é mais resistente e muito prática. Quero ter muito tempo para descansar e brincar. Mesmo longe de mamãe, vou está protegido.

- Uma casa toda de madeira também não é segura - comentou o Cardozo - Como você vai se proteger do frio? E se um lobo aparecer, como vai se proteger? Você pode não conseguir um ministério.

- Eu nunca vi um lobo por essas bandas e, se fizer frio, acendo uma fogueira para me aquecer! - respondeu o irmão do meio- E você, o que pretende fazer, vai brincar conosco depois da construção da casa?

-Já que cada um vai fazer uma casa, eu farei uma casa de tijolos, que é resistente. Só quando acabar é que poderei brincar. – Respondeu o Cardozo. Vou exigir de mamãe o Ministério da Justiça da floresta, e de lá poderei cuidar melhor da casa.

O porquinho mais velho, o trabalhador, pensava na segurança e no conforto do novo lar.

Os irmãos mais novos preocupavam-se em não gastar tempo trabalhando.

-Não vamos enfrentar nenhum perigo para ter a necessidade de construir uma casa resistente. - Disse um dos preguiçosos.

Cada porquinho escolheu um canto da floresta para construir as respectivas casas. Contudo, as casas seriam próximas.

O Porquinho da casa de palha, comprou a palha e em poucos minutos construiu sua morada. Já estava descansando quando o irmão do meio, que havia construído a casa de madeira chegou chamando-o para ir ver a sua casa.

Ainda era manhã quando os dois porquinhos se dirigiram para a casa do porquinho mais velho, que construía com tijolos sua morada.

-Nossa! Você ainda não acabou! Não está nem na metade! Nós agora vamos almoçar e depois brincar. – disse irônico, o porquinho do meio.

O porquinho mais velho porém não ligou para os comentários, nem para a as risadinhas, continuou a trabalhar, preparava o cimento e montava as paredes de tijolos. Após três dias de trabalho intenso, a casa de tijolos estava pronta, e era linda! E ainda ganhou o Ministério da Justiça.

Os dias foram passando, até que um lobo, o Dirceu, percebeu que havia porquinhos morando naquela parte da floresta. O Lobo sentiu sua barriga roncar de fome, só pensava em comer os porquinhos.

Foi então bater na porta do porquinho mais novo, o da casa de palha, o Palloci. O porquinho antes de abrir a porta olhou pela janela e avistando o lobo começou a tremer de medo.

O Lobo bateu mais uma vez, o porquinho então, resolveu tentar intimidar o lobo:

- Vá embora! Só abrirei a porta para o meu pai, o apedeuta Lula! - mentiu o porquinho cheio de medo.

- Lula é? Não sabia que Lula era pai de porquinho. Abra já essa porta. – Disse o lobo com um grito assustador.

O porquinho continuou quieto, tremendo de medo.

-Se você não abrir por bem, abrirei à força. Eu ou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar. Os 20 milhões que você ganhou com a assessoria, vai cair na boca de toda a floresta.

O porquinho ficou desesperado, mas continuou resistindo. Até que o lobo soprou uma vez e nada aconteceu, soprou novamente e da palha da casinha nada restou, a casa voou pelos ares. O porquinho desesperado correu em direção à casinha de madeira do seu irmão, Dutra.

O lobo correu atrás.

Chagando lá, o irmão do meio estava sentado na varanda da casinha.

-Corre, corre entra dentro da casa! O lobo vem vindo! – gritou desesperado, correndo o porquinho mais novo.

Os dois porquinhos entraram bem a tempo na casa, o lobo chegou logo atrás batendo com força na porta.

Os porquinhos tremiam de medo. O lobo então bateu na porta dizendo:

-Porquinhos, deixem eu entrar só um pouquinho! - De forma alguma Seu Dirceu, vá embora e nos deixe em paz. - disseram os porquinhos.

- Então eu vou soprar e soprar e farei a casinha voar. O lobo então furioso e esfomeado, encheu o peito de ar e soprou forte a casinha de madeira que não aguentou e caiu.

