quarta-feira, 4 de maio de 2011

Não dá mais prá segurar...



Durante meses o Saulo sumiu. Eu sempre procurei o Saulo. Por que? O que esta senhora tem a ver com isto? Xeretice? Implicância? Eu sei responder muito bem a todas estas indagações. No entanto, é impossível responder só no Mural da AGD, ou mesmo no do SBC, que foi a única coisa que funcionou durante a ausência prolongada do Saulo.

Eu acompanhei a criação da Academia Pedro de Lara. Ela aconteceu no meio de um surto bélico/literário que aconteceu, quando o Mural do SBC ainda não era automático e que me permitia usar mais de 1000 toques para escrever. Achei a ideia fantástica, mas diante da censura a que fui submetida, mesmo com o convite do Saulo para dela participar, e que dele declinei. Nunca fui uma acadêmica pedrodelariana, mas lia os escritores de lá, que, com algumas exceções, reuniam as melhores canetas de Bom Conselho.

Saulo sempre administrou bem o site, com a ajuda voluntária dos bom-conselhenses, dos quais eu não participava, porque sempre achei que ajuda voluntária é como aquelas que são feitas a políticos em época de campanha. Quando são identificadas, além de não se tornarem mais voluntárias, sempre há um compromisso moral de quem as recebe. Como homem de bem, o Saulo sabia disso e sempre se portou como tal.

Um belo dia o SBC parou. O Saulo sumiu. A APL, deixou de publicar pelo menos os que eu contei, 3 textos, de acadêmicos pedrodelarianos famosos. Estes acadêmicos, o Gildo e a Ana Luna, chegaram a reclamar do desaparecimento dos seus escritos, como se não houvesse ninguém por eles responsáveis. Eram reclamações genéricas que não funcionaram. Os textos e o Saulo continuavam sumidos. Eu até pensei que poderia ser um problema de doença, o que sempre respeitamos. Por exemplo, eu estou dando uma trégua à Dilma, enquanto ela cura sua pneumonia.

Veio então o Pedro Ramos, talvez o maior usuário do Mural até hoje, e o encabeçador da lista de voluntários do Saulo e proclama: “O problema com o Saulo é de computador”. Esperei um pouco e o Saulo não aparecia. Quis fazer uma campanha para doar um computador ao Saulo, mas, sou fraca nestas coisas, já tinha fracassado em uma que fiz para Garanhuns. E eu, literariamente sedenta para ler os escritos novos dos acadêmicos pedrodelarianos. Era o único caso de imortais que estavam mortos, ou pelo menos em estado de coma.

Continuei, eu sozinha, minha campanha pela volta do Saulo. Saulo, Saulo, onde estás que não respondes!? Lembram? Isto era feito, não pelos que tiveram seus artigos postergardos na publicação, e sim pelos milhões de leitores da APL. Até que ontem, numa nota no Mural da AGD, seu primo, acadêmico pedrodelariano e batalhador incansável, junto comigo, pela criação da Academia de pedra e cal, afirmou que ontem o Saulo estaria voltando. Alvíssaras. Antes tarde do que nunca. Foguetes literários no ar. Só que até esta hora que escrevo estas mal traçadas linhas, a APL continua paradona, imóvel, inerte, enquanto seus milhares de ávidos leitores batem à sua porta. Eu, viciada na APL, lia textos antigos de escritores famosos de lá, e obtinha inspiração para cometer os meus aqui. Mas, para quem não gosta de ler o lido, é um problema. Seria uma crueldade forçá-los a ler algumas poesias que lá estão.

Mas o SBC se moveu. Publicou uma foto da Ana Luna, onde há meses jazia uma foto de uma cavalgada. Então, como diz o Zetinho, graças a Deus, o Saulo está vivo e mexendo. Agora só estamos esperando que ele explique suas férias, tão prolongadas. Será que já são iguais a da magistratura depois que ele é advogado.

Agora, diante da briga entre Ana Luna e o Ronaldo Dias no Mural do SBC, que vinha de um período que eu espero que termine logo, embora hoje já soube pelo recado do Pedro Ramos que a sua esposa Socorro, ainda continua internada, mas, graças a Deus, passando muito bem, de acidentes de doenças, espero que voltem as brigas normais e todo o SBC comece a bulir outra vez, iniciando pelas explicações do Saulo.

Recebi ontem um e-mail perguntando porque eu não tomei partido na luta intelectual entre o Ronaldo e a Ana Luna. Realmente, ainda não me manifestei sobre ela, apenas a divulguei como forma de divulgar a única coisa que mexia no Mural, além de doenças, acidentes e propagandas do UvaPassa. Eu não dei minha opinião por falta de espaço. Para mim, um mural é pouco. Satisfaço minha leitora aqui.

Eu disse que dava toda razão ao Ronaldo Dias (eu não o conheço) pela crítica à irrelevância do Mural. O que me surpreendeu foi que ele é do Rio de Janeiro, e se vocês observarem bem, o SBC é um site quase da Colônia Papacaceira do Rio. Me surpreendeu (deixei a próclise de propósito) mais ainda por ele não saber o que era o UvaPassa, quando o Mural é principal veículo de propaganda deste conjunto quase da terceira idade. De surpresa em surpresa, o Sr. Ronaldo tem todo o direito de não saber nada do UvaPassa, assim como tem o dever de colocar coisas relevantes lá no Mural.

O que não gostei foi a forma como a Ana Luna reagiu ao recado do Ronaldo. Eu odeio quem questiona os outros, apelando para o elitismo intelectual, sobre seus dotes literários/ortográficos. Há um acadêmico pedrodelariano que é o mestre do português, e quando não tem argumentos razoáveis ele começa a mostrar os erros de concordância verbal. Foi isto que a Ana fez e eu acho horroroso. Se eu souber que a Neide Pipoquinha ou a Marcix fazem este tipo de crítica, eu vou começar a criticar o UvaPassa todo.

Minha mãe era analfabeta, e como tal não poderia curtir o UvaPassa porque errava muito na concordância verbal, igual ao ex-apedeuta-mor, Lula. Eu apenas acho que ela não deveria ser presidenta, mas se chegasse lá seria melhor do que a Dilma. Por que então criticar quem ousa dizer que não sabe o que é o UvaPassa, dizendo que ele não faz bem concordância verbal? Mesmo porque, e aqui não vai nenhuma crítica, e sim uma constatação, as pessoas que tomaram a defesa da Ana, também não são mestres na concordância. Leiam o Zé Póvoas e vejam porque dizem que ele é um excelente músico. Ou seja, não é necessário ser um primor na concordância verbal, para dar um show no Quarteto Papacaceiro no próximo Encontro, ao qual eu não faltarei, nem morta.

Lucinha Peixoto

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