terça-feira, 10 de maio de 2011

A GAZETA 286 e o encontro Todos por Pernambuco



O Zé Carlos nos enviou nosso exemplar da A Gazeta. Como o Diretor Presidente está de férias ou talvez até ande dizendo, como presidente da AMUPE, o prefeito de Lajedo, como vi no jornal, que ele está numa viagem administrativa à Suíça, por isso não vai poder mendigar em Brasília com os outros prefeitos, eu, por idade fui a primeira a ler. Por falar nisso, nem sei ainda se Judith foi também, para a festa de mendigação, estou esperando o Blog do Poeta me dar esta informação.

E já disse que, sempre começo a ler um jornal pelo seu editorial, e no caso da A Gazeta, começo lendo o Jodeval. A rima foi involuntária. Li como todo mundo, do começo para o fim. Mas faço uns comentários do fim para o começo.

O Jodeval termina dizendo que seria desejável um encontro do tipo que o Conde Eduardo está fazendo com o Todos por Pernambuco, fazer-se em Bom Conselho um Todos por Bom Conselho. Daí eu já começo minhas críticas. Eu adoraria concordar um dia com o Jodeval, mas é quase impossível. A ideia não é má para o Conde, mas é péssima para nossa prefeita. Enquanto, a Judith está procurando por todo canto um mínimo de criatividade para retirar seu governo da mesmice do governo do povo, quando os que criaram isto já estão atrás da classe média, vem o Jodeval sugerir que a prefeita imite o Conde Eduardo. Não é razoável.

Como o Jodeval sabe, daqui até outubro de 2012 é só política no município. A Judith tem quase 100 candidatos de oposição para vencer ou convencer. Um Todos por Bom Conselho hoje, seria levar uma possível candidatura sua para o Santa Marta.

Voltando ao início, todo editorial é um elogio da iniciativa do governador, que segundo o editorialistas, parece uma criança correndo atrás dos votos. Parece até que é início de governo. E eu pergunto: E não é não? Agora o Conde tem mais 4 anos pela frente e precisa mostrar serviço, e para isto o gesto político ao dizer que as reuniões são como “uma aula de cidadania para todos nós” e que “já participaram dos debates, até o momento, 9.207 pessoas de 2.388 entidades.” E que “todos esses olhares somados dão uma visão diferenciada dos problemas e das soluções tomadas” e onde “os reclamos que ouvimos aqui jamais chegariam a nós de outra maneira”, é história para boi dormir. Se o Conde não quis saber disto até este momento, não é daqui prá frente que estas demandas terão serventia, a não ser mostrar o dinamismo dele, entre um bocejo e outro.

Que o Eduardo faça isto, está no seu papel, mais um órgão de imprensa, o único do ramo escrito, na cidade, se prestar a dar credibilidade a estas baboseiras, e ainda propor que se faça o mesmo em Bom Conselho, quando se sabe que de tudo que o Conde prometeu, não chegará nem um terço, pelos cortes orçamentários e de verbas anteriores, para combater os rombos que fazem parte da saída da herança maldita deixada pelo apedeuta para o poste, parece brincadeira.

O jornal deveria era cobrar cada tostão de promessas que estes políticos fizeram a Bom Conselho, levaram seus votos e agora vão entregar àqueles que gritam mais, sejam políticos ou pessoas da imprensa. Não é só a Judith Alapenha que tem que se empenhar e mostrar que, fazer política séria não só é ganhar as próximas eleições, e sim garantir que suas promessas sejam cumpridas mesmo que para isto tenha que mandar o Conde plantar batatas. Pelo jeito não é o que está ocorrendo. O que tenho medo é que quando os bom-conselhenses despertarem para isto, já poderemos ter outro governo do povo, e vamos continuar sendo povo e dependendo do bolsa família, para girar a roda do comércio, já que nos setores econômicos ficamos com um quinto da Perdigão e nos demos por satisfeitos.

O Jodeval levanta um ponto intrigante e ao mesmo tempo incompreensível quando diz que “em alguns casos [o encontro] foi pontualmente útil, como em relação a “denúncias” de blogs que não foram confirmadas e estão entregues ao Ministério Público. Apesar de desconfiar, eu não sei ao certo a que denúncias A Gazeta se refere, e que já diz que não foram confirmadas mas estão entregues ao ministério público. Ou, o jornal tem um ligação direta com algum ministério público, ou não pode dizer que as denúncias, sejam lá quais forem, não foram confirmadas. Eu gostaria de saber quais as denúncias e quando não foram confirmadas e quem decidiu assim, e até aqueles que as fizeram por motivos de ganhar notoriedade, até com fins eleitorais.

Pode até não ser, mas, eu imagino que foi o caso da cabritinha levantado pelo Blog do Poeta, de que ela teria tido toda a culpa por ser assediada sexualmente, pois andava gastando dinheiro demais com roupas em uma cidade vizinha. De fato esta denúncia ainda não foi confirmada, e está no ministério público, esperando apenas o depoimento de um bode que passava no local. Alguns já até falam que este bode, que serviu como testemunha, virou apenas um bode expiatório, quando na verdade ele queria participar da ação com o meliante ao fazer mal a cabritinha.

O que eu espero é que haja um esclarecimento destas denúncias, e não vai ser com o advento de um encontro Todos por Bom Conselho, que se irá esconder os podres da cabritinha. Já que o Jodeval não esclarece o caso no editorial, com a palavra o Poeta.

Lucinha Peixoto

P.S.: Já havia concluido este texto quando fui à AGD e vi que deu no Blog do Felipe Alapenha que sua mãe vai a Brasília para a roda da mendicância. O que espero é que ela se imponha e mostre que, mesmo considerando que mendigo seja povo, não está ali nesta condição. Basta de migalhas, reforma tributária e pacto federativo já. Se o Conde chiá, mande-o catar coquinho e teremos uma deputada de Bom Conselho em 2014.

LP

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