Os porquinhos aproveitaram a falta de fôlego do lobo e correram para a casinha do irmão mais velho.

Chegando lá pediram ajuda ao mesmo.

-Entrem, deixem esse lobo comigo!- disse confiante o porquinho mais velho.

Logo o lobo chegou e tornou a atormentá-los:

- Porquinhos, porquinhos, deixem-me entrar, é só um pouquinho!

-Pode esperar sentado seu lobo mentiroso. - respondeu o porquinho mais velho.

- Já que é assim, preparem-se para correr. Essa casa em poucos minutos irá voar! O lobo encheu seus pulmões de ar e soprou a casinha de tijolos que nada sofreu.

Soprou novamente mais forte e nada.

Resolveu então se jogar contra a casa na tentativa de derrubá-la. Mas nada abalava a sólida casa.

O lobo resolveu então voltar para a sede do PT e descansar até o dia seguinte.

Os porquinhos assistiram a tudo pela janela do andar superior da casa. Os dois mais novos comemoraram quando perceberam que o lobo foi embora.

- Calma , não comemorem ainda! Esse lobo é muito esperto, ele não desistirá antes de aprender uma lição.- Advertiu o porquinho mais velho.

No dia seguinte bem cedo o lobo estava de volta à casa de tijolos. Disfarçado de vendedor de frutas.

- Quem quer comprar frutas fresquinhas?- gritava o lobo se aproximando da casa de tijolos.

Os dois porquinhos mais novos ficaram com muita vontade de comer maçãs e iam abrir a porta quando o irmão mais velho entrou na frente deles e disse: -- Nunca passou ninguém vendendo nada por aqui antes, não é suspeito que na manhã seguinte do aparecimento do Dirceu, surja um vendedor?

Os irmãos acreditaram que era realmente um vendedor, mas resolveram esperar mais um pouco.

O lobo disfarçado bateu novamente na porta e perguntou:

- Frutas fresquinhas, quem vai querer?

Os porquinhos responderam:

- Não, obrigado.

O lobo insistiu:

Tome peguem três sem pagar nada, é um presente.

- Muito obrigado, mas não queremos, temos muitas frutas aqui.

O lobo Dirceufurioso se revelou:

- Abram logo, poupo um de vocês!

Os porquinhos nada responderam e ficaram aliviados por não terem caído na mentira do falso vendedor.

De repente ouviram um barulho no teto. O lobo havia encostado uma escada e estava subindo no telhado.

Imediatamente o porquinho mais velho aumentou o fogo da lareira, na qual cozinhavam uma sopa de legumes.

O lobo se jogou dentro da chaminé, na intenção de surpreender os porquinho entrando pela lareira. Foi quando ele caiu bem dentro do caldeirão de sopa fervendo.

--AUUUUUUU!- Uivou o lobo de dor, saiu correndo em disparada em direção à porta e nunca mais foi visto na esplanada da floresta.

Os três porquinhos, pois, decidiram morar juntos daquele dia em diante. Os mais novos concordaram que precisavam trabalhar além de descansar e brincar.

Pouco tempo depois, a mãe dos porquinhos não aguentando as saudades, foi morar com os filhos. Pois mesmo que o Palocci tenha ganho dinheiro ilicitamente, e o Dutra ficado um pouco doente, pelo medo que ficou do lobo, “mãe é sempre mãe”, e ainda tinha o porquinho Cardozo para defendê-los, no Ministério da Justiça.

Todos viveram felizes e em harmonia na linda casinha de tijolos, a beira do Lago Paranoá.

Zézinho de Caetés.

Um comentário:

Altamir Pinheiro disse...

CÍCERO, HEITOR E PRÁTICO, SÃO TRÊS CANALHINHAS, QUE PRECISAM LEVAR UMA LIÇÃO DE VIDA. NÃO DO LOBO MAU(QUE É UM PÉSSIMO EXEMPLO) NEM DA MÃE E SIM, DA SOCIEDADE. ENQUANTO ISSO, APROVEITEM CRIANÇAS, PORTEM-SE MAL!!!