segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Diabo Veste Prada



Repetir que estou de plantão no Blog da CIT fica até chato. Hoje já escrevi sobre as novelas de TV. E hoje à tarde, com o esgotamento das notícias, pelo menos as diferentes, pois só se fala da velocidade de ganhar dinheiro do Ministro da Casa Civil, eu fui assistir a um filme em HD na TV Globo. Na SBT era o programa da Eliane, que nunca vi mais chato. Mas, cala-te boca.

O filme, eu já o havia assistido no cinema, no entanto já estou perto da boa idade, e os neurônios memoriais não sustentam mais muita carga. Era quase como se tivesse vendo pela primeira vez, com a vantagem dos intervalos para tomar água e descansar um pouco as sinapses neuronais. Como quase todo o Brasil sabe, o filme era O Diabo Veste Prada, com a espetacular Meryl Streep interpretando uma executiva de uma revista de modas em Nova York. Se alguma dia eu conhecer aquela cidade juro que farei um relato de viagem como está fazendo o Gildo Póvoas na APL. Mas, como estou longe de ser um imortal, e nem sei se quero sê-lo, publicá-lo-ei aqui mesmo neste Blog.

O filme é uma espécie de resenha universal sobre a luta entre a vida pessoal e profissional. Creio que, pelo menos nesse nosso mundo ocidental isto é um tanto comum. Até algumas falas no filme lembram isto muito bem, como um empregado e conselheiro da mocinha que começa a trabalhar, a Andrea (vivida pela Anne Hathaway, que é bonitinha mas não é ordinária, como atriz): “Você só vai ter sucesso profissional quando não tiver mais este dilema de duas vidas. Eu digo que isto só acontece em Cuba que não se em opção, ou na Índia como faquir. A Miranda fez a opção por uma vida só, e se comporta como o diabo em forma de gente em relação aos seus subordinados, embora sinta os problemas que todos sentimos como seres humanos, de rejeição, falta de carinho e outros que não sei avaliar, como o de mãe e avó, ou mesmo de pai e de avô. Não que eu tenha feito a mesma opção de Miranda, em relação a este Blog, mas, minha solteirice opcional às vezes leva os outros a pensarem que é assim.

Voltando ao filme, o grande filão do enredo é explorar as dúvidas da Andrea em relação a estas duas vidas, dentro de um ritmo adequado e explorando as ruas tanto de Nova York como de Paris, de uma forma magistral. Esta última cidade eu conheci um dia. Já é longe no tempo para relatos. E nada pior para uma narrativa do que termos que ir à internet para pegar os nomes dos lugares, pois já os esquecemos. Só dar para dizer que Paris não é uma cidade tão bela como Bom Conselho, quando não existia aquele trânsito infernal em Papacaça, porém, aqui no Brasil eu ainda procuro outra que seja.

A cena quase final do olhar entre a Andrea e a Miranda olhando uma para outra, e cada uma seguindo seu destino, é antológica. Quem não olhou para outrem se perguntando, será que eu o sigo ou não? Até São Pedro teve suas dúvidas em relação à fé cristã e suas obrigações. Ficaria no lago, numa boa, pescando, ou seguiria o Cristo e pregando o cristianismo? Forçando um pouco "a barra", eu diria que esta dúvida evolui até para saber que sistema social, político e econômico, queremos. Atualmente, todos querem o padrão de vida americano (resumindo, "todos querem ter seu carrro, etc.) mas não querem um padrão de igualdade cubano (resumindo "todos tem suas caderneta de alimentação. É um resumo do pensamento de Miranda: "Todos querem ser como eu, mas para isto, não podem deixar de passar o que passo". Ou seja, quem quer o ônus tem que ter o bônus.

Estamos vivendo uma época neste país, Brasil, onde apenas os políticos não tem que pensar nestas opções de vida. Vi o resultado de uma enquete no Blog do Roberto Almeida de Garanhuns, em eles ganharam disparado sobre o que cada um deveria fazer para se dar bem na vida. É, talvez, o único lugar no mundo onde os políticos todos se dão bem sem necessitarem fazer nenhuma escolha de sacrifício pessoal. Se for eleito, já sabe que só deixará de sê-lo, se não conseguir colar nele um nome de papai ou mamãe de alguma coisa. Vejam Lula, o Pai dos Pobres, Collor o Pai dos Descamisados, Dilma a Mãe do PAC, e agora em Bom Conselho, temos a Mamãe Juju.

Vai ser preciso muito esforço dos oposicionistas para ganhar da Mamãe Juju em 2012, a não ser que apareça um Vovô Zé. Mas, já o consultei o próprio sobre isto e o homem só faltou me bater, dizendo que jamais passará para o lado negro da força. Restaria a Mamãe Lulu, esta eu sei, que igual à Miranda, também veste prada, embora ela garanta que não é o diabo.

Enfim, está terminando meu plantão. Penso que só publicarei isto amanhã. Vocês já me leram demais hoje. Então acertem os ontem e os hoje do texto. Até breve.

Diretor Presidente

Nenhum comentário